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<title><![CDATA[RSS CLIPPING ABRAS - Economia]]></title>
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<description><![CDATA[Bem vindo ao canal de RSS do Clipping ABRAS - Economia]]></description>
<image><title><![CDATA[RSS Portal ABRAS Feed]]></title>
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<language>pt-Br</language>
<pubDate>Wed, 22 May 2013 00:54:02 -0300</pubDate>
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<title><![CDATA[Mercado prevê que BC subirá ritmo de juros contra inflação]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36995</link>
<pubDate>Tue, 21 May 2013 10:35:46 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Tom mais enf&aacute;tico de Alexandre Tombini e amplia&ccedil;&atilde;o de gastos do governo indicam alta mais forte da Selic<br /><br />Neg&oacute;cios no mercado de juros futuros ontem j&aacute; apontavam para eleva&ccedil;&atilde;o da taxa para 8% na semana que vem<br /><br />As apostas de que o Banco Central poder&aacute; acelerar o ritmo de aumento de juros cresceram nos &uacute;ltimos dias.<br /><br />Sinais de que o governo est&aacute; mais preocupado com a infla&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m levado o mercado a aumentar as fichas na aposta de que a Selic subir&aacute; 0,5 ponto percentual, para 8%.<br /><br />At&eacute; poucos dias atr&aacute;s, prevalecia a expectativa de que o Copom (Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria) elevaria a taxa b&aacute;sica em 0,25 ponto percentual na semana que vem, repetindo o ajuste feito em abril.<br /><br />Ontem, o n&iacute;vel da taxa de juros refletido em contratos negociados no mercado futuro indicava mais de 80% de chance de um aumento da Selic de 0,5 ponto percentual.<br /><br />O Ita&uacute; Unibanco revisou a proje&ccedil;&atilde;o de alta da Selic de 0,25 para 0,5 ponto percentual. "Temos notado uma vontade maior do Banco Central de combater a infla&ccedil;&atilde;o, uma preocupa&ccedil;&atilde;o maior", diz Ilan Goldfajn, economista-chefe do Ita&uacute; Unibanco.<br /><br />A corretora Votorantim tamb&eacute;m elevou sua proje&ccedil;&atilde;o de aumento da Selic, de 0,25 para 0,50 ponto percentual.<br /><br />A mudan&ccedil;a foi motivada pelo discurso duro do presidente do BC, Alexandre Tombini, na semana passada.<br /><br />"Tombini foi enf&aacute;tico ao dizer que o BC agiria tempestivamente [para fazer a infla&ccedil;&atilde;o recuar]. E, observando o cen&aacute;rio, faz sentido que haja essa mudan&ccedil;a [na dosagem de alta dos juros]", diz Roberto Padovani, economista-chefe da Votorantim.<br /><br />Segundo ele, est&aacute; cada vez mais claro que a pol&iacute;tica fiscal (gastos do governo para incentivar a economia) vai continuar em expans&atilde;o, exigindo mais aperto da pol&iacute;tica monet&aacute;ria do BC.<br /><br />Jankiel Santos, economista-chefe do Banco Esp&iacute;rito Santo, observa que existe a perspectiva de uma retomada mais favor&aacute;vel da economia dos EUA, o que provoca o fortalecimento do d&oacute;lar e o fim do excesso de est&iacute;mulos.<br /><br />Com isso, a alta dos juros no Brasil &eacute; tamb&eacute;m estrat&eacute;gica para a atra&ccedil;&atilde;o de recursos.<br /><br />No Brasil, as estimativas sobre o crescimento s&atilde;o mistas. Analistas ouvidos pela pesquisa semanal Focus j&aacute; esperam um crescimento abaixo de 3% neste ano.<br /><br />A proje&ccedil;&atilde;o de expans&atilde;o do (Produto Interno Bruto) recuou levemente na &uacute;ltima semana, de 3% para 2,98%.<br /><br />O movimento, resposta ao resultado abaixo do esperado na pr&eacute;via do PIB feita pelo BC, na semana passada, contrasta com perspectivas de retorno do investimento neste in&iacute;cio de ano.<br /><br />Para Goldfajn, do Ita&uacute; Unibanco, o crescimento neste ano dever&aacute; ser de 2,8%. Segundo ele, a d&uacute;vida &eacute; saber se o movimento positivo dos investimentos neste in&iacute;cio de ano continuar&aacute;, apesar da confian&ccedil;a ainda baixa dos empres&aacute;rios. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Sem fôlego para crescer, PIB do Brasil pode avançar só 2,8%]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36993</link>
<pubDate>Tue, 21 May 2013 10:34:58 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Gargalos em emprego e infraestrutura limitam a capacidade do pa&iacute;s<br /><br />RIO, BRAS&Iacute;LIA e S&Atilde;O PAULO &ndash; Ao mesmo tempo em que o mercado prev&ecirc;, pela primeira vez, uma expans&atilde;o abaixo de 3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e servi&ccedil;os produzidos) este ano, economistas s&atilde;o un&acirc;nimes em afirmar que o crescimento potencial da economia brasileira &mdash; patamar no qual o PIB pode avan&ccedil;ar sem press&otilde;es inflacion&aacute;rias &mdash; se reduziu nos &uacute;ltimos anos. Gargalos de infraestrutura, falta de investimentos, mercado de trabalho aquecido e oferta menor de m&atilde;o de obra s&atilde;o alguns dos fatores que contribuem para esse movimento.<br /><br />J&aacute; h&aacute; quem estime hoje que o potencial de expans&atilde;o a longo prazo no pa&iacute;s esteja abaixo de 3%, como &eacute; o caso de Jos&eacute; Marcio Camargo, professor da PUC-Rio e economista da Opus Gest&atilde;o de Recursos, e do economista do Ita&uacute; Unibanco Aur&eacute;lio Bicalho. Mesmo quem faz proje&ccedil;&atilde;o maior, de 3,8%, como &eacute; o caso do economista-chefe da LCA Consultores, Br&aacute;ulio Borges, admite que a capacidade de o Brasil crescer sem infla&ccedil;&atilde;o &eacute; menor hoje do que j&aacute; foi um dia. Pesquisa do Banco Central (BC) em outubro de 2010 com participantes de mercado apontava uma estimativa m&eacute;dia de PIB potencial de 4,4%.<br /><br />&mdash; O mercado de trabalho est&aacute; muito aquecido, o que pressiona sal&aacute;rios e reduz produtividade, temos baixa ociosidade dos bens de capital (m&aacute;quinas e equipamentos) e ganhos de produtividade pequenos. No ano passado, houve inclusive queda. Al&eacute;m disso, a infla&ccedil;&atilde;o est&aacute; seriamente deteriorada. Com esse cen&aacute;rio, &eacute; dif&iacute;cil ter um crescimento forte. Hoje, nossa estimativa para o PIB potencial &eacute; de 2,8%, quando estava em torno de 3,5% na d&eacute;cada passada &mdash; afirma Camargo.<br /><br />Potencial para crescer caiu de 4% para 3%<br /><br />Para o professor da PUC-Rio, o pa&iacute;s n&atilde;o est&aacute; gerando os incentivos corretos para os investimentos, seja por falta de estabilidade de regras ou por elas serem ruins. Ele reconhece que a MP dos Portos, aprovada na semana passada, &eacute; um ganho, embora, na sua opini&atilde;o, tenha dado um sinal ruim para os investidores dos portos p&uacute;blicos.<br /><br />&mdash; H&aacute; uma percep&ccedil;&atilde;o de que o PIB potencial n&atilde;o &eacute; t&atilde;o elevado quanto no passado. Os &uacute;ltimos indicadores foram muito ruins. A economia est&aacute; batendo em alguns estrangulamentos, como infraestrutura e desemprego baixo. Continuamos com crescimento baixo mesmo com infla&ccedil;&atilde;o alta, o que indica que estamos perto do crescimento potencial ou at&eacute; acima dele. N&atilde;o d&aacute; para colocar um Fusca para correr a 200 quil&ocirc;metros por hora &mdash; diz o economista-chefe do Deutsche Bank, Jos&eacute; Carlos de Faria.<br /><br />Sua estimativa &eacute; de que hoje o chamado PIB potencial do Brasil est&aacute; em torno de 3%, quando h&aacute; algum tempo era mais pr&oacute;ximo de 4%. Entre os fatores que influenciaram neste recuo, segundo Faria, s&atilde;o os problemas estruturais de infraestrutura e o sistema tribut&aacute;rio, mas tamb&eacute;m o aumento de incerteza sobre a regula&ccedil;&atilde;o e sobre o cumprimento das metas de infla&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es &eacute; com os investimentos, que chegaram a uma taxa de 19,5% do PIB em 2010, mas recuaram para 19,3% em 2011 e 18,1%, em 2012. J&aacute; o mercado de trabalho continua aquecido, com taxas baixas de desemprego. No ano passado, a m&eacute;dia foi de 5,5%, a mais baixa desde o in&iacute;cio da atual s&eacute;rie hist&oacute;ria do IBGE, em 2002. E a oferta de trabalho &eacute; menor do que era no passado. A popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa (PEA) &mdash; que inclui quem est&aacute; trabalhando ou em busca de trabalho &mdash; cresceu 1,8% em m&eacute;dia ao ano entre 2000 e 2010. Em 2012, a expans&atilde;o foi de s&oacute; 1,2%. E a proje&ccedil;&atilde;o do Ita&uacute; Unibanco &eacute; que essa taxa caia para 0,9% em 2020.<br /><br />&mdash; S&oacute; essa mudan&ccedil;a no crescimento da PEA representa 0,5 ponto percentual no PIB potencial. Na d&eacute;cada passada, o n&iacute;vel (do PIB potencial) era perto de 3,5%, mas agora j&aacute; chega a algo como 2,9% e 3% &mdash; diz Aur&eacute;lio Bicalho.<br /><br />Mais cauteloso com as proje&ccedil;&otilde;es para o potencial de expans&atilde;o da economia, Br&aacute;ulio Borges diz que alguns analistas est&atilde;o confundindo quest&otilde;es conjunturais com estruturais:<br /><br />&mdash; &Eacute; not&oacute;rio que o PIB potencial n&atilde;o &eacute; o mesmo de cinco anos atr&aacute;s, principalmente por causa da oferta de m&atilde;o de obra. J&aacute; se incorporou muita gente e o crescimento &eacute; mais demogr&aacute;fico. No entanto, o ritmo potencial de crescimento caiu, mas n&atilde;o desabou &mdash; afirma Borges, que estimava o PIB potencial 4,2% em 2010 e agora v&ecirc; 3,8%.<br /><br />Se as previs&otilde;es a longo prazo est&atilde;o menores, o mesmo ocorre a curto prazo. Segundo a pesquisa semanal Focus, que o BC faz com os analistas das principais institui&ccedil;&otilde;es financeiras do pa&iacute;s, a proje&ccedil;&atilde;o para o PIB deste ano passou de 3% para 2,98%. Foi a primeira vez que a taxa ficou abaixo de 3%. Na virada do ano, os analistas esperavam um crescimento de 3,3%.<br /><br />Segundo o economista-chefe da Sulam&eacute;rica Investimentos, Newton Rosa, muitos no mercado esperam que o pa&iacute;s s&oacute; crescer&aacute; 2,8%. Essa &eacute; exatamente a sua aposta. Ele lembra que os dados do primeiro trimestre est&atilde;o inflados com o setor agr&iacute;cola, desempenho que n&atilde;o deve se manter ao longo do ano:<br /><br />&mdash; Independentemente de ser ano pr&eacute;-eleitoral, ou ano de Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es, &eacute; muito pouco. O Brasil deveria estar com um crescimento de 4,5%.<br /><br />Outro indicador preocupante &eacute; a retomada do aumento do estoques da ind&uacute;stria em abril, depois de se manterem dentro do planejamento das empresas por sete meses, segundo a Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI). O &iacute;ndice foi de 51,2 pontos no m&ecirc;s passado. Dados acima de 50 pontos indicam estoque acima do planejado.<br /><br />Diante deste cen&aacute;rio, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industria (Iedi) apresentar&aacute; at&eacute; o fim da semana documento ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que os &uacute;ltimos dois anos p&otilde;em em evid&ecirc;ncia a necessidade de &ldquo;uma nova pol&iacute;tica econ&ocirc;mica&rdquo;.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Globo - RJ</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Novas normas dão aos bancos folga de capital]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36986</link>
<pubDate>Tue, 21 May 2013 10:30:48 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Os bancos brasileiros est&atilde;o com maior folga de recursos pr&oacute;prios segundo as regras de exig&ecirc;ncia de capital do acordo de Basileia 3. Em grande parte, isso aconteceu gra&ccedil;as a mudan&ccedil;as de normas adotadas pelo Banco Central neste ano. Em mar&ccedil;o, o BC anunciou que passaria a exigir menos capital dos bancos para opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito imobili&aacute;rio, consignado e financiamento a grandes empresas.<br /><br />Segundo dados do BC, os bancos do sistema financeiro encerraram o primeiro trimestre do ano com &iacute;ndice de Basileia de 17,07%. Sem as novas regras, ficariam em 16,43%. Na pr&aacute;tica, isso significa que os bancos ganharam neste come&ccedil;o de ano mais espa&ccedil;o no balan&ccedil;o para emprestar.<br />Assuntos relacionados<br /><br /><strong>Bancos ganham folga de capital</strong><br /><br />A recalibragem da exig&ecirc;ncia de capital se deve &agrave; constata&ccedil;&atilde;o de que essas modalidades apresentam inadimpl&ecirc;ncia mais baixa que a m&eacute;dia. Diante do risco historicamente menor, o BC se sentiu confort&aacute;vel para reduzir o requerimento de recursos pr&oacute;prios dos bancos.<br /><br />Os estudos do BC tamb&eacute;m levaram em conta as recomenda&ccedil;&otilde;es do Comit&ecirc; de Basileia. Mesmo assim, nas tr&ecirc;s modalidades de cr&eacute;dito o padr&atilde;o brasileiro ainda permaneceu mais conservador que a exig&ecirc;ncia de capital m&iacute;nima permitida pelas regras do acordo.<br /><br />Dos cinco maiores bancos do pa&iacute;s, quatro encerraram mar&ccedil;o com &iacute;ndice de Basileia mais robusto que em dezembro: Banco do Brasil, Ita&uacute; Unibanco, Santander e Caixa Econ&ocirc;mica Federal. S&oacute; o Bradesco n&atilde;o apresentou esse comportamento, segundo o banco por causa do crescimento da parcela de risco de opera&ccedil;&otilde;es de mercado.<br /><br />Dona da maior carteira de cr&eacute;dito imobili&aacute;rio do pa&iacute;s, com R$ 220,2 bilh&otilde;es, a Caixa chegou a mar&ccedil;o com &iacute;ndice de Basileia de 14,2%, valor 1,2 ponto percentual maior que em dezembro. A Caixa ganhou uma folga de R$ 3,538 bilh&otilde;es no patrim&ocirc;nio de refer&ecirc;ncia exigido pelo BC de dezembro a mar&ccedil;o, mesmo per&iacute;odo em que o estoque de cr&eacute;dito do banco cresceu 8,1%, para R$ 390,6 bilh&otilde;es.<br /><br />O Banco do Brasil, que tem o maior estoque de cr&eacute;dito consignado entre os bancos, al&eacute;m de um volume consider&aacute;vel de empr&eacute;stimos a grandes empresas, ganhou 1,5 ponto percentual no &iacute;ndice de Basileia, que atingiu 16,3% no fim de mar&ccedil;o. O BB tamb&eacute;m emitiu d&iacute;vidas contabilizadas como capital.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Barreiras comerciais são grande desafio a embarque de alimentos]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36959</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 12:18:52 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O grande desafio para as vendas aos asi&aacute;ticos ainda &eacute; vencer barreiras n&atilde;o tarif&aacute;rias a produtos como alimentos, notam empres&aacute;rios do setor. O setor de carnes viu fechar-se o mercado rec&eacute;m-aberto na China, com um caso isolado, no ano passado, de contamina&ccedil;&atilde;o de uma r&ecirc;s com a doen&ccedil;a da vaca louca, por exemplo. Mesmo com as barreiras, por&eacute;m, as vendas de carne brasileira de bovino &agrave; &Aacute;sia aumentaram 122%, principalmente para Hong Kong, e as de frango, 2%, segundo levantou a Funda&ccedil;&atilde;o Estudos de Com&eacute;rcio Exterior (Funcex).<br /><br />"Em dois dos maiores exportadores da regi&atilde;o, estamos fora dos mercados por protecionismo", lamenta o diretor-executivo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria Exportadora de Carnes, Fernando Sampaio, que acusa coreanos e japoneses de manter barreiras n&atilde;o previstas nas normas internacionais por causa de casos de febre aftosa no Brasil.<br /><br />Exportadores de carne entusiasmam-se com o mercado asi&aacute;tico, baseados nas previs&otilde;es de que a &Aacute;sia ser&aacute; o maior consumidor de prote&iacute;nas nos pr&oacute;ximos 50 anos, com 56% do consumo total de 60 milh&otilde;es de toneladas no mundo, a partir de 2020.<br /><br />Sampaio acredita que, "em algum momento", o Brasil ter&aacute; de recorrer &agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) contra as barreiras comerciais impostas pelo Jap&atilde;o, por Taiwan e pela Coreia do Sul. Por enquanto, por&eacute;m, a demanda em locais como Hong Kong tem favorecido as exporta&ccedil;&otilde;es a ponto de fazer com que a &Aacute;sia superasse a R&uacute;ssia como principal comprador no ano passado. O setor tamb&eacute;m aumentou, neste ano, em 25% as vendas aos asi&aacute;ticos de couro e pele preparadas, que j&aacute; s&atilde;o o d&eacute;cimo item na pauta de exporta&ccedil;&atilde;o ao Oriente.<br /><br />At&eacute; setores sem estrat&eacute;gias especiais para a &Aacute;sia registram bom desempenho, como o de caf&eacute;, que aumentou em 15% as vendas &agrave; regi&atilde;o neste ano. "Temos la&ccedil;os comerciais tradicionais com Jap&atilde;o e Coreia, os mercados de destaque", diz o diretor do Conselho Exportador de Caf&eacute; do Brasil, Guilherme Braga, que nota aumento ainda t&iacute;mido em compras em pa&iacute;ses como a Mal&aacute;sia.<br /><br />O que anima o governo, por&eacute;m, &eacute; o forte aumento nas vendas ainda modestas de bens industriais como laminados de a&ccedil;o (86%, para US$ 105 milh&otilde;es), compressores de refrigera&ccedil;&atilde;o (66%, para US$ 35 milh&otilde;es) e m&aacute;quinas para uso geral (58%, para 23 milh&otilde;es), que apontam nichos de mercado, mesmo para as cada vez menos competitivas exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Inflação pesa nos custos e reduz lucro no trimestre]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36952</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 12:16:03 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A safra de balan&ccedil;os do come&ccedil;o do ano deixou claro por que a infla&ccedil;&atilde;o tem tirado o sono dos empres&aacute;rios brasileiros. Com o avan&ccedil;o dos custos e despesas, transformar as vendas em resultado para os acionistas tem sido uma tarefa cada vez mais complicada. Ap&oacute;s um recuo de 30% em 2012, o lucro das companhias abertas caiu 12,1% no primeiro trimestre frente ao mesmo per&iacute;odo do ano passado, para R$ 14,4 bilh&otilde;es. O levantamento, feito pelo Valor Data com base nos dados da consultoria Econom&aacute;tica, leva em conta os n&uacute;meros de 238 empresas n&atilde;o financeiras.<br /><br />A quantidade de resultados negativos tamb&eacute;m aumentou: 68 empresas fecharam o primeiro trimestre no preju&iacute;zo, n&uacute;mero 20% superior ao registrado um ano antes. Entre as empresas que ficaram no vermelho nos dois per&iacute;odos, 45% aprofundaram as perdas. Na an&aacute;lise dos dados, o Valor optou pela amostra que exclui Petrobras, Vale e Eletrobras (veja os n&uacute;meros com as tr&ecirc;s empresas na tabela ao lado), j&aacute; que o tamanho desproporcional das tr&ecirc;s empresas tende a distorcer o resultado geral.<br /><br />A perda de rentabilidade explica o tombo na &uacute;ltima linha do balan&ccedil;o. A receita avan&ccedil;ou 11% em rela&ccedil;&atilde;o aos tr&ecirc;s primeiros meses de 2012, para R$ 234,2 bilh&otilde;es, mostrando que ainda h&aacute; um f&ocirc;lego consider&aacute;vel da demanda. Os custos, no entanto, cresceram em maior propor&ccedil;&atilde;o, 12,6%, e passaram a representar 71,9% do faturamento, contra 70,9% e 70,7% nos per&iacute;odos equivalentes de 2012 e 2011, respectivamente.<br /><br />O impacto foi ainda maior na linha de despesas operacionais, que subiu 17,8%. A fatia do faturamento restante ap&oacute;s esses gastos caiu 1,9 ponto percentual, para 11,9%, e o lucro operacional, antes de juros e impostos, caiu 4,1%, para R$ 27,7 bilh&otilde;es. O resultado financeiro tamb&eacute;m pesou. Revertendo a tend&ecirc;ncia verificada nos &uacute;ltimos trimestres, os gastos com pagamento de juros de d&iacute;vidas e varia&ccedil;&atilde;o cambial voltaram a subir, com alta expressiva de 29% na compara&ccedil;&atilde;o anual, para R$ 6,7 bilh&otilde;es.<br /><br />Vale ressaltar que, na pr&aacute;tica, essas varia&ccedil;&otilde;es tendem a ser at&eacute; mais acentuadas, por conta de uma mudan&ccedil;a na regra de contabiliza&ccedil;&atilde;o de joint ventures. Em 2013, o resultado das controladas em regime de associa&ccedil;&atilde;o passou a entrar no balan&ccedil;o pelo m&eacute;todo de equival&ecirc;ncia patrimonial e n&atilde;o linha a linha no balan&ccedil;o. Nada muda no lucro, mas, em alguns casos, h&aacute; varia&ccedil;&otilde;es em receita, custos e despesas.<br /><br />A tend&ecirc;ncia de queda nas margens de lucro come&ccedil;ou a aparecer com mais for&ccedil;a na segunda metade de 2011, em meio ao cen&aacute;rio de crescimento econ&ocirc;mico fraco e aumento de pre&ccedil;os. Neste come&ccedil;o de ano, no entanto, o movimentou respingou at&eacute; mesmo sobre as empresas de bens de consumo, que at&eacute; ent&atilde;o vinham conseguindo repassar os custos aos consumidores, valendo-se do cen&aacute;rio de desemprego baixo e alta da renda dispon&iacute;vel.<br /><br />O volume de vendas de cerveja da Ambev caiu 8,2% no primeiro trimestre frente ao mesmo per&iacute;odo de 2012, sinalizando que o consumidor est&aacute; mais seletivo na hora das compras. O lucro da companhia ficou praticamente est&aacute;vel, com leve alta de 1,2% na compara&ccedil;&atilde;o anual. Na mesma linha, o presidente da fabricante de alimentos BRF afirmou que o mercado "est&aacute; com dificuldades em absorver volumes".<br /><br />O presidente da rede de farm&aacute;cias BR Pharma, Andr&eacute; S&aacute;, tamb&eacute;m disse a investidores que esse foi o trimestre mais desafiador desde a abertura de capital, em junho de 2011. "Mar&ccedil;o foi o m&ecirc;s que mais sentimos a queda de clientes como reflexo da situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica", afirmou o executivo, que enfrentou um preju&iacute;zo de R$ 6,9 milh&otilde;es nos tr&ecirc;s primeiros meses do ano.<br /><br />O desempenho das el&eacute;tricas tamb&eacute;m ajudou a puxar o resultado geral para baixo. A forte redu&ccedil;&atilde;o nos pre&ccedil;os praticados pelas geradoras que aceitaram antecipar a renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es e principalmente o salto nos gastos ocasionado pelo acionamento das usinas t&eacute;rmicas derrubaram os ganhos do setor, ainda que os resultados sido menos catastr&oacute;ficos que os antecipados pelo mercado (veja reportagem abaixo).<br /><br />No geral, no entanto, a temporada de balan&ccedil;os frustrou as expectativas dos investidores, j&aacute; bastante conservadoras. C&aacute;lculos do banco HSBC mostram que os resultados de metade das empresas que comp&otilde;em o MSCI Brazil - &iacute;ndice utilizado por fundos de investimento passivos - ficaram abaixo do esperado.<br /><br />Para o ano, as estimativas de lucro m&eacute;dio das empresas que comp&otilde;em o &iacute;ndice foram reduzidas em cerca de 10%, com recuos concentrados nos setores de materias b&aacute;sicos, sa&uacute;de e bens de consumo. "Crescimento mais fraco, intervencionismo e custos e infla&ccedil;&atilde;o em alta s&atilde;o novamente os culpados", afirmaram os analistas do HSBC, Francisco Machado e Ben Laidler, em relat&oacute;rio.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Consumo nos emergentes sinaliza perda de fôlego]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36949</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 12:13:33 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Os gastos com consumo privado nos mercados emergentes apresentaram uma diminui&ccedil;&atilde;o de ritmo nos primeiros meses de 2013, num cen&aacute;rio em que a economia global carece de forte fonte de crescimento da demanda.<br /><br />Depois de resultado fr&aacute;gil no fim de 2012, a expans&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB) global melhorou ligeiramente entre janeiro e mar&ccedil;o. Mas o consenso &eacute; de que o crescimento de 2,9% no fim de mar&ccedil;o, em base anualizada, est&aacute; longe de ser espetacular.<br /><br />A expectativa entre boa parte de analistas &eacute; de que a atividade economica poder&aacute; baixar no segundo trimestre, diante da dimens&atilde;o da recess&atilde;o na zona do euro e da desacelera&ccedil;&atilde;o nos emergentes.<br /><br />Alta dos sal&aacute;rios, baixo desemprego e juros pequenos ajudaram emergentes a evitar impacto maior da crise global. Conforme levantamento da Capital Economics, de Londres, vendas do varejo nos emergentes cresceram em m&eacute;dia 8,8% do PIB em 2008-2012, comparadas a apenas 0,9% nos Estados Unidos, na zona do euro e no Jap&atilde;o.<br /><br />J&aacute; neste ano, o aumento das vendas nos emergentes baixou para 6,5% em mar&ccedil;o, em base anualizada, no menor ritmo desde setembro de 2009. As fam&iacute;lias acumularam d&iacute;vidas demais e a expectativa de taxas anteriores de crescimento de consumo parece improv&aacute;vel.<br /><br />A maior desacelera&ccedil;&atilde;o no consumo neste ano ocorreu na Am&eacute;rica Latina, prosseguiu no Leste Europeu e baixou de intensidade tamb&eacute;m na &Aacute;sia.<br /><br />Em todo caso, o consumo segue se beneficiando de dinheiro barato na maioria dos emergentes. Os sal&aacute;rios continuaram sendo reajustados, em 2,7% na m&eacute;dia nos 17 maiores emergentes, mas abaixo dos 3,4% da m&eacute;dia dos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos.<br /><br />Na Am&eacute;rica Latina, a contribui&ccedil;&atilde;o do consumo privado para o crescimento na regi&atilde;o tem aumentado desde o terceiro trimestre de 2010. Sem recupera&ccedil;&atilde;o significativa da exporta&ccedil;&otilde;es neste ano, a expans&atilde;o do PIB continuar&aacute; a depender do consumo privado - mas provavelmente n&atilde;o no mesmo ritmo verificado em anos anteriores.<br /><br />Assim, a percep&ccedil;&atilde;o que cresce &eacute; de que a pol&iacute;tica dos bancos centrais de alimentar a demanda dom&eacute;stica, para compensar a baixa demanda das economias desenvolvidas, est&aacute; atingindo seu limite em v&aacute;rios pa&iacute;ses.<br /><br />Especialmente na Am&eacute;rica Latina, o endividamento aumentou bastante. Na R&uacute;ssia, a expans&atilde;o do cr&eacute;dito para as fam&iacute;lias cresceu 42% em um ano, at&eacute; mar&ccedil;o, ritmo considerado insustent&aacute;vel.<br /><br />Na Indon&eacute;sia e na Mal&aacute;sia, a rela&ccedil;&atilde;o d&iacute;vida das fam&iacute;lias/PIB aumentou em quatro anos mais de 20%; na China, 13%. Na Coreia do Sul, o d&eacute;bito das fam&iacute;lias &eacute; equivalente a 136% da renda dispon&iacute;vel.<br /><br />"Suspeitamos que o espa&ccedil;o limitado para fam&iacute;lias terem mais d&iacute;vida em v&aacute;rios pa&iacute;ses evitar&aacute; um forte consumo de novo nos emergentes, mas um colapso tamb&eacute;m &eacute; improv&aacute;vel", diz Daniel Martin, analista de Capital Economics.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Economia brasileira piora, dizem especialistas]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36937</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 11:52:04 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Especialistas est&atilde;o c&eacute;ticos e cr&iacute;ticos com a condu&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de Dilma Rousseff. Na opini&atilde;o da maioria deles, a op&ccedil;&atilde;o por uma pol&iacute;tica mais expansionista pode ter s&eacute;rias consequ&ecirc;ncias para as gest&otilde;es futuras, principalmente no que diz respeito ao endividamento p&uacute;blico. E h&aacute; quem diga que ocorrem diverg&ecirc;ncias entre os pr&oacute;prios integrantes da equipe da presidente da Rep&uacute;blica.<br /><br />Na opini&atilde;o do economista da Tend&ecirc;ncias Consultoria, Felipe Salto, com a sinaliza&ccedil;&atilde;o de que o governo deixou de lado a busca por atingir a meta do super&aacute;vit prim&aacute;rio (economia para o pagamento dos juros da d&iacute;vida p&uacute;blica) para elevar a demanda e a produ&ccedil;&atilde;o, corre-se o risco "cada vez maior" de eleva&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida relacionada ao Produto Interno Bruto (PIB) no m&eacute;dio prazo. "O governo est&aacute; operando com o esfor&ccedil;o fiscal perto do seu limite. Apesar de nossa previs&atilde;o para o endividamento ser de 35% neste ano, n&atilde;o seria surpresa se viesse acima do patamar de 2012 [de 35,1%]", diz Salto.<br /><br />Com este cen&aacute;rio, a Tend&ecirc;ncias revisou de 1,8% para 1,6% do PIB a expectativa do resultado do super&aacute;vit prim&aacute;rio deste ano. Ou seja, a meta de 3,1% do PIB n&atilde;o vai ser cumprida, mesmo com uma expectativa de alta de 3% do PIB, com vi&eacute;s de baixa, para 2013.<br /><br />"Nossa vis&atilde;o sobre as diretrizes de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica &eacute; de intervencionismo, controle da infla&ccedil;&atilde;o por meio de instrumentos heterodoxos substitutos da pol&iacute;tica monet&aacute;ria - ainda que algum aumento dos juros continue a ser promovido -, preserva&ccedil;&atilde;o das desonera&ccedil;&otilde;es, com elevado custo fiscal, sacrif&iacute;cio de mais resultado fiscal", afirma Salto.<br /><br />Quando levado o questionamento sobre a atual gest&atilde;o econ&ocirc;mica para representantes de classes, eles tamb&eacute;m seguem com as cr&iacute;ticas.<br /><br />Ant&ocirc;nio Lanzana, assessor econ&ocirc;mico da FecomercioSP, compartilha da opini&atilde;o do analista da Tend&ecirc;ncias Consultoria. Ele tamb&eacute;m acredita no risco do aumento do endividamento p&uacute;blico com a continuidade da atual pol&iacute;tica expansionista de Dilma Rousseff. Contudo, ele afirma que esse cen&aacute;rio deve ficar mais grave daqui quatro a cinco anos. "O maior problema a se preocupar n&atilde;o &eacute; a solv&ecirc;ncia futura do governo, &eacute; que h&aacute; expans&atilde;o dos gastos do custeio [da m&aacute;quina p&uacute;blica] para incentivar a demanda interna que n&atilde;o est&aacute; tendo resposta da produ&ccedil;&atilde;o. O resultado disso &eacute; a press&atilde;o inflacion&aacute;ria, que estamos passando. E o governo est&aacute; demorando para perceber isso", analisa Lanzana.<br /><br />Lanzana comenta tamb&eacute;m que a infla&ccedil;&atilde;o, ao mesmo tempo, que corr&oacute;i o poder de compra da popula&ccedil;&atilde;o, junto com o est&iacute;mulo dado pelo governo ao consumo, faz com que a popula&ccedil;&atilde;o se endivide para "n&atilde;o perder seu estilo de vida", o que "deteriora cada vez mais o quadro econ&ocirc;mico. "E o governo sinaliza que vai manter essa pol&iacute;tica, ainda mais porque vir&aacute; um f&ocirc;lego adicional com a diminui&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os dos alimentos, devido a excelente safra agr&iacute;cola no segundo semestre", aponta o economista.<br /><br />Por outro lado, o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira do Agroneg&oacute;cio, Luiz Carlos Corr&ecirc;a Carvalho, critica o fato de n&atilde;o existir uma pol&iacute;tica voltada para o setor, com a vis&atilde;o de longo prazo e a&ccedil;&otilde;es "para mitigar os riscos elevados da produ&ccedil;&atilde;o, seja para alimentos ou para energia renov&aacute;vel". "H&aacute;, em solu&ccedil;os, medidas cuja coordena&ccedil;&atilde;o inexiste e um n&uacute;mero enorme de Minist&eacute;rios com vis&otilde;es diferentes", avalia.<br /><br />Questionado sobre quais incentivos que faltam ao agroneg&oacute;cio, ele aponta os problemas referentes ao seguro rural, de caos log&iacute;sticos e dos portos e de separa&ccedil;&atilde;o do agroneg&oacute;cio em pequeno e grande. "De qualquer forma, esperamos novamente recorde de produ&ccedil;&atilde;o do setor, pelo desempenho privado e pelo trabalho consistente da Embrapa."<br /><br />J&aacute; o economista Amir Khair, mestre em finan&ccedil;as p&uacute;blicas, n&atilde;o endossa a opini&atilde;o de que est&atilde;o erradas as a&ccedil;&otilde;es de est&iacute;mulo ao consumo em contrapartida ao abandono do esfor&ccedil;o fiscal. "N&oacute;s somos o &uacute;nico pa&iacute;s que analisa o super&aacute;vit prim&aacute;rio, os outros trabalham com resultados nominais [que inclui o super&aacute;vit prim&aacute;rio e os juros nominais apropriados]. E n&oacute;s reduzimos o nosso d&eacute;ficit de 3,3% do PIB no governo anterior ao de Dilma para 2,5%", diz, apesar de prever tamb&eacute;m que o super&aacute;vit ficar&aacute; entre 1,5% a 2% do PIB.<br /><br />Questionado qual seria o motivo, ent&atilde;o, para n&atilde;o haver investimentos p&uacute;blicos na produ&ccedil;&atilde;o para aumentar a oferta e diminuir a infla&ccedil;&atilde;o, Khair aponta a pol&iacute;tica cambial como um problema. "N&atilde;o temos que desvalorizar ainda mais nossa moeda. A oferta n&atilde;o consegue ocupar o espa&ccedil;o deixado pelo aumento do consumo [p&uacute;blico ou da popula&ccedil;&atilde;o] porque isto vaza para as importa&ccedil;&otilde;es. O c&acirc;mbio est&aacute; fora do lugar. N&oacute;s ter&iacute;amos que ter uma taxa pr&oacute;xima a R$ 2,80 para ter mais competitividade, como aconteceu entre 2003 e 2007", diz.<br /><br />Os demais especialistas s&atilde;o un&acirc;nimes em apontar o aumento dos investimentos como a solu&ccedil;&atilde;o para um crescimento sustent&aacute;vel do PIB. Para Salto, a maneira de se fazer &eacute; o governo gerar mais poupan&ccedil;a interna. Ou seja, gastar menos. Segundo Lanzana, "n&atilde;o haver&aacute; outra maneira se n&atilde;o atrair recursos privados".<br /><br />Os especialistas apontam que sem uma pol&iacute;tica expansionista mais voltada para investimentos principalmente em infraestrutura, sobra para a pol&iacute;tica monet&aacute;ria tomar medidas para controlar a infla&ccedil;&atilde;o, o que revela essa dicotomia entre pol&iacute;ticas fiscais e do Banco Central. Contudo, para eles, o aumento da taxa de juros que deve seguir nos pr&oacute;ximos meses n&atilde;o deve ser suficiente para a converg&ecirc;ncia do &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA) para o centro da meta, de 4,5%.<br /><br />O economista s&ecirc;nior do Santander, Cristiano Souza, comenta que aumentos graduais de 0,25 ponto percentual permitem uma infla&ccedil;&atilde;o mais pr&oacute;xima dos 6% e n&atilde;o dos 4,5%. "Vemos uma timidez no Banco Central at&eacute; pelo fato de dois diretores terem votado pela manuten&ccedil;&atilde;o da taxa Selic [em 7,25% at&eacute; o &uacute;ltimo Copom]", analisa o especialista, que projeta Selic a 8% ao final do ano.<br /><br />A Tend&ecirc;ncias estima que haver&aacute; mais tr&ecirc;s altas (al&eacute;m da primeira) de 0,25 ponto percentual. E que a infla&ccedil;&atilde;o feche 2013 em 5,6%. O economista da Fecomercio prev&ecirc; IPCA a 5,8%. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Consumo fraco tira R$ 27 bilhões da economia]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36929</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 11:04:48 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O arrefecimento do consumo das fam&iacute;lias, j&aacute; sinalizado pela desacelera&ccedil;&atilde;o das vendas do com&eacute;rcio varejista no primeiro trimestre deste ano, pode tirar, em m&eacute;dia, 0,5 ponto porcentual de crescimento da economia em 2013, nas contas de consultorias econ&ocirc;micas. Isso significa que, em valores correntes, at&eacute; R$ 27,5 bilh&otilde;es que seriam usados na compra de bens e de servi&ccedil;os podem deixar de circular na economia.<br /><br />A perda de &iacute;mpeto de consumo das fam&iacute;lias neste ano vem sendo sinalizada por v&aacute;rios indicadores. Mas, na semana passada, por exemplo, o resultado da Pesquisa Mensal do Com&eacute;rcio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) mostrou o tamanho da freada nas compras.<br /><br />O ritmo de crescimento do volume de vendas do com&eacute;rcio restrito, isto &eacute;, que n&atilde;o considera ve&iacute;culos e materiais de constru&ccedil;&atilde;o, caiu quase pela metade no fechamento do primeiro trimestre deste ano (4,5%) em rela&ccedil;&atilde;o ao encerramento de 2012 (8,4%). &ldquo;A surpresa &eacute; que a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de crescimento do varejo foi abrupta&rdquo;, afirma o economista-chefe da consultoria GS&amp;MD, Ricardo Meirelles.<br /><br />Tamb&eacute;m dos seis segmentos que comp&otilde;em a PMC, quatro tiveram desacelera&ccedil;&atilde;o no crescimento no primeiro trimestre deste ano em rela&ccedil;&atilde;o a igual per&iacute;odo de 2012, comparando-se ao ritmo de alta no primeiro trimestre do ano passado.O volume de vendas dos hiper e supermercados, que tinha crescido 10,3% no primeiro trimestre de 2012 ante o de 2011, terminou o primeiro trimestre deste ano com eleva&ccedil;&atilde;o anual de apenas 1,8%.<br /><br />Nos m&oacute;veis e eletrodom&eacute;sticos o tombo tamb&eacute;m foi grande: de 15,8% para 1%, nas mesmas bases de compara&ccedil;&atilde;o. A trajet&oacute;ria se repetiu nas vendas de artigos farmac&ecirc;uticos e de perfumaria, de 10,8% para 7,3%, e nos produtos de inform&aacute;tica e de comunica&ccedil;&atilde;o, de 30,9% para 3,6%. &ldquo;Esses resultados mostram que temporariamente est&aacute; ocorrendo uma pausa nas compras&rdquo;, afirma o economista da Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de S&atilde;o Paulo, Emilio Alfieri. Para ele, hoje o consumidor est&aacute; pagando o que j&aacute; tinha adquirido. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Estímulo ao setor produtivo pode sustentar o Brasil]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36919</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 10:21:50 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Pesquisa destaca problemas gerados pelo alto custo de investimentos.<br /><br />Diante de n&uacute;meros preocupantes como um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,9% em 2012 e de uma infla&ccedil;&atilde;o acumulada nos &uacute;ltimos 12 meses batendo &agrave; casa de 6,49% (IPCA/IBGE), aumenta o coro dos que defendem o est&iacute;mulo ao setor produtivo como a &uacute;nica sa&iacute;da para se garantir o desenvolvimento sustentado do pa&iacute;s. Como agravante, desponta o alto custo de investimentos no Brasil, considerando principalmente o papel da invers&atilde;o fixa, o que, em uma economia globalizada, pode desviar aportes para pa&iacute;ses com condi&ccedil;&otilde;es mais atrativas.<br /><br />Segundo apurou pesquisa do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), em 2010 o Brasil se posicionou como o 13&ordm; mais caro entre 54 pa&iacute;ses. O estudo compreende o per&iacute;odo entre 1985 e 2010. Mas, para a entidade, "apesar do aprofundamento do capital galgado a partir de 2004, o recuo do investimento no Brasil no ano passado e o claudicante in&iacute;cio de 2013 acendem o sinal de alerta".<br /><br />A estimativa do custo total do investimento foi feita pelo Iedi tomando por base a evolu&ccedil;&atilde;o do custo da Forma&ccedil;&atilde;o Bruta de Capital Fixo (FBCF) - medida do que o pa&iacute;s gasta em m&aacute;quinas e equipamentos e em obras de constru&ccedil;&atilde;o - mais a varia&ccedil;&atilde;o de estoques. A compara&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os com outros pa&iacute;ses foi feita a partir de uma base de dados da Universidade da Pensilv&acirc;nia (EUA), que tem como refer&ecirc;ncia o pre&ccedil;o do PIB dos EUA igual a 100.<br /><br />Para o Iedi, embora em 2010 e 2011 as taxas de investimentos tenham sido mais elevadas, gerando um crescimento do PIB de 7,5% e 2,7%, respectivamente, "o ano de 2012 p&ocirc;s em xeque a consist&ecirc;ncia dessa aparente retomada, principalmente quanto ao papel da invers&atilde;o fixa", que consiste na aquisi&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis, m&aacute;quinas, ve&iacute;culos e instala&ccedil;&otilde;es, necess&aacute;rias para a instala&ccedil;&atilde;o dos empreendimentos.<br /><br />O estudo aponta duas dimens&otilde;es a serem analisadas na perspectiva do pre&ccedil;o dos investimentos no Brasil: o pre&ccedil;o "fixo", comparado com outros pa&iacute;ses; e o pre&ccedil;o relativo, em que o empreendedor tende a se arriscar mais, quando h&aacute; perspectiva de maior retorno real em per&iacute;odos futuros.<br /><br />Considerando o pre&ccedil;o "em si" do investimento no Brasil, em rela&ccedil;&atilde;o a 52 pa&iacute;ses, em 1985 o pa&iacute;s registrava um dos menores &iacute;ndices, com 30,8 pontos. J&aacute; em 2000, o pre&ccedil;o do investimento no pa&iacute;s alcan&ccedil;ou 48,9 pontos, colocando o Brasil como o 39&ordm; mais alto entre 54 pa&iacute;ses. &Iacute;ndice um pouco abaixo do registrado pela &Aacute;frica do Sul, mas acima dos patamares observados nos demais pa&iacute;ses dos Brics e, ainda, dos pa&iacute;ses do Asean-4 (Filipinas, Indon&eacute;sia, Mal&aacute;sia e Tail&acirc;ndia).<br /><br />A partir de 2003, o pre&ccedil;o do investimento passou a crescer, mesmo com aprecia&ccedil;&atilde;o cambial, que costuma baratear os bens de capital transacion&aacute;veis (m&aacute;quinas e equipamentos). Em 2008 alcan&ccedil;ou 83,4 e, em 2010, o pre&ccedil;o da invers&atilde;o atingiu 94,3 pontos, colocando o pa&iacute;s como o 13&ordm; mais caro entre 54 pa&iacute;ses para se investir. Ficou acima do registrado por quatro pa&iacute;ses do G7 (EUA, Alemanha, It&aacute;lia e Reino Unido), dos Tigres Asi&aacute;ticos, dos integrantes do Asean-4 (exceto a Indon&eacute;sia) e dos demais Brics.<br /><br />O estudo indica que, para o Brasil interromper e reverter o processo de aumento do custo de investimento, "deve se debru&ccedil;ar sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o do FBCF, mas n&atilde;o no quesito m&aacute;quinas e equipamentos, e sim, nos valores de constru&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o, que estariam pressionando os aumentos.<br /><br />De todo modo, a indica&ccedil;&atilde;o do Iedi &eacute; de que seja barateado o investimento em m&aacute;quinas e equipamentos, para compensar o Real menos valorizado. O que pode se feito por meio de pol&iacute;tica de redu&ccedil;&atilde;o de custos de bem de capital, deprecia&ccedil;&atilde;o para a aquisi&ccedil;&atilde;o das m&aacute;quinas e equipamentos, e menores custos de financiamento.<br /><br />Pre&ccedil;o relativo - Quanto ao pre&ccedil;o relativo da invers&atilde;o fixa, o estudo aponta decl&iacute;nio desde 2010, o que favorece a decis&atilde;o de investir. "Ali&aacute;s, tirando 2007 e 2008, a diminui&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o relativo da FBCF vem ocorrendo desde 2005, o que &eacute; um dado positivo", indica o estudo. Pois, se a FBCF capitaneou o crescimento entre 2003 e 2008, "tal processo foi acompanhado de recuo no pre&ccedil;o relativo em boa parte do per&iacute;odo".<br /><br />A conclus&atilde;o &eacute; de que os investimentos realizados at&eacute; 2008, ano do in&iacute;cio da crise, foram feitos mesmo com aumento dos pre&ccedil;os de invers&atilde;o. Com a mudan&ccedil;a de cen&aacute;rio, recuo de investimentos em 2012 e "o claudicante in&iacute;cio de 2013", foi aceso o sinal de alerta. "Resta ao pa&iacute;s adequar as pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas para a FBCF ser protagonista. E, entre outros condicionantes, isso requer baratear seus custos", indica o Iedi. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio - MG</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Preços do comércio exterior têm maior desvalorização em 13 anos]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36907</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 09:16:55 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Crise global e esfriamento da China desvalorizam exporta&ccedil;&otilde;es, mas valor de importados n&atilde;o cai<br /><br />Piora nos termos de troca (rela&ccedil;&atilde;o entre valores do que &eacute; vendido e comprado pelo pa&iacute;s) &eacute; a maior em 13 anos<br /><br />Depois de um per&iacute;odo de rara bonan&ccedil;a, os pre&ccedil;os dos produtos do com&eacute;rcio exterior do Brasil acumulam a varia&ccedil;&atilde;o mais desfavor&aacute;vel desde o final da d&eacute;cada de 90.<br /><br />Com a freada da economia mundial, produtos que encabe&ccedil;am a pauta de exporta&ccedil;&otilde;es brasileira se desvalorizaram a partir do ano retrasado; de l&aacute; para c&aacute;, por&eacute;m, as mercadorias importadas n&atilde;o ficaram mais baratas.<br /><br />Dados coletados pela Funcex (Funda&ccedil;&atilde;o Centro de Estudos do Com&eacute;rcio Exterior) apontam que, em 12 meses encerrados em mar&ccedil;o, houve piora de 4,5% nos termos de troca -a rela&ccedil;&atilde;o entre os valores do que &eacute; vendido e do que &eacute; comprado pelo pa&iacute;s.<br /><br />A deteriora&ccedil;&atilde;o contabilizada desde 2012 &eacute; a mais aguda em 13 anos, ou seja, desde quando a crise dos pa&iacute;ses do Leste Asi&aacute;tico fez desabarem os pre&ccedil;os dos produtos prim&aacute;rios agr&iacute;colas e minerais.<br /><br />N&atilde;o se trata de uma cat&aacute;strofe: os pre&ccedil;os do com&eacute;rcio internacional permanecem em um dos patamares mais favor&aacute;veis da hist&oacute;ria.<br /><br />O Brasil, no entanto, perdeu um dos principais motores dos &uacute;ltimos anos.<br /><br />De 2004 a 2011, os pre&ccedil;os das exporta&ccedil;&otilde;es brasileiras tiveram alta de 150%, taxa in&eacute;dita desde o "milagre econ&ocirc;mico" dos anos 70. N&atilde;o por acaso, foi tamb&eacute;m a era de maior expans&atilde;o da renda nacional desde que a crise da d&iacute;vida externa deu in&iacute;cio &agrave; "d&eacute;cada perdida" de 80.<br /><br />O ciclo de prosperidade foi impulsionado pela China, que multiplicou a demanda por commodities, como s&atilde;o chamados os produtos b&aacute;sicos, fundamentais na pauta brasileira de exporta&ccedil;&otilde;es.<br /><br />Os pre&ccedil;os das vendas externas atingiram seu pico em agosto de 2011, aponta Rodrigo Branco, da Funcex. A queda posterior chegou a 5,5% nos 12 meses at&eacute; mar&ccedil;o.<br /><br />"H&aacute; uma queda mais de longo prazo de pre&ccedil;os de produtos nos quais o Brasil tem vantagens comparativas", afirma Branco, citando o min&eacute;rio de ferro e a soja, prejudicados pela estagna&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses ricos e a desacelera&ccedil;&atilde;o da demanda chinesa. Para Lia Valls Pereira, especialista em com&eacute;rcio exterior da FGV, o cen&aacute;rio n&atilde;o indica mais piora: os pre&ccedil;os "pelo menos deixaram de cair."<br /><br />Diferentemente do que ocorreu no auge da crise, em 2009, a desvaloriza&ccedil;&atilde;o das vendas n&atilde;o foi acompanhada de um barateamento semelhante das compras.<br /><br />Combust&iacute;veis, qu&iacute;micos e m&aacute;quinas sustentaram uma alta de 0,9% nos pre&ccedil;os dos importados em 2012. Nos 12 meses encerrados em mar&ccedil;o, h&aacute; uma queda de 1,1%. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Uso do cheque no País diminui ano a ano]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36904</link>
<pubDate>Mon, 20 May 2013 09:09:16 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O aposentado Valterio Almeida de Jesus, morador de Santo Andr&eacute;, como consumidor antigo, conhece bem todos os meios de pagamentos. Por boa parte de sua vida utilizou os cheques para realizar as compras. A folha era uma forma de n&atilde;o carregar muito dinheiro na carteira. Mas tamb&eacute;m servia como maneira de aliviar o or&ccedil;amento por alguns dias, quando soltava um pr&eacute;-datado, nada mais do que uma forma de cr&eacute;dito que as lojas liberavam aos clientes. <br /><br />O problema &eacute; que esse financiamento tornou-se um problema para v&aacute;rios lojistas. At&eacute; mesmo os clientes mais fi&eacute;is que acabavam se endividando demais passavam cheques sem fundos. Por essa inseguran&ccedil;a para os comerciantes, somada ao desenvolvimento acelerado da tecnologia de cart&atilde;o, os cheques come&ccedil;aram a perder espa&ccedil;o na prefer&ecirc;ncia dos brasileiros, mais acentuadamente no fim dos anos 1990, destaca o economista da Serasa Experian Carlos Henrique de Almeida. <br /><br />"N&atilde;o sei exatamente, mas de dez anos para c&aacute; n&atilde;o aceito mais cheques. Recebemos muitos sem fundos e isso prejudicou o neg&oacute;cio", disse Zilda Ananias Oliveira, propriet&aacute;ria de uma banca de jornal andreense. Ela avalia que, atualmente, a barreira que imp&otilde;e para o meio de pagamento n&atilde;o reflete em menor volume de vendas. <br /><br />"Sem d&uacute;vida h&aacute; um movimento de queda na utiliza&ccedil;&atilde;o dos cheques. Se a gente pegar as folhas utilizadas, temos uma queda de quase metade nos &uacute;ltimos cinco anos", comentou o economista da Boa Vista Servi&ccedil;os Fl&aacute;vio Calife. <br /><br />Na avalia&ccedil;&atilde;o do professor de Economia da Escola de Neg&oacute;cios da USCS (Universidade Municipal de S&atilde;o Caetano) Radam&eacute;s Barone, a vida dos cheques ter&aacute; continuidade apenas pela demanda dos empres&aacute;rios. "As firmas v&atilde;o continuar mantendo, pois elas pagam os fornecedores com eles. Mas o consumidor cada vez mais vai abandonando. &Eacute; uma substitui&ccedil;&atilde;o pelo cart&atilde;o." <br /><br />As &uacute;ltimas pesquisas sobre movimenta&ccedil;&atilde;o desse meio de pagamento deixam claro o cen&aacute;rio que est&aacute; em forma&ccedil;&atilde;o. Segundo a Boa Vista, que apura informa&ccedil;&otilde;es sobre esse segmento, o volume utilizado acumulado neste ano at&eacute; abril diminuiu 9% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. Nos primeiros quatro meses de 2012, foram movimentados 313.077.095 cheques. Neste ano, o montante caiu para 285.812.513.<br /><br /><br />Por outro lado, a utiliza&ccedil;&atilde;o de cart&otilde;es, tanto de d&eacute;bito quanto de cr&eacute;dito, sobe a cada ano. Segundo o &uacute;ltimo registro da Abecs (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Empresas de Cart&otilde;es de Cr&eacute;dito e Servi&ccedil;os), em 2011 o Pa&iacute;s tinha 687 milh&otilde;es de pl&aacute;sticos. No ano passado, o n&uacute;mero engordou para 746 milh&otilde;es. <br /><br />Considerando o primeiro quadrimestre deste ano, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado, o n&uacute;mero de transa&ccedil;&otilde;es com os cart&otilde;es elevou 12%. Em 2012, foram 2.470.678 opera&ccedil;&otilde;es, contra 2.768.511 neste ano, conforme a Abecs.<br /><br /><strong>INTERIOR</strong><br />A queda na movimenta&ccedil;&atilde;o de cheques &eacute; puxada pelos grandes centros urbanos pelo alto &iacute;ndice de bancariza&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, lembra o economista da Serasa Experiam Carlos Henrique de Almeida, os munic&iacute;pios afastados das metr&oacute;poles ainda mant&ecirc;m a cultura do cheque. &Eacute; justamente nessas regi&otilde;es que os pequenos empres&aacute;rios devem se prevenir. O economista Fl&aacute;vio Calife, da Boa Vista Servi&ccedil;os, destacou que mesmo com a redu&ccedil;&atilde;o, a utiliza&ccedil;&atilde;o do meio &eacute; grande. "Foram 75.459.759 movimentados em abril." <br /><br />Pela falta de planejamento financeiro de alguns neg&oacute;cios, o cheque sem fundo pode se tornar uma bomba para os resultados. "E se naquele dia voc&ecirc; atende um consumidor que s&oacute; tem cheque para pagar, pelo porte da empresa, voc&ecirc; n&atilde;o pode deixar de vender", diz Almeida. Portanto, a solu&ccedil;&atilde;o &eacute; consultar nos bancos de cadastros de consumidores se vale a pena aceitar o meio de pagamento, e n&atilde;o apenas pedir o RG para comprovar que a folha &eacute; do cliente. O Banco Central lista 37 motivos para a devolu&ccedil;&atilde;o de um cheque, mas os bancos informar&atilde;o os dados do emitente s&oacute; em casos de insufici&ecirc;ncia de fundos; erros que ensejam registro de ocorr&ecirc;ncia no CCF (Cadastro de Cheques Sem Fundos); susta&ccedil;&atilde;o ou revoga&ccedil;&atilde;o devidamente confirmada, n&atilde;o motivada por furto, roubo ou extravio; diverg&ecirc;ncia, insufici&ecirc;ncia ou aus&ecirc;ncia de assinatura ou erro de preenchimento.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio do Grande ABC</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Preço de alimento cai no varejo e deve aliviar inflação em maio]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36902</link>
<pubDate>Fri, 17 May 2013 11:30:56 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Depois de cinco meses seguidos de queda no atacado, os pre&ccedil;os dos alimentos come&ccedil;am a cair tamb&eacute;m no varejo e apontam para um al&iacute;vio &agrave; infla&ccedil;&atilde;o em maio. O IPC-S, &iacute;ndice de pre&ccedil;o ao consumidor semanal da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV) chegou &agrave; segunda semana de maio em 0,38%, depois de fechar abril em 0,52% e mar&ccedil;o em 0,72%. A desacelera&ccedil;&atilde;o foi puxada principalmente pelo grupo alimenta&ccedil;&atilde;o, que saiu de 0,68% na primeira semana do m&ecirc;s para 0,51% na segunda. Em abril, o grupo havia subido 0,98%.<br /><br />"Itens que j&aacute; vinham tendo defla&ccedil;&atilde;o no atacado come&ccedil;am agora a aparecer no varejo tamb&eacute;m. &Eacute; um processo que chega ao consumidor com uma certa defasagem", explicou Paulo Picchetti, coordenador do IPC na FGV. No IPA, indicador da FGV que mede os pre&ccedil;os dos produtos no atacado, os itens agr&iacute;colas tiveram em maio defla&ccedil;&atilde;o de 2,80%, quinta redu&ccedil;&atilde;o seguida no ano, enquanto, no IPC, essa queda estava resistindo em aparecer e o grupo alimenta&ccedil;&atilde;o seguia subindo e figurando como o principal motor da infla&ccedil;&atilde;o alta.<br /><br />&Eacute; o caso do grupo de hortali&ccedil;as e legumes, que, liderado pelo tomate, era um dos que mais pressionavam e agora j&aacute; aparece em queda no IPC-S: 2,11% no levantamento da segunda quadrissemana de maio, ante alta de 0,70% na semana anterior. Com queda de 15,42%, o tomate saiu da lideran&ccedil;a da lista de maiores altas do IPC-S para figurar como a principal influ&ecirc;ncia de retra&ccedil;&atilde;o agora.<br /><br />Enquanto a infla&ccedil;&atilde;o do grupo alimenta&ccedil;&atilde;o perde f&ocirc;lego ao consumidor, os dados do &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os-10 (IGP-10) mostraram que os pre&ccedil;os dos alimentos processados no atacado pararam de cair, o que pode dar fim aos sinais negativos nos IGPs. O forte recuo das mat&eacute;rias-primas agropecu&aacute;rias, contudo, foi determinante para a defla&ccedil;&atilde;o do indicador em maio (-0,09%).<br /><br />Os alimentos processados sa&iacute;ram de queda de 0,56% em abril para alta de 0,15% em maio. A menor intensidade de defla&ccedil;&atilde;o da soja, no per&iacute;odo (de -5,56% para -0,40%) influenciou o resultado, bem como queda mais fraca no pre&ccedil;o do arroz (de -5,76% para -0,30%), e acelera&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o em leite in natura (de 2,67% para 3,66%). Isso, na pr&aacute;tica, pode sinalizar retorno de aumentos nos pre&ccedil;os dos alimentos no varejo - visto que indica&ccedil;&otilde;es de infla&ccedil;&atilde;o futura mais forte no grupo alimenta&ccedil;&atilde;o costumam aparecer primeiro no atacado.<br /><br />Tendo isso em vista, Salom&atilde;o Quadros, superintendente adjunto de Infla&ccedil;&atilde;o do Instituto Brasileiro de Economia da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (Ibre/FGV), preferiu n&atilde;o arriscar previs&otilde;es sobre a continuidade da defla&ccedil;&atilde;o na fam&iacute;lia dos IGPs. Ele admitiu que o IGP-10 de maio foi o segundo indicador desse tipo a mostrar queda - o primeiro foi o IGP-DI de abril, divulgado na semana passada, com recuo de 0,06%. Se isso vai continuar, &eacute; uma inc&oacute;gnita. "Mesmo com os alimentos in natura em queda agora, se a soja, por exemplo, come&ccedil;ar a subir muito no atacado, isso muda o &iacute;ndice todo", afirmou, lembrando que o gr&atilde;o &eacute; o que tem maior peso na infla&ccedil;&atilde;o do atacado. "Al&eacute;m disso, a varia&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os dos in natura &eacute; muito vol&aacute;til, e pode mudar rapidamente", disse. "N&atilde;o me arrisco a prever sobre novas defla&ccedil;&otilde;es nos IGPs."<br /><br />Em maio, o aprofundamento da defla&ccedil;&atilde;o nas mat&eacute;rias-primas agropecu&aacute;rias no atacado (de -2,65% em abril para -3,26%) levou ao recuo de 0,09% no IGP-10 deste m&ecirc;s, segundo Quadros. O impacto foi t&atilde;o grande que derrubou a varia&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os atacadistas no &iacute;ndice de maio (-0,39%). O atacado representa 60% do total dos &Iacute;ndices Gerais de Pre&ccedil;os (IGPs), frisou o especialista.<br /><br />Um dos fatores que contribu&iacute;ram para essa queda foi o comportamento dos pre&ccedil;os dos alimentos in natura, que mostraram recuo de 0,37% em maio, diante de alta de 7,46% em abril. Esses itens subiram muito de pre&ccedil;o no come&ccedil;o do ano, devido &agrave; queda da oferta decorrente de problemas clim&aacute;ticos. Agora, com regulariza&ccedil;&atilde;o da oferta, os pre&ccedil;os come&ccedil;am a cair novamente, afirmou Quadros.<br /><br />Os alimentos in natura tamb&eacute;m ficaram mais baratos no varejo. No IGP-10 de maio, os pre&ccedil;os das hortali&ccedil;as e legumes ca&iacute;ram 0,89%, ante expans&atilde;o de 11,10% em abril. J&aacute; a alta das frutas desacelerou de 5,44% para 3% entre abril e maio, observou o t&eacute;cnico. "O destaque absoluto ficou com o tomate, cujos pre&ccedil;os ca&iacute;ram 14,70% [no IGP-10 de maio], ap&oacute;s subirem 15,77% em abril", afirmou.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Produção chinesa provoca um tsunami nos preços mundiais]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36890</link>
<pubDate>Fri, 17 May 2013 11:10:05 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O aumento da produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o na China e uma enxurrada de exporta&ccedil;&otilde;es de produtos sider&uacute;rgicos do pa&iacute;s est&atilde;o pressionando os pre&ccedil;os do a&ccedil;o em todo o mundo, apesar dos esfor&ccedil;os de Pequim para conter a ind&uacute;stria, no mais recente exemplo do impacto global do enorme excesso de capacidade industrial chinesa.<br /><br />A alta mostra a dificuldade que os l&iacute;deres de Pequim est&atilde;o encontrando para reorganizar a segunda maior economia do mundo e torn&aacute;-la mais orientada ao consumo interno e aos servi&ccedil;os, reduzindo sua depend&ecirc;ncia do setor manufatureiro e dos grandes projetos de infraestrutura, como rodovias e aeroportos. A China produz quase a metade de todo o a&ccedil;o do mundo, mas nos &uacute;ltimos anos Pequim vem tentando reduzir o n&uacute;mero de fundi&ccedil;&otilde;es, que s&atilde;o cada vez mais vistas como ativos poluentes, de baixo valor e ultrapassados.<br /><br />A produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o chinesa cresceu 8,4% em abril em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo m&ecirc;s de 2012, para 65,7 milh&otilde;es de toneladas, o segundo maior n&iacute;vel da hist&oacute;ria, de acordo com dados divulgados esta semana pelo Custeel, que coleta os dados e &eacute; financiado pelo governo. A produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o da China atingiu seu recorde em mar&ccedil;o, com 66,3 milh&otilde;es de toneladas, 7,7% maior que um ano antes. O aumento ocorreu apesar de o pa&iacute;s ter crescido menos do que o esperado no primeiro trimestre e de outros dados econ&ocirc;micos que mostram desacelera&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos meses.<br /><br />Em termos de m&eacute;dia di&aacute;ria, as sider&uacute;rgicas chinesas fabricaram em abril 2,19 milh&otilde;es de toneladas de a&ccedil;o bruto, superando as 2,14 milh&otilde;es registradas em mar&ccedil;o e se aproximando do recorde de 2,2 milh&otilde;es alcan&ccedil;ado em fevereiro.<br /><br />Os efeitos dessa febre produtiva est&atilde;o se propagando no mercado mundial de a&ccedil;o e reacendendo temores de uma inunda&ccedil;&atilde;o de exporta&ccedil;&otilde;es chinesas. As exporta&ccedil;&otilde;es l&iacute;quidas de a&ccedil;o do pa&iacute;s totalizaram 4,29 milh&otilde;es de toneladas em abril, o maior volume desde setembro de 2008.<br /><br />"Est&aacute; tendo o efeito de um tsunami na ind&uacute;stria sider&uacute;rgica global, pressionando os pre&ccedil;os em todas as regi&otilde;es", disse Michelle Applebaum, analista de Chicago. "Suponho que os chineses est&atilde;o s&oacute; esperando que outras regi&otilde;es entrem com processos de lit&iacute;gio comercial, e eles sabem que simplesmente ter&atilde;o que parar quando isso ocorrer, porque se Pequim est&aacute; fazendo alguma coisa para conter o excesso de produ&ccedil;&atilde;o, est&aacute; fazendo isso de forma invis&iacute;vel."<br /><br />Os pre&ccedil;os mundiais de a&ccedil;o ca&iacute;ram 3,5% desde fevereiro, para uma m&eacute;dia de US$ 710 a tonelada, de acordo com a Meps, uma consultoria do setor sider&uacute;rgico. Embora a China n&atilde;o esteja vendendo muito mais a&ccedil;o diretamente para os Estados Unidos, grande parte dele chega &agrave; maior economia do mundo indiretamente atrav&eacute;s de Jap&atilde;o, Coreia do Sul, Cingapura ou Mal&aacute;sia, disse Applebaum.<br /><br />O governo chin&ecirc;s est&aacute; exercendo uma press&atilde;o p&uacute;blica cada vez maior sobre as sider&uacute;rgicas. Na quarta-feira, o vice-premi&ecirc; Zhang Gaoli disse, em declara&ccedil;&otilde;es publicadas pelo governo central, que a China n&atilde;o vai permitir a expans&atilde;o de setores industriais como o de a&ccedil;o e alum&iacute;nio. "Devemos proibir estritamente nova expans&atilde;o da capacidade nos setores de a&ccedil;o, cimento, alum&iacute;nio, vidro plano, constru&ccedil;&atilde;o naval e outros setores [e] impedir a constru&ccedil;&atilde;o de projetos ilegais para promover o desenvolvimento do meio ambiente", disse Zhang durante uma visita a uma usina sider&uacute;rgica.<br /><br />A China tem um excedente de capacidade sider&uacute;rgica anual de cerca de 160 milh&otilde;es de toneladas, aproximadamente um sexto do tamanho da ind&uacute;stria, dizem analistas. A Associa&ccedil;&atilde;o de Ferro e A&ccedil;o da China admitiu, em janeiro, que os esfor&ccedil;os para conter a expans&atilde;o da capacidade n&atilde;o t&ecirc;m sido eficazes, culpando usinas menores pelo excesso. A organiza&ccedil;&atilde;o afirmou que a oferta excedente tende a continuar afetando o setor.<br /><br />As sider&uacute;rgicas afirmam que est&atilde;o se enquadrando &agrave;s novas press&otilde;es do governo. A estatal Baosteel Group "n&atilde;o est&aacute; mais correndo atr&aacute;s de produ&ccedil;&atilde;o, mas buscando cria&ccedil;&atilde;o de valor e inova&ccedil;&atilde;o", disse Meng Haibiao, porta-voz da empresa.<br /><br />No domingo, autoridades locais de Tangshan, uma cidade do norte do pa&iacute;s, disseram por meio de um comunicado que iriam cortar a eletricidade de 199 f&aacute;bricas poluentes, apontando quatro usinas sider&uacute;rgicas como as l&iacute;deres em emiss&otilde;es t&oacute;xicas.<br /><br />N&atilde;o &eacute; a primeira vez que a China adota a&ccedil;&otilde;es como essa. Incitadas pelo governo central, autoridades locais em prov&iacute;ncias costeiras, incluindo Hebei, Jiangsu e Zhejiang, tamb&eacute;m cortaram a energia de usinas em setembro de 2010 numa tentativa de reduzir a produ&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o. A iniciativa n&atilde;o foi bem-sucedida, j&aacute; que elas voltaram a produzir a todo vapor no ano seguinte.<br /><br />Analistas dizem que os tempos podem estar mudando. "No curto prazo, &eacute; dif&iacute;cil dizer qual o impacto que tais medidas podem ter", disse Yu Liangui, da consultoria Mysteel, de Xangai. "Mas recentemente tem havido uma exig&ecirc;ncia maior de uma pol&iacute;tica ambiental forte na China, ent&atilde;o essa pol&iacute;ticas [de conten&ccedil;&atilde;o de capacidade] v&atilde;o se tornar mais intensas no longo prazo."<br /><br />O governo vem sofrendo uma press&atilde;o crescente para controlar a produ&ccedil;&atilde;o do a&ccedil;o desde que uma fuma&ccedil;a t&oacute;xica provocou revolta no p&uacute;blico no in&iacute;cio deste ano. Em janeiro, o Minist&eacute;rio da Ind&uacute;stria e Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o da China prometeu intensificar o ritmo de fus&otilde;es em ind&uacute;strias poluentes, incluindo a sider&uacute;rgica.<br /><br />O inchado setor sider&uacute;rgico do pa&iacute;s, com pouco mais de 1.000 f&aacute;bricas, &eacute; um legado da era Mao, quando a China buscava ser autossuficiente na maior parte dos produtos industriais. Mas a ind&uacute;stria fragmentada passou por frequentes ciclos de crescimento e estouros de bolhas econ&ocirc;micas, produzindo em excesso durante os per&iacute;odos de alta, o que logo provocava uma queda nos pre&ccedil;os.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Expansão de 1,05% registrada pelo BC no 1º tri deve arrefecer]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36889</link>
<pubDate>Fri, 17 May 2013 11:02:47 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Entre altos e baixos, a economia brasileira acelerou seu ritmo de crescimento no primeiro trimestre em compara&ccedil;&atilde;o ao que vinha registrando em 2012, mas os indicadores j&aacute; dispon&iacute;veis de abril e maio indicam que continuar&aacute; oscilante e, nos pr&oacute;ximos trimestres, deve desacelerar, segundo economistas consultados pelo Valor PRO, o servi&ccedil;o de informa&ccedil;&otilde;es em tempo real do Valor.<br /><br />Pelo IBC-Br, &iacute;ndice de atividade econ&ocirc;mica mensal do Banco Central (BC), divulgado ontem e que serve como pr&eacute;via do Produto Interno Bruto (PIB), o pa&iacute;s cresceu 1,79% sobre o primeiro trimestre de 2012, sem ajuste sazonal, e, na passagem do quarto trimestre para o primeiro de 2013, cresceu 1,05%, na s&eacute;rie com ajuste. O desempenho j&aacute; &eacute; melhor que o verificado no final de 2012 - no quarto trimestre, o crescimento havia sido de 0,6% ante o terceiro -, mas o aumento &eacute; resultado de um vai-e-vem m&ecirc;s a m&ecirc;s que d&aacute; poucas indica&ccedil;&otilde;es de uma recupera&ccedil;&atilde;o firme: em janeiro o IBC-Br subiu 1,05%, em fevereiro caiu 0,36% e, em mar&ccedil;o, voltou a subir, com varia&ccedil;&atilde;o de 0,72% ante fevereiro.<br /><br />A patina&ccedil;&atilde;o reflete o que aconteceu em v&aacute;rios setores no com&eacute;rcio e na ind&uacute;stria e deve continuar ditando o ritmo nos pr&oacute;ximos meses. "Dados preliminares mostram que abril deve ter um crescimento mais robusto que mar&ccedil;o, mas para maio indicam uma maior volatilidade e pode haver uma desacelera&ccedil;&atilde;o", disse Fl&aacute;vio Serrano, economista-chefe do Banco Esp&iacute;rito Santo (BES), citando n&uacute;meros j&aacute; conhecidos do m&ecirc;s passado como produ&ccedil;&atilde;o de autom&oacute;veis, tr&aacute;fego de ve&iacute;culos nas estradas e alguns indicadores de consumo. "&Eacute; esse o movimento que deveremos continuar observando ao longo do ano. H&aacute; uma recupera&ccedil;&atilde;o, mas ela &eacute; moderada, pouco intensa."<br /><br />"O IBC-Br refor&ccedil;a nosso cen&aacute;rio de um PIB de 1% no primeiro trimestre de 2013, com destaque para uma acelera&ccedil;&atilde;o forte de investimentos, do lado da demanda, e para a produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria, do lado da oferta", disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econ&ocirc;micos do Bradesco, Octavio de Barros. "Os dados para o segundo trimestre, no entanto, t&ecirc;m indicado um ritmo mais lento da atividade, em torno de 0,7% por trimestre", completou o economista, que projeta 2,8% para o PIB em 2013.<br /><br />Rafael Bacciotti, analista da Tend&ecirc;ncias Consultoria, destaca que, embora a ind&uacute;stria tenha mostrado um pouco de rea&ccedil;&atilde;o, puxada principalmente pelo setor de bens de capital, e os investimentos estejam em alta, &eacute; dif&iacute;cil garantir que estes motores continuem com a mesma pot&ecirc;ncia. "Os investimentos est&atilde;o muito puxados por quest&otilde;es pontuais e incentivos que adiantaram as compras de m&aacute;quinas", disse Bacciotti, citando programas de incentivo do governo ao financiamento como o PSI e o Brasil Maior. C&aacute;lculos de outra consultoria, a LCA Consultores, estimam que a chamada forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo, que mede os investimentos, foi o fator que mais puxou o PIB no primeiro trimestre, com uma alta de 6,7%, para um PIB que crescer&aacute; 1% no total sobre o trimestre anterior.<br /><br />O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tamb&eacute;m destacou, ontem, o fato do crescimento no primeiro trimestre do ano ter sido puxado pelo investimento e pela ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o. "Se isso de fato aconteceu [o crescimento de 1,95% no trimestre], significa que a economia estaria crescendo pr&oacute;ximo de 4%. E o mais importante &eacute; a qualidade do crescimento, que est&aacute; sendo capitaneado pelo investimento", disse Mantega, na portaria do minist&eacute;rio, ontem.<br /><br />O ministro argumentou que o cen&aacute;rio internacional n&atilde;o melhorou conforme o esperado. Segundo ele, a Uni&atilde;o Europeia est&aacute; em recess&atilde;o e os Estados Unidos mostram "crescimento, por&eacute;m de forma lenta". "Ent&atilde;o n&oacute;s dependemos de n&oacute;s mesmos", afirmou o ministro. "Estamos conseguindo superar as dificuldades e, mesmo assim, conseguir um crescimento maior que no ano passado."<br /><br />Outro fator que corrobora com as percep&ccedil;&otilde;es de que a atividade ser&aacute; mais fria nos meses seguintes &eacute; a desacelera&ccedil;&atilde;o que j&aacute; aparece nos setores de com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, puxado por um consumo das fam&iacute;lias em desacelera&ccedil;&atilde;o, mercado de trabalho que j&aacute; n&atilde;o cria mais tantas vagas como nos anos recentes e uma renda que, al&eacute;m de corro&iacute;da pela infla&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m j&aacute; n&atilde;o cresce com o mesmo &iacute;mpeto. Para se ter uma ideia, enquanto a produ&ccedil;&atilde;o industrial cresceu 0,8% do quarto para o primeiro trimestre, segundo o IBGE, as vendas do varejo, divulgadas ontem, tiveram queda de 0,2%.<br /><br />A expans&atilde;o de 1,05% no primeiro trimestre deste ano em rela&ccedil;&atilde;o ao &uacute;ltimo de 2012 com ajuste sazonal &eacute; a maior desde o crescimento registrado no primeiro trimestre de 2011 sobre o &uacute;ltimo de 2010. Ou seja, &eacute; a maior alta em dois anos quando se faz a compara&ccedil;&atilde;o entre o trimestre e o imediatamente anterior. No primeiro trimestre do ano passado sobre o quarto de 2011, o &Iacute;ndice de Atividade Econ&ocirc;mica do Banco Central (IBC-Br) registrou queda de 0,48%, sempre fazendo os ajustes sazonais.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Investimento e agricultura puxam reação da economia]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36885</link>
<pubDate>Fri, 17 May 2013 10:37:24 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A atividade medida pelo IBC-BR teve maior alta desde o 1&ordm; trimestre de 2011<br /><br />Previs&otilde;es de analistas s&atilde;o divergentes; crise externa &eacute; considerada entrave, mas rea&ccedil;&atilde;o parece ter se expandido<br /><br />O crescimento da economia brasileira ganhou for&ccedil;a no primeiro trimestre deste ano, mas o ritmo da atividade menor do que o esperado em mar&ccedil;o refor&ccedil;a as proje&ccedil;&otilde;es mais moderadas de expans&atilde;o em 2013.<br /><br />A atividade medida pelo &iacute;ndice IBC-BR (&Iacute;ndice de Atividade Econ&ocirc;mica do Banco Central) cresceu 1,05% entre janeiro e mar&ccedil;o com rela&ccedil;&atilde;o ao &uacute;ltimo trimestre de 2012, impulsionada principalmente pelo bom desempenho do setor agr&iacute;cola e por uma recupera&ccedil;&atilde;o dos investimentos.<br /><br />Foi a alta mais forte desde o primeiro trimestre de 2011.<br /><br />Em mar&ccedil;o, o crescimento foi de 0,72% em compara&ccedil;&atilde;o com fevereiro (descontados efeitos sazonais). O resultado ficou abaixo do esperado por economistas, que apostavam em alta pr&oacute;xima a 0,85%.<br /><br />Embora o desvio em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; expectativa n&atilde;o tenha sido grande, representa mais uma frustra&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao ritmo de atividade. O crescimento de 0,7% da produ&ccedil;&atilde;o industrial em mar&ccedil;o ante fevereiro tamb&eacute;m havia ficado abaixo das estimativas.<br /><br />O desempenho fraco, apesar de uma modesta melhora, do setor manufatureiro ainda &eacute; considerado o principal entrave a uma expans&atilde;o mais robusta da economia.<br /><strong><br />RECUPERA&Ccedil;&Atilde;O MODESTA<br /></strong><br />Embora o resultado esperado para o PIB em 2013 represente acelera&ccedil;&atilde;o frente ao crescimento de apenas 0,9% em 2012, a recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada moderada.<br /><br />"N&atilde;o &eacute; nada espetacular, mas n&atilde;o &eacute; ruim como vinha sendo desde 2011", afirmou Carlos Kawall, economista-chefe do Banco Safra.<br /><br />O ritmo lento da retomada somado ao cen&aacute;rio externo ruim, com a recess&atilde;o europeia e a forte desacelera&ccedil;&atilde;o da Argentina, motivou uma nova rodada de revis&otilde;es para baixo nas expectativas de crescimento em 2013.<br /><br />No in&iacute;cio de dezembro passado, em m&eacute;dia, analistas projetavam expans&atilde;o de 3,5% em 2013 e agora apostam em 3%. Os mais otimistas esperam que os investimentos, que parecem ter registrado expans&atilde;o firme no primeiro trimestre, perdurar&atilde;o.<br /><strong><br />OTIMISMO</strong><br /><br />Essa &eacute; a aposta da LCA Consultores, que resolveu manter sua proje&ccedil;&atilde;o de crescimento de 3,5% do PIB em 2013. A consultoria ressalta que a recupera&ccedil;&atilde;o do investimento ocorreu em diversos setores, o que &eacute; positivo.<br /><br />Outras institui&ccedil;&otilde;es veem o bom resultado do investimento no primeiro trimestre com maior cautela, principalmente em consequ&ecirc;ncia da persistente baixa confian&ccedil;a dos empres&aacute;rios.<br /><br />O Ita&uacute; Unibanco prev&ecirc; que o desempenho do investimento n&atilde;o se sustentar&aacute; no restante do ano. O banco revisou sua proje&ccedil;&atilde;o de expans&atilde;o do PIB em 2013 de 3% para 2,8%. Analistas destacam, por exemplo, que a forte alta na produ&ccedil;&atilde;o e &ocirc;nibus e caminh&otilde;es tende a perder f&ocirc;lego. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Tombini reafirma necessidade de combater alta da inflação]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36873</link>
<pubDate>Fri, 17 May 2013 10:08:58 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O Banco Central (BC) far&aacute; o que for necess&aacute;rio e de forma tempestiva para a infla&ccedil;&atilde;o cair na segunda metade do ano, afirmou o presidente da autoridade monet&aacute;ria, Alexandre Tombini, ontem.<br /><br />"O Banco Central est&aacute; vigilante e far&aacute; o que for necess&aacute;rio, com a devida tempestividade, para colocar a infla&ccedil;&atilde;o em decl&iacute;nio no segundo semestre e assegurar que essa tend&ecirc;ncia persista no pr&oacute;ximo ano", afirmou ele, ao participar do Semin&aacute;rio Anual de Metas para a Infla&ccedil;&atilde;o do BC.<br /><br />Tombini refor&ccedil;ou, contudo, que a avalia&ccedil;&atilde;o do BC &eacute; que a infla&ccedil;&atilde;o est&aacute; e continuar&aacute; sob controle, embora um choque de oferta de alimentos tenha contribu&iacute;do para manter elevada a alta dos pre&ccedil;os. Por isso, o BC agiu, subindo a Selic, e continuar&aacute; vigilante, segundo ele, "Um choque de oferta registrado nos segmentos de alimentos, entre outros fatores, contribuiu para manter a infla&ccedil;&atilde;o em n&iacute;veis elevados e acima do esperado nos &uacute;ltimos trimestres. N&atilde;o obstante, a infla&ccedil;&atilde;o est&aacute; e continuar&aacute; sob controle", diz.<br /><br />O IPCA fechou abril a 0,55%, ficando em 12 meses em 6,49%, muito pr&oacute;ximo do teto da meta de infla&ccedil;&atilde;o do governo de 6,50%, ainda pressionado pelos pre&ccedil;os dos alimentos. Em abril passado, o BC deu in&iacute;cio a mais um ciclo de aperto monet&aacute;rio, ao elevar a taxa b&aacute;sica de juros (Selic) a 7,5%, dando sinais de que o movimento deve continuar.<br /><br />"A comunica&ccedil;&atilde;o e as a&ccedil;&otilde;es do BC t&ecirc;m sido consistentes com essa vis&atilde;o. Em janeiro, o BC explicitou sua preocupa&ccedil;&atilde;o com o n&iacute;vel de infla&ccedil;&atilde;o e com a dissemina&ccedil;&atilde;o do aumento dos pre&ccedil;os. Em mar&ccedil;o, o BC reafirmou sua preocupa&ccedil;&atilde;o com o cen&aacute;rio prospectivo para a infla&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, sinalizou que, num futuro pr&oacute;ximo, poderia ocorrer uma resposta da pol&iacute;tica monet&aacute;ria, ou seja, uma eleva&ccedil;&atilde;o da Selic", completou Alexandre Tombini.<br /><br />Segundo o presidente do BC, a autoridade monet&aacute;ria agiu tamb&eacute;m por meio da comunica&ccedil;&atilde;o com o mercado. "N&atilde;o resta d&uacute;vida de que a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; parte integrante e importante da condu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica monet&aacute;ria. As mensagens passadas pelo BC, por si, determinaram mudan&ccedil;as relevantes nas condi&ccedil;&otilde;es financeiras de modo geral. Mas a&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m foram tomadas e a mais relevante foi o in&iacute;cio do ciclo de ajustes na taxa de juros b&aacute;sica da economia", afirmou.<br /><br />Tombini disse tamb&eacute;m que o cen&aacute;rio externo permanece complexo e que os riscos para economia global parecem elevados. Segundo ele, a tend&ecirc;ncia &eacute; que isso se intensifique ao longo de 2014. O presidente do BC destacou que os bancos centrais t&ecirc;m ampliado suas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o convencionais. Segundo ele, os canais de cr&eacute;dito n&atilde;o tem tido a sa&iacute;da esperada.<br /><br />O presidente do BC previu ainda um aumento da taxa de investimento no Brasil. Segundo ele, a redu&ccedil;&atilde;o dos custos log&iacute;sticos devem aumentar os investimentos, com os empres&aacute;rios animados com a melhoria da infraestrutura. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Endividado, brasileiro freia compra a prazo]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36872</link>
<pubDate>Fri, 17 May 2013 10:08:30 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A venda a prazo, normalmente de itens de maior valor, ficou estagnada na primeira quinzena deste m&ecirc;s, apesar do esfor&ccedil;o do varejo para desovar os estoques de eletrodom&eacute;sticos, TVs e telefones celulares por ocasi&atilde;o do Dia das M&atilde;es, a melhor data para o com&eacute;rcio depois do Natal. E uma parcela crescente de inadimplentes acumulava no m&ecirc;s passado d&iacute;vidas n&atilde;o pagas superior a R$ 500.<br /><br />Em abril, mais da metade dos consumidores inadimplentes (50,49%) tinha d&iacute;vida acima de R$ 500. Em janeiro e fevereiro, essa fatia girava em torno de 30%, aponta um recorte do &iacute;ndice mensal de inadimpl&ecirc;ncia apurado pelo Servi&ccedil;o de Prote&ccedil;&atilde;o ao Cr&eacute;dito (SPC Brasil) e pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com base no cadastro nacional de inadimplentes. O salto ocorreu em mar&ccedil;o, quando 47,52% dos inadimplentes deviam mais de R$ 500, e acentuou-se no m&ecirc;s passado.<br /><br />"O consumidor est&aacute; temporariamente parando de comprar a prazo", afirma o economista da Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de S&atilde;o Paulo, Em&iacute;lio Alfieri. Entre os dias 1.&ordm; e 15 deste m&ecirc;s, as consultas para compras financiadas ca&iacute;ram 0,3% na compara&ccedil;&atilde;o com igual per&iacute;odo de 2012, considerando o mesmo n&uacute;mero de dias &uacute;teis. Ele destaca que o consumidor est&aacute; cauteloso para n&atilde;o ampliar ainda mais o endividamento, que cresceu rapidamente nos &uacute;ltimos meses.<br /><br />Segundo a economista do SPC Brasil, Ana Paula Bastos, o avan&ccedil;o da parcela de consumidores inadimplentes com d&iacute;vida superior a R$ 500 ocorreu por causa do ac&uacute;mulo das compras de fim de ano combinado aos gastos de in&iacute;cio de ano com impostos. Al&eacute;m disso, houve uma forte expans&atilde;o da oferta de cr&eacute;dito. "A nossa pesquisa mostra que o inadimplente chega a ter v&aacute;rias pend&ecirc;ncias com d&iacute;vidas, por exemplo em seis cart&otilde;es de cr&eacute;dito." Na avalia&ccedil;&atilde;o de Ana Paula, a situa&ccedil;&atilde;o se agravou por causa da falta de educa&ccedil;&atilde;o financeira do brasileiro, que antes de contrair um empr&eacute;stimo verifica apenas se a presta&ccedil;&atilde;o cabe no sal&aacute;rio.<br /><strong><br />Freada<br /></strong><br />A freada no consumo a prazo provocou queda na inadimpl&ecirc;ncia, que recuou 3,6% na 1.&ordf; quinzena deste m&ecirc;s na compara&ccedil;&atilde;o anual, segundo a ACSP. Paralelamente, houve retra&ccedil;&atilde;o nas renegocia&ccedil;&otilde;es de d&iacute;vidas, de 12,2% em igual per&iacute;odo. A pesquisa da entidade mostra que as compras neste m&ecirc;s foram concentradas em itens de menor valor e pagas &agrave; vista. Tanto &eacute; que as consultas para vendas com cheque cresceram 8,3% na 1.&ordf; quinzena de maio.<br /><br />Segundo Ana Paula, do SPC Brasil, o aumento da parcela de inadimplentes com d&iacute;vidas maiores &eacute; transit&oacute;rio e deve se normalizar nos pr&oacute;ximos meses. O dado da pesquisa que surpreendeu a economista foi o fato de 25% dos inadimplentes terem mais de 65 anos de idade. Essa foi a faixa et&aacute;ria que concentrou o calote em abril.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[CNI constata avanço de produto importado]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36844</link>
<pubDate>Thu, 16 May 2013 10:58:37 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) informou ontem que a participa&ccedil;&atilde;o de produtos industriais importados no consumo do pa&iacute;s avan&ccedil;ou de 21,6% para 22% entre 2012 e o primeiro trimestre de 2013. A compara&ccedil;&atilde;o considera o acumulado dos 12 meses anteriores de cada per&iacute;odo. Segundo a pesquisa "Coeficientes de Abertura Comercial", com a alta, o &iacute;ndice de penetra&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es atingiu o maior valor j&aacute; registrado desde o in&iacute;cio da s&eacute;rie hist&oacute;rica, em 1996. O indicador "permanece em crescimento desde o primeiro trimestre de 2010", diz o estudo.<br /><br />O coeficiente de penetra&ccedil;&atilde;o de importa&ccedil;&otilde;es (pre&ccedil;os correntes) corresponde &agrave; participa&ccedil;&atilde;o dos produtos importados na demanda dom&eacute;stica de bens industriais e considera tanto o consumo final quanto o intermedi&aacute;rio (insumos para a ind&uacute;stria).<br /><br />"A recente alta no coeficiente de penetra&ccedil;&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es ocorre mesmo em um cen&aacute;rio em que a economia brasileira apresenta menor dinamismo. Tal fato demonstra a perda de competitividade da maior parte dos setores industriais nacionais frente aos concorrentes externos", avalia a CNI, em nota.<br /><br />Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, a pesquisa informou que uma fatia menor da produ&ccedil;&atilde;o industrial foi destinada ao mercado externo no in&iacute;cio deste ano, frente a 2012. O coeficiente de exporta&ccedil;&atilde;o apresentou retra&ccedil;&atilde;o de 20,6% para 20,4% no per&iacute;odo. "As medidas adotadas pelo governo com a finalidade de desonerar o setor produtivo n&atilde;o est&atilde;o sendo suficientes para compensar um cen&aacute;rio externo de baixa demanda e para adicionar ganhos de produtividade aos setores da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o", diz a pesquisa.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Indústria puxa economia em março e IBC-Br deve subir 1%]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36843</link>
<pubDate>Thu, 16 May 2013 10:58:18 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A retomada da economia ganhou ritmo no primeiro trimestre deste ano, afirmam economistas, mas os sinais s&atilde;o de que essa velocidade de crescimento n&atilde;o se sustentar&aacute; no segundo trimestre. Al&eacute;m disso, as varia&ccedil;&otilde;es mensais dos principais indicadores econ&ocirc;micos tamb&eacute;m seguem sob forte oscila&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s queda de 0,5% entre janeiro e fevereiro, feito o ajuste sazonal, a m&eacute;dia de 12 consultorias e institui&ccedil;&otilde;es financeiras ouvidas pelo Valor Data aponta para alta de 1,0% do &Iacute;ndice de Atividade Econ&ocirc;mica do Banco Central (IBC-Br) na medi&ccedil;&atilde;o seguinte. As estimativas para o indicador, que procura reproduzir o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) e ser&aacute; divulgado hoje pela autoridade monet&aacute;ria, variam entre alta de 0,4% a avan&ccedil;o de 1,6% no per&iacute;odo.<br /><br />Jos&eacute; Francisco de Lima Gon&ccedil;alves, economista-chefe do Banco Fator, avalia que o resultado do com&eacute;rcio em mar&ccedil;o indica varia&ccedil;&atilde;o um pouco mais forte da atividade econ&ocirc;mica no per&iacute;odo. Lima Gon&ccedil;alves projetava queda de 0,7% das vendas no varejo restrito (que n&atilde;o considera o desempenho do com&eacute;rcio de ve&iacute;culos e material de constru&ccedil;&atilde;o) entre fevereiro e mar&ccedil;o, recuo mais acentuado do que a retra&ccedil;&atilde;o de 0,1% divulgada ontem. Em fun&ccedil;&atilde;o desse resultado, Lima Gon&ccedil;alves elevou ligeiramente sua estimativa de alta do IBC-Br para o per&iacute;odo, de 1,2% para 1,3%.<br /><br />As vendas no varejo tamb&eacute;m surpreenderam positivamente o Ita&uacute;, que estimava crescimento de 2,3% do com&eacute;rcio no conceito ampliado (que inclui autom&oacute;veis e material de constru&ccedil;&atilde;o), na compara&ccedil;&atilde;o com mar&ccedil;o do ano passado. O aumento, no entanto, foi de 3%. Ainda assim, afirmou em nota o economista Aur&eacute;lio Bicalho, o banco preferiu manter inalterada a proje&ccedil;&atilde;o de crescimento de 1% do &iacute;ndice calculado pelo BC entre fevereiro e mar&ccedil;o. "Estes dados est&atilde;o em linha com a nossa expectativa de crescimento mais elevado da economia no primeiro trimestre, de alta de 1,0% para o PIB, acelerando em rela&ccedil;&atilde;o ao aumento de 0,6% no quarto trimestre".<br /><br />Alessandra Ribeiro, economista da Tend&ecirc;ncias Consultoria, manteve proje&ccedil;&atilde;o de alta de 1,5% para o IBC-Br entre fevereiro e mar&ccedil;o, mas n&atilde;o se mostra muito animada com o progn&oacute;stico para a atividade. A consultoria j&aacute; projetava estabilidade das vendas no varejo na passagem mensal e a ind&uacute;stria, embora em recupera&ccedil;&atilde;o, continua avan&ccedil;ando lentamente. Ap&oacute;s queda de 2,6% em fevereiro, a produ&ccedil;&atilde;o do setor aumentou 0,7% em mar&ccedil;o, sempre em rela&ccedil;&atilde;o ao m&ecirc;s imediatamente anterior, o que frustrou economistas, que antecipavam alta maior no per&iacute;odo.<br /><br />Em fun&ccedil;&atilde;o desse resultado, Alessandra j&aacute; havia revisado sua estimativa de crescimento da economia. Ela projeta alta de 0,8% do PIB no primeiro trimestre, resultado que, se confirmado, pode lev&aacute;-la a diminuir a expectativa de expans&atilde;o de 3% do pa&iacute;s neste ano. Alessandra espera boa performance para os investimentos no per&iacute;odo, que devem saltar 5,9% no primeiro trimestre, bastante incentivados por quest&otilde;es pontuais, como a recupera&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de caminh&otilde;es. O setor externo, no entanto, "roubou" um importante peda&ccedil;o do crescimento entre janeiro e mar&ccedil;o, por causa do aumento das importa&ccedil;&otilde;es e da queda das exporta&ccedil;&otilde;es, e impediu que o PIB avan&ccedil;asse mais forte, avalia.<br /><br />A m&eacute;dia dos 11 economistas consultados pelo Valor Data &eacute; de avan&ccedil;o de 0,9% do PIB entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro deste ano, com ajuste.<br /><br />J&aacute; Lima Gon&ccedil;alves, do Fator, afirma que o pa&iacute;s pode ter crescido em torno de 1,2% entre janeiro e mar&ccedil;o, em rela&ccedil;&atilde;o aos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses do ano anterior, feitos os ajustes sazonais. &Eacute; um n&uacute;mero mais forte do que o esperado ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o industrial, mas o economista ressalva que o setor de servi&ccedil;os ainda &eacute; um ponto de d&uacute;vida, porque os indicadores dispon&iacute;veis, como cria&ccedil;&atilde;o de emprego e confian&ccedil;a do setor, sugerem que o segmento perdeu for&ccedil;a nos &uacute;ltimos meses. No entanto, Lima Gon&ccedil;alves n&atilde;o acredita que este ritmo de crescimento se sustentar&aacute;. "Amanh&atilde; podemos ficar mais felizes, mas daqui a dois meses &eacute; prov&aacute;vel que a percep&ccedil;&atilde;o seja outra", afirma.<br /><br />Igor Velecico, economista do Bradesco, faz avalia&ccedil;&atilde;o semelhante em rela&ccedil;&atilde;o ao segundo trimestre. "As sondagens de confian&ccedil;a todas est&atilde;o para baixo e a produ&ccedil;&atilde;o de autom&oacute;veis e caminh&otilde;es sobe mais do que as vendas, o que significa que haver&aacute; algum ajuste pra baixo em breve da produ&ccedil;&atilde;o". Velecico projeta avan&ccedil;o de 1% do produto dom&eacute;stico no primeiro trimestre e de 0,7% entre abril e junho.<br /><br />Para o economista, ainda que se materialize essa alta da economia no primeiro trimestre, &eacute; poss&iacute;vel que o resultado reacenda o debate em torno do potencial de crescimento do pa&iacute;s. Velecico explica que o mercado precificou que, sob fortes est&iacute;mulos monet&aacute;rios e fiscais, por exemplo, a economia conseguiria crescer em torno de 1,5%. "O que estar&aacute; se revelando como verdade, caso o PIB seja de 1,0%, ser&aacute; de que a velocidade m&aacute;xima &eacute; de 1,0%". O problema &eacute; que a partir dessa premissa tende-se a repensar qual &eacute; a capacidade de expans&atilde;o do pa&iacute;s em "velocidade de cruzeiro". Antes, pensava-se que esse ritmo estaria em torno de 0,8% por trimestre. "Mas h&aacute; chance relevante de os analistas discutirem 0,6% de PIB como velocidade 'normal'. A diferen&ccedil;a para 0,8% parece pouca, mas anualizada &eacute; a dist&acirc;ncia entre PIB de 2,5% e 3,2%".<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Inflação e crédito mais contido reduzem ritmo no varejo]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36837</link>
<pubDate>Thu, 16 May 2013 10:37:02 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Depois de uma ind&uacute;stria que cresceu abaixo do esperado em mar&ccedil;o, os n&uacute;meros do com&eacute;rcio confirmam um primeiro trimestre que ainda n&atilde;o trouxe a recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica com que se chegou a contar no in&iacute;cio do ano. A infla&ccedil;&atilde;o alta est&aacute; entre os principais fatores apontados por economistas consultados pelo Valor para a desacelera&ccedil;&atilde;o vista no varejo nos primeiros meses de 2013, ao lado de uma inadimpl&ecirc;ncia elevada, a menor disponibilidade e cr&eacute;dito e uma renda que j&aacute; n&atilde;o cresce mais tanto como nos &uacute;ltimos anos.<br /><br />"O PIB at&eacute; dever&aacute; crescer mais no primeiro trimestre do que cresceu no quarto trimestre do ano passado, mas isso ser&aacute; puxado mais por coisas pontuais, como a agricultura e a produ&ccedil;&atilde;o de caminh&otilde;es, do que por uma mudan&ccedil;a efetivamente estrutural", disse Fernanda Consorte, economista do banco Santander, que j&aacute; reduziu a proje&ccedil;&atilde;o inicial de 1% para 0,8% para o PIB do primeiro trimestre. "O resultado do varejo apenas confirma isso, mostrando uma desacelera&ccedil;&atilde;o bastante disseminada entre seus segmentos", disse.<br /><br />Divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), a Pesquisa Mensal do Com&eacute;rcio (PMC) mostrou que o volume de vendas do varejo recuou 0,1% em mar&ccedil;o ante fevereiro, depois de j&aacute; ter ca&iacute;do 0,5% no m&ecirc;s anterior. Consideradas as vendas no primeiro trimestre, houve queda de 0,2% sobre os tr&ecirc;s &uacute;ltimos meses de 2012 e, na compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo trimestre do ano passado, a desacelera&ccedil;&atilde;o foi brutal - a alta de 3,5% &eacute; apenas metade dos 7,5% que o com&eacute;rcio havia crescido no quarto trimestre de 2012. Os n&uacute;meros s&atilde;o do varejo restrito, que n&atilde;o considera as cadeias automotiva e de materiais de constru&ccedil;&atilde;o. Inclu&iacute;dos estes segmentos, o crescimento tamb&eacute;m &eacute; t&iacute;mido, de 0,2% na passagem de fevereiro para mar&ccedil;o e de 3,7% na compara&ccedil;&atilde;o com o primeiro trimestre de 2013.<br /><br />"H&aacute; uma clara tend&ecirc;ncia de desacelera&ccedil;&atilde;o no varejo, em v&aacute;rios segmentos", disse Fernanda. "Mesmo setores que vinham crescendo ao longo do ano passado inteiro est&atilde;o mais fracos neste ano, caso dos eletrodom&eacute;sticos e at&eacute; mesmo de ve&iacute;culos." As redes de m&oacute;veis e eletrodom&eacute;sticos, segundo o IBGE, tiveram aumento de 1,5% no volume de vendas do primeiro trimestre ante mesmo per&iacute;odo um ano antes, alta que havia sido de 9,9% no quarto trimestre, neste mesmo tipo de compara&ccedil;&atilde;o. No caso dos autom&oacute;veis, o crescimento passou de 11,4% no quarto trimestre para 4% no levantamento mais recente.<br /><br />Os volumes em desacelera&ccedil;&atilde;o destoam do resultado da receita nominal, que, no geral, cresce em ritmo ainda muito maior e confirma as desconfian&ccedil;as do avan&ccedil;o da infla&ccedil;&atilde;o sobre as compras: enquanto o volume de vendas do varejo restrito caiu 0,1% no m&ecirc;s, a receita subiu 0,8%. Em 12 meses, o volume acumula crescimento de 6,8%, ao lado de uma receita 11,7% maior. Na pr&aacute;tica, isso significa que se est&aacute; desembolsando mais por um n&uacute;mero menor de produtos. "O com&eacute;rcio decepcionou no primeiro trimestre, e os n&uacute;meros mostram que o impacto da infla&ccedil;&atilde;o foi maior do que se esperava antes", disse Andr&eacute; Muller, analista da Quest Investimentos.<br /><br />Segundo Muller, o deflator impl&iacute;cito, medida utilizada para verificar a diferen&ccedil;a entre a receita nominal e a receita real, foi de 8,3% nos 12 meses encerrados em mar&ccedil;o, a maior porcentagem desde abril de 2005, quando havia batido 8,7%. "O deflator funciona como uma medida do aumento de pre&ccedil;os, e desde 2005 n&atilde;o era t&atilde;o alto. Isso confirma que as vendas est&atilde;o sofrendo com a infla&ccedil;&atilde;o, em especial no setor de supermercados, que j&aacute; registra dois meses de queda", disse Muller.<br /><br />Respons&aacute;vel por quase metade das vendas do varejo restrito, o setor que abrange supermercados, bebidas e fumo, e que sofre com a infla&ccedil;&atilde;o especialmente alta dos alimentos, teve queda de 2,1% no volume de vendas na passagem de fevereiro para mar&ccedil;o, depois de j&aacute; ter ca&iacute;do 1,4% no m&ecirc;s anterior. Por outro lado, em 12 meses, o segmento acumula aumento de 6,1% no volume real de vendas, contra uma receita nominal 14,9% maior no mesmo per&iacute;odo.<br /><br />Para Leandro Padulla, economista da MCM Consultores Associados, al&eacute;m da infla&ccedil;&atilde;o, a retra&ccedil;&atilde;o no com&eacute;rcio reflete tamb&eacute;m um mercado de trabalho e uma renda que, neste ano, j&aacute; n&atilde;o crescem tanto como nos &uacute;ltimos. "O mercado de trabalho vem mostrando acomoda&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos dois meses, enquanto os sal&aacute;rios est&atilde;o tendo ajustes menores do que tiveram no ano passado. Isso tem impacto no com&eacute;rcio", disse.<br /><br />Atualmente, a MCM prev&ecirc; um crescimento de 6% no volume de vendas do varejo restrito e de 3,1% para o PIB em 2013, mas, frente a um primeiro trimestre aparentemente mais fraco do que o esperado, ambos os n&uacute;meros est&atilde;o sob revis&atilde;o e dever&atilde;o ser reduzidos.<br /><br />Tha&iacute;s Zara, economista-chefe da Rosenberg &amp; Associados, destaca um desempenho t&iacute;mido em outros segmentos de varejo para al&eacute;m dos supermercados por conta da redu&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito, preponderante nas compras de bens de consumo dur&aacute;veis como ve&iacute;culos ou eletrodom&eacute;sticos. "A inadimpl&ecirc;ncia est&aacute; ainda alta e, com isso, a renda das pessoas n&atilde;o s&oacute; est&aacute; comprometida, como os pr&oacute;prios bancos est&atilde;o mais restritos na oferta de cr&eacute;dito", diz ela.<br /><br />A previs&atilde;o de Tha&iacute;s, no entanto, &eacute; de que o quadro melhore na segunda metade do ano. "A infla&ccedil;&atilde;o dos alimentos deve arrefecer e, conforme a inadimpl&ecirc;ncia vai recuando, coisa que os n&uacute;meros j&aacute; indicam, deve voltar a haver uma oferta maior do cr&eacute;dito, o que dar&aacute; mais f&ocirc;lego ao com&eacute;rcio no segundo semestre."<br /><br />A previs&atilde;o da Rosenberg &eacute; de um crescimento de 6% para o varejo restrito em 2013. "&Eacute; menos do que o ano passado, mas ainda &eacute; um desempenho bom, ainda mais se pensar em um PIB que, na nossa previs&atilde;o, crescer&aacute; 2,5%", disse Thais. Em 2012, o varejo encerrou o ano com alta de 8,4%.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Imposto de importação expõe desigualdade entre estados]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36828</link>
<pubDate>Thu, 16 May 2013 10:32:29 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O cen&aacute;rio de com&eacute;rcio exterior brasileiro est&aacute; cada vez mais complicado. Ao mesmo tempo que a balan&ccedil;a comercial sofre com um d&eacute;ficit de US$ 5,047 bilh&otilde;es o governo inclui novos produtos na lista dos que cont&eacute;m redu&ccedil;&atilde;o de imposto de importa&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de ex-tarif&aacute;rios para acelerar os investimentos e controlar as taxas de infla&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Se observarmos os dados da arrecada&ccedil;&atilde;o de imposto de importa&ccedil;&atilde;o no primeiro trimestre desse ano vamos encontrar uma alta em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. O montante do estado de S&atilde;o Paulo, por exemplo, passou de R$ 3,1 bilh&otilde;es para R$ 3,7 bilh&otilde;es e o de Santa Catarina de R$ 803 milh&otilde;es para R$ 943 milh&otilde;es no mesmo per&iacute;odo de compara&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m dessa alta, os dados tamb&eacute;m nos apontam uma grande concentra&ccedil;&atilde;o da arrecada&ccedil;&atilde;o, o que mostra a desigualdade dos estados. A Bahia arrecadou no primeiro trimestre R$ 194 milh&otilde;es e &eacute; um estado, territorialmente, bastante maior que Santa Catarina.<br /><br />Essa diferen&ccedil;a regional &eacute; uma das causas da chamada "guerra dos portos" que consistia em dar incentivos para a entrada de importados atrav&eacute;s de al&iacute;quotas diferenciadas do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) e que foi proibida com aprova&ccedil;&atilde;o da chamada Resolu&ccedil;&atilde;o 72, em abril de 2012, que passou a valer em primeiro de janeiro deste ano. &Eacute; tamb&eacute;m a dificuldade da iniciativa mais recente do governo de aprovar a unifica&ccedil;&atilde;o da taxa para todos os produtos e estados em 4%.<br /><br />Segundo Juliana Alioti Passi, advogada do escrit&oacute;rio Machado e Associados, os estados v&atilde;o contra a unifica&ccedil;&atilde;o pois "s&atilde;o os consumidores, n&atilde;o s&atilde;o os produtores de mercadorias e s&atilde;o os que n&atilde;o t&ecirc;m um grande desenvolvimento regional, quem deveria financiar esse investimento regional &eacute; a Uni&atilde;o", disse. Ela completa afirmando que "como a uni&atilde;o n&atilde;o faz esse tipo de investimento em desenvolvimento regional eles [os estados] acabam concedendo incentivo nas importa&ccedil;&otilde;es".<br /><br />A especialista explica que como o Brasil &eacute; um grande importador de partes e pe&ccedil;as, esses estados que concediam o benef&iacute;cio acabavam atraindo a ind&uacute;stria para aquele territ&oacute;rio. "Al&eacute;m do ICMS eles incentivam muito as opera&ccedil;&otilde;es interestaduais, quando for vender essa mercadoria acaba tendo um custo menor, esse &eacute; o grande vil&atilde;o, a al&iacute;quota de 4% parece ser um benef&iacute;cio, mas os estados n&atilde;o entendem isso pois quando h&aacute; uma al&iacute;quota unificada n&atilde;o vale a pena o incentivo fiscal nem na opera&ccedil;&atilde;o interestadual", completou.<br /><br />Segundo o t&eacute;cnico aduaneiro da Mundial Import &amp; Export atualmente as empresas s&oacute; levam vantagem se estiverem no mesmo estado, "hoje compensa mais a empresa se regionalizar, pois h&aacute; benef&iacute;cios em cada estado", disse.<br /><br />A advogada Juliana chama aten&ccedil;&atilde;o ainda para um outro problema. "Al&eacute;m dessa quest&atilde;o de n&atilde;o valer mais a pena, esses estados est&atilde;o com um problema pois concederam um benef&iacute;cios e as empresas que foram para l&aacute; arcaram com alguns compromissos, a empresa tem que fazer investimentos no estado e gerar empregos e se deixa de ter essa contrapartida do estado essas empresas que se estabeleceram acabam voltando para seu estado de origem". Segundo ela, a import&acirc;ncia do o ICMS &eacute; j&aacute; que &eacute; o maior imposto do Brasil .<br /><br />O professor da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto de Administra&ccedil;&atilde;o (FIA), Carlos Honorato, est&aacute; pessimista quanto ao acerto de uma tarifa &uacute;nica para todos os estados. "Agente n&atilde;o tem esfor&ccedil;o concentrado de solucionar as coisas mais simples, a discuss&atilde;o era de criar uma terceira al&iacute;quota, o que acaba sendo uma complica&ccedil;&atilde;o. O que a gente precisaria efetivamente &eacute; fazer um esfor&ccedil;o para uma reforma tribut&aacute;ria mais ampla", disse o professor da FIA.<br /><strong><br />Protestos</strong><br /><br />Na manh&atilde; de ontem trabalhadores da ind&uacute;stria de mun&iacute;cipios das Regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste realizaram uma marcha pac&iacute;fica em Bras&iacute;lia para protestar contra as mudan&ccedil;as das al&iacute;quotas estaduais do ICMS. O protesto teve a presen&ccedil;a de representantes sindicais, prefeitos e associa&ccedil;&otilde;es das cidades que participaram da marcha. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Distribuição dos investimentos gera nova expansão econômica]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36808</link>
<pubDate>Thu, 16 May 2013 08:37:34 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Centro-Oeste brasileiro atrai mais recursos, impulsionado pelo agroneg&oacute;cio, principalmente a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os <br /><br />O Brasil vive hoje &ldquo;nova&rdquo; expans&atilde;o econ&ocirc;mica, alimentada por uma maior difus&atilde;o dos investimentos entre as regi&otilde;es do pa&iacute;s, avalia o economista J&uacute;lio Gomes de Almeida, professor da Unicamp e ex-secret&aacute;rio de Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica do Minist&eacute;rio da Fazenda. Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) confirmam esse movimento, com os desembolsos para Centro-Oeste, Norte e Nordeste crescendo bem mais do que para o Sul e Sudeste. <br /><br />Neste cen&aacute;rio,destaca-se o desempenho do Centro-Oeste. De acordo como BNDES, nos &uacute;ltimos 12meses, at&eacute; mar&ccedil;o &uacute;ltimo, os desembolsos para a regi&atilde;o cresceram102%, chegando a R$ 23,075 bilh&otilde;es, sem contar outras fontes de recursos, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), que no ano passado repassou R$ 5,9 bilh&otilde;es para a regi&atilde;o e mais R$ 1,8 bilh&atilde;o s&oacute; no primeiro trimestre deste ano. &ldquo;A economia do Centro-Oeste vai muito bem, puxada pelo agroneg&oacute;cio, principalmente a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os, como soja e milho&rdquo;, diz Marcelo Dourado, da Superintend&ecirc;ncia do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). <br /><br />Obras de infraestrutura e relacionadas &agrave; Copa do Mundo tamb&eacute;m t&ecirc;m colaborado para a difus&atilde;o dos recursos no pa&iacute;s. J&uacute;lio Gomes diz que o importante &eacute; o Brasil estar distribuindo regionalmente os investimentos. &ldquo;Isto fortalece as regi&otilde;es e melhora a infraestrutura, a produ&ccedil;&atilde;o e a produtividade industrial&rdquo;, diz. <br /><br />O alto custo para se manter uma empresa nos grandes centros consumidores &eacute; outro fator que favorece a migra&ccedil;&atilde;o dos investimentos.&ldquo; Na verdade, o custo de investir em qualquer setor do Sul e Sudeste &eacute; muito alto e as empresas acabam indo para onde o gasto &eacute; menor,onde a m&atilde;o de obra &eacute; mais barata&rdquo;, acrescenta. <br /><br />No caso de Norte e Nordeste, os aumentos nos financiamentos foram uma resposta &agrave; grande quantidade de projetos desenvolvidos nas regi&otilde;es, segundo o coordenador de Estudos Regionais do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada (Ipea), Guilherme Resende. &ldquo;Al&eacute;m do aparato social, de transfer&ecirc;ncia de renda, houve aumento de incentivos no setor produtivo&rdquo;, explica. <br /><br />O chefe do escrit&oacute;rio do BNDES no Nordeste, Paulo Guimar&atilde;es, pontua que entre 2008 e 2012 a participa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o nos desembolsos do banco subiu de 8%para13%, enquanto que no Sudeste caiu de 57% para 46%. &ldquo;A motiva&ccedil;&atilde;o maior &eacute; a presen&ccedil;a de grandes investimentos, embora tenha ocorrido tamb&eacute;m pulveriza&ccedil;&atilde;o de cr&eacute;dito entre pequenas e m&eacute;dias empresas.&rdquo; <br /><br />O coordenador do Ipea, alerta, por&eacute;m, que apesar de os recursos estarem crescendo, h&aacute; mais desigualdade dentro das pr&oacute;prias regi&otilde;es, especialmente Norte e Nordeste. &ldquo;Uma tend&ecirc;ncia &eacute; que os Produtos Internos Brutos (PIBs) per capita estaduais convirjam, enquanto que os dos munic&iacute;pios apresentem uma dispers&atilde;o, uma disparidade crescente, que pode ser pela concentra&ccedil;&atilde;o de investimentos.&rdquo; Por exemplo, a f&aacute;brica da Fiat em Goiana (PE) impulsionou o desenvolvimento do munic&iacute;pio, diferenciando-o dos que n&atilde;o tiveram a mesma sorte.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Brasil Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Importação volta a ganhar mercado no país]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36784</link>
<pubDate>Wed, 15 May 2013 11:30:18 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A participa&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es no total da produ&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira perdeu espa&ccedil;o no &uacute;ltimo ano ao mesmo tempo em que as importa&ccedil;&otilde;es ganharam musculatura. Estudo da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de S&atilde;o Paulo (Fiesp) com base nos dados do com&eacute;rcio exterior e da produ&ccedil;&atilde;o industrial brasileira mostra que o percentual das vendas ao exterior dos fabricantes instalados no pa&iacute;s caiu 0,8 ponto na compara&ccedil;&atilde;o entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo per&iacute;odo do ano passado e ficou em 18,2% do total. Em sentido contr&aacute;rio, o coeficiente de importa&ccedil;&atilde;o subiu 1,5 ponto percentual e atingiu 24,1%.<br /><br />O aumento da "boca de jacar&eacute;" foi puxado pela queda das vendas ao exterior de aeronaves, m&aacute;quinas e equipamentos para a extra&ccedil;&atilde;o mineral e para a agricultura. Os produtos ligados aos setores farmac&ecirc;utico, de couro e artefatos e equipamentos de transporte foram os que registraram os maiores aumentos de participa&ccedil;&atilde;o da importa&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m na compara&ccedil;&atilde;o entre o primeiro trimestre deste ano e o de 2012.<br /><br />O resultado global do coeficiente de exporta&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria andou junto com a oscila&ccedil;&atilde;o cambial. Enquanto o indicador subiu 1,5 ponto percentual, do primeiro para o segundo trimestre do ano passado, com a parcela da produ&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica destinado ao exterior passando de 19% para 20,5%, nos dois trimestres seguintes ele quase n&atilde;o se alterou: 20,3% e 20,4%. O c&acirc;mbio, na mesma progress&atilde;o trimestral, se desvalorizou 10,9%, 0,46% e 0,64%. Nos tr&ecirc;s primeiros meses deste ano, contudo, o real se valorizou 1,45% frente ao d&oacute;lar, e caiu o peso da exporta&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica.<br /><br />A oscila&ccedil;&atilde;o do real ante a moeda norte-americana &eacute; um dos principais motivos para a trajet&oacute;ria de aumento de importa&ccedil;&otilde;es e diminui&ccedil;&atilde;o das exporta&ccedil;&otilde;es, segundo Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais e Com&eacute;rcio Exterior (Derex) da federa&ccedil;&atilde;o. Outro fator que contribuiu para o resultado negativo para a ind&uacute;stria, na opini&atilde;o do diretor, &eacute; o aumento dos custos com m&atilde;o de obra sem o crescimento da produtividade no per&iacute;odo. "Al&eacute;m disso, por causa do c&acirc;mbio, os pre&ccedil;os internacionais ficaram mais baratos. Todo produto brasileiro de m&atilde;o de obra intensiva ficou muito comprometido", diz.<br /><br />Para Giannetti, os n&uacute;meros indicam que est&aacute; mais favor&aacute;vel para as empresas apostar no mercado interno do que mirar o externo. O d&oacute;lar, considerado valorizado pela ind&uacute;stria, a concorr&ecirc;ncia com produtos asi&aacute;ticos e os custos de produ&ccedil;&atilde;o inibem as exporta&ccedil;&otilde;es. "Muitas empresas trabalham com um n&iacute;vel de toler&acirc;ncia para apostar em ir ao exterior. Mas n&atilde;o h&aacute; interesse quando se prev&ecirc; um preju&iacute;zo nessas opera&ccedil;&otilde;es", afirma.<br /><br />Uma medida que ajudaria a reverter o quadro seria o aumento do Reintegra aos exportadores. "O que n&atilde;o pode &eacute; ficar na in&eacute;rcia, como o governo est&aacute;. Frangos, celulose e papel, que s&atilde;o muito competitivos, ficaram de fora do Reintegra, por exemplo. Com mais incentivos, eles renderiam mais ao com&eacute;rcio exterior brasileiro", defende o diretor da Fiesp.<br /><br />A progress&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es e o recuo das exporta&ccedil;&otilde;es v&ecirc;m sendo registrado desde o primeiro trimestre de 2010, pelo menos. A &uacute;ltima vez em que essa rela&ccedil;&atilde;o foi inversa foi no per&iacute;odo pr&eacute;-crise. No in&iacute;cio de 2007, as exporta&ccedil;&otilde;es representavam 21,1% da produ&ccedil;&atilde;o industrial e as importa&ccedil;&otilde;es, 17,8%.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Desoneração afeta ritmo das receitas do INSS]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36783</link>
<pubDate>Wed, 15 May 2013 11:30:04 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O ritmo de crescimento da arrecada&ccedil;&atilde;o das receitas previdenci&aacute;rias e do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) - Rendimentos do Trabalho est&aacute; desacelerando neste ano em decorr&ecirc;ncia do aumento das desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias promovidas pelo governo federal. Mas a expectativa da &aacute;rea econ&ocirc;mica &eacute; que os incentivos fiscais estimulem a expans&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB), ajudando alavancar o recebimento de outros tributos.<br /><br />Segundo n&uacute;meros da Receita Federal, corrigidos pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), o recolhimento das receitas previdenci&aacute;rias teve aumento real de apenas 3,54% no primeiro trimestre ante mesmo per&iacute;odo do ano passado, R$ 76,1 bilh&otilde;es. Normalmente, a expans&atilde;o desse tributo ficava pr&oacute;xima do aumento da massa salarial, que apesar de estar crescendo menos, ainda registra eleva&ccedil;&atilde;o de dois d&iacute;gitos. Somente em mar&ccedil;o, essa receita caiu 3,97% ante 2012., em termos reais.<br /><br />A desacelera&ccedil;&atilde;o das receitas previdenci&aacute;rias &eacute; justificada pela substitui&ccedil;&atilde;o da cobran&ccedil;a da contribui&ccedil;&atilde;o de 20% da folha de pagamento para um percentual sobre o faturamento de empresas de 40 segmentos econ&ocirc;micos at&eacute; mar&ccedil;o. Em abril, o n&uacute;mero de setores beneficiados subiu para 42 com a inclus&atilde;o do com&eacute;rcio varejista e da constru&ccedil;&atilde;o civil.<br /><br />Nos &uacute;ltimos anos, as contribui&ccedil;&otilde;es previdenci&aacute;rias tiveram importante participa&ccedil;&atilde;o na arrecada&ccedil;&atilde;o de receitas administrados pelo Fisco. Isso porque, mesmo com a atividade econ&ocirc;mica fraca, as receitas previdenci&aacute;rias continuaram registrando altas taxas de expans&atilde;o, puxadas pela contrata&ccedil;&otilde;es com carteira assinada e pelo aumento da renda, o que ajudou a compensar a queda de recolhimento de tributos ligados diretamente ao comportamento da economia brasileira.<br /><br />"Desde setembro, esse n&uacute;mero apresenta desacelera&ccedil;&atilde;o com a amplia&ccedil;&atilde;o da desonera&ccedil;&atilde;o da folha. Antes, o ritmo de crescimento era compat&iacute;vel com o da massa salarial", frisou um t&eacute;cnico da &aacute;rea econ&ocirc;mica. A massa salarial teve alta de 11,33% no primeiro trimestre ante mesmo per&iacute;odo de 2012. No acumulado do bimestre, esse aumento foi de 12,02% ante os dois primeiros meses do ano passado.<br /><br />Para o economista da consultoria Tend&ecirc;ncias, Felipe Salto, em mar&ccedil;o, foi poss&iacute;vel sentir, de fato, o impacto das desonera&ccedil;&otilde;es na receita previdenci&aacute;ria. Em termos nominais, disse, o aumento da arrecada&ccedil;&atilde;o dessa contribui&ccedil;&atilde;o foi de 2,36% em mar&ccedil;o ante mesmo m&ecirc;s de 2012. Nos meses de janeiro e fevereiro ante os mesmos meses de 2012, a alta foi de 10% e 19%, respectivamente.<br /><br />No caso do Imposto de Renda Retido na Fonte-Rendimentos do Trabalho, houve uma queda real de 4,49% no trimestre ante mesmo per&iacute;odo de 2012, totalizando R$ 20,989 bilh&otilde;es. O desempenho, segundo uma fonte da &aacute;rea econ&ocirc;mica, est&aacute; diretamente ligado ao fato de que come&ccedil;ou a vigorar neste ano o novo regime de tributa&ccedil;&atilde;o para cobran&ccedil;a de IR sobre participa&ccedil;&atilde;o de lucro ou resultado da empresa. Normalmente, esses pagamentos ocorrem no m&ecirc;s de mar&ccedil;o. Por isso, somente em mar&ccedil;o, a baixa real na arrecada&ccedil;&atilde;o desse tributo foi de 10,03%.<br /><br />No final do ano passado, a presidente Dilma Rousseff editou a medida provis&oacute;ria n&ordm; 597 para isentar o trabalhador que ganha anualmente at&eacute; R$ 6 mil em participa&ccedil;&otilde;es do imposto, o que come&ccedil;ou a vigorar esse ano. Pela nova tabela, quem obteve de R$ 6.000,01 a R$ 9 mil, a al&iacute;quota de contribui&ccedil;&atilde;o &eacute; de 7,5%. De R$ 9.000,01 a R$ 12 mil, de 15%. De R$ 12.000,01 a R$ 15 mil, de 22,5%. E acima de R$ 15 mil, de 27,5%. Com a edi&ccedil;&atilde;o da Medida Provis&oacute;ria, que ainda est&aacute; em tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso Nacional, o governo atendeu um pleito antigo das centrais sindicais.<br /><br />No primeiro trimestre deste ano, a arrecada&ccedil;&atilde;o de tributos pela Receita Federal somou R$ 271,7 bilh&otilde;es, o que representa uma queda real de 0,48% na compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo do ano passado.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Brasil é campeão em desigualdade tributária, diz BID]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36771</link>
<pubDate>Wed, 15 May 2013 10:57:03 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Estudo, que ser&aacute; lan&ccedil;ado hoje, mostra que imposto de trabalhadores de mesma renda pode variar at&eacute; 10 vezes<br /><br />Pa&iacute;s mant&eacute;m maior carga tribut&aacute;ria da Am&eacute;rica Latina e lidera em n&uacute;mero de horas para ficar em dia com o fisco<br /><br />Um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) diz que o Brasil &eacute; o campe&atilde;o em "desigualdade horizontal" na hora de pagar impostos.<br /><br />Ou seja, apresenta a maior diferen&ccedil;a entre o que &eacute; cobrado a trabalhadores com a mesma renda, apenas pelo regime fiscal escolhido.<br /><br />Um trabalhador em uma empresa de um funcion&aacute;rio s&oacute;, que paga o imposto Simples como pessoa jur&iacute;dica, contribui com o equivalente a um d&eacute;cimo do que paga o assalariado de igual renda com carteira assinada.<br /><br />Em outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o, a diferen&ccedil;a &eacute; irris&oacute;ria, como no Chile, ou de menos de 3 vezes, como no M&eacute;xico.<br /><br />O estudo de 388 p&aacute;ginas ser&aacute; lan&ccedil;ado hoje na sede do banco em Washington. Nele, confirma-se que o Brasil tem a maior carga tribut&aacute;ria da Am&eacute;rica Latina e que &eacute; o pa&iacute;s do mundo em que s&atilde;o necess&aacute;rias mais horas para se preencher e pagar tributos (s&atilde;o 2.600 por ano).<br /><br />"Sabemos que a Receita Federal brasileira &eacute; moderna e j&aacute; usa v&aacute;rios procedimentos on-line. Mas o sistema tribut&aacute;rio &eacute; complexo demais, h&aacute; 15 impostos aonde deveriam haver 3 ou 4. S&oacute; no consumo, h&aacute; 5 impostos incidindo sobre cada mercadoria", disse &agrave; Folha uma das autoras da pesquisa, a economista argentina Ana Corbacho.<br /><br />DISTOR&Ccedil;&Atilde;O<br /><br />A cr&iacute;tica do estudo aos regimes simplificados de impostos em boa parte da Am&eacute;rica Latina &eacute; que eles est&atilde;o causando uma "distor&ccedil;&atilde;o".<br /><br />"Eles foram criados para simplificar a cobran&ccedil;a, mas hoje &eacute; cada vez mais custoso atender a milh&otilde;es de pessoas que optam por esse regime e pagam muito menos que os assalariados de empresas grandes", diz Corbacho.<br /><br />"H&aacute; um impacto na produtividade, porque se incentiva o microempres&aacute;rio a n&atilde;o crescer, quando sabemos que empresas maiores t&ecirc;m economia de escala, podem compartilhar custos de contabilidade, recursos humanos, acesso ao cr&eacute;dito, que essas empresas min&uacute;sculas n&atilde;o obt&ecirc;m." Para ela, o Simples deveria ser "transit&oacute;rio".<br /><strong><br />CESTA B&Aacute;SICA</strong><br /><br />A economista tamb&eacute;m critica a isen&ccedil;&atilde;o de tributos para alguns produtos apenas por estarem na cesta b&aacute;sica. Para ela, ao se tirar o imposto de um alimento, quem mais se beneficia &eacute; quem mais compra em quantidade esse alimento.<br /><br />"O Estado arrecada menos e os ricos s&atilde;o mais beneficiados por um subs&iacute;dio", diz ela, que prefere redistribui&ccedil;&atilde;o de renda por outros meios, como "o Bolsa Fam&iacute;lia brasileiro, o Oportunidades mexicano, educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de".<br /><br />"De 100 isen&ccedil;&otilde;es que estudamos no M&eacute;xico, apenas 5 beneficiavam os mais pobres", diz. Ela lembra que na Venezuela "o pre&ccedil;o do combust&iacute;vel &eacute; altamente subsidiado, o que favorece os mais ricos".<br /><br />"Quanto mais pobre a fam&iacute;lia na regi&atilde;o, menor a quantidade de carros e maior o uso de transporte p&uacute;blico. Ped&aacute;gio urbano, como Londres e Santiago do Chile j&aacute; fazem, &eacute; mais eficiente." <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Indústria diz que Brasil não é protecionista, mas reclama de custos e de câmbio]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36716</link>
<pubDate>Tue, 14 May 2013 10:32:54 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Representantes da ind&uacute;stria brasileira aproveitaram, ontem, o 31&ordm; Encontro Bilateral Brasil-Alemanha, para defender a ind&uacute;stria local da "pecha" de protecionista e argumentar que o setor n&atilde;o teme acordos bilaterais, inclusive com a Europa, desde que possa competir com igualdade de condi&ccedil;&otilde;es.<br /><br />E a oportunidade de discutir o tamanho da abertura brasileira pode vir logo, pois os pa&iacute;ses do Mercosul est&atilde;o trabalhando na lista de produtos que poder&atilde;o ser inclu&iacute;dos em um poss&iacute;vel acordo de livre com&eacute;rcio entre o bloco e a Uni&atilde;o Europeia (UE), informou ontem Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior. "Estamos avan&ccedil;ando agora em rela&ccedil;&atilde;o a um acordo. At&eacute; o in&iacute;cio do segundo semestre, o Mercosul far&aacute; uma proposta para a Uni&atilde;o Europeia", disse ele, durante a abertura do evento sobre as rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas entre Brasil e Alemanha.<br /><br />O Brasil n&atilde;o tem receio de competir diretamente com pa&iacute;ses europeus e est&aacute; disposto a discutir acordos de livre com&eacute;rcio com pa&iacute;ses da UE e de outras regi&otilde;es do mundo, afirmou Robson Braga de Andrade, presidente da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) no mesmo evento. Andrade afirmou que n&atilde;o considera o Brasil um pa&iacute;s protecionista. "O pa&iacute;s tem sido visto como um dos que mais protegem a sua pr&oacute;pria ind&uacute;stria, mas isso n&atilde;o &eacute; verdade. Mesmo a Alemanha &eacute; mais protecionista que o Brasil", disse ele, lembrando que o d&eacute;ficit comercial da ind&uacute;stria foi de US$ 90 bilh&otilde;es em 2012.<br /><br />Para o presidente da CNI, h&aacute; muitas outras dificuldades maiores do que o com&eacute;rcio a serem discutidas entre Brasil e Alemanha para destravar investimentos. Entre esses percal&ccedil;os ele citou as v&aacute;rias exig&ecirc;ncias t&eacute;cnicas por que passam os produtos brasileiros e de outras origens quando entram em pa&iacute;ses como a Alemanha e tamb&eacute;m a bitributa&ccedil;&atilde;o a que &eacute; submetido o processo de importa&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o entre os dois pa&iacute;ses. Segundo ele, as negocia&ccedil;&otilde;es entre os dois pa&iacute;ses sobre esse assunto n&atilde;o avan&ccedil;aram.<br /><br />O presidente da C&acirc;mara de Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria Brasil-Alemanha (AHK) e da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, defendeu, no mesmo evento, que, junto da s&eacute;rie de benef&iacute;cios &agrave; produ&ccedil;&atilde;o local que recebeu do governo, a ind&uacute;stria automobil&iacute;stica brasileira precisa de incentivos tamb&eacute;m para exporta&ccedil;&atilde;o.<br /><br />"O governo criou o programa Inovar-Auto, que com certeza trar&aacute; novos desafios e novas tecnologias, mas precisar&iacute;amos tamb&eacute;m de um 'Inovar-Auto' para as exporta&ccedil;&otilde;es", disse Schmall, em refer&ecirc;ncia ao programa de incentivos &agrave; pesquisa e desenvolvimento e &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do local na ind&uacute;stria automobil&iacute;stica, editado pelo governo no fim do ano passado. "Isso estimula a produ&ccedil;&atilde;o interna, mas &eacute; como ter s&oacute; uma perna funcionando. A segunda perna poderia ser a amplia&ccedil;&atilde;o desse di&aacute;logo no sentido de incentivar as exporta&ccedil;&otilde;es", disse o executivo, durante o evento.<br /><br />Segundo Andrade, da CNI, o c&acirc;mbio, que flutua atualmente na casa dos R$ 2, deveria estar em R$ 2,47, nos c&aacute;lculos da entidade, para que a competitividade brasileira se equiparasse a concorrentes internacionais. Jos&eacute; Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de S&atilde;o Paulo (Fiesp), acrescentou que o Brasil teve um grande avan&ccedil;o nos &uacute;ltimos anos ao aumentar o mercado interno e mant&ecirc;-lo aquecido, mas que, com altos custos e baixa competitividade, a ind&uacute;stria nacional n&atilde;o est&aacute; conseguindo acompanhar esse crescimento. "Um estudo feito pela Fiesp comparou o Brasil aos seus 15 principais parceiros comerciais e mostrou que produzir aqui &eacute; 32% mais caro que nestes pa&iacute;ses". disse.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA['Injeções monetárias' afetaram eficiência do Brasil, diz Dilma]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36715</link>
<pubDate>Tue, 14 May 2013 10:32:38 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A presidente Dilma Rousseff aproveitou a abertura do 31&ordm; Encontro Econ&ocirc;mico Brasil-Alemanha para defender a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica do seu governo e refor&ccedil;ar a tese segundo a qual a pol&iacute;tica monet&aacute;ria e cambial dos pa&iacute;ses ricos s&atilde;o a principal causa da perda de competitividade da ind&uacute;stria brasileira. Para Dilma, as "inje&ccedil;&otilde;es monet&aacute;rias pressionaram moedas de emergentes, que se valorizaram e afetaram nossa competitividade". Como resposta, afirmou, o governo est&aacute; procurando tomar medidas para criar um ambiente mais saud&aacute;vel e competitivo para as empresas brasileiras, al&eacute;m de procurar eliminar gargalos de produ&ccedil;&atilde;o e tornar o pa&iacute;s mais atrativo para empresas estrangeiras, "em especial as alem&atilde;s".<br /><br />O discurso de Dilma - e tamb&eacute;m um breve pronunciamento &agrave; imprensa, ontem, em S&atilde;o Paulo - foi acompanhado pelo presidente alem&atilde;o, Joaquim Gauck, que afirmou que sabe que o Brasil tem posi&ccedil;&atilde;o divergente da Alemanha em quest&otilde;es de pol&iacute;tica monet&aacute;ria, mas que n&atilde;o conversou sobre isso na reuni&atilde;o que teve com a presidente brasileira. "Estou numa posi&ccedil;&atilde;o privilegiada, sou apenas presidente. Posso me dar ao luxo de deixar o tema para o ministro respons&aacute;vel", afirmou, em refer&ecirc;ncia ao sistema de governo de seu pa&iacute;s, em que o primeiro-ministro &eacute; o chefe do Executivo.<br /><br />A presidente Dilma ainda aproveitou o evento para defender a transforma&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, inclusive fiscal, uma &aacute;rea na qual &agrave;s cr&iacute;ticas ao governo t&ecirc;m crescido, especialmente pela atua&ccedil;&atilde;o do secret&aacute;rio do Tesouro, Arno Augustin, agora refor&ccedil;ado no Minist&eacute;rio da Fazenda com a sa&iacute;da anunciada do secret&aacute;rio-executivo, Nelson Barbosa. Dilma lembrou que a d&iacute;vida p&uacute;blica l&iacute;quida recuou para 35% do Produto Interno Brito (PIB) e o pa&iacute;s alcan&ccedil;ou a solidez fiscal por meio de "pol&iacute;tica de gastos austera e pol&iacute;tica de est&iacute;mulo ao crescimento".<br /><br />Entre as medidas que o governo brasileiro adotou, Dilma destacou a "racionaliza&ccedil;&atilde;o de impostos, a redu&ccedil;&atilde;o da tributa&ccedil;&atilde;o sobre a folha de pagamento para a ind&uacute;stria, a unifica&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria para pequenas empresas e a desonera&ccedil;&atilde;o da cesta b&aacute;sica". Na &aacute;rea financeira, Dilma voltou a afirmar a import&acirc;ncia da converg&ecirc;ncia do juro para patamares mais pr&oacute;ximos daquele praticados no mercado internacional. "Nesse cen&aacute;rio &eacute; fundamental a parceria entre governo e a CNI [Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria] em torno do programa de forma&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra no Brasil, que permite melhoria da produtividade atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o."<br /><br />Dilma afirmou, ainda, que a rela&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s com a Alemanha &eacute; "exitosa", com mais de 1,6 mil empresas alem&atilde;s instaladas no Brasil. "Essas empresas d&atilde;o contribui&ccedil;&atilde;o importante, de 8% a 12% do PIB", afirmou. Em contrapartida, Dilma disse que j&aacute; h&aacute; 50 empresas brasileiras instaladas na Alemanha, e que o com&eacute;rcio bilateral entre os dois pa&iacute;ses triplicou em dez anos, chegando a R$ 21 bilh&otilde;es em 2012. "Somos o maior parceiro comercial da Alemanha na Am&eacute;rica Latina", disse. Para Dilma, os bons n&uacute;meros n&atilde;o "devem ocultar dos riscos econ&ocirc;micos e financeiros". "A crise s&oacute; ser&aacute; superada por meio da coopera&ccedil;&atilde;o e por pol&iacute;ticas de desenvolvimento que enfatizem o crescimento inclusivo e mais competitividade", afirmou.<br /><br />Para Gauck, o Brasil conseguir&aacute; crescer mais se retirar as barreiras que hoje travam seu desenvolvimento. O presidente da Alemanha se declarou impressionado com os avan&ccedil;os do Brasil. "O que nos impressionou n&atilde;o foi apenas a estabiliza&ccedil;&atilde;o da economia brasileira, mas tamb&eacute;m a pequena taxa de desemprego e as inova&ccedil;&otilde;es feitas", disse, ap&oacute;s participar a reuni&atilde;o e o almo&ccedil;o com a presidente Dilma.<br /><br />Dilma ainda lembrou que, segundo o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI), o Brasil foi o pa&iacute;s "que mais reduziu emprego desde o in&iacute;cio da crise, entre 2008 e 2012". A combina&ccedil;&atilde;o entre a evolu&ccedil;&atilde;o positiva do mercado de trabalho, os programas de transfer&ecirc;ncias de renda e o crescimento da economia permitiram "expressiva mobilidade social no pa&iacute;s", afirmou Dilma. Mais de 36 milh&otilde;es de pessoas deixaram a extrema pobreza e hoje 100 milh&otilde;es de brasileiros est&atilde;o na classe m&eacute;dia, "consolidando o Brasil como pa&iacute;s de classe m&eacute;dia", disse.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[PIB do setor deve crescer 4,5% e reverter perda, indica CNA]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36712</link>
<pubDate>Tue, 14 May 2013 10:24:40 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O agroneg&oacute;cio brasileiro deve crescer ao menos 4,5% neste ano e reverter o desempenho negativo de 1,89% registrado no ano passado. A proje&ccedil;&atilde;o, feita pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Agricultura (CNA), baseia-se no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do setor em janeiro, que avan&ccedil;ou 0,95%, contra um recuo de 0,38% no mesmo m&ecirc;s de 2012. Os custos da ra&ccedil;&atilde;o continuam pressionando a Pecu&aacute;ria, o que levou pecuaristas a produzir milho e soja para seus rebanhos.<br /><br />A superintendente t&eacute;cnica da CNA, Rosemeire dos Santos, destaca que a perspectiva positiva se d&aacute; por causa da supersafra de gr&atilde;os, estimada em 185 milh&otilde;es de toneladas para o per&iacute;odo 2012/2013. Com o aumento da oferta, "melhoram os pre&ccedil;os para a agroind&uacute;stria e o PIB de toda a cadeia produtiva", afirma.<br /><br />Em janeiro, toda a produ&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria no campo cresceu 1,61%. No mesmo m&ecirc;s do ano passado, a produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria havia ca&iacute;do 0,11%. O ramo agr&iacute;cola segue na frente, com um crescimento de 1,81%, enquanto a pecu&aacute;ria avan&ccedil;ou 1,33%. A melhoria da produ&ccedil;&atilde;o pecu&aacute;ria no primeiro m&ecirc;s do ano reverte a perda de 0,29% no mesmo per&iacute;odo de 2012 e &eacute; um reflexo do aumento da oferta de gr&atilde;os, que tem diminu&iacute;do os pre&ccedil;os da ra&ccedil;&atilde;o, explica a superintendente t&eacute;cnica da CNA.<br /><br />Al&eacute;m do avan&ccedil;o no PIB, o Cepea espera para 2013 um aumento no faturamento, principalmente no setor agr&iacute;cola, j&aacute; que o n&iacute;vel dos pre&ccedil;os tamb&eacute;m est&aacute; mais alto. Entre janeiro e fevereiro, os pre&ccedil;os da agricultura est&atilde;o em geral 6,54% acima do patamar do primeiro bimestre do ano passado, e estima-se que os da pecu&aacute;ria devam subir 15%, segundo a analista de macroeconomia do Cepea Adriana Silva.<br /><br />Custo da pecu&aacute;ria<br /><br />Por enquanto, os gr&atilde;os mais importantes para a ra&ccedil;&atilde;o do gado - soja e milho - continuam registrando eleva&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os. Na compara&ccedil;&atilde;o com o primeiro bimestre de 2012, o complexo soja subiu 22%, enquanto o milho, 2%, j&aacute; descontada a infla&ccedil;&atilde;o. Com isso, o custo da ra&ccedil;&atilde;o j&aacute; subiu 14%, um dos componentes que tem pressionado os custos dos pecuaristas.<br /><br />Gil Le&ocirc;ncio Duarte, que possui 8,6 mil cabe&ccedil;as de gado em Barretos (SP), conta que apenas o pre&ccedil;o dos rem&eacute;dios subiu 10% na compara&ccedil;&atilde;o com 2012. "As margens est&atilde;o bastante apertadas por causa da infla&ccedil;&atilde;o", reclama. Ele ampliou seus investimentos neste ano em mais de 4% e aumentou de 300 hectares para 1,3 mil hectares a &aacute;rea plantada com soja principalmente para evitar a depend&ecirc;ncia do pre&ccedil;o da ra&ccedil;&atilde;o. Apesar da aposta, o produtor diz que n&atilde;o v&ecirc; "perspectiva boa no setor agroneg&oacute;cio".<br /><br />Adriana Silva, do Cepea, avalia ainda que a depend&ecirc;ncia de importa&ccedil;&otilde;es com insumos e a eleva&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o do &oacute;leo diesel e do custo com frete indicam manuten&ccedil;&atilde;o do alto n&iacute;vel de gastos.<br /><br />No caso da pecu&aacute;ria de corte, ela observa que pode ocorrer uma redu&ccedil;&atilde;o do confinamento dos bois, principalmente se o clima favorecer a cria&ccedil;&atilde;o de pastagem, que &eacute; mais barata.<br /><br />Maur&iacute;cio Tonh&aacute;, um dos maiores pecuaristas do Pa&iacute;s, confirma que o cen&aacute;rio para o confinamento n&atilde;o &eacute; dos mais animadores, mas diz que manter&aacute; ao menos 10 mil de suas 15 mil cabe&ccedil;as de gado confinadas em &Aacute;gua Boa (MT). "A expectativa para este ano &eacute; razo&aacute;vel, mas ainda n&atilde;o temos experimentado essas melhorias nos pre&ccedil;os", ressalta Tonh&aacute;, para quem o otimismo est&aacute; mais baseado na expectativa de volumes maiores do que nos pre&ccedil;os. Apenas o custo com a m&atilde;o-de-obra para o bovinocultor subiu entre 20% e 30% na compara&ccedil;&atilde;o com o ano passado.<br /><br />Para a analista do Cepea, apesar do in&iacute;cio do ano ser mais positivo que em 2013, "ainda estamos pisando em ovos". "Esses n&uacute;meros podem mudar muito, principalmente no segundo semestre."<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Venda direta crescerá mais de 10% e concorrência aumenta]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36707</link>
<pubDate>Tue, 14 May 2013 10:22:17 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O varejo tradicional parece ter descoberto o mercado brasileiro de vendas diretas, setor este que deve vivenciar resultado melhor em 2013, ap&oacute;s um in&iacute;cio lento neste primeiro trimestre. Com novos nomes como Marisa, Polishop e a peruana Belcorp em uma &aacute;rea amplamente dominada por Avon, Natura, Amway e Herbalife, entre outras, empresas de diferentes canais descobriram a potencialidade do segmento. Assim, a perspectiva &eacute; que o setor mantenha crescimento de dois d&iacute;gitos este ano, at&eacute; pela concorr&ecirc;ncia mais acentuada.<br /><br />Assim, o mercado deve vivenciar novo cen&aacute;rio, ap&oacute;s crescimento relativamente fraco nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. A tend&ecirc;ncia &eacute; de que os pr&oacute;ximos meses o segmento apresente melhor desempenho, j&aacute; que, segundo especialistas estimam que o setor tenha crescido 10% no ano passado, em compara&ccedil;&atilde;o a 2011 - quando a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (Abevd) apontou incremento de apenas 5,4% ante o ano de 2010. Caso a previs&atilde;o se confirme, o volume de neg&oacute;cios do setor em 2012 deve girar em torno de R$ 30 bilh&otilde;es.<br /><br />De acordo com Marcelo Pinheiro, s&oacute;cio-diretor da DirectBiz Consultants, consultoria especializada na venda direta, o segmento est&aacute; voltando a crescer ap&oacute;s per&iacute;odos conturbados, como o de 2010 e 2011. "Esse n&uacute;mero relativamente menor foi afetado por problemas como os na Avon e Natura, no ano de 2011. Por essas empresas terem participa&ccedil;&atilde;o muito significativa, a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; de que o mercado perdeu for&ccedil;a [no passado]."<br /><br />O desempenho abaixo do esperado no primeiro trimestre tamb&eacute;m foi afetado pela conjuntura econ&ocirc;mica, al&eacute;m do feriado de Carnaval, cuja antecipa&ccedil;&atilde;o estendeu o per&iacute;odo de f&eacute;rias. "Quando h&aacute; aumento na infla&ccedil;&atilde;o, e quando a &ecirc;nfase nesse aumento &eacute; muito grande, h&aacute; retra&ccedil;&atilde;o de investimentos no Brasil. Ent&atilde;o empres&aacute;rios e consumidores acabam investindo menos no Pa&iacute;s", comenta Pinheiro.<br /><br />Ele ainda argumenta que as empresas menores conseguiram aproveitar o momento mais fraco das grandes marcas nos anos passados, sobretudo as de origem estrangeira. "A &uacute;ltima entrada de uma empresa grande no Pa&iacute;s, neste setor, foi a da empresa peruana Belcorp. Outros produtos e servi&ccedil;os vir&atilde;o para o Brasil ainda num ritmo forte, mas o movimento futuro &eacute; das m&eacute;dias empresas internacionais".<br /><br />O s&oacute;cio-diretor da DirectBiz ainda ressalta o potencial das vendas diretas no Brasil. "Ainda h&aacute; muito espa&ccedil;o para crescer, principalmente porque h&aacute; alguns anos tudo era muito segmentado. Hoje, v&aacute;rias empresas do varejo j&aacute; t&ecirc;m sucesso nos dois segmentos, como Marisa e Polishop. Empresas de outros canais descobriram a potencialidade da venda direta, e isso permite dizer que o mercado ainda tem muito espa&ccedil;o para crescer."<br /><br />Para a diretora-executiva da Abevd, Roberta Kuruvo, 2013 deve ser um ano melhor, ainda que n&atilde;o seja exemplar. "A expectativa &eacute; mais positiva, at&eacute; por causa das novas categorias, que estamos acompanhando bem de perto. Os anos de 2011 e 2012 n&atilde;o foram anos t&atilde;o pujantes. N&atilde;o deve ser t&atilde;o melhor, mas superar&aacute; os outros anos", estima ela.<br /><br />A entrada de novos players &eacute; respons&aacute;vel em parte pela melhora do cen&aacute;rio das vendas diretas. "H&aacute; bastante iniciativa de empresas novas nessa &aacute;rea, o que faz o mercado continuar aquecido. Esse movimento de novas empresas, e at&eacute; de multinacionais, acaba aquecendo o canal", comenta Roberta Kuruvo.<br /><br />Um exemplo entre os players que aproveitaram a melhora no segmento para iniciar as atividades no ramo &eacute; a rede varejista Marisa. A marca anunciou neste ano um projeto de implementa&ccedil;&atilde;o de venda direta. Inicialmente instalado nos estados de Bahia, Goi&aacute;s, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, S&atilde;o Paulo e no Distrito Federal, a expectativa &eacute; contar com mais de 10 mil consultoras at&eacute; o fim de 2013.<br /><br />Em nota, o chefe de venda direta da Marisa, Marcel Szajubok, afirma encontrar nesta &aacute;rea uma nova maneira de expandir os neg&oacute;cios da marca. "A expectativa da Marisa &eacute; alcan&ccedil;ar, em cinco anos, um faturamento de, aproximadamente, R$ 500 milh&otilde;es."<br /><br /><strong>L&iacute;deres</strong><br /><br />Para as empresas l&iacute;deres no setor, o primeiro trimestre deste ano se mostrou melhor do que o mesmo per&iacute;odo de 2012. A Avon, considerada hoje como a segunda maior empresa do setor de venda direta, teve um crescimento de 11% em compara&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano anterior. A marca conta com mais de 1,5 milh&atilde;o de revendedoras no Brasil, tendo observado um aumento de 4% nesse quesito, em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro trimestre de 2012.<br /><br />Quinta maior empresa do segmento de vendas diretas no mundo e a maior brasileira, a Natura tamb&eacute;m apresentou melhora no primeiro trimestre perante 2012. Em compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo do ano passado, a empresa alcan&ccedil;ou a receita l&iacute;quida consolidada de R$ 1,35 milh&atilde;o, um aumento de 7%. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Indústria chinesa cresce 9,3%, abaixo do previsto]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36702</link>
<pubDate>Tue, 14 May 2013 10:20:30 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Resultado inferior &agrave; estimativa de 9,5% para abril reacende preocupa&ccedil;&otilde;es com a recupera&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s e pressiona novo governo a adotar medidas<br /><br />O crescimento da produ&ccedil;&atilde;o industrial da China foi surpreendentemente fraco em abril e os investimento em ativos fixos desaceleraram, reacendendo preocupa&ccedil;&otilde;es de que a nascente recupera&ccedil;&atilde;o est&aacute; patinando e aumentando a press&atilde;o sobre as autoridades para agirem a fim de estimular a economia.<br /><br />No entanto, a pol&iacute;tica monet&aacute;ria j&aacute; frouxa e o crescente aumento dos pre&ccedil;os de moradias complicam as op&ccedil;&otilde;es para a nova lideran&ccedil;a de Pequim, levando analistas a dizer que qualquer resposta pode se limitar a medidas fiscais.<br /><br />A produ&ccedil;&atilde;o industrial cresceu 9,3% em abril ante o mesmo per&iacute;odo do ano anterior, ap&oacute;s uma m&iacute;nima de sete meses de 8,9% em mar&ccedil;o, mas ainda assim abaixo da expectativa do mercado de expans&atilde;o de 9,5%, divulgou ontem a Ag&ecirc;ncia Nacional de Estat&iacute;sticas.<br /><br />"A atividade econ&ocirc;mica continua fraca", afirmou Liang Youcai, economista s&ecirc;nior do Centro Estatal de Informa&ccedil;&atilde;o. "Agora esperamos que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cres&ccedil;a cerca de 7,8 ou 7,9%, se n&atilde;o houver medidas de est&iacute;mulo."<br /><br />Os dados de ontem prejudicam ainda mais as esperan&ccedil;as de restabelecimento da segunda maior economia do mundo, ap&oacute;s o an&uacute;ncio do m&ecirc;s passado de que o crescimento esfriou no primeiro trimestre para 7,7%.<br /><br />O crescimento dos investimentos em ativos fixos, um importante motor da economia chinesa, tamb&eacute;m ficou abaixo das estimativas, crescendo 20,6% nos quatro primeiros meses de 2013 ante o mesmo per&iacute;odo do ano anterior. Economistas esperavam 21%.<br /><br />Apenas as vendas no varejo atingiram as expectativas do mercado, ao crescerem 12,8% em abril ante o ano anterior.<br /><br />Dilema de pol&iacute;tica. Para investidores, a grande quest&atilde;o agora &eacute; se a recupera&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica da China continua intacta. A evid&ecirc;ncia deste m&ecirc;s destaca o crescente dilema de pol&iacute;tica de Pequim, com economistas dizendo que a recupera&ccedil;&atilde;o - se &eacute; que h&aacute; uma- ainda est&aacute; fr&aacute;gil.<br /><br />Dados divulgados na semana passada mostraram que a infla&ccedil;&atilde;o ao consumidor da China, apesar de controlada, acelerou mais que o esperado em abril, diminuindo o espa&ccedil;o para Pequim afrouxar ainda mais a pol&iacute;tica monet&aacute;ria se o crescimento se enfraquecer. Pior que isso, dados comerciais sugeriram que um fluxo substancial de dinheiro especulativo apostando na alta do yuan est&aacute; se desviando dos controles de capital da China.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Custo do investimento fica mais caro no Brasil]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36657</link>
<pubDate>Mon, 13 May 2013 10:56:56 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A queda do investimento no Brasil n&atilde;o &eacute; apenas conjuntural e resultado da crise econ&ocirc;mica. O pa&iacute;s vem se tornando um lugar cada vez mais caro para investir, reduzindo a capacidade do Brasil de atrair novos projetos. Estudo feito pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) coloca o Brasil em 13&ordm; lugar num ranking do pre&ccedil;o do investimento (mais caro) em 54 pa&iacute;ses.<br /><br />O custo aqui &eacute; mais elevado do que o de concorrentes diretos como os Tigres Asi&aacute;ticos e de emergentes como &Iacute;ndia, R&uacute;ssia, Africa do Sul e M&eacute;xico, mas abrir uma f&aacute;brica no Brasil chega a ser mais caro do que nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido.<br /><br />"O Brasil ficou caro em rela&ccedil;&atilde;o a outros pa&iacute;ses. Num contexto em que as empresas operam cadeias produtivas globais e escolhem onde v&atilde;o se instalar, os investidores olham o Brasil e decidem ir para outro lugar" explica Cristina Reis, consultora do Iedi no estudo.<br /><br />O que se observa no caso brasileiro &eacute; que o pre&ccedil;o do investimento cresceu de forma muito mais acelerada a partir de 2003. At&eacute; 2000, o Brasil ocupava a 39&ordf; posi&ccedil;&atilde;o no ranking, superando China, &Iacute;ndia, R&uacute;ssia e asi&aacute;ticos como a Mal&aacute;sia e a Indon&eacute;sia, mas ainda muito distante de pa&iacute;ses desenvolvidos. Em 2010 esse quadro j&aacute; havia mudado e o Brasil estava entre os mais caros do mundo para se investir.<br /><br />"A resposta prov&aacute;vel &eacute; o aumento de demanda frente a limita&ccedil;&otilde;es de oferta" explica Cristina Reis. O aumento da renda puxado pela pol&iacute;tica de reajuste do sal&aacute;rio m&iacute;nimo bem acima da infla&ccedil;&atilde;o e a expans&atilde;o da chamada classe m&eacute;dia fortaleceram o mercado consumidor nacional. Mas a pol&iacute;tica de est&iacute;mulo ao consumo n&atilde;o foi combinada com aumento de investimentos.<br /><br />"Houve um descompasso. Talvez uma cren&ccedil;a excessiva de que apenas o mercado consumidor de massa daria conta [de manter o crescimento econ&ocirc;mico]", diz o professor Mauro Thury de Vieira S&aacute;, da Universidade Federal do Amazonas e consultor no estudo.<br /><br />A compara&ccedil;&atilde;o internacional &eacute; feita a partir da "Penn World Table", uma base de dados da Universidade da Pensilv&acirc;nia (EUA), que re&uacute;ne informa&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas de diversos pa&iacute;ses que podem ser comparadas entre si. Os pesquisadores do Iedi avaliaram a evolu&ccedil;&atilde;o do custo da Forma&ccedil;&atilde;o Bruta de Capital Fixo (FBCF) - medida do que o pa&iacute;s gasta em m&aacute;quinas e equipamentos e em obras de constru&ccedil;&atilde;o - mais a varia&ccedil;&atilde;o de estoques para estimar o custo total do investimento at&eacute; 2010.<br /><br />Em 2003, a forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo no Brasil foi o equivalente a 15,3% do PIB, percentual mais baixo desde a estabiliza&ccedil;&atilde;o da economia. O pico ocorreu em 2010, quando esse indicador chegou a 19,5% do PIB, percentual que caiu para 18,1% do PIB no ano passado. Durante todo esse per&iacute;odo, a curva mostra altos e baixos, mas n&atilde;o um crescimento consistente do investimento.<br /><br />A desvantagem do Brasil n&atilde;o se resume apenas ao pre&ccedil;o do investimento produtivo em rela&ccedil;&atilde;o a outros emergentes. Quando a compara&ccedil;&atilde;o &eacute; feita com pa&iacute;ses desenvolvidos, o Brasil perde tamb&eacute;m porque tem infraestrutura muito inferior a oferecer. Mauro S&aacute; explica que em pa&iacute;ses onde o investimento &eacute; caro h&aacute;, de modo geral, diferenciais favor&aacute;veis que explicam esse pre&ccedil;o. O caso brasileiro, no entanto, n&atilde;o &eacute; esse.<br /><br />N&atilde;o h&aacute; dados dispon&iacute;veis para comparar o Brasil a outros pa&iacute;ses nos dois &uacute;ltimos anos. O Iedi analisou apenas os dados do PIB brasileiro para avaliar a tend&ecirc;ncia recente. A conclus&atilde;o &eacute; que em 2011 e 2012, o pre&ccedil;o do investimento brasileiro continua subindo. Mas h&aacute; um detalhe curioso: a forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo de m&aacute;quinas e equipamentos cresce num ritmo mais baixo que o investimento total.<br /><br />A diferen&ccedil;a entre os dois indicadores &eacute; que a forma&ccedil;&atilde;o bruta total inclui despesas com constru&ccedil;&atilde;o e instala&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m do maquin&aacute;rio. A conclus&atilde;o dos pesquisadores, portanto, &eacute; que a press&atilde;o vem da &aacute;rea de constru&ccedil;&atilde;o, onde o pre&ccedil;o da m&atilde;o de obra tamb&eacute;m vem subindo acima da infla&ccedil;&atilde;o.<br /><br />As pol&iacute;ticas de desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria do governo mostram ter efeito sobre o custo de m&aacute;quinas e equipamentos, especialmente os juros abaixo do mercado cobrados pelo BNDES nos bens de capital. Mas esse incentivo n&atilde;o &eacute; suficiente para baratear o investimento total. O governo vem defendendo que h&aacute;, em curso, uma recupera&ccedil;&atilde;o do investimento no pa&iacute;s.<br /><br />Dados da Secretaria de Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica do Minist&eacute;rio da Fazenda apontam um crescimento de 7,8% na forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo no primeiro trimestre desse ano. Al&eacute;m disso, argumentam que a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica est&aacute; privilegiando o investimento. As informa&ccedil;&otilde;es oficiais indicam que 71% das desonera&ccedil;&otilde;es de R$ 163,6 bilh&otilde;es estimadas para esse ano e o ano que vem est&atilde;o direcionadas para o investimento e produ&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Entre as pol&iacute;ticas capazes de aumentar a competitividade do investimento brasileiro, o governo cita a desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamentos, da energia el&eacute;trica, al&eacute;m do programa de concess&otilde;es de R$ 240 bilh&otilde;es. "N&atilde;o &eacute; trivial reverter esse quadro. O governo ainda tem alguma margem de manobra, mas est&aacute; cada vez mais estreita", diz Mauro S&aacute;.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Com reajuste de preço e alta na importação, indústria fatura mais]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36656</link>
<pubDate>Mon, 13 May 2013 10:56:41 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A eleva&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os e a aquisi&ccedil;&atilde;o de um volume maior de bens importados ajudaram alguns setores industriais a aumentar o faturamento real, apesar da fraca produ&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica neste in&iacute;cio de ano. Dos vinte principais setores da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o, em 12 a receita real de vendas cresceu acima de 1% no primeiro trimestre, contra iguais meses do ano passado. Dentro dos doze setores, dez fizeram, no mesmo per&iacute;odo, reajuste de pre&ccedil;o acima da infla&ccedil;&atilde;o ou elevaram o volume de importados, segundo dados obtidos a partir do cruzamento de pesquisas da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI), Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) e Funda&ccedil;&atilde;o Centro de Estudos do Com&eacute;rcio Exterior (Funcex).<br /><br />No primeiro caso est&atilde;o a fabrica&ccedil;&atilde;o de produtos aliment&iacute;cios e de produtos de madeira. No segundo, os segmentos de vestu&aacute;rio, cal&ccedil;ados e produtos farmac&ecirc;uticos. Em alguns casos aconteceram as duas coisas simultaneamente, como nos segmentos de m&aacute;quinas, aparelhos e materiais el&eacute;tricos e de produtos de borracha e material pl&aacute;stico. Em outros setores - de m&aacute;quinas e equipamentos e de minerais n&atilde;o met&aacute;licos -, a venda de estoques ajudou no faturamento maior.<br /><br />Os pre&ccedil;os e os produtos importados contribu&iacute;ram de forma mais significativa para a alta nas receitas de vendas porque a produ&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica n&atilde;o acompanhou o desempenho do faturamento. O cruzamento de dados de produ&ccedil;&atilde;o, importa&ccedil;&atilde;o, pre&ccedil;o e faturamento mostra que enquanto 12 dos 20 setores da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o conseguiram faturamento maior, apenas sete registraram, no primeiro trimestre, eleva&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica acima de 1%.<br /><br />Edgard Pereira, professor do Instituto de Economia da Unicamp, destaca a eleva&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os nos segmentos de produtos de madeira (9,4%), na ind&uacute;stria de bebidas (10,14%) e na aliment&iacute;cia (8,78%). As varia&ccedil;&otilde;es ficaram bem acima da infla&ccedil;&atilde;o, que at&eacute; mar&ccedil;o acumulou alta de 6,59% pelo IPCA. Os pre&ccedil;os industriais considerados s&atilde;o os da varia&ccedil;&atilde;o do &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Produtor (IPP), medido pelo IBGE, que mede a varia&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o dos bens industriais na sa&iacute;da da f&aacute;brica e incorpora, por isso, eventuais descontos concedidos na negocia&ccedil;&atilde;o com o varejo.<br /><br />A eleva&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os, por&eacute;m, n&atilde;o teve o mesmo efeito para todos. Enquanto essa alta contribuiu para um faturamento maior na ind&uacute;stria de alimentos e no setor de madeira, o mesmo n&atilde;o ocorreu em bebidas, diz Pereira, que mesmo com alta de pre&ccedil;os significativa e crescimento de produ&ccedil;&atilde;o (alta de 0,76%), registrou recuo de 9,5% no faturamento. "&Eacute; um caso claro de queda de demanda, que respondeu aos pre&ccedil;os mais altos cortando compras". Segundo ele, isso pode ser notado no balan&ccedil;o de alguns fabricantes, como da Ambev. Com a alta de pre&ccedil;os, diz o ex-secret&aacute;rio de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica, Julio Gomes de Almeida, o setor acumulou estoques que poder&atilde;o afetar a produ&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica dos pr&oacute;ximos meses.<br /><br />A alta no volume importado no trimestre tamb&eacute;m teve efeito diverso entre os setores. Para alguns, as importa&ccedil;&otilde;es beneficiaram o faturamento. Analistas indicam que essa liga&ccedil;&atilde;o entre o aumento nos volumes desembarcados e a alta de faturamento &eacute; mais clara em setores como vestu&aacute;rio, cal&ccedil;ados, farmoqu&iacute;micos e farmac&ecirc;uticos, m&aacute;quinas e aparelhos el&eacute;tricos e produtos de metal, com exce&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas. O setor de vestu&aacute;rio &eacute; considerado caso t&iacute;pico, com crescimento forte do faturamento (12%), das importa&ccedil;&otilde;es (9%) e dos pre&ccedil;os (5%), mas queda na produ&ccedil;&atilde;o (7%). "Claramente &eacute; um setor que est&aacute; substituindo produ&ccedil;&atilde;o por importa&ccedil;&atilde;o", diz Pereira. Esse setor, acrescenta Almeida, ainda pode ter se beneficiado das importa&ccedil;&otilde;es do segmento t&ecirc;xtil, cadeia imediatamente anterior, que registra alta de importa&ccedil;&otilde;es (10,7%), mas com queda de faturamento. "No setor t&ecirc;xtil, a importa&ccedil;&atilde;o est&aacute; roubando n&atilde;o s&oacute; produ&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria dom&eacute;stica, como tamb&eacute;m tirando faturamento."<br /><br />Fernando Ribeiro, t&eacute;cnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mico Aplicada (Ipea), acredita que para fabricantes de bens finais como vestu&aacute;rio e produtos farmac&ecirc;uticos, por exemplo, nos quais o ritmo da importa&ccedil;&atilde;o est&aacute; mais acelerado que o da produ&ccedil;&atilde;o industrial, os importados t&ecirc;m substitu&iacute;do a ind&uacute;stria dom&eacute;stica. Isso acontece na margem, ou seja, na parcela de crescimento da demanda interna. "Isso aconteceu de forma forte em 2010 e 2011 e ficou estabilizado no ano passado, com o recuo das importa&ccedil;&otilde;es, mas agora volta a ganhar ritmo."<br /><br />Ribeiro destaca que o c&acirc;mbio, apesar da desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real no primeiro trimestre deste ano em rela&ccedil;&atilde;o a igual per&iacute;odo do ano passado, n&atilde;o foi capaz de frear essa importa&ccedil;&atilde;o. "O que se observa, historicamente, &eacute; que a importa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito mais determinada pela atividade econ&ocirc;mica e pelo c&acirc;mbio", diz. Isso s&oacute; muda, acrescenta, se houver uma varia&ccedil;&atilde;o muito grande ou abrupta do pre&ccedil;o da moeda nacional, o que n&atilde;o aconteceu.<br /><br />Em alguns setores importantes, os estoques est&atilde;o fazendo diferen&ccedil;a, como em m&aacute;quinas e equipamentos. Nesse segmento, tanto a produ&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica quanto o volume de importa&ccedil;&atilde;o ca&iacute;ram muito - queda de 2% e de 0,8%, respectivamente -, mas o faturamento subiu de forma surpreendente, com alta de 14,4%. "As ind&uacute;strias est&atilde;o vendendo o que estocaram em per&iacute;odos anteriores, mas a demanda ainda n&atilde;o chegou a gerar alta de produ&ccedil;&atilde;o", diz Almeida.<br /><br />Pereira, da Unicamp, tamb&eacute;m acredita que os estoques tiveram influ&ecirc;ncia. Mas, para ele, os n&uacute;meros do setor de m&aacute;quinas e equipamentos podem embutir uma boa noticia. "A redu&ccedil;&atilde;o na importa&ccedil;&atilde;o pode significar que o setor estaria recuperando um pouco a produ&ccedil;&atilde;o local." Outra hip&oacute;tese, acrescenta, pode ser a venda de m&aacute;quinas mais sofisticadas e, portanto, mais caras, ou seja, o fato de a demanda estar se direcionado a produtos de maior valor agregado.<br /><br />Os sinais pouco claros da recupera&ccedil;&atilde;o da atividade industrial, por&eacute;m, n&atilde;o se restringem ao setor de m&aacute;quinas e equipamentos. Jo&atilde;o Saboia, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), observa que, no geral, a ind&uacute;stria teve um pequeno crescimento real no faturamento embora com o n&iacute;vel de produ&ccedil;&atilde;o esteja praticamente estagnado. "O resultado &eacute; med&iacute;ocre em termos agregados", diz ele. Ele destaca que o crescimento m&eacute;dio dos pre&ccedil;os da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o foi de 6,5% no per&iacute;odo, muito pr&oacute;ximo ao IPCA dos &uacute;ltimos 12 meses. Mas o que mais o impressiona, diz, &eacute; a diferen&ccedil;a de resultados em alguns setores, com alta de faturamento entre 11% e 14% em setores como vestu&aacute;rio, m&aacute;quinas, aparelhos e materiais el&eacute;tricos e m&aacute;quinas e equipamentos, enquanto a receita em 'outros transportes' caiu 22%.<br /><br />Saboia lembra ainda que existem enormes diferen&ccedil;as tamb&eacute;m na produ&ccedil;&atilde;o e no quantum de importados. "H&aacute; segmentos com situa&ccedil;&otilde;es extremamente diferenciadas mostrando os perigos de se falar da ind&uacute;stria sem especificar de que segmento se est&aacute; falando".<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Roberto Azevêdo dará cargo de destaque para a China na OMC]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36608</link>
<pubDate>Fri, 10 May 2013 11:35:17 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Negocia&ccedil;&atilde;o. Em retribui&ccedil;&atilde;o ao apoio recebido desde o in&iacute;cio, Roberto Azev&ecirc;do deve nomear um chin&ecirc;s para ser um de seus quatro vices na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio; os demais seriam da &Aacute;frica (de onde vieram 40 votos), dos Estados Unidos e da Europa<br /><br />Roberto Azev&ecirc;do deve entregar um dos postos-chave na Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) &agrave; China, garantindo pela primeira vez um cargo de alto escal&atilde;o na entidade para Pequim e assegurando a influ&ecirc;ncia dos chineses no futuro desenho das regras do com&eacute;rcio mundial.<br /><br />A negocia&ccedil;&atilde;o faz parte dos acordos entre Brasil e China para garantir que o maior exportador mundial colocasse todo seu peso em defesa de Azev&ecirc;do na elei&ccedil;&atilde;o. Pragm&aacute;tico, o brasileiro que venceu a elei&ccedil;&atilde;o para diretor-geral da OMC tamb&eacute;m distribuir&aacute; cargos aos EUA e &agrave; Europa, regi&otilde;es que n&atilde;o votaram nele, mas se comprometeram a n&atilde;o bloquear seu nome. A &Aacute;frica, de onde veio mais de um ter&ccedil;o dos votos de Azev&ecirc;do, tamb&eacute;m ganhar&aacute; um cargo.<br /><br />Na OMC, Azev&ecirc;do ter&aacute; de nomear quatro vice-diretores-gerais que ser&atilde;o respons&aacute;veis por determinadas &aacute;reas da negocia&ccedil;&atilde;o e da estrutura da organiza&ccedil;&atilde;o. Negociadores revelaram ao Estado que Azev&ecirc;do j&aacute; teria informalmente indicado a China, Europa, Estados Unidos e &Aacute;frica que eles ocupariam os quatro cargos estrat&eacute;gicos. Oficialmente, n&atilde;o h&aacute; nada definido.<br /><br />H&aacute; dois dias, questionado pela imprensa chinesa sobre o papel de Pequim na OMC, Azev&ecirc;do foi categ&oacute;rico. "A OMC era uma antes da entrada da China e &eacute; outra agora." Pequim aderiu &agrave; entidade em 2001 e, hoje, &eacute; um dos membros mais ativos. Nesse per&iacute;odo, se transformou no maior exportador e na segunda maior economia do mundo. Mas tamb&eacute;m viu uma prolifera&ccedil;&atilde;o de disputas contra suas pr&aacute;ticas comerciais, acusadas de violar as regras internacionais.<br /><br />Para muitos na OMC, os subs&iacute;dios dados por Pequim a seus setores produtivos s&atilde;o verdadeiros segredos de Estado, potencialmente at&eacute; mesmo mais distorcivos que a ajuda dada pelos EUA a suas ind&uacute;strias.<br /><br />N&atilde;o &eacute; segredo para ningu&eacute;m que a China, desde que entrou na OMC, buscou uma posi&ccedil;&atilde;o de influ&ecirc;ncia. O atual diretor, o franc&ecirc;s Pascal Lamy, n&atilde;o aceitou abrir espa&ccedil;o na c&uacute;pula da entidade para um chin&ecirc;s. Em seu segundo mandato, que termina neste ano, Lamy foi pressionado por Pequim para que um dos postos fosse reservado &agrave; China. Mas ele se recusou.<br /><br />Os chineses n&atilde;o hesitaram em apoiar o nome de Azev&ecirc;do e, como o Estado revelou em janeiro, bancaram desde os primeiros dias o brasileiro. Em seu melhor estilo, a diplomacia chinesa n&atilde;o deu declara&ccedil;&otilde;es de for&ccedil;a e optou at&eacute; mesmo por pedir que a c&uacute;pula dos Brics n&atilde;o anunciasse um apoio formal ao brasileiro, para n&atilde;o marc&aacute;-lo como um nome dos emergentes.<br /><br />Outro "pagamento" que Azev&ecirc;do far&aacute; &eacute; com a escolha de um diplomata da &Aacute;frica subsaariana para outro posto de vice-diretor. O continente teria garantido cerca de 40 votos ao brasileiro e foi decisivo na elei&ccedil;&atilde;o.<br /><br />O governo dos EUA vai manter um dos cargos de vice-diretor, posto que lhe &eacute; cativo desde a cria&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o. Azev&ecirc;do ter&aacute; um grande desafio: convencer a administra&ccedil;&atilde;o de Barack Obama a voltar a dar aten&ccedil;&atilde;o &agrave; OMC. Entre os europeus, Azev&ecirc;do tentar&aacute; escolher um nome de um dos pa&iacute;ses que o apoiaram.<br /><br />O governo nega ter oferecido alguma compensa&ccedil;&atilde;o aos pa&iacute;ses. A campanha teve mais de 200 cartas enviadas pela presidente Dilma Rousseff a chefes de Estado. Ao lado de Azev&ecirc;do, o diretor-geral da Ag&ecirc;ncia Brasileira de Coopera&ccedil;&atilde;o (ABC), embaixador Fernando Marroni de Abreu, percorreu &Aacute;frica, Caribe e Am&eacute;rica Central. "O Brasil j&aacute; tem centenas de projetos de coopera&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o havia condi&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o havia expectativa de retorno", afirmou. "Mas &eacute; preciso mostrar que um dos valores &eacute; a sensibilidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade dos outros."<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[ICMS unificado de importado mexe com economia regional]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36599</link>
<pubDate>Fri, 10 May 2013 11:18:30 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A Resolu&ccedil;&atilde;o dos Portos j&aacute; come&ccedil;ou a fazer diferen&ccedil;a na importa&ccedil;&atilde;o dos Estados. Esp&iacute;rito Santo teve queda de 23,39% nas importa&ccedil;&otilde;es do primeiro trimestre, na compara&ccedil;&atilde;o com igual per&iacute;odo do ano passado. Santa Catarina teve recuo de 9,05%. Os desembarques dos dois Estados tiveram comportamento inverso ao da m&eacute;dia das importa&ccedil;&otilde;es brasileiras. No mesmo per&iacute;odo, o valor importado total aumentou em 6,3%.<br /><br />Ao mesmo tempo em que os dois Estados tiveram redu&ccedil;&atilde;o na importa&ccedil;&atilde;o, outros ganharam com eleva&ccedil;&atilde;o bem acima da m&eacute;dia. Enquanto isso, outros Estados experimentaram crescimento. Vizinha a Santa Catarina, o Estado do Rio Grande do Sul foi beneficiado, com eleva&ccedil;&atilde;o de 35% nas importa&ccedil;&otilde;es. Olhando por regi&otilde;es, o Nordeste foi a que mais se beneficiou, com crescimento de 24,65%, puxada por Maranh&atilde;o e Pernambuco. Com o desempenho a participa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o na importa&ccedil;&atilde;o total do pa&iacute;s cresceu de 12% para 14%. O Centro-Oeste tamb&eacute;m teve crescimento acima da m&eacute;dia. Os desembarques na regi&atilde;o tiveram eleva&ccedil;&atilde;o de 19,7%. Os dados s&atilde;o do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento (Mdic).<br /><br />Entre os Estados do Centro-Oeste, Goi&aacute;s, que ao lado de Esp&iacute;rito Santo e Santa Catarina foi um dos mais afetados pela unifica&ccedil;&atilde;o do ICMS sobre importados, tamb&eacute;m teve desempenho abaixo da m&eacute;dia nacional. As importa&ccedil;&otilde;es em Goi&aacute;s cresceram 4% no primeiro trimestre. A Secretaria de Fazenda do Estado n&atilde;o tem estimativa do impacto da resolu&ccedil;&atilde;o para as importa&ccedil;&otilde;es, mas avalia que os desembarques do polo farmac&ecirc;utico do munic&iacute;pio de An&aacute;polis e de insumos agr&iacute;colas pode amenizar os efeitos da unifica&ccedil;&atilde;o da al&iacute;quota do ICMS.<br /><br />Com a Resolu&ccedil;&atilde;o dos Portos, a al&iacute;quota interestadual do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) sobre produtos importados foi unificada para 4%. A medida, em vigor desde o in&iacute;cio do ano, tirou a atratividade dos benef&iacute;cios fiscais concedidos por alguns Estados na importa&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Para Jos&eacute; Augusto de Castro, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Com&eacute;rcio Exterior do Brasil (AEB), o recuo de importa&ccedil;&otilde;es nos Estados de Santa Catarina e Esp&iacute;rito Santo mostra que a medida fez diferen&ccedil;a na prefer&ecirc;ncia para o local de desembarque. "Com a redu&ccedil;&atilde;o do efeito do benef&iacute;cio tribut&aacute;ria e a alta atual do pre&ccedil;o do frete, em raz&atilde;o do escoamento das safras agr&iacute;colas, os custos log&iacute;sticos fazem mais diferen&ccedil;a." A estrat&eacute;gia, no caso, &eacute; mudar o ponto de desembarque para locais mais pr&oacute;ximos ao mercado consumidor ou a um centro de distribui&ccedil;&atilde;o de mercadorias. A eleva&ccedil;&atilde;o na importa&ccedil;&atilde;o pelo Estado do Rio Grande do sul, diz Castro, &eacute; um dos efeitos desse deslocamento.<br /><br />No Esp&iacute;rito Santo, os autom&oacute;veis foram um dos itens que afetaram o desempenho das importa&ccedil;&otilde;es. O desembarque de ve&iacute;culo caiu 48% no primeiro trimestre, ante iguais meses de 2012. Em Santa Catarina, entre o itens que contribu&iacute;ram com o recuo ficou o cobre, com queda de 17% na importa&ccedil;&atilde;o, no mesmo per&iacute;odo.<br /><br />No Nordeste, os derivados de petr&oacute;leo fizeram grande diferen&ccedil;a na eleva&ccedil;&atilde;o dos desembarques. Wellington Santos Damasceno, gerente de pesquisas do Escrit&oacute;rio T&eacute;cnico de Estudos Econ&ocirc;micos do Nordeste (Etene/BNB), diz que os combust&iacute;veis e lubrificantes representam cerca de metade do valor importado na regi&atilde;o. "Isso reflete o crescimento de consumo e tamb&eacute;m a falta de capacidade da produ&ccedil;&atilde;o nacional para suprir toda a demanda", diz. Em alguns Estados, como Bahia e Pernambuco, tamb&eacute;m contribuiu a eleva&ccedil;&atilde;o da importa&ccedil;&atilde;o de produtos intermedi&aacute;rios, que respondem por 30% dos desembarques de toda a regi&atilde;o nordestina.<br /><br />O fato de 27% das importa&ccedil;&otilde;es do Nordeste terem origem nos Estados Unidos, diz Damasceno, tamb&eacute;m favorece o desembarque pelos portos da regi&atilde;o, que s&atilde;o geograficamente bem localizados para o com&eacute;rcio com os americanos.<br /><br />Jorge Jatob&aacute;, diretor da consultoria Ceplan, diz que a expectativa &eacute; de que os investimentos locais passem a ser mais representativos para alavancar as importa&ccedil;&otilde;es na regi&atilde;o. Ele reconhece, por&eacute;m, que, por enquanto, n&atilde;o &eacute; isso o que acontece no Maranh&atilde;o e em Pernambuco. Os dois Estados respondem por cerca de 60% do total das importa&ccedil;&otilde;es da regi&atilde;o. Olhando por Estado, por&eacute;m, tamb&eacute;m s&atilde;o os derivados de petr&oacute;leo os respons&aacute;veis por puxar os desembarques.<br /><br />No Maranh&atilde;o, lembra 80% das importa&ccedil;&otilde;es foram realizadas pela Petrobras. Em Pernambuco, a companhia responde por 60% dos desembarques. Apesar do valor absoluto pequeno de importa&ccedil;&atilde;o (US$ 45,2 milh&otilde;es no primeiro trimestre), o Piau&iacute; dobrou o valor desembarcado no per&iacute;odo. Nesse Estado a base dos desembarques est&aacute; na infraestrutura, j&aacute; que a Ferronorte Industrial respondeu por 67% das importa&ccedil;&otilde;es do Estado.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Sob pressão, Azevêdo diz que priorizará Rodada Doha em sua gestão na OMC]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36594</link>
<pubDate>Fri, 10 May 2013 11:01:45 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O brasileiro Roberto Azev&ecirc;do se mostrou consciente dos desafios que tem de encarar ap&oacute;s ser eleito presidente da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio. Ele admitiu que a OMC est&aacute; travada por causa da Rodada Doha de liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio, que j&aacute; dura 13 anos, e foi al&eacute;m: disse que a Organiza&ccedil;&atilde;o corre risco de acabar, caso o sistema n&atilde;o saia da paralisia. Azev&ecirc;do disse que o &oacute;rg&atilde;o est&aacute; em estado cr&iacute;tico e espera encontrar o paciente com o cora&ccedil;&atilde;o ainda batendo quando assumir o posto.<br /><br />Por isso, ele estabeleceu a conclus&atilde;o da Rodada Doha e a batalha contra o protecionismo como prioridades do mandato que come&ccedil;a no pr&oacute;ximo dia 1&deg; de setembro. Uma vez no cargo, o brasileiro ter&aacute; apenas tr&ecirc;s meses at&eacute; a Confer&ecirc;ncia ministerial da OMC em Bali, que vai tentar destravar as negocia&ccedil;&otilde;es&nbsp; sobre a liberaliza&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio, da agricultura e de uma s&eacute;rie de quest&otilde;es de desenvolvimento. Um sucesso l&aacute; seria uma vit&oacute;ria inestim&aacute;vel para Azev&ecirc;do, para a diplomacia brasileira e, como ele pr&oacute;prio disse na coletiva, uma chance de tomar as primeiras medidas que podem salvar a OMC.<br /><br />Na Europa ainda paira uma desconfian&ccedil;a sobre como o novo diretor, que representou o Brasil no &oacute;rg&atilde;o desde 2008, vai lidar com a quest&atilde;o do protecionismo brasileiro. Ele garantiu que no novo cargo n&atilde;o pretende defender a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica de tal ou tal pa&iacute;s, mas combater o protecionismo como um todo. Trata-se de um problema que se generalizou no mundo depois crise de 2008, ele disse.<br /><br />Apesar desta pequena ressalva, a indica&ccedil;&atilde;o de Roberto Azev&ecirc;do foi bem recebida.<br /><br />A Uni&atilde;o Europeia e os Estados Unidos o parabenizaram, apesar de terem apoiado seu opositor. O comiss&aacute;rio europeu do Com&eacute;rcio, Karel de Gucht, disse que "uma OMC forte precisa de uma diretor-geral forte" e que o brasileiro tem todas as qualidades necess&aacute;rias para tirar a Rodada de Doha do impasse.<br /><br /><strong>Press&atilde;o internacional</strong><br /><br />A elei&ccedil;&atilde;o de qualquer diretor-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) j&aacute; seria not&iacute;cia em todo o globo. Mas a leitura da m&iacute;dia internacional com a vit&oacute;ria do brasileiro Roberto Azev&ecirc;do parece sugerir que a responsabilidade assumida por ele vai pesar um pouco mais que a de seus antecessores.<br /><br />A tarefa do diplomata ser&aacute; de devolver &agrave; OMC a relev&acirc;ncia que se espera dela, como defendeu o The New York Times, ou ao menos impedir que ela perca a import&acirc;ncia que resta, como assinalou o espanhol El Pa&iacute;s.<br /><br />A moral da OMC est&aacute; baixa desde o fracasso da Rodada de Doha, que buscava selar acordos multilaterais de livre com&eacute;rcio entre os pa&iacute;ses, que v&ecirc;m hoje privilegiando as negocia&ccedil;&otilde;es bilaterais, principalmente desde a crise de 2008. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Mantega: governo está atento para evitar que inflação dos alimentos contagie outros setores]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36571</link>
<pubDate>Fri, 10 May 2013 09:30:25 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Apesar de o &iacute;ndice de infla&ccedil;&atilde;o oficial de abril ter ficado acima das previs&otilde;es, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quinta-feira (9) que o &iacute;ndice est&aacute; sob controle e que h&aacute; uma tend&ecirc;ncia de queda nos pr&oacute;ximos meses. Depois de reuni&atilde;o com a bancada do PT na C&acirc;mara, o ministro frisou que a alta dos pre&ccedil;os est&aacute; concentrada no setor de alimentos e que o governo est&aacute; tomando todas as medidas para evitar que outras &aacute;reas sejam afetadas.<br /><br />O &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infla&ccedil;&atilde;o oficial do pa&iacute;s, ficou em 0,55% em abril, informou na &uacute;ltima quarta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). O resultado supera a taxa de 0,47% registrada em mar&ccedil;o.<br /><br />"A tend&ecirc;ncia da infla&ccedil;&atilde;o &eacute; cair nos pr&oacute;ximos meses, n&atilde;o obstante, estamos atentos, tomando as medidas necess&aacute;rias para impedir a difus&atilde;o e o cont&aacute;gio de outros setores. Este &eacute; o perigo: outros setores ficarem achando que vai haver um aumento generalizado e podem querem subir a infla&ccedil;&atilde;o. Isso n&atilde;o est&aacute; ocorrendo. A infla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; generalizada, est&aacute; muito mais concentrada no setor de alimentos e isso vai cair, todo mundo sabe", disse Mantega.<br /><br />O ministro comemorou a queda no &iacute;ndice de difus&atilde;o, que calcula em quantos setores h&aacute; infla&ccedil;&atilde;o. Segundo ele, os pre&ccedil;os no atacado j&aacute; est&atilde;o em queda e isso vai ter reflexos no varejo nos pr&oacute;ximos meses. %u201CTemos que ficar atentos a isso [com a indexa&ccedil;&atilde;o da economia] para n&atilde;o permitirmos o cont&aacute;gio, mas o &iacute;ndice de difus&atilde;o deu uma melhorada em abril. Caiu de 69% para 65% e isso &eacute; uma boa not&iacute;cia.%u201D<br /><br />De acordo com o ministro, apesar do resultado acima do previsto para o m&ecirc;s de abril, o IPCA &eacute; melhor do que os &iacute;ndices registrados no mesmo per&iacute;odo de 2010 e 2011.<br /><br />"Ch&aacute; uma trajet&oacute;ria semelhante da infla&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos anos. Ela sobe no final do ano, se mant&eacute;m alta nos primeiros meses e depois cai. Com algumas varia&ccedil;&otilde;es por causa dos regimes de chuva, de seca, de problemas externos. Ent&atilde;o, este ano temos uma press&atilde;o mais forte de alimentos, que foi causada por problemas no exterior. Mas tamb&eacute;m temos eventos que dependem das nossas chuvas, das safras e entressafras e, portanto, a trajet&oacute;ria da infla&ccedil;&atilde;o &eacute; decrescente no Brasil nos pr&oacute;ximos meses. Todas as previs&otilde;es s&atilde;o nesse sentido", refor&ccedil;ou.<br /><br />Sem adiantar valores, Mantega disse que o governo vai impulsionar o Plano Safra para estimular o setor agr&iacute;cola. "A infla&ccedil;&atilde;o est&aacute; sob controle, o governo est&aacute; tomando todas as medidas, estaremos fazendo um Plano Safra que vai estimular ainda mais a produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola brasileira, que j&aacute; &eacute; boa. Estamos batendo recorde de safra. Este ano vamos bater recorde novamente. No primeiro trimestre deste ano, a produ&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os aumentou 50% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado. Portanto, a agricultura vai bem, e a oferta de produtos agr&iacute;colas vai aumentar. Mas existem fatores sazonais", ponderou.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio de Pernambuco</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Diretor da OMC pede combate a protecionismo]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36553</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 11:23:37 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Azev&ecirc;do pede combate a protecionismo<br /><br />Em sua primeira entrevista como diretor-geral eleito da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC), o brasileiro Roberto Azev&ecirc;do incorporou o papel de xerife do mercado global, conclamando por combate ao protecionismo. Ao mesmo tempo, alertou para o risco de fragmenta&ccedil;&atilde;o dos mercados at&eacute; o ponto em que seja insustent&aacute;vel o sistema multilateral de com&eacute;rcio. E sem harmoniza&ccedil;&atilde;o das regras comerciais, uma das consequ&ecirc;ncias seria o encarecimento dos neg&oacute;cios.<br /><br />Em respostas a dezenas de jornalistas espremidos na sala de reuni&otilde;es da miss&atilde;o brasileira em Genebra, Azev&ecirc;do observou que a tarefa n&uacute;mero 1 da OMC &eacute; promover a liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial. E que &eacute; preciso enfrentar as tend&ecirc;ncias protecionistas que continuam emergindo desde 2008, quando explodiu a crise econ&ocirc;mica global.<br /><br />O tom da mensagem chamou mais aten&ccedil;&atilde;o pelo fato de o Brasil ser um dos pa&iacute;ses mais acusados de adotar barreiras, e essa pol&iacute;tica restritiva foi vinculada &agrave; sua candidatura para tentar tomar seus votos. "O protecionismo n&atilde;o &eacute; um fen&ocirc;meno localizado em um ou tr&ecirc;s pa&iacute;ses, est&aacute; se alastrando pelo mundo inteiro e devemos combat&ecirc;-lo", afirmou, ao ser perguntado sobre a situa&ccedil;&atilde;o brasileira.<br /><br />Indagado sobre que tipo de conselho, agora como futuro xerife do com&eacute;rcio, daria ao governo brasileiro, Azev&ecirc;do retrucou que a OMC se preocupa com tend&ecirc;ncias e n&atilde;o com um pa&iacute;s especifico. Lembrou que da mesma maneira como h&aacute; acusa&ccedil;&otilde;es de medidas brasileiras, h&aacute; tamb&eacute;m queixas de outros pa&iacute;ses contra os reclamantes.<br /><br />Sobre eventual impacto de sua elei&ccedil;&atilde;o na pol&iacute;tica comercial brasileira, o futuro diretor da OMC acha que "n&atilde;o deveria ter impacto da mesma maneira que n&atilde;o teria com diretor de outro pa&iacute;s".<br /><br />Em sua avalia&ccedil;&atilde;o sobre o sistema multilateral de com&eacute;rcio, Azev&ecirc;do alertou que a "OMC est&aacute; num est&aacute;gio muito cr&iacute;tico e o pilar de negocia&ccedil;&atilde;o est&aacute; completamente paralisado". E existe o risco da irrelev&acirc;ncia da OMC diante do descompasso entre as regras multilaterais e o mundo dos neg&oacute;cios. Sem uniformiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas comerciais, e fragmenta&ccedil;&atilde;o do mercado mundial, as exporta&ccedil;&otilde;es e importa&ccedil;&otilde;es ficariam mais dif&iacute;ceis e mais custosas.<br /><br />"A discuss&atilde;o n&atilde;o &eacute; sobre o que queremos, mas para salvar o que temos", disse, referindo-se &agrave; Rodada Doha. Ao seu ver, um passo seguinte seria come&ccedil;ar a discutir a amplia&ccedil;&atilde;o da agenda comercial, com temas como taxa de c&acirc;mbio, mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, energia e investimentos, levando em conta as novas situa&ccedil;&otilde;es da economia real.<br /><br />Para Azev&ecirc;do, a confer&ecirc;ncia ministerial da OMC em Bali (Indon&eacute;sia), em dezembro, &eacute; fundamental, devendo dar "resultados substantivos" e permitir que os pa&iacute;ses voltem a se engajar na Rodada Doha.<br /><br />Para observadores, Estados Unidos, Uni&atilde;o Europeia e China n&atilde;o t&ecirc;m interesse numa agenda din&acirc;mica no plano multilateral, porque n&atilde;o querem fazer concess&otilde;es num cen&aacute;rio de profunda crise econ&ocirc;mica.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Casa Civil quer ampliar extensão de seguro garantia]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36544</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 11:04:58 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O governo negocia com o setor de seguros a amplia&ccedil;&atilde;o dos percentuais de cobertura do seguro garantia, que cobre a entrega de obras e servi&ccedil;os conforme o contrato. A proposta &eacute; elevar o percentual de cobertura para obras p&uacute;blicas, hoje fixada por lei em 5% do valor total do projeto, para cerca de 30%.<br /><br />A proposta partiu da Casa Civil, que quer ter mais garantias para seus investimentos, segundo o presidente da Federa&ccedil;&atilde;o das Empresas de Resseguro (Fenaber), Paulo Pereira. "E existe capacidade [para absorver riscos] do mercado de seguros e resseguros para atender a essa nova demanda", avalia.<br /><br />Segundo Pereira, o grupo de discuss&atilde;o da proposta &eacute; formado pela Fazenda, Tesouro, Minist&eacute;rio do Planejamento, Casa Civil, Fenaber, CNSeg (Confedera&ccedil;&atilde;o das Empresas de Seguros), Caixa e Banco do Brasil. Houve uma reuni&atilde;o na Casa Civil na semana passada e outra na Fazenda ontem, segundo Marco Antonio Rossi, que tomou posse da presid&ecirc;ncia da CNSeg.<br /><br />Solange Beatriz, diretora da CNSeg, explicou que o atual percentual de cerca de 5% n&atilde;o atende as necessidades das obras atualmente desenvolvidas.<br /><br />Caso uma construtora n&atilde;o consiga finalizar um projeto, hoje o custo adicional para substitu&iacute;-la &eacute; de, em m&eacute;dia, de 10% a 15% do valor do projeto, segundo Filipe Bonetti, presidente da seguradora Swiss Re Corporate Solution. "Nos Estados Unidos as garantias s&atilde;o de 100% do valor do projeto", conta Bonetti.<br /><br />Nas contas de Rossi, caso a proposta em discuss&atilde;o v&aacute; adiante o segmento de seguro garantia pode triplicar de volume. Segundo dados da Superintend&ecirc;ncia de Seguros Privados (Susep), o segmento faturou R$ 788,4 milh&otilde;es em pr&ecirc;mios em 2012, 3,5% a menos do que em 2011. O recuo decorreu do atraso na licita&ccedil;&atilde;o de obras pelo governo no ano passado e da queda das taxas cobradas diante da maior concorr&ecirc;ncia entre as seguradoras.<br />A lei que rege os contratos p&uacute;blicos, de 1996, prev&ecirc; que o seguro garantia de performance de obras p&uacute;blicas seja de 5% do valor total da obras. "N&atilde;o pode ser nem menos nem mais", diz Jo&atilde;o Alfredo di Girolamo Filho, gerente de garantia judicial da seguradora Swiss Re. Ele explica que para obras de grande complexidade esse percentual pode aumentar para 10% e se a obra estiver dentro do Regime diferenciado de contrata&ccedil;&otilde;es (RDC) pode subir para at&eacute; 30%.<br /><br />"Existe consenso entre mercado e empres&aacute;rios [que contratam o seguro] que 30% poderia ser um percentual vi&aacute;vel", diz Girolamo Filho.<br /><br />Segundo a CNSeg, a Casa Civil entende que a mudan&ccedil;a do percentual exigido de seguro garantia pode ser feita por meio de resolu&ccedil;&atilde;o, mas que isso ainda n&atilde;o est&aacute; definindo.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[39,5% dos brasileiros não possui conta corrente nem poupança]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36543</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 11:03:53 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>S&atilde;o Paulo &ndash; Entre a popula&ccedil;&atilde;o brasileira com 18 anos ou mais, 39,5% n&atilde;o possui conta corrente e nem poupan&ccedil;a, sendo 11% na classe alta (cerca de 6 milh&otilde;es de pessoas), 52% na classe m&eacute;dia (29 milh&otilde;es de pessoas) e 37% na classe baixa (20 milh&otilde;es de pessoas). As informa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o de pesquisa do Data Popular que ser&aacute; apresentadas hoje no Congresso Consumidor Moderno de Cr&eacute;dito, Cobran&ccedil;a e Meios de Pagamento.<br /><br />Existem tr&ecirc;s raz&otilde;es principais para a n&atilde;o bancariza&ccedil;&atilde;o, segundo o Instituto Data Popular: a dificuldade de acesso &agrave; rede banc&aacute;ria; pessoas que j&aacute; tiveram contas banc&aacute;rias, mas que devido a problemas financeiros ficaram endividados ou inadimplentes e h&aacute; tamb&eacute;m que opte por n&atilde;o ter relacionamento com os bancos, por enxergar neles institui&ccedil;&otilde;es &ldquo;exploradoras&rdquo;. 55 milh&otilde;es de adultos n&atilde;o-bancarizados movimentam 665 bilh&otilde;es de reais por ano, segundo estudo do Instituto Data Popular. <br /><br />As regi&otilde;es com as maiores propor&ccedil;&otilde;es de pessoas n&atilde;o bancarizadas s&atilde;o o norte (50%) e o nordeste (53%). A maior parte dos n&atilde;o bancarizados s&atilde;o mulheres (60%), com faixa et&aacute;ria entre 25 e 59 anos, sendo 31% entre 25 e 39 anos e 33% entre 40 e 59 anos. Dentre os n&atilde;o bancarizados, seis em cada dez s&atilde;o negros.<br /><br />Quanto &agrave; escolaridade, 68% tem ensino fundamental ou menos, 31% tem ensino m&eacute;dio completo, 3% n&atilde;o tem escolaridade e 1% tem o ensino superior completo. 44% dos n&atilde;o-bancarizados n&atilde;o trabalha. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Portal Exame</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Puxado pela safra de grãos, índice do atacado tem deflação de 0,39% em abril]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36526</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 10:15:34 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os - Disponibilidade Interna (IGP-DI) deve ficar pr&oacute;ximo &agrave; estabilidade em maio, podendo ter uma ligeira varia&ccedil;&atilde;o negativa em rela&ccedil;&atilde;o a abril. A avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; do economista Andr&eacute; Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (Ibre/FGV), para quem, nesse per&iacute;odo, o indicador ter&aacute; uma varia&ccedil;&atilde;o semelhante a observada em abril, m&ecirc;s em que o indicador caiu 0,06%, ap&oacute;s alta de 0,31% em mar&ccedil;o. No atacado, a defla&ccedil;&atilde;o foi de 0,39%<br /><br />A estabilidade prevista por Braz deve partir tanto dos pre&ccedil;os ao consumidor, quanto daqueles apurados na constru&ccedil;&atilde;o civil. A defla&ccedil;&atilde;o do atacado deve continuar chegando ao varejo, permitindo que o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor (IPC), que subiu 0,52% em abril no IGP-DI, avance em um ritmo pr&oacute;ximo a 0,30% em maio. Em mar&ccedil;o, o IPC subiu 0,72%. Entre mar&ccedil;o e abril, a maior contribui&ccedil;&atilde;o para a desacelera&ccedil;&atilde;o do IPC veio do grupo alimenta&ccedil;&atilde;o, que saiu de uma alta de 0,72% para avan&ccedil;o de 0,52%.<br /><br />J&aacute; o &Iacute;ndice Nacional de Custo da Constru&ccedil;&atilde;o (INCC), que subiu 0,74% em abril ante alta de 0,5% no m&ecirc;s anterior, pode desacelerar ou ter uma taxa pr&oacute;xima a 0,5%. Juntos, IPC e INCC representam 40% do IGP-DI.<br /><br />Englobando os outros 60% do IGP-DI, o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Produtor Amplo (IPA) deve ser menos pressionado pelo min&eacute;rio de ferro, acompanhando a varia&ccedil;&atilde;o da commodity no mercado internacional, com menor demanda pelo produto, diz Braz. Ele prefere, contudo, n&atilde;o fazer qualquer proje&ccedil;&atilde;o sobre o indicador.<br /><br />Segundo o economista, as contribui&ccedil;&otilde;es da safra recorde, que ajudaram os pre&ccedil;os de soja e milho a recuar, devem diminuir. "A partir de maio, deveremos ter quedas menos intensas nos gr&atilde;os e derivados, na mat&eacute;ria-prima bruta. Mas a queda desses pre&ccedil;os ainda est&aacute; se transmitindo para a cadeia produtiva, como em ra&ccedil;&otilde;es, &oacute;leo e carnes, que em algum momento chegar&atilde;o com mais for&ccedil;a ao consumidor. &Eacute; com base nos pre&ccedil;os do IPA que digo que os pre&ccedil;os de alimentos no IPC v&atilde;o desacelerar. Os IGPs devem convergir para uma taxa pr&oacute;xima dos IPCs", diz Braz, ressaltando que, no acumulado em 12 meses, os IGPs devem desacelerar.<br /><br />O IPA caiu 0,39% em abril, depois de alta de 0,12% no m&ecirc;s anterior. As principais quedas observadas em abril pela FGV no atacado foram em milho em gr&atilde;o (-5,2% para -11,18%), soja em gr&atilde;o (-4,58% para -4,52%) e aves (-2,2% para -10,41%).<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Cresce descolamento no preço dos alimentos]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36524</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 10:14:36 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Principal preocupa&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o nos &uacute;ltimos meses, os alimentos subiram menos em abril, mas refor&ccedil;aram as preocupa&ccedil;&otilde;es dos analistas com o descolamento entre os pre&ccedil;os no varejo e no atacado. De janeiro a abril, os alimentos subiram 5,65% no &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor (IPCA), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). No Indice Geral de Pre&ccedil;os-Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV), os produtos agropecu&aacute;rios no atacado acumulam defla&ccedil;&atilde;o de 5,42% no mesmo per&iacute;odo.<br /><br />Ainda que menor em abril, o aumento dos pre&ccedil;os de alimentos foi acompanhado por outros reajustes de pre&ccedil;os, como o de servi&ccedil;os, que contribu&iacute;ram para que o IPCA, &iacute;ndice oficial de infla&ccedil;&atilde;o, fechasse o m&ecirc;s com alta de 0,55%, acima do 0,47% de mar&ccedil;o, segundo o IBGE. No acumulado em 12 meses, o &iacute;ndice conseguiu de forma apertada voltar para dentro da banda da meta estipulada pelo governo, de no m&aacute;ximo 6,5% - fechou em 6,49%, ap&oacute;s bater 6,59% em mar&ccedil;o.<br /><br />O grupo de alimenta&ccedil;&atilde;o e bebidas teve alta de 0,96%, ante aumento de 1,14% em mar&ccedil;o, o que continua sendo um patamar alto e, mais uma vez, surpreendeu de forma negativa as expectativas, que eram de uma alta bem menor, influenciada pela safra de agr&iacute;cola. A Rosenberg &amp; Associados criou uma s&eacute;rie onde compara a varia&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os de alimentos no domic&iacute;lio sem hortali&ccedil;as acumulada em 12 meses e compara essa evolu&ccedil;&atilde;o com os pre&ccedil;os no atacado, com um m&ecirc;s de defasagem (ver gr&aacute;fico).<br /><br />O cruzamento mostra que desde 2007, pelo menos, esta foi a &uacute;nica vez em que o &iacute;ndice dos alimentos ao consumidor subiu seguidamente mesmo com o &iacute;ndice do atacado em queda. Geralmente as curvas se acompanham, mesmo que com certo atraso. "O descolamento entre os pre&ccedil;os no atacado e no varejo j&aacute; acontece desde o come&ccedil;o do ano, sendo que essa defasagem no repasse dos pre&ccedil;os n&atilde;o costuma ser maior do que um a dois meses", diz Priscila Godoy, analista da consultoria Rosenberg &amp; Associados.<br /><br />Uma das principais possibilidades apontadas por Priscila e outros analistas &eacute; a influ&ecirc;ncia do custo do frete, que passa a entrar na conta quando o alimento &eacute; levado aos centros de distribui&ccedil;&atilde;o e &agrave;s lojas. "O frete afeta muito mais o consumidor que o produtor e tem sofrido press&otilde;es de aumento, com dois reajustes do diesel neste ano e tamb&eacute;m a legisla&ccedil;&atilde;o dos caminhoneiros, que aumenta a necessidade de contrata&ccedil;&atilde;o e aumenta o custo do transporte em si", disse Priscila.<br /><br />Lu&iacute;s Ot&aacute;vio Leal, economista-chefe do Banco ABC, pontua ainda a diferen&ccedil;a estrutural entre o IPA, que sofre influ&ecirc;ncia muito forte de commodities, e o IPCA, em que isso n&atilde;o aparece de forma direta. "S&atilde;o commodities como o milho e a soja que est&atilde;o puxando hoje a queda do IPA, mas elas n&atilde;o t&ecirc;m correspondentes diretos no IPCA", disse Leal. Ele cita o &oacute;leo de soja, que caiu 2,87% no IPCA de abril j&aacute; refletindo a queda de 4,52% da soja no atacado no mesmo m&ecirc;s - mas o &oacute;leo responde por apenas 0,34% de todo IPCA, enquanto a soja &eacute; cerca de 16% do IPA. "As redu&ccedil;&otilde;es est&atilde;o chegando aos consumidores, mas seu impacto &eacute; muito menor", disse Leal.<br /><br />&Eacute; tamb&eacute;m o caso do milho e da cana de a&ccedil;&uacute;car, que tiveram queda, respectivamente, de 11,98% e 2,49% no atacado em abril. O milho, ao lado da soja, se reflete nos pre&ccedil;os de aves e su&iacute;nos, j&aacute; que &eacute; a base de sua ra&ccedil;&atilde;o: no varejo, pelo IPCA, a carne de porco est&aacute; 1,41% mais barata e o frango inteiro caiu 1,92%, enquanto o a&ccedil;&uacute;car refinado, acompanhando a cana, teve queda de 4,50% nas prateleiras. Todos estes produtos, no entanto, conforme pontuou Leal, t&ecirc;m peso muito menor no IPCA do que o de suas mat&eacute;rias-primas no IPA.<br /><br />Algumas destas quedas no atacado, aliadas &agrave; desonera&ccedil;&atilde;o da cesta b&aacute;sica, contribuiram para a queda destes pre&ccedil;os ao consumidor. "[A desonera&ccedil;&atilde;o] algum efeito teve. N&atilde;o d&aacute; para isolar esse impacto, porque a varia&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o n&atilde;o depende s&oacute; de redu&ccedil;&atilde;o de impostos. Outros fatores como safra e demanda t&ecirc;m influ&ecirc;ncia", ponderou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de &iacute;ndices de pre&ccedil;os do IBGE. As principais quedas de alimentos em abril s&atilde;o de itens que constam da cesta b&aacute;sica: a&ccedil;&uacute;car refinado (-4,5%), a&ccedil;&uacute;car cristal (-3,41%), &oacute;leo de soja (-2,87%), frango inteiro (-1,92%), arroz (-1,87%), carnes (-1,78%), frango em peda&ccedil;os (-1,58%) e caf&eacute; mo&iacute;do (-1,37%)..<br /><br />Os economistas avaliam que os alimentos v&atilde;o subir menos nos pr&oacute;ximos meses, mas outros itens v&atilde;o influenciar a infla&ccedil;&atilde;o, como transportes urbanos, puxados pela tarifa paulistana. "A alimenta&ccedil;&atilde;o ir&aacute; dar um al&iacute;vio no curto prazo e, em maio e junho, a infla&ccedil;&atilde;o mensal deve desacelerar, mas os outros elementos seguem pressionando e logo ela volta a subir", disse Flavio Serrano, economista-senior do Banco Esp&iacute;rito Santo.<br /><br />Alessandra Ribeiro, economista da Tend&ecirc;ncias Consultoria, calcula que, considerado o acumulado em 12 meses, a infla&ccedil;&atilde;o deve voltar a estourar o teto da meta em junho, julho e agosto, al&eacute;m de cravar os 6,5% j&aacute; em maio. "Este ser&aacute; um m&ecirc;s relativamente tranquilo, mas em junho j&aacute; h&aacute; reajuste do transporte p&uacute;blico, o que deve impactar no IPCA de junho e julho, e agosto", disse.<br /><br />Outros fatores, como servi&ccedil;os, pressionaram a infla&ccedil;&atilde;o de abril. Ap&oacute;s alta bem modesta em mar&ccedil;o (0,26%), os servi&ccedil;os subiram 0,54% em abril. "H&aacute; um conjunto de fatores pressionando que, em determinado momento, sofreu uma press&atilde;o adicional dos alimentos, e isso acabou chamando mais a aten&ccedil;&atilde;o. Mas os alimentos n&atilde;o s&atilde;o o 'vil&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o', eles s&oacute; pioraram uma situa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; era ruim", disse Serrano.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Inflação fica acima do esperado e reforça percepção de resistência]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36520</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 10:09:14 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>IPCA de abril foi de 0,55%, acima dos 0,47% previstos; em 12 meses, &iacute;ndice volta para meta do BC<br /><br />Analistas esperavam queda maior no pre&ccedil;o dos alimentos; reajuste dos rem&eacute;dios ajudou a elevar o &iacute;ndice no m&ecirc;s<br /><br />A infla&ccedil;&atilde;o ficou acima do esperado em abril e refor&ccedil;ou a percep&ccedil;&atilde;o de economistas de que, mesmo com a atividade econ&ocirc;mica fraca, os pre&ccedil;os t&ecirc;m resistido a cair.<br /><br />O IPCA, &iacute;ndice usado no regime de metas de infla&ccedil;&atilde;o, ficou em 0,55% no m&ecirc;s passado, acima da expectativa de analistas e da infla&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o (ambos 0,47%).<br /><br />Nos &uacute;ltimos 12 meses, a infla&ccedil;&atilde;o oficial ficou em 6,49%, ainda muito pr&oacute;xima do teto da meta oficial (6,5%).<br /><br />A queda menor do que o esperado dos pre&ccedil;os de alimentos e bebidas --que t&ecirc;m tido forte impacto na infla&ccedil;&atilde;o-- surpreendeu analistas.<br /><br />A aposta era que, com a redu&ccedil;&atilde;o de tributos que incidem sobre a cesta b&aacute;sica, o grupo teria forte desacelera&ccedil;&atilde;o no m&ecirc;s passado.<br /><br />Os pre&ccedil;os de rem&eacute;dios, que foram reajustados com a chancela do governo, subiram mais do que o esperado em abril, tamb&eacute;m contribuindo para o resultado geral.<br /><strong><br />RISCOS</strong><br /><br />Embora dados preliminares indiquem recuo mais acentuado da infla&ccedil;&atilde;o de alimentos em maio, economistas acreditam que os pre&ccedil;os de forma geral continuar&atilde;o pressionados.<br /><br />Para a economista Monica de Bolle, apesar de duas d&eacute;cadas de estabilidade de pre&ccedil;os, a cultura inflacion&aacute;ria no Brasil ainda &eacute; forte.<br /><br />Na opini&atilde;o dela, isso faz com que per&iacute;odos mais prolongados de infla&ccedil;&atilde;o em alta --como os &uacute;ltimos meses-- possam levar a "aumentos defensivos" de pre&ccedil;os.<br /><br />"Minha sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; de que o discurso contradit&oacute;rio do governo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; infla&ccedil;&atilde;o contribui para essa tend&ecirc;ncia", afirma Monica, diretora da Galanto Consultoria e professora da PUC-Rio.<br /><br />Elson Teles, economista do Ita&uacute; Unibanco, concorda que as expectativas precisam ser controladas. Para ele, a forte eleva&ccedil;&atilde;o nos pre&ccedil;os de alimentos --que subiram 14% em 12 meses-- cria "a percep&ccedil;&atilde;o de que a infla&ccedil;&atilde;o &eacute; mais alta do que &eacute; de fato".<br /><br />EXPECTATIVAS<br /><br />O problema, segundo Monica e Teles, &eacute; que essa percep&ccedil;&atilde;o de infla&ccedil;&atilde;o mais alta alimenta as expectativas futuras em rela&ccedil;&atilde;o ao n&iacute;vel geral dos pre&ccedil;os.<br /><br />Quanto mais altas as expectativas, maior a dificuldade em fazer a infla&ccedil;&atilde;o recuar.<br /><br />Para o economista Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC, as proje&ccedil;&otilde;es da infla&ccedil;&atilde;o para 2013 dever&atilde;o ser reajustadas para cima ap&oacute;s o dado divulgado ontem. Acredita que as apostas de que o IPCA deveria fechar o ano em 5,4% subir&atilde;o para 5,7%.<br /><br />"A expectativa era que alimenta&ccedil;&atilde;o ca&iacute;sse agora, para compensar a alta dos servi&ccedil;os. Mas tem resist&ecirc;ncia de pre&ccedil;os no varejo", diz Freitas, que &eacute; economista-chefe da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional do Com&eacute;rcio.<br /><br />Apesar da infla&ccedil;&atilde;o mais alta do que o esperado, analistas ainda acreditam que o Banco Central manter&aacute; a cautela no ritmo de aumento de juros (que subiram 0,25 ponto percentual, para 7,5%, na reuni&atilde;o de abril).<br /><br />A expectativa &eacute; de novo aumento de 0,25 ponto percentual na pr&oacute;xima semana.<br /><br />Para Monica, o risco da postura cautelosa do BC &eacute; que a infla&ccedil;&atilde;o continue pressionada e acabe for&ccedil;ando um aperto monet&aacute;rio mais forte no futuro, prejudicando o crescimento da economia. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Alimentos não dão trégua e inflação bate no teto]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36519</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 10:08:33 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Em 12 meses, IPCA acumula varia&ccedil;&atilde;o de 6,49%, diz IBGE<br />Em abril, &iacute;ndice ficou em 0,55<br /><br />RIO e S&Acirc;O PAULO &ndash; N&atilde;o foi em abril que os alimentos deram a tr&eacute;gua esperada aos consumidores. A press&atilde;o desses itens, aliada ao reajuste de rem&eacute;dios e ao custo dos servi&ccedil;os em alta, fizeram com que o IPCA subisse 0,55% em abril frente a mar&ccedil;o, quando foi de 0,47%, e superasse as proje&ccedil;&otilde;es de analistas, que previam um aumento de 0,48%. Com isso, a infla&ccedil;&atilde;o em 12 meses est&aacute; praticamente no teto da meta estabelecida pelo governo: acumula alta de 6,49%, enquanto o limite perseguido pelo governo &eacute; de 4,5%, com margem de toler&acirc;ncia de dois pontos percentuais para baixo ou para cima, isto &eacute;, at&eacute; um m&aacute;ximo de 6,5%. Em abril, a infla&ccedil;&atilde;o acumulada em 12 meses chegou a superar o teto da meta, indo a 6,59%.<br /><br />Os pre&ccedil;os de alimentos ficaram acima do previsto. Eles tiveram apenas uma leve desacelera&ccedil;&atilde;o e passaram de 1,14%, em mar&ccedil;o, para 0,96% em abril. Em 12 meses, sobem 13,99%. Os produtos in natura (hortali&ccedil;as, legumes e frutas), que sofrem com problemas clim&aacute;ticos e aumento do custo do frete, aceleraram os pre&ccedil;os no m&ecirc;s passado.<br /><br />O tomate, que havia ficado 6,14% mais caro em mar&ccedil;o, subiu ainda com mais for&ccedil;a em abril: 7,39%. Com isso, o produto, cuja alta de pre&ccedil;os virou piada na internet e que chegou a ser boicotado em restaurantes, j&aacute; acumula alta de 149,69%. Em 12 meses, a batata sobe 123,48%. A cebola, 94,18%.<br /><br />Alimentos j&aacute; respondem por mais da metade da infla&ccedil;&atilde;o acumulada no ano. Eles correspondem a 1,35 ponto percentual da alta de 2,5% do IPCA entre janeiro e abril. No ano passado, no mesmo per&iacute;odo, eles tiveram participa&ccedil;&atilde;o mais modesta, respondendo por 0,42 ponto percentual de um IPCA cujo avan&ccedil;o ficou em 1,87%.<br /><br />&mdash; Os alimentos t&ecirc;m um peso muito grande nos or&ccedil;amentos das fam&iacute;lias e continuaram subindo com for&ccedil;a. Quando est&atilde;o altos, h&aacute; menos renda para se comprar outros itens &mdash; afirma Eulina Nunes, da Coordena&ccedil;&atilde;o de &Iacute;ndices de Pre&ccedil;os do IBGE.<br /><br />Servi&ccedil;os t&ecirc;m alta de 8,13% em 12 meses<br /><br />Por outro lado, a desonera&ccedil;&atilde;o da cesta b&aacute;sica ampliou as defla&ccedil;&otilde;es de produtos como o a&ccedil;&uacute;car refinado, que passou de -1,06%, em mar&ccedil;o, para -4,50%, em abril. O &oacute;leo de soja caiu 2,87%, acima da queda de 1,53% do m&ecirc;s anterior. O frango inteiro caiu 1,92%, depois de registrar alta de 0,17% em mar&ccedil;o. As oito principais quedas entre os alimentos, juntas, tiveram um impacto de -0,10 ponto percentual no &iacute;ndice. Eulina Nunes frisa, no entanto, que nem toda a redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os se refere ao efeito da desonera&ccedil;&atilde;o, outros fatores tamb&eacute;m influenciaram.<br /><br />Os rem&eacute;dios, que tiveram reajuste autorizado em abril, subiram 2,99%. Responderam por 0,10 ponto percentual da infla&ccedil;&atilde;o, na maior contribui&ccedil;&atilde;o individual ao &iacute;ndice de abril.<br /><br />Press&otilde;es de demanda tamb&eacute;m pesaram na infla&ccedil;&atilde;o. Os pre&ccedil;os dos servi&ccedil;os subiram 0,54% e j&aacute; acumulam alta de 8,13% nos &uacute;ltimos 12 meses o que, segundo analistas, &eacute; preocupante.<br /><br />O empregado dom&eacute;stico subiu 1,25% em abril, mas esta alta n&atilde;o reflete a mudan&ccedil;a na legisla&ccedil;&atilde;o que ampliou o direito dos trabalhadores do setor, mas aumentou os custos dos empregadores. No &iacute;ndice de infla&ccedil;&atilde;o, o IBGE mede o pre&ccedil;o do servi&ccedil;o dom&eacute;stico a partir do sal&aacute;rio destes empregados, e n&atilde;o pelo custo do patr&atilde;o com despesas como INSS ou hora extra. Nos &uacute;ltimos 12 meses, o empregado dom&eacute;stico sobe 11,32%, devido &agrave; menor oferta de trabalhadores no setor.<br /><br />Analistas veem alta de 0,25 ponto nos juros<br /><br />Apesar de a infla&ccedil;&atilde;o ter subido acima do previsto, analistas n&atilde;o revisaram suas proje&ccedil;&otilde;es para o comportamento dos pre&ccedil;os este ano. Tamb&eacute;m n&atilde;o mudaram suas apostas para a trajet&oacute;ria da taxa b&aacute;sica de juros Selic, hoje em 7,5% ao ano. A proje&ccedil;&atilde;o &eacute; que o Banco Central (BC) continue a elevar os juros em 0,25 ponto percentual na pr&oacute;xima reuni&atilde;o do Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom). Para o IPCA, os analistas esperam al&iacute;vio no segundo semestre, com a infla&ccedil;&atilde;o fechando o ano em alta entre 5,4% e 6%.<br /><br />Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, o BC n&atilde;o tem tido sucesso em deter expectativas de infla&ccedil;&atilde;o.<br /><br />&mdash; Acho improv&aacute;vel a infla&ccedil;&atilde;o voltar ao centro da meta nos pr&oacute;ximos anos. Combate-se infla&ccedil;&atilde;o com pol&iacute;tica monet&aacute;ria e n&atilde;o com pol&iacute;tica fiscal. &Eacute; um cen&aacute;rio de infla&ccedil;&atilde;o preocupante e que vai continuar com um risco grande que est&aacute; contaminando as expectativas &mdash; afirma Vale.<br /><br />Para o estrategista-chefe do banco WestLB, Luciano Rostagno, a infla&ccedil;&atilde;o ainda permanece muito disseminada e exige atua&ccedil;&atilde;o do BC, que, no entanto, deve continuar no compasso de 0,25 ponto de alta.<br /><br />&mdash; Continuamos com um ambiente de demanda dom&eacute;stica aquecida e a tend&ecirc;ncia &eacute; que os servi&ccedil;os permane&ccedil;am pressionados &mdash; afirma o economista.<br /><br />A economista-chefe da Tend&ecirc;ncias consultoria, Alessandra Ribeiro, espera por mais tr&ecirc;s eleva&ccedil;&otilde;es de 0,25 ponto percentual na taxa b&aacute;sica de juros, atualmente em 7,5% ao ano.<br /><br />&mdash; O BC brasileiro deve agir com cautela porque isso poderia gerar um movimento de aprecia&ccedil;&atilde;o do real que claramente o governo n&atilde;o quer &mdash; afirma.<br /><br />O economista da INVX Global Partners Eduardo Velho estima que, apesar de existir uma resist&ecirc;ncia dos alimentos em abril, os pre&ccedil;os no atacado apontam para um ambiente mais benigno em maio.<br /><br />nesta quarta-feira, a Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas informou que o &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os-Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou defla&ccedil;&atilde;o de 0,06% em abril. Os pre&ccedil;os no atacado ca&iacute;ram 0,39%. A infla&ccedil;&atilde;o ao consumidor, pelo IGP-DI, subiu 0,52%.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Globo - RJ</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Índice oficial de preços registra alta de 0,55% no mês de abril]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36515</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 09:55:15 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A infla&ccedil;&atilde;o medida pelo &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,55% em abril, ante 0,47% em mar&ccedil;o, divulgou ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). No ano, o IPCA acumula alta de 2,50% e, em 12 meses, de 6,49%. Desta forma, o IPCA voltou ao intervalo perseguido pelo Banco Central, de 2,5% a 6,5%, sendo o centro da meta 4,5%.<br /><br />Os n&uacute;meros captados pela Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV) no &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os - Disponibilidade Interna (IGP-DI) de abril mostram tend&ecirc;ncia de desacelera&ccedil;&atilde;o para o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;o ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). O efeito deve ser sentido j&aacute; no IPCA de maio, segundo o economista do Ibre/FGV Andr&eacute; Braz. "Estamos migrando para um per&iacute;odo de infla&ccedil;&atilde;o mais baixa e menos espalhada", disse.<br /><br />O IGP-DI capta pre&ccedil;os no atacado que ainda v&atilde;o chegar ao consumidor. Segundo Braz, a contribui&ccedil;&atilde;o para a desacelera&ccedil;&atilde;o futura da infla&ccedil;&atilde;o dever&aacute; vir de alimentos, que foram vil&otilde;es nos &uacute;ltimos meses, mas est&atilde;o com movimento de recuo de suas taxas em v&aacute;rios est&aacute;gios da cadeia produtiva, mostrando que a tend&ecirc;ncia de queda &eacute; consistente.<br /><br />A queda &eacute; efeito do in&iacute;cio da safra ou melhora na produ&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios alimentos, entre eles milho e soja. No caso do consumidor, tamb&eacute;m aparece em abril de forma mais expressiva o resultado da desonera&ccedil;&atilde;o anunciada no fim de mar&ccedil;o pelo governo, que zerou PIS e Cofins para uma s&eacute;rie de alimentos como a&ccedil;&uacute;cares, &oacute;leos, gorduras e carnes.<br /><br />Tamb&eacute;m os medicamentos, que subiram de 0,46% em mar&ccedil;o para 2,31% em abril e impediram uma defla&ccedil;&atilde;o maior, n&atilde;o devem apresentar o mesmo grau de reajuste em maio.<br /><br />O efeito da safra &eacute; evidente no reflexo da produ&ccedil;&atilde;o de soja e milho, que vira ra&ccedil;&atilde;o e influencia processados como carnes e ovos.<br /><br />No atacado, o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Produtor Amplo (IPA) passou de +0,12% em mar&ccedil;o para -3,48% em abril. Carne su&iacute;na, com alta de 1% em mar&ccedil;o, passou a -6,87% em abril. Na compara&ccedil;&atilde;o, o &oacute;leo de soja foi de -1,84% para -3,5%. Os bens finais do IPA desaceleraram de +1,18% para +0,40%.<br /><br />O item bens intermedi&aacute;rios (de -0,17% em mar&ccedil;o para -0,26% em abril) foi influenciado pelo farelo de soja, que j&aacute; havia registrado -12,23% e teve novo recuo de 4,24% em abril. "&Eacute; usado em ra&ccedil;&atilde;o animal e sustenta queda de taxas em carnes su&iacute;na e bovina".<br /><br />Ra&ccedil;&otilde;es para animais passaram de -1,27% em mar&ccedil;o para -5,38% em abril. Influenciaram bens intermedi&aacute;rios a redu&ccedil;&atilde;o no querosene para avia&ccedil;&atilde;o (1,70% para -6,82%) e diesel (de 5% para 0%).<br /><br />Os alimentos in natura ainda n&atilde;o tiveram recuo captado pelo IPCA de abril, segundo Braz, mas isso deve acontecer em maio. O tomate, que variou +18,26% em mar&ccedil;o, passou para -9,92% em abril. Ovos variaram +3,99% em mar&ccedil;o e -2,07% em abril. J&aacute; o mam&atilde;o passou de +20,27% em mar&ccedil;o e para -4,55% em abril.<br /><br />"Isso mostra que o futuro do IPCA para alimentos in natura &eacute; registrar queda", disse. "S&atilde;o os alimentos in natura, vendidos em feira livre, os que t&ecirc;m mais gordura para queimar", apontou. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Alimentos puxam queda na inflação do atacado em 30 dias]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36514</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 09:54:54 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A desacelera&ccedil;&atilde;o nos pre&ccedil;os de alimentos in natura no atacado, cuja taxa passou de 8,32% em mar&ccedil;o para 1,73% em abril, influenciou a queda do &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os - Disponibilidade Interna (IGP-DI). A Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV) divulgou ontem que o IGP-DI registrou defla&ccedil;&atilde;o de 0,06% em abril, ante alta de 0,31% em mar&ccedil;o.<br /><br />No est&aacute;gio das Mat&eacute;rias-Primas Brutas, a taxa de varia&ccedil;&atilde;o passou de -0,78%, em mar&ccedil;o, para -1,50%, em abril. Segundo a FGV, foram destaque aves (-2,20% em mar&ccedil;o para -10,41% em abril), milho em gr&atilde;o (-5,20% para -11,18%) e laranja (7,69% para -7,72%). Em sentido ascendente, a FGV mencionou mandioca (aipim) (-9,63% para -2,76%), min&eacute;rio de ferro (6,76% para 7,90%) e caf&eacute; (em gr&atilde;o) (-3,88% para -0,11%).<br /><br />No &iacute;ndice do grupo Bens Intermedi&aacute;rios no atacado, que apresentou taxa de varia&ccedil;&atilde;o de -0,26%, ante -0,17%, no m&ecirc;s anterior, o principal respons&aacute;vel pelo recuo foi o subgrupo combust&iacute;veis e lubrificantes para a produ&ccedil;&atilde;o, cuja taxa de varia&ccedil;&atilde;o passou de 3,51% para -0,52%.<br /><br />No caso da infla&ccedil;&atilde;o para consumidores, cinco das oito classes de despesa apresentaram decr&eacute;scimo em suas taxas de varia&ccedil;&atilde;o. O &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor (IPC), tamb&eacute;m divulgado ontem, subiu 0,52%, em abril, menos do que os 0,72% no m&ecirc;s anterior. A maior contribui&ccedil;&atilde;o para o recuo da taxa do &iacute;ndice, segundo a FGV, partiu do grupo Alimenta&ccedil;&atilde;o (1,31% para 0,95%). Nesta classe de despesa, a Funda&ccedil;&atilde;o destacou o item aves e ovos, cuja taxa passou de 2,55% para defla&ccedil;&atilde;o de 1,65%, no per&iacute;odo. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Aprovada a ampliação de setores desonerados]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36505</link>
<pubDate>Thu, 09 May 2013 08:27:12 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Ind&uacute;stria ga&uacute;cha de implementos agr&iacute;colas ser&aacute; uma das beneficiadas<br /><br />A Comiss&atilde;o Mista respons&aacute;vel pela an&aacute;lise da Medida Provis&oacute;ria 601/12, que trata da desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamento, aprovou ontem o parecer do relator, senador Armando Monteiro (PTB-PE). Foram inclu&iacute;dos novos setores entre os que recebem os benef&iacute;cios fiscais da desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamento prevista no Plano Brasil Maior. Para incentivar a iniciativa privada a auxiliar o Estado na redu&ccedil;&atilde;o dos danos da estiagem prolongada no Nordeste, o relat&oacute;rio de Monteiro estabelece ainda que as despesas necess&aacute;rias &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de cisternas sejam dedut&iacute;veis do imposto sobre a renda apurado nos anos de 2013 e 2014 pelas pessoas jur&iacute;dicas tributadas com base no lucro real.<br /><br />Armando Monteiro acatou uma emenda que permite a compensa&ccedil;&atilde;o com d&eacute;bitos pr&oacute;prios do contribuinte relativos a tributos federais ou o ressarcimento em dinheiro de cr&eacute;dito presumido da contribui&ccedil;&atilde;o para o PIS/Pasep e da Cofins gerados na cadeia de exporta&ccedil;&atilde;o de caf&eacute;. &ldquo;Trata-se de medida que d&aacute; ao caf&eacute; o mesmo tratamento tribut&aacute;rio oferecido &agrave;s carnes bovina, su&iacute;na e de frango e &agrave; laranja&rdquo;, explicou Monteiro.<br /><br />Tamb&eacute;m foi inclu&iacute;da emenda desonerando do PIS/Pasep e da Cofins incidentes sobre m&aacute;quina e implementos agr&iacute;colas n&atilde;o autopropulsados (como arados, grades, semeadeiras, adubadeiras). Outra altera&ccedil;&atilde;o desonerou essas contribui&ccedil;&otilde;es incidentes no a&ccedil;&uacute;car refinado, para diminuir a carga tribut&aacute;ria incidente sobre produtos da cesta b&aacute;sica.<br /><br />Para a ind&uacute;stria de implementos agr&iacute;colas, o benef&iacute;cio aliviaria os 9,25% de PIS/Cofins (1,65% e 7,6%, respectivamente) que incidem sobre a produ&ccedil;&atilde;o, medida importante para o fomento &agrave; ind&uacute;stria do segmento. Com a desonera&ccedil;&atilde;o,&nbsp; o setor no Rio Grande do Sul dever&aacute; ser diretamente contemplado com a redu&ccedil;&atilde;o dos seus custos de produ&ccedil;&atilde;o, melhorando sua competitividade nos mercados interno e externo. Ao lado de S&atilde;o Paulo, o Estado &eacute; o principal produtor de implementos agr&iacute;colas do Pa&iacute;s.<br /><br />Foram inclu&iacute;dos entre os produtos e servi&ccedil;os com al&iacute;quota a 1% os setores: montagem e desmontagem industrial e da &aacute;rea de refrat&aacute;rios; com&eacute;rcio varejista de artigos de &oacute;ptica; castanha de caju; com&eacute;rcio varejista de produtos farmac&ecirc;uticos; os setores de adesivos, triciclos, patinetes, carros de pedais e outros brinquedos semelhantes com rodas, bonecos com mecanismo a corda ou el&eacute;trico e suas partes e acess&oacute;rios; pescados salgados; prepara&ccedil;&otilde;es de produtos hort&iacute;colas, de frutas ou de outras partes das plantas; gorduras do porco e gorduras de aves; pedras preciosas; equipamentos m&eacute;dicos ainda n&atilde;o contemplados; pr&eacute;-moldados de gesso; balas, confeitos e gomas de mascar, chocolate branco; armas n&atilde;o letais; produtos do setor gr&aacute;fico; e computadores port&aacute;teis (notebooks). Segundo o relat&oacute;rio, empresas de seguran&ccedil;a privada, ag&ecirc;ncias de publicidade e de comunica&ccedil;&atilde;o e empresas de promo&ccedil;&atilde;o de vendas, marketing direto e consultoria em publicidade tamb&eacute;m ser&atilde;o atendidas com a medida a partir de 2014, mas com al&iacute;quota de 2%.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Jornal do Com&eacute;rcio - RS</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Brasileiro vai dirigir comércio mundial]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36491</link>
<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:42:35 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Vit&oacute;ria de Roberto Azev&ecirc;do sobre mexicano na disputa para liderar a OMC ser&aacute; formalizada hoje em Genebra</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Embaixador foi eleito para um mandato de quatro anos na entidade, com direito a uma recondu&ccedil;&atilde;o<br /><br />Impulsionado pelo apoio da China e dos pa&iacute;ses em desenvolvimento, o Roberto Azev&ecirc;do, 55, bateu o mexicano Herminio Blanco, candidato dos EUA e da Uni&atilde;o Europeia, e ser&aacute; o novo diretor-geral da OMC (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio).<br /><br />Ele foi eleito ontem para um mandato de quatro anos, com direito a reelei&ccedil;&atilde;o. No cargo, ter&aacute; a miss&atilde;o de destravar negocia&ccedil;&otilde;es para a derrubada de barreiras tarif&aacute;rias e devolver relev&acirc;ncia &agrave; entidade, em tempos de crise e retra&ccedil;&atilde;o do com&eacute;rcio global.<br /><br />A escolha de Azev&ecirc;do, 55, representa uma vit&oacute;ria da diplomacia brasileira. A presidente Dilma Rousseff e o chanceler Antonio Patriota se empenharam na campanha desde o fim do ano passado.<br /><br />O embaixador foi eleito em vota&ccedil;&atilde;o secreta com a participa&ccedil;&atilde;o dos 159 pa&iacute;ses que integram a OMC. Ele superou outros oito candidatos que disputaram a vaga desde a primeira fase da sele&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Na etapa final, conclu&iacute;da ontem em Genebra (Su&iacute;&ccedil;a), venceu o diplomata mexicano por vantagem de 30 a 40 votos, segundo dirigentes da OMC disseram a seus aliados.<br /><br />O resultado ser&aacute; anunciado formalmente hoje, sem a divulga&ccedil;&atilde;o do placar. Pela tradi&ccedil;&atilde;o da entidade, Blanco deve retirar a candidatura para que o novo diretor-geral seja nomeado por aclama&ccedil;&atilde;o.<br /><br />At&eacute; ontem &agrave; tarde, diplomatas brasileiros temiam que um n&uacute;mero maior de votos n&atilde;o garantisse a vit&oacute;ria de Azev&ecirc;do, j&aacute; que o advers&aacute;rio contava com aliados mais poderosos e com direito a veto.<br /><br />A sucess&atilde;o na OMC n&atilde;o &eacute; uma elei&ccedil;&atilde;o direta. O estatuto afirma que a escolha do diretor-geral deve se dar por consenso e que a vota&ccedil;&atilde;o &eacute; um "&uacute;ltimo recurso".<br /><br />Isso poderia criar problemas para o brasileiro, que deveu parte de sua vantagem ao apoio maci&ccedil;o de pa&iacute;ses da &Aacute;frica e do Caribe, com participa&ccedil;&atilde;o pouco expressiva no com&eacute;rcio internacional.<br /><br />Temendo uma contesta&ccedil;&atilde;o do resultado, dirigentes da entidade chegaram a aconselhar o brasileiro a n&atilde;o comemorar vit&oacute;ria ontem.<br /><br />No entanto, o temor foi dissipado quando Blanco ligou para Azev&ecirc;do e reconheceu a derrota na disputa.<br />O embaixador n&atilde;o quis dar entrevista ontem, mas falou como novo diretor-geral ao site de sua campanha, administrado pelo Itamaraty.<br /><br />"Nossa vis&atilde;o para a dire&ccedil;&atilde;o-geral da OMC, que favorece o di&aacute;logo e a converg&ecirc;ncia em torno da revitaliza&ccedil;&atilde;o do sistema multilateral de com&eacute;rcio, foi muito bem recebida pelos membros durante a campanha", afirmou.<br /><br />"A candidatura teve uma base de apoios bastante ampla e horizontal, junto a todas as categorias de pa&iacute;ses."<br /><br />As declara&ccedil;&otilde;es deixam claro que Azev&ecirc;do vai se esfor&ccedil;ar, a partir de sua posse, para combater a ideia de que foi escolhido por pa&iacute;ses pobres em uma demonstra&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a contra os mais ricos.<br /><br />Ele ter&aacute; que se apresentar como um diretor-geral capaz de dialogar com os dois hemisf&eacute;rios, sem tomar partido. <br /><br />Um dos desafios &eacute; evitar que a divis&atilde;o que marcou a elei&ccedil;&atilde;o contamine o mandato.<br /><br />Segundo aliados, o temperamento conciliador e a rede de contatos tecida desde 1997, quando serviu junto &agrave; OMC pela primeira vez, devem ajud&aacute;-lo a cumprir a miss&atilde;o.<br /><br />Azev&ecirc;do pedir&aacute; licen&ccedil;a do Itamaraty para assumir o cargo. Far&aacute; isso entre o an&uacute;ncio oficial da escolha, dia 14, e o in&iacute;cio do mandato, em 1&ordm; de setembro, quando substituir&aacute; o franc&ecirc;s Pascal Lamy.<br /><br />Em Bras&iacute;lia, a vit&oacute;ria &eacute; vista como novo passo na afirma&ccedil;&atilde;o internacional do Brasil, que em 2011 elegeu Jos&eacute; Graziano para chefiar a FAO, &oacute;rg&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o.<br /><br />O maior objetivo do pa&iacute;s na pol&iacute;tica externa continua inalcan&ccedil;ado: a conquista da vaga permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU. <br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA["Guerra fiscal" entre Estados tem situações bem distintas]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36471</link>
<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:13:22 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Regra do Senado deveria valer para todas as opera&ccedil;&otilde;es de importa&ccedil;&atilde;o</p>
<p><br />LU&Iacute;S EDUARDO SCHOUERI ESPECIAL PARA A FOLHA<br /><br />Louv&aacute;vel esfor&ccedil;o para a racionaliza&ccedil;&atilde;o do nosso sistema tribut&aacute;rio, a emenda constitucional 18/65 n&atilde;o conseguiu afastar a tributa&ccedil;&atilde;o do consumo por Estados (hoje ICMS) e munic&iacute;pios (ISS). Passo corajoso foi a n&atilde;o cumulatividade do ICMS, afastando a tributa&ccedil;&atilde;o em cascata que agredia a livre concorr&ecirc;ncia.<br /><br />Desde o in&iacute;cio, previu-se o cr&eacute;dito do imposto pago noutro Estado, com o escopo de reduzir desigualdades regionais: nas opera&ccedil;&otilde;es destinadas a Sul/Sudeste (fora Esp&iacute;rito Santo), o Estado de origem cobraria 12% da opera&ccedil;&atilde;o e este seria reconhecido pelo Estado de destino.<br /><br />No caminho inverso, a origem ficaria com 7% e o restante iria para o destino. Para combater a antevista "guerra fiscal", a LC 24/75 vedou a isen&ccedil;&atilde;o sem conv&ecirc;nio, o que n&atilde;o foi suficiente. S&oacute; h&aacute; pouco o STF adotou posi&ccedil;&atilde;o firme pela inconstitucionalidade dos benef&iacute;cios.<br /><br />Nessa "guerra fiscal" h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es bastante distintas. Em alguns casos, os benef&iacute;cios dependiam da efetiva implanta&ccedil;&atilde;o de empreendimentos industriais em regi&otilde;es desfavorecidas.<br /><br />Os Estados alegam que agiram por causa da inoper&acirc;ncia da Uni&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades regionais e lutam para a anula&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios n&atilde;o ser retroativa.<br /><br />Noutros casos, houve verdadeiro abuso. Chegou-se a implementar programa visando a atrair "centros de distribui&ccedil;&atilde;o" (n&atilde;o f&aacute;bricas), em que mero "passeio" de notas fiscais rendia o recolhimento da diferen&ccedil;a de al&iacute;quotas e permitia ao contribuinte pagar parcela &iacute;nfima do imposto e manter cr&eacute;dito de 12%.<br /><br />Ademais, o Brasil adota o "princ&iacute;pio do destino" que desonera suas exporta&ccedil;&otilde;es, o que implica restitui&ccedil;&atilde;o do imposto que foi pago em etapas anteriores.<br /><br />Se a etapa anterior ocorreu noutro Estado, o exportador deixa de cobrar o imposto e deve creditar o imposto pago nas opera&ccedil;&otilde;es anteriores, o qual ele n&atilde;o recebeu.<br /><br />Se o bem vem do exterior, o imposto &eacute; pago na importa&ccedil;&atilde;o e o Estado de destino fica com todo o imposto.<br /><br />Ou seja: &eacute; "melhor neg&oacute;cio" investir em portos que em estradas. Implantado o porto, o Estado ainda exacerba a guerra fiscal, incentivando as importa&ccedil;&otilde;es para consumo noutro Estado.<br /><br />Essa "guerra dos portos" deveria ser afastada pela resolu&ccedil;&atilde;o 13 do Senado, com a ado&ccedil;&atilde;o da al&iacute;quota interestadual de 4%. Ao limitar essa al&iacute;quota a produtos importados, entretanto, criou-se o problema da determina&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do importado no bem vendido.<br /><br />Melhor andaria o Senado se a al&iacute;quota valesse para todas as opera&ccedil;&otilde;es de importa&ccedil;&atilde;o (exceto consumidor final) e interestaduais.<br /><br />LU&Iacute;S EDUARDO SCHOUERI, 48, &eacute; professor titular de direito tribut&aacute;rio da Faculdade de Direito da USP e vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Tribut&aacute;rio. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Governo pode desistir de reforma no ICMS]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36470</link>
<pubDate>Wed, 08 May 2013 11:13:04 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Em derrota para Sul e Sudeste, comiss&atilde;o do Senado modifica alcance de al&iacute;quota, o que desagradou governo Dilma<br /><br />Planalto, por&eacute;m, teme se indispor com Norte, Nordeste e Centro-Oeste, vitais para a reelei&ccedil;&atilde;o da presidente<br /><br />A nova vers&atilde;o de reforma do ICMS, aprovada ontem pela Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos do Senado, representou uma derrota para as regi&otilde;es Sul e Sudeste e desagradou o governo Dilma, que j&aacute; avalia retirar o apoio &agrave; proposta de sua pr&oacute;pria autoria.<br /><br />A presidente pediu &agrave; sua equipe que refa&ccedil;a as contas do valor que a Uni&atilde;o ter&aacute; de bancar com as mudan&ccedil;as para tomar uma decis&atilde;o final.<br /><br />A tend&ecirc;ncia, segundo a Folha apurou, &eacute; o governo desistir da proposta caso n&atilde;o consiga um acordo para derrubar, no plen&aacute;rio do Senado, as modifica&ccedil;&otilde;es feitas ontem na comiss&atilde;o.<br /><br />A altera&ccedil;&atilde;o que mais desagradou ao governo ampliou o alcance da al&iacute;quota de 7% de ICMS interestadual sobre os produtos que deixam as regi&otilde;es Norte, Nordeste, Centro-Oeste e no Estado do Esp&iacute;rito Santo para serem vendidos no resto do pa&iacute;s.<br /><br />O governo havia concordado em fixar o percentual de 7% nestas regi&otilde;es apenas para produtos industrializados e agropecu&aacute;rios, mas uma emenda aprovada ampliou o benef&iacute;cio para com&eacute;rcio e servi&ccedil;os, que originalmente ficariam com al&iacute;quota de 4%.<br /><br />A modifica&ccedil;&atilde;o deixa em desvantagem as regi&otilde;es Sul e Sudeste, que ter&atilde;o al&iacute;quota de 4%. O governo tentar&aacute; reverter essa altera&ccedil;&atilde;o para dar sobrevida ao projeto.<br /><br />Em minoria na comiss&atilde;o, os Estados do Sul e do Sudeste tamb&eacute;m foram derrotados na vota&ccedil;&atilde;o sobre a al&iacute;quota de 12% para a Zona Franca de Manaus e outras &aacute;reas de livre com&eacute;rcio na regi&atilde;o Norte. Queriam reduzi-la para ao menos 7%, para diminuir a vantagem dessas &aacute;reas para atrair ind&uacute;strias.<br /><br />Perderam ainda na vota&ccedil;&atilde;o que fixou em 12% o ICMS interestadual do g&aacute;s importado.<br /><br />Logo depois da aprova&ccedil;&atilde;o, Dilma se reuniu com o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o seu secret&aacute;rio-executivo, Nelson Barbosa, para analisar o resultado.<br /><br />Depois, Barbosa deu entrevista em que sinalizou que o Planalto pode enterrar a proposta que o pr&oacute;prio governo encaminhou e vinha apostando como grande reforma tribut&aacute;ria na &aacute;rea do ICMS.<br /><br />O secret&aacute;rio disse que o governo vai avaliar "se vale a pena prosseguir [com a vota&ccedil;&atilde;o]". "Essa &eacute; uma amplia&ccedil;&atilde;o muito al&eacute;m da que t&iacute;nhamos concordado", afirmou.<br /><br />Para compensar as perdas que Estados teriam com as mudan&ccedil;as no ICMS, o governo se comprometeu a criar um fundo de compensa&ccedil;&atilde;o. Os c&aacute;lculos iniciais, antes das mudan&ccedil;as dos senadores, estimavam o valor total deste fundo em R$ 450 bilh&otilde;es.<br /><br />Sem o fundo bancado pela Uni&atilde;o, a reforma do ICMS fica inviabilizada.<br /><br />Outro temor do governo s&atilde;o os efeitos pol&iacute;ticos negativos da proposta, que entraria em vigor no ano eleitoral.<br /><br />A preocupa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ganhou peso maior depois de Dilma receber, na semana passada, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que alertou sobre o custo elevado que a reforma imp&otilde;e a S&atilde;o Paulo.<br /><br />Por outro lado, o Planalto teme se indispor com as regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, consideradas vitais para a reelei&ccedil;&atilde;o de Dilma. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Que política industrial é essa?]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36457</link>
<pubDate>Wed, 08 May 2013 10:23:31 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>EUA, Uni&atilde;o Europeia e Jap&atilde;o questionam a pol&iacute;tica industrial brasileira, considerada discriminat&oacute;ria &agrave;s empresas estrangeiras. Eles podem n&atilde;o ter moral para reclamar, mas ser&aacute; que o Brasil escolheu o melhor caminho ao se limitar a estimular o consumo?<br /><br />Por Cristiano ZAIA<br /><br />Em meio &agrave; intensa campanha para convencer os 159 pa&iacute;ses membros da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) a escolh&ecirc;-lo como novo diretor-geral do &oacute;rg&atilde;o, o embaixador Roberto Azev&ecirc;do teve que incorporar um novo assunto &agrave; sua agenda na semana passada: o protecionismo. N&atilde;o a cr&iacute;tica &agrave;s pr&aacute;ticas de outros pa&iacute;ses, mas a defesa das pol&iacute;ticas do governo brasileiro. Na reuni&atilde;o do Comit&ecirc; de Medidas de Investimento Relacionadas ao Com&eacute;rcio (TRIMS), da OMC, realizada na ter&ccedil;a-feira 30, Estados Unidos, Uni&atilde;o Europeia e Jap&atilde;o questionaram a legisla&ccedil;&atilde;o brasileira que cobra IPI maior de produtos importados e acusam essas pol&iacute;ticas de serem discriminat&oacute;rias. <br />&nbsp;<br />Coube a ele tentar se distanciar. &ldquo;Eu, como candidato a diretor-geral, n&atilde;o estarei representando o Brasil&rdquo;, disse Azev&ecirc;do em entrevista &agrave; ag&ecirc;ncia Reuters, na semana passada, ao ser questionado sobre o assunto. A acusa&ccedil;&atilde;o pode parecer exagerada, j&aacute; que tanto Estados Unidos quanto Uni&atilde;o Europeia s&atilde;o mestres em proteger seus mercados quando julgam conveniente. Mas eles abrem uma discuss&atilde;o que &eacute; relevante para a economia brasileira. Nos &uacute;ltimos anos, toda a pol&iacute;tica industrial do Pa&iacute;s foi concentrada no est&iacute;mulo ao consumo, escolhendo setores que se beneficiaram da redu&ccedil;&atilde;o de impostos. Desde o in&iacute;cio de 2009, como resposta &agrave; crise do ano anterior, os escolhidos foram ve&iacute;culos, eletrodom&eacute;sticos, m&oacute;veis e materiais de constru&ccedil;&atilde;o. <br />&nbsp;<br />A medida deu certo por algum tempo. As vendas de eletrodom&eacute;sticos e m&oacute;veis se mantiveram em dois d&iacute;gitos nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos. Mas j&aacute; mostrou seus limites. No primeiro bimestre deste ano, o setor cresceu apenas 2,7% sobre o mesmo per&iacute;odo do ano passado. &ldquo;As redu&ccedil;&otilde;es do IPI cumpriram papel muito importante na crise de 2009, mas o Brasil n&atilde;o deveria estar dependendo disso at&eacute; hoje&rdquo;, afirma o economista Alo&iacute;sio Campelo, da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas, respons&aacute;vel pelo &iacute;ndice Sondagem da Ind&uacute;stria. O problema &eacute; que &eacute; justamente esta a estrat&eacute;gia que vem sendo reeditada pelo governo. A equipe econ&ocirc;mica j&aacute; fechou uma proposta, que ainda precisa ser aprovada pela presidenta Dilma Rousseff, para oferecer cr&eacute;dito, a juros subsidiados, para os compradores de im&oacute;veis do Minha Casa, Minha Vida adquirirem m&oacute;veis e eletrodom&eacute;sticos.<br /><br />&nbsp;<br />Para a ind&uacute;stria, que vem j&aacute; sentindo a ressaca do crescimento dos anos anteriores, seria a garantia de vendas melhores neste ano, que come&ccedil;ou mais fraco para o setor (veja quadro). Para Armando Valle, vice-presidente de rela&ccedil;&otilde;es institucionais da Whirlpool, que produz as marcas Brastemp e Consul, a renova&ccedil;&atilde;o do IPI menor para geladeira, fog&otilde;es e m&aacute;quinas de lavar roupas, prevista para acabar em junho, ajudaria a empresa a crescer entre 2,5% e 3%. &ldquo;Se a redu&ccedil;&atilde;o do IPI acabar de vez, vamos apenas empatar com 2012&rdquo;, diz ele. No ano passado, a expans&atilde;o foi de 15%. Mas ser&aacute; que a pol&iacute;tica industrial brasileira deve se limitar a esses incentivos pontuais, mesmo que eles sejam importantes para alguns setores da ind&uacute;stria? <br />&nbsp;<br />Na avalia&ccedil;&atilde;o de Heloisa Menezes, secret&aacute;ria de Desenvolvimento da Produ&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio de Desenvolvimento, ela vai al&eacute;m. &ldquo;O Brasil tem uma pol&iacute;tica industrial estruturante, com vi&eacute;s de est&iacute;mulo &agrave; inova&ccedil;&atilde;o e atra&ccedil;&atilde;o de investimento&rdquo;, diz ela, referindo-se justamente aos programas questionados na OMC, como a cobran&ccedil;a de impostos menores de quem produz no Brasil. A economista Cristina Reis, consultora do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), concorda que a pol&iacute;tica setorial dos &uacute;ltimos anos foi importante para evitar uma piora na produ&ccedil;&atilde;o industrial. <br />&nbsp;<br />Mas diz que, agora, o foco deveria ser outro, para aumentar os investimentos. &ldquo;A quest&atilde;o &eacute;: mesmo com essas medidas, quanto o consumo ainda pode crescer com o PIB atual?&rdquo;, questiona. O economista J&uacute;lio Gomes de Almeida, professor da Universidade de Campinas (Unicamp) e ex-secret&aacute;rio de Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica do Minist&eacute;rio da Fazenda, tamb&eacute;m defende uma pol&iacute;tica mais abrangente. &ldquo;Seria melhor que o governo desonerasse mat&eacute;rias-primas, porque isso atingiria toda a cadeia de produ&ccedil;&atilde;o&rdquo;, afirma. A acusa&ccedil;&atilde;o de protecionismo dos pa&iacute;ses desenvolvidos pode at&eacute; n&atilde;o fazer sentido, mas est&aacute; na hora de o pr&oacute;prio Pa&iacute;s repensar sua pol&iacute;tica industrial.<br /><br /><img src="http://content-portal.istoedinheiro.com.br/istoeimagens/graficos/gr_8721716842825544.jpg" alt="117.jpg" /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Revista Isto&eacute; Dinheiro</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Crises afetam o comércio mundial]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36433</link>
<pubDate>Wed, 08 May 2013 08:50:54 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Bras&iacute;lia - Criada em 1995, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC) tem como objetivo a abertura dos mercados comerciais e remover barreiras, tais como os subs&iacute;dios, tarifas aduaneiras e outras pol&iacute;ticas consideradas excessivas, a fim de dar um novo impulso &agrave; economia global.<br /><br />O objetivo declarado da Rodada de Doha, que foi criada em uma c&uacute;pula no Qatar em 2001, era desenvolver o com&eacute;rcio para beneficiar os pa&iacute;ses mais pobres. Mas os 159 pa&iacute;ses-membros da organiza&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m falhado em suas tentativas de chegar a um acordo.<br /><br />Desde que a crise financeira global de 2008 estourou, o com&eacute;rcio mundial sofreu bastante, crescendo m&iacute;seros 2% no ano passado, menor aumento anual desde o in&iacute;cio da base hist&oacute;rica em 1981 e o segundo menor dado ap&oacute;s 2009, quando o com&eacute;rcio diminuiu. A OMC at&eacute; mesmo cortou sua proje&ccedil;&atilde;o de crescimento do com&eacute;rcio em 2013 para 3,3%, ante 4,5%, e alertou sobre a amea&ccedil;a protecionista.<br /><br />A Europa, fulminada pela recess&atilde;o, e os EUA, num processo de lenta recupera&ccedil;&atilde;o, enfrentam dificuldade para impulsionar as exporta&ccedil;&otilde;es por meio de novos acordos comerciais regionais que, segundo alguns especialistas, podem minar a relev&acirc;ncia da OMC.<br />&Eacute; a primeira vez em que um latino-americano, representante de um pa&iacute;s em desenvolvimento, &eacute; eleito para um mandato completo de quatro anos. &Agrave; exce&ccedil;&atilde;o de um tailand&ecirc;s, em 2002-2005, os diretores-gerais da OMC foram todos europeus.<br /><br />O diretor-geral da OMC n&atilde;o &eacute; realmente eleito, mas nomeado por consenso. A vota&ccedil;&atilde;o na OMC acontece por meio de consultas sigilosas aos 159 pa&iacute;ses-membros, que indicam seus favoritos a uma comiss&atilde;o designada pelo secretariado da entidade. Na pr&oacute;xima etapa da escolha, tr&ecirc;s dos cinco candidatos s&atilde;o eliminados. Quando restam s&oacute; dois, a decis&atilde;o &eacute; tomada por consenso entre os pa&iacute;ses-membros.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio - MG</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Importação brasileira cresceu acima da média, mostra estudo]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36403</link>
<pubDate>Tue, 07 May 2013 11:26:34 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O Brasil foi o quinto pa&iacute;s a mais aumentar as importa&ccedil;&otilde;es entre 2007-2012, portanto desde o come&ccedil;o da crise econ&ocirc;mica global, com as compras no exterior crescendo quase 15% por ano no per&iacute;odo, segundo levantamento do Barclays Bank.<br /><br />O estudo coincide com o momento decisivo da escolha de novo diretor-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio (OMC), na qual alguns pa&iacute;ses procuraram vincular o candidato brasileiro, Roberto Azev&ecirc;do, &agrave; pol&iacute;tica comercial restritiva do governo.<br /><br />Conforme o banco brit&acirc;nico, a composi&ccedil;&atilde;o do crescimento das importa&ccedil;&otilde;es desde a crise global se alterou bem mais em dire&ccedil;&atilde;o das economias emergentes, em termos absolutos, particularmente no caso da China, &Iacute;ndia, Brasil, Tail&acirc;ndia, R&uacute;ssia e Indon&eacute;sia, al&eacute;m de forte alta na Austr&aacute;lia, Coreia do Sul e Cingapura.<br /><br />No entanto, focando na mudan&ccedil;a percentual nas importa&ccedil;&otilde;es, emergentes como Brasil, &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia e Peru estiveram bem &agrave; frente da China em termos de potencial de crescimento da demanda dom&eacute;stica. O Iraque lidera o pelot&atilde;o do maior crescimento das importa&ccedil;&otilde;es, com sua reestrutura&ccedil;&atilde;o.<br /><br />O Brasil n&atilde;o apenas continuou sofrendo d&eacute;ficit na balan&ccedil;a comercial com os Estados Unidos, como pela primeira vez nos &uacute;ltimos tempos acumula d&eacute;ficit com a Uni&atilde;o Europeia, que alcan&ccedil;ou US$ 2 bilh&otilde;es no primeiro trimestre deste ano. O resultado &eacute; que, no lado das exporta&ccedil;&otilde;es, o desempenho do Brasil foi de queda no crescimento das vendas entre 2009-2012 comparado com o per&iacute;odo 2000-2008.<br /><br />O Barclays constata que um fator importante nessas altera&ccedil;&otilde;es foi a taxa de c&acirc;mbio real e seu impacto na competitividade. O com&eacute;rcio mundial cresceu 13% nos &uacute;ltimos cinco anos, em plena crise econ&ocirc;mica. As exporta&ccedil;&otilde;es globais de bens e servi&ccedil;os aumentaram US$ 5 trilh&otilde;es em valor. Em volume, a alta foi de US$ 1,9 trilh&atilde;o, levando em conta os pre&ccedil;os de 2005. Embora a expans&atilde;o tanto em valor como em volume tenha sido menos da metade dos cinco anos precedentes (2002-2007), ainda &eacute; uma cifra importante.<br /><br />Os mercados emergentes representam mais da metade do com&eacute;rcio e continuam crescendo mais do que os desenvolvidos.<br /><br />Nos &uacute;ltimos cinco anos, a &Aacute;sia foi o mercado de maior ganho absoluto para exportadores da Uni&atilde;o Europeia, Am&eacute;rica do Sul, Oriente M&eacute;dio e &Aacute;frica. O apetite da &Aacute;sia por mat&eacute;rias-primas fez a Am&eacute;rica do Sul ganhar quase US$ 400 bilh&otilde;es no com&eacute;rcio de commodities entre 2007-2012.<br /><br />Os produtores de energia, como os membros do cartel de petr&oacute;leo da Opep e a R&uacute;ssia, s&atilde;o agora os que mais acumulam saldo na balan&ccedil;a comercial.<br /><br />A crise da d&iacute;vida na zona do euro tem tido profundo impacto nos fluxos comerciais desde 2007. As importa&ccedil;&otilde;es do sul da Europa continua declinando.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Maioria dos serviços sobe mais que inflação]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36395</link>
<pubDate>Tue, 07 May 2013 10:58:21 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Levantamento mostra que 62% dos itens tiveram reajustes acima da m&eacute;dia; 91% ficaram mais caros em 12 meses<br /><br />Sem concorr&ecirc;ncia de importados e com renda em alta, profissionais do setor repassam aumentos de custo<br /><br />N&atilde;o apenas a alimenta&ccedil;&atilde;o &eacute; a vil&atilde; da infla&ccedil;&atilde;o. Os servi&ccedil;os seguem pressionados e com reajustes mais disseminados, atingindo nove a cada dez itens pesquisados.<br /><br />Levantamento da Folha com base em dados do IPCA-15 (pr&eacute;via do &iacute;ndice oficial do pa&iacute;s, o IPCA), do IBGE, mostra que 91% dos servi&ccedil;os ficaram mais caros no acumulado em 12 meses at&eacute; abril. Dos 45 analisados, 62% aumentaram acima da infla&ccedil;&atilde;o no per&iacute;odo (6,51%).<br /><br />Sem a concorr&ecirc;ncia de importados --que seguram reajustes de produtos, inclusive de alguns alimentos-- e beneficiadas pelo mercado de trabalho aquecido, as empresas do setor tiveram espa&ccedil;o para reajustes.<br /><br />Segundo Reginaldo Nogueira, professor de economia do Ibmec, a renda se mant&eacute;m em alta e o pa&iacute;s vive uma situa&ccedil;&atilde;o de quase pleno emprego, o que permite aos prestadores de servi&ccedil;os recomporem as suas margens de lucro e repassarem aumentos de custo, especialmente da m&atilde;o de obra que ficou mais cara.<br /><br />"O custo do trabalho continua a crescer e a pressionar a infla&ccedil;&atilde;o principalmente no caso dos servi&ccedil;os, que sobem com o pr&oacute;prio aumento das mercadorias e das tarifas, mas cujo principal impacto &eacute; o reajuste da m&atilde;o de obra."<br /><strong><br />SAL&Aacute;RIOS</strong><br /><br />Segundo dados do Dieese, 86% dos aumentos salariais de 93 categorias subiram acima da infla&ccedil;&atilde;o neste ano.<br /><br />N&atilde;o por acaso, o fisioterapeuta teve a maior alta entre os servi&ccedil;os (14,52%). Com aumentos acima de 10%, tamb&eacute;m surgem empregado dom&eacute;stico (11,32%), m&eacute;dico (10,81%) e psic&oacute;logo (10,51%).<br /><br />O empregado dom&eacute;stico, por&eacute;m, havia subido mais nos 12 meses at&eacute; abril de 2012: 13,46%. O motivo &eacute; que o sal&aacute;rio m&iacute;nimo teve uma alta mais branda neste ano, de 9%, ante 14% em 2012.<br /><br />Os aumentos dos servi&ccedil;os, que avan&ccedil;am al&eacute;m da infla&ccedil;&atilde;o, j&aacute; afetam o consumo e levam &agrave; substitui&ccedil;&atilde;o por op&ccedil;&otilde;es mais baratas.<br /><br />Vendedora aut&ocirc;noma de roupas e cosm&eacute;ticos, Valesca Amancio sentiu os seus clientes mais retra&iacute;dos neste ano e viu o seu rendimento cair.<br /><br />Resultado: cortou despesas. "Passei a sair menos &agrave; noite. Tamb&eacute;m tenho ido menos vezes ao cabeleireiro e &agrave; manicure e procurei um sal&atilde;o mais em conta."<br /><strong><br />AL&Iacute;VIO</strong><br /><br />Segundo Elson Teles, economista do Ita&uacute;, os servi&ccedil;os, de um modo geral, sobem no mesmo ritmo do in&iacute;cio de 2012, mas "a queda da passagem a&eacute;rea trouxe um al&iacute;vio para a infla&ccedil;&atilde;o neste ano".<br /><br />Segundo o IBGE, as passagens a&eacute;reas ca&iacute;ram de pre&ccedil;o gra&ccedil;as a promo&ccedil;&otilde;es --sinal de queda da procura.<br /><br />Em 12 meses at&eacute; abril, o item acumula retra&ccedil;&atilde;o de 13,21%. No mesmo per&iacute;odo de 2012, elas lideravam as altas de servi&ccedil;os, com 45% de reajuste. Hot&eacute;is e excurs&otilde;es tamb&eacute;m subiram menos. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Brasil "perde" US$ 6 bi em exportações]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36392</link>
<pubDate>Tue, 07 May 2013 10:56:50 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Valor corresponde ao que o pa&iacute;s deixou de vender para China, EUA, Uni&atilde;o Europeia e Argentina no 1&ordm; bimestre<br /><br />Esses quatro mercados s&atilde;o destino de mais de metade dos produtos brasileiros enviados para o exterior<br /><br />O Brasil vem perdendo espa&ccedil;o em todos os seus principais mercados no exterior e a fatura dessa presen&ccedil;a cada vez mais t&iacute;mida tem sido alta para as contas do pa&iacute;s: s&oacute; neste ano, j&aacute; deixou de ganhar pelo menos US$ 6 bilh&otilde;es com exporta&ccedil;&otilde;es.<br /><br />O valor corresponde ao que o pa&iacute;s teria vendido para China, Estados Unidos, Uni&atilde;o Europeia e Argentina nos dois primeiros meses deste ano caso tivesse mantido a mesma participa&ccedil;&atilde;o nas importa&ccedil;&otilde;es totais desses blocos em 2012.<br /><br />Os quatro mercados s&atilde;o destino de mais de metade dos produtos brasileiros que seguem para o exterior.<br /><br />O c&aacute;lculo feito pela CNI (Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria) a pedido da Folha considera dados bimestrais diante da aus&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es de todos os pa&iacute;ses estudados para o quadrimestre.<br /><br />O montante apurado representaria um forte al&iacute;vio &agrave; balan&ccedil;a comercial (diferen&ccedil;a entre importa&ccedil;&otilde;es e exporta&ccedil;&otilde;es), que at&eacute; abril registra um resultado negativo hist&oacute;rico de US$ 6,2 bilh&otilde;es.<br /><br />A derrapada no desempenho se repete em todos os mercados. Na China, principal parceiro comercial do pa&iacute;s, a fatia brasileira caiu de 2,4% no primeiro bimestre de 2012 para 1,9% do total neste ano, com redu&ccedil;&atilde;o das compras de petr&oacute;leo, soja e ferros-ligas, entre outros. No total, o Brasil deixou de faturar US$ 3 bilh&otilde;es.<br /><br />A participa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s nas compras feitas pelos EUA encolheu de 1,6% para 1,2% do total, custando US$ 1,6 bilh&atilde;o em exporta&ccedil;&otilde;es. Houve retra&ccedil;&atilde;o, por exemplo, nas vendas de motores, petr&oacute;leo e caf&eacute;.<br /><br />A Uni&atilde;o Europeia reduziu suas compras externas no per&iacute;odo, mas o corte no consumo de produtos brasileiros foi mais intenso. Com isso, a fatia do pa&iacute;s caiu de 1,93% para 1,71%, quase US$ 1 bilh&atilde;o de vendas perdidas.<br /><br />J&aacute; na Argentina, o espa&ccedil;o de produtos brasileiros regrediu de 27,1% das importa&ccedil;&otilde;es totais para 25,4%. No mesmo per&iacute;odo, os chineses ampliaram sua fatia de 14,9% para 16,6%. A retra&ccedil;&atilde;o representou menos US$ 200 milh&otilde;es em exporta&ccedil;&otilde;es para o Brasil.<br /><br />Entre as raz&otilde;es para a derrocada brasileira no exterior, est&atilde;o a baixa produ&ccedil;&atilde;o da Petrobras, o atraso de embarques devido a problemas log&iacute;sticos e a baixa competitividade dos manufaturados.<br /><br />Fabrizio Panzini, especialista da CNI, afirma que a pauta de exporta&ccedil;&otilde;es brasileira &eacute; pouco diversificada e muito dependente dos produtos b&aacute;sicos, cujas vendas, em queda, n&atilde;o t&ecirc;m conseguido compensar o fraco desempenho dos manufaturados. "Neste ano, temos os dois caindo. &Eacute; o pior cen&aacute;rio poss&iacute;vel." <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Mercado prevê piora das contas externas e pressão maior no câmbio]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36391</link>
<pubDate>Tue, 07 May 2013 10:56:30 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Bancos calculam deficit de at&eacute; US$ 90 bilh&otilde;es neste ano, ante proje&ccedil;&atilde;o do BC de US$ 67 bilh&otilde;es<br /><br />BNP Paribas estima que, com a sa&iacute;da de divisas, cota&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar pode subir para R$ 2,30 em 2014<br /><br />A queda acelerada do saldo comercial, mais intensa que o esperado, levou especialistas a elevarem suas proje&ccedil;&otilde;es para o deficit do pa&iacute;s em suas transa&ccedil;&otilde;es com o resto do mundo.<br /><br />Como mais deficit significa menos moeda forte &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, j&aacute; se fala tamb&eacute;m em eleva&ccedil;&atilde;o da cota&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar --o que pode pressionar a infla&ccedil;&atilde;o e comprometer a incipiente recupera&ccedil;&atilde;o do crescimento econ&ocirc;mico.<br /><br />Na ponta mais pessimista do mercado, o banco BNP Paribas divulgou relat&oacute;rio no qual estima perda de US$ 90 bilh&otilde;es neste ano e de US$ 100 bilh&otilde;es no pr&oacute;ximo nas rela&ccedil;&otilde;es de com&eacute;rcio e servi&ccedil;os do Brasil com o exterior.<br /><br />Decorrente de despesas com importa&ccedil;&otilde;es, viagens internacionais, gastos com cart&atilde;o de cr&eacute;dito internacional, pagamento de juros e remessas de lucros, essa sa&iacute;da de divisas elevaria o d&oacute;lar para R$ 2,30 at&eacute; 2014, estima-se.<br /><br />"Olhar para as contas externas do Brasil nos d&aacute; uma sensa&ccedil;&atilde;o de ang&uacute;stia", diz o documento do BNP Paribas.<br /><br />Ainda que a maioria dos analistas seja menos pessimista, a proje&ccedil;&atilde;o do Banco Central de um deficit de US$ 67 bilh&otilde;es tem cada vez menos credibilidade.<br /><br />O Bradesco elevou sua proje&ccedil;&atilde;o de US$ 66 bilh&otilde;es para US$ 73,5 bilh&otilde;es; o Safra, de US$ 72 bilh&otilde;es para US$ 77 bilh&otilde;es; a consultoria Rosenberg &amp; Associados, de US$ 65 bilh&otilde;es para US$ 70 bilh&otilde;es.<br /><br />Pelas explica&ccedil;&otilde;es de economistas como Felipe Salto, da Tend&ecirc;ncias Consultoria, Andr&eacute;a Damico, do Bradesco, e Carlos Kawall, do Safra, o Brasil vive uma queda de suas exporta&ccedil;&otilde;es n&atilde;o revers&iacute;vel a curto prazo.<br /><br />Tradicionalmente s&atilde;o as vendas de mercadorias para o exterior que seguram as contas externas do pa&iacute;s, deficit&aacute;rias nas demais modalidades. O saldo comercial, no entanto, est&aacute; desabando.<br /><br />"As quantidades exportadas v&ecirc;m se reduzindo e a recupera&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os para os principais produtos da pauta [de exporta&ccedil;&atilde;o] n&atilde;o veio", diz Salto. Os motivos, diz Kawall, s&atilde;o as barreiras da Argentina a produtos brasileiros e a freada da economia global.<br /><br />A expans&atilde;o do deficit torna o pa&iacute;s mais dependente de capital externo, ou seja, de empr&eacute;stimos, aplica&ccedil;&otilde;es financeiras ou investimentos de empresas multinacionais.<br /><br />Como o BC tem cerca de US$ 400 bilh&otilde;es em reservas, n&atilde;o h&aacute; risco vis&iacute;vel de insolv&ecirc;ncia, mas o d&oacute;lar fica mais escasso. Salto diz que um c&acirc;mbio de US$ 2,40 comprometeria o crescimento do pa&iacute;s. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Mercado reduz projeção para índice de preços]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36382</link>
<pubDate>Tue, 07 May 2013 10:29:02 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A proje&ccedil;&atilde;o para o &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 caiu de 4,81% para 4,80%, na pesquisa Focus do Banco Central (BC) divulgada ontem. Para o &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 4,92% para 4,75%. Para 2014, a proje&ccedil;&atilde;o para o IGP-DI recuou de 5,10% para 5,00%. Para o IGP-M, caiu de 5,31% para 5,28%.<br /><br />A pesquisa tamb&eacute;m mostrou que a previs&atilde;o para o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor (IPC) da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto de Pesquisas Econ&ocirc;micas (Fipe) em 2013 caiu de 5,12% para 4,92%. Para o ano que vem, a proje&ccedil;&atilde;o segue em 5,00%. Economistas reduziram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos pre&ccedil;os administrados - as tarifas p&uacute;blicas - para 2013 de 2,85% para 2,80%. Para 2014, a proje&ccedil;&atilde;o subiu de 4,10% para 4,35%. .<br /><br />Ainda segundo o boletim semanal do BC, a previs&atilde;o de crescimento da economia brasileira em 2013 foi mantida em 3%. Para 2014, a estimativa de expans&atilde;o segue em 3,50%. H&aacute; quatro semanas, as proje&ccedil;&otilde;es eram, respectivamente, de 3% e 3,50%.<br /><br />A proje&ccedil;&atilde;o para o avan&ccedil;o do setor industrial em 2013 recuou de 2,83% para 2,39%. Para 2014, economistas preveem avan&ccedil;o industrial de 3,55%, ante 3,75% da pesquisa anterior. Um m&ecirc;s antes, a estimativa de expans&atilde;o de 3% para 2013 e de 3,85% em 2014 para o setor industrial.<br /><br />Analistas elevaram ainda a previs&atilde;o para o indicador que mede a rela&ccedil;&atilde;o entre a d&iacute;vida l&iacute;quida do setor p&uacute;blico e o PIB em 2013 de 34,50% para 34,80%. Para 2014, a proje&ccedil;&atilde;o subiu de 33,90% para 34,00%. H&aacute; quatro semanas, as proje&ccedil;&otilde;es estavam em, respectivamente, 34,50% e 33,63% para esses dois anos. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Leão morde R$ 600 bi antes do Dia das Mães]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36362</link>
<pubDate>Tue, 07 May 2013 08:44:56 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O brasileiro j&aacute; pagou mais de R$ 600 bilh&otilde;es em impostos federais, estaduais e municipais desde o primeiro dia deste ano, de acordo com o Impost&ocirc;metro, o painel eletr&ocirc;nico da Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de S&atilde;o Paulo (ACSP). No ano passado, o Impost&ocirc;metro atingiu esta&nbsp; marca somente no dia 22 de maio &ndash; ou seja, 16 dias mais tarde do que neste ano, o que revela o apetite crescente do Le&atilde;o. O painel eletr&ocirc;nico est&aacute; instalado na fachada da sede da entidade no Centro da Capital paulista.<br />&nbsp;<br />Rog&eacute;rio Amato, presidente da ACSP e da Federa&ccedil;&atilde;o das Associa&ccedil;&otilde;es Comerciais do Estado de S&atilde;o Paulo (Facesp), ressalta a import&acirc;ncia de os brasileiros saberem o quanto pagam de imposto. <br />&nbsp;<br />"Nosso papel &eacute; despertar a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade para a elevada carga tribut&aacute;ria que as empresas e os consumidores pagam no Pa&iacute;s. Todos n&oacute;s temos direito a um servi&ccedil;o compat&iacute;vel com o valor pago em impostos", afirmou Rog&eacute;rio Amato.<br />&nbsp;<br />Al&eacute;m dos R$ 600 bilh&otilde;es j&aacute; recolhidos, o consumidor ainda ter&aacute; de encarar o Le&atilde;o na compra do presente para o Dia das M&atilde;es, comemorado no pr&oacute;ximo domingo.<br />&nbsp;<br />Quem for comprar um perfume nacional vai arcar com uma carga tribut&aacute;ria de 69,13%. Nada bom. As garras do Le&atilde;o atingem o rel&oacute;gio, a maquiagem e as joias (veja quadro ao lado). E se o presente for um objeto de desejo de muitas m&atilde;es, como o tablet, o peso dos impostos &eacute; de 39,12%, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut&aacute;rio (IBPT). <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio - SP</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Em SP, seis itens respondem por 72% da inflação]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36340</link>
<pubDate>Mon, 06 May 2013 11:22:34 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Os dados da infla&ccedil;&atilde;o de abril em S&atilde;o Paulo apurados pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor (IPC) da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto de Pesquisas Econ&ocirc;micas (Fipe) mostram um n&iacute;vel baixo de dissemina&ccedil;&atilde;o do aumento nos pre&ccedil;os. Apenas seis itens foram respons&aacute;veis por 72% da alta de 0,28% registrada no m&ecirc;s. Leite longa vida, p&atilde;o franc&ecirc;s, contrato de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica, feij&atilde;o, refrigerante e batata tiveram o maior peso na composi&ccedil;&atilde;o do aumento do &iacute;ndice.<br /><br />Outros produtos relacionados ao grupo alimenta&ccedil;&atilde;o registraram defla&ccedil;&atilde;o, ajudando o IPC-Fipe a subir menos, de acordo com Rafael Costa Lima, coordenador da pesquisa. "O frango, por exemplo, teve queda de 7,4% no pre&ccedil;o. O peso deflacion&aacute;rio desse item foi maior do que a press&atilde;o do leite longa vida, que foi o que mais contribuiu para a alta do &iacute;ndice", disse ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o dos dados na sexta-feira.<br /><br />A concentra&ccedil;&atilde;o do resultado geral em poucos itens mostra que a alta dos pre&ccedil;os n&atilde;o est&aacute; t&atilde;o disseminada, segundo o economista. "N&atilde;o h&aacute; infla&ccedil;&atilde;o generalizada", afirmou.<br /><br />Em abril, o &iacute;ndice de difus&atilde;o, percentual dos produtos que registraram aumento de pre&ccedil;os, foi de 61,32%. Em mar&ccedil;o, ele havia ficado em 62,39%. Costa Lima considera baixos esses n&iacute;veis. Em janeiro, por exemplo, o indicador estava em um n&iacute;vel considerado elevado: 72,09%. "A m&eacute;dia hist&oacute;rica se situa entre 55% e 70%. Acima disso observa-se uma dissemina&ccedil;&atilde;o maior da infla&ccedil;&atilde;o", disse.<br /><br />Para maio, a previs&atilde;o &eacute; que possa haver um pequeno aumento na difus&atilde;o, em fun&ccedil;&atilde;o da perda do efeito da desonera&ccedil;&atilde;o da cesta b&aacute;sica.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Dados sugerem PIB mais fraco, mas puxado por investimento]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36339</link>
<pubDate>Mon, 06 May 2013 11:21:59 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Os resultados da produ&ccedil;&atilde;o industrial de mar&ccedil;o colocaram em d&uacute;vida o crescimento esperado pelos economistas para o Produto Interno bruto (PIB) do primeiro trimestre, ao mesmo tempo em que refor&ccedil;aram a expectativa de um aumento na taxa de investimento nesse per&iacute;odo.<br /><br />Oscilante e pouco vigoroso, o desempenho da ind&uacute;stria no primeiro trimestre indica que a recupera&ccedil;&atilde;o do setor ser&aacute; mais lenta do que o imaginado de in&iacute;cio. &Eacute; o que aponta Rodrigo Nishida, analista da LCA Consultores. "Em janeiro a produ&ccedil;&atilde;o subiu, em fevereiro caiu, agora em mar&ccedil;o voltou a subir um pouco. O resultado &eacute; um pouco frustrante e confirma que o cen&aacute;rio de recupera&ccedil;&atilde;o &eacute; fr&aacute;gil e lento", disse Nishida.<br /><br />Mesmo com essa decep&ccedil;&atilde;o, o avan&ccedil;o de 0,8% da produ&ccedil;&atilde;o industrial no primeiro trimestre, em rela&ccedil;&atilde;o ao quarto trimestre de 2012 j&aacute; descontados os efeitos sazonais, segundo Nishida, n&atilde;o &eacute; "pequeno". "Em termos anualizados, seria algo entre 3% e 3,5%", diz, em refer&ecirc;ncia &agrave; proje&ccedil;&atilde;o matem&aacute;tica que considera que o mesmo crescimento se repetiria nos pr&oacute;ximos trimestres. O grande destaque ficou por conta do segmento de bens de capital, que teve forte crescimento e refor&ccedil;a as apostas de aumento dos investimentos neste ano. A produ&ccedil;&atilde;o de bens de capitais subiu 9,8% no trimestre, a &uacute;nica, ao lado de bens dur&aacute;veis (1%), que teve varia&ccedil;&atilde;o positiva no per&iacute;odo.<br /><br />"A forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo &eacute; verificada pela produ&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas e equipamentos, pela produ&ccedil;&atilde;o de insumos na ind&uacute;stria e pelas importa&ccedil;&otilde;es e exporta&ccedil;&otilde;es de m&aacute;quinas. Esse conjunto at&eacute; aqui indica que o crescimento ser&aacute; entre 4% e 5% no trimestre", disse F&aacute;bio Ramos, analista da Quest Investimentos, em refer&ecirc;ncia ao crescimento em rela&ccedil;&atilde;o ao &uacute;ltimo trimestre do ano passado. "&Eacute; um n&uacute;mero muito forte. O investimento representa cerca de 20% do PIB, ent&atilde;o, crescendo 4%, s&oacute; ele colaboraria com 0,8 ponto percentual."<br /><br />Para Ramos, o resultado morno da ind&uacute;stria vai exigir uma revis&atilde;o das perspectivas do mercado para o PIB tanto do trimestre quanto do ano. "Antes, era certo que o PIB poderia crescer em uma banda de 3% a 3,5% em 2013, e que cresceria facilmente acima de 1% no primeiro trimestre", disse o economista da Quest. "Agora, com o resultado da ind&uacute;stria, essa expectativa deve se corrigir um pouco. A previs&atilde;o para o ano dever&aacute; ser mais pr&oacute;xima dos 3%, ou at&eacute; abaixo, e para o trimestre &eacute; razo&aacute;vel falar de um crescimento de 0,7% a 1%", disse.<br /><br />Ap&oacute;s a divulga&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o industrial de mar&ccedil;o, a Rosenberg &amp; Associados, manteve, a expectativa de um crescimento de 0,8% do PIB no primeiro trimestre do ano com rela&ccedil;&atilde;o ao quarto trimestre de 2012, e vai aguardar os dados de com&eacute;rcio e o indicador de atividade econ&ocirc;mica do Banco Central, para confirmar ou alterar essa proje&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Para o Departamento de Pesquisas e Estudos Econ&ocirc;micos (Depec) do Bradesco, o resultado leva a uma proje&ccedil;&atilde;o de PIB mais fraca para o primeiro trimestre, o que, na previs&atilde;o do banco, dever&aacute; girar em torno de 1%. "O resultado da produ&ccedil;&atilde;o industrial surpreendeu novamente de forma negativa em mar&ccedil;o, com recuo da produ&ccedil;&atilde;o de bens de consumo semi e n&atilde;o dur&aacute;veis mais forte do que esper&aacute;vamos", informou Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Depec, em comunicado ao mercado. "Para frente, as sondagens e os indicadores j&aacute; conhecidos para abril t&ecirc;m sugerido ritmo de crescimento mais moderado no in&iacute;cio do segundo trimestre. Isso refor&ccedil;a nossa expectativa de leve desacelera&ccedil;&atilde;o do PIB no per&iacute;odo em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro trimestre", continuou.<br /><br />A dif&iacute;cil retomada da economia j&aacute; tinha de certa forma aparecido em alguns dados divulgados pelo governo ao longo da semana. De acordo com a Receita Federal, a arrecada&ccedil;&atilde;o caiu 9,32% em mar&ccedil;o e 0,48% no ano em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro trimestre de 2012. Al&eacute;m disso, na segunda-feira, o Tesouro Nacional mostrou que o governo central (Tesouro, Previd&ecirc;ncia e BC) teve o menor super&aacute;vit para meses de mar&ccedil;o desde 2010 (R$ 285,7 milh&otilde;es). Segundo o secret&aacute;rio Arno Augustin, o desempenho da receita em 2013 tem sido afetado por desonera&ccedil;&otilde;es e pela fraca atividade econ&ocirc;mica. A mesma avalia&ccedil;&atilde;o foi feita pelo chefe do departamento econ&ocirc;mico do Banco Central, Tulio Maciel, ao comentar a nota de pol&iacute;tica fiscal do BC do primeiro trimestre.<br /><br />Nas entrevistas para explicar os dados do trimestre, tanto Augustin quanto Tulio Maciel declararam otimismo em rela&ccedil;&atilde;o aos resultados do governo a partir de abril. O segundo trimestre &eacute; um per&iacute;odo em que as contas geralmente melhoram, mas ao menos do lado da atividade este n&atilde;o &eacute; um tiro certo. Os indicadores de confian&ccedil;a de abril divulgados pela Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas vieram todos negativos: em servi&ccedil;os ela caiu 1,8%, enquanto no com&eacute;rcio, recuou 2,9%, e na ind&uacute;stria, 0,8%.<br /><br />O HSBC informou que PMI industrial do Brasil caiu - pelo terceiro m&ecirc;s consecutivo - ficando em 50,8 pontos em abril, abaixo dos 51,8 em mar&ccedil;o, com menor demanda de exporta&ccedil;&atilde;o. Nesta semana, a Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional do Com&eacute;rcio reduziu sua estimativa de crescimento do setor de 6,5% para 5,0% em 2013 por causa da queda no ritmo de expans&atilde;o nas vendas.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Com preços em queda, importado afeta, de novo, a produção local]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36337</link>
<pubDate>Mon, 06 May 2013 11:21:16 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Com a estrat&eacute;gia de pre&ccedil;os mais baratos, a importa&ccedil;&atilde;o voltou a tirar espa&ccedil;o da produ&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica. A produ&ccedil;&atilde;o industrial do pa&iacute;s decepcionou as expectativas e encolheu 0,5% no primeiro trimestre, diante do mesmo per&iacute;odo de 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Na mesma compara&ccedil;&atilde;o, o volume importado no primeiro trimestre avan&ccedil;ou 8,1%.<br /><br />Essa rela&ccedil;&atilde;o entre produ&ccedil;&atilde;o em queda ou fraca e importa&ccedil;&atilde;o forte foi disseminada na ind&uacute;stria na compara&ccedil;&atilde;o entre o come&ccedil;o deste ano e in&iacute;cio de 2012. Segundo dados da Funda&ccedil;&atilde;o Centro de Estudos do Com&eacute;rcio Exterior (Funcex), a quantidade importada de bens n&atilde;o dur&aacute;veis subiu 10,8% no primeiro trimestre, enquanto a produ&ccedil;&atilde;o de bens semi e n&atilde;o dur&aacute;veis recuou 3,9%. Nos intermedi&aacute;rios, a importa&ccedil;&atilde;o subiu 5,1%, enquanto a produ&ccedil;&atilde;o caiu 0,8%. Bens de capital foram exce&ccedil;&atilde;o, pois a importa&ccedil;&atilde;o subiu 7,1%, abaixo da produ&ccedil;&atilde;o, que ficou 9,8% maior, puxada por caminh&otilde;es.<br /><br />Jos&eacute; Ricardo Roriz Coelho, diretor de competitividade da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Estado de S&atilde;o Paulo (Fiesp), diz que a demanda interna n&atilde;o est&aacute; crescendo muito, mas os importados chegam mais competitivos, com pre&ccedil;o menor. "Isso acontece mais em segmentos de m&atilde;o de obra intensiva, j&aacute; que a press&atilde;o dos sal&aacute;rios se mant&eacute;m, e tamb&eacute;m na ind&uacute;stria de bens finais, porque os custos de produ&ccedil;&atilde;o internos se acumulam ao longo da cadeia."<br /><br />Dados da Funcex mostram que os pre&ccedil;os m&eacute;dios do total importado no primeiro trimestre ca&iacute;ram 1,5% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2012. Com exce&ccedil;&atilde;o de bens de capital, houve redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;o em todas as categorias de produtos importados. Os n&atilde;o dur&aacute;veis tiveram a maior queda, de 5%, enquanto os pre&ccedil;os m&eacute;dios de dur&aacute;veis recuaram 0,5%, e o dos intermedi&aacute;rios, 1,4%.<br /><br />O cruzamento de dados de produ&ccedil;&atilde;o com os de importa&ccedil;&atilde;o mostra que alguns segmentos sentiram mais a concorr&ecirc;ncia externa. No setor t&ecirc;xtil, a produ&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica caiu 7% no primeiro trimestre e houve alta de 10,7% no volume importado. O pre&ccedil;o m&eacute;dio da mercadoria desembarcada caiu 4,8%. Vestu&aacute;rio teve queda de 7,1% de produ&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica, enquanto o volume importado cresceu 9,3% e o pre&ccedil;o m&eacute;dio da mercadoria que veio de fora recuou 4,6%. A ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica produziu 9% menos, enquanto o volume de compras de fora teve eleva&ccedil;&atilde;o de 13,1%. Os pre&ccedil;os m&eacute;dios de importa&ccedil;&atilde;o do segmento ca&iacute;ram 5,8%.<br /><br />Em alguns dos setores em que o pre&ccedil;o importado caiu, os pre&ccedil;os dom&eacute;sticos subiram. O &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Produtor (IPP), do IBGE, considerado um indicador que revela o pre&ccedil;o pelo qual um produto sai da f&aacute;brica, mostra que os pre&ccedil;os do itens t&ecirc;xteis estavam 4,1% mais caros em mar&ccedil;o passado em rela&ccedil;&atilde;o a mar&ccedil;o de 2012, enquanto no vestu&aacute;rio a alta foi de 4,9 % e nos farmac&ecirc;uticos, de 2%.<br /><br />"Com os estoques das ind&uacute;strias mais equilibrados neste come&ccedil;o de ano, a &uacute;nica explica&ccedil;&atilde;o que resta para haver setores com a produ&ccedil;&atilde;o caindo, mesmo com o consumo em alta, &eacute; a importa&ccedil;&atilde;o", afirma Rodrigo Nishida, analista da LCA Consultores. Na pr&aacute;tica, isso significa que, depois de passar 2012 com estoques acumulados que inibiram a produ&ccedil;&atilde;o - no ano passado a produ&ccedil;&atilde;o industrial caiu 2,6% -, agora os estoques j&aacute; foram desovados e a fabrica&ccedil;&atilde;o local j&aacute; poderia ser retomada. Mas essa retomada est&aacute; bem menos vigorosa do que se esperava.<br /><br />"O produto nacional tem sido substitu&iacute;do pelo produto externo em um processo iniciado desde pelo menos 2009", diz o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rog&eacute;rio C&eacute;sar de Souza. "H&aacute; a tese econ&ocirc;mica de que as importa&ccedil;&otilde;es complementam a produ&ccedil;&atilde;o de um pa&iacute;s quando ele est&aacute; crescendo, mas o que justifica o 'pibinho' do ano passado com importa&ccedil;&otilde;es que continuaram fortes? Elas vieram para substituir o bem local", diz.<br /><br />Luis Ot&aacute;vio Leal, economista-chefe do Banco ABC, diz que o consumo pega agora uma ind&uacute;stria desprevenida, que, com o mau ano em 2012, ficou sem investir - a forma&ccedil;&atilde;o bruta de capital fixo, que mede o investimento, teve uma queda de 4% no PIB do ano passado. "Como as empresas n&atilde;o estavam investindo em seu parque industrial, a oferta fica est&aacute;vel e, com isso, alguns setores acabam importando quando o consumo aumenta. A ind&uacute;stria n&atilde;o tem o produto e exige-se um tempo para que se fa&ccedil;a essa transi&ccedil;&atilde;o para o aumento de produ&ccedil;&atilde;o", diz. O aumento simult&acirc;neo da produ&ccedil;&atilde;o e da importa&ccedil;&atilde;o de bens de capital pode ser um sinal de que a ind&uacute;stria, agora, voltou a investir.<br /><br />Leal aponta ainda a estabiliza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar na faixa de R$ 1,95 a R$ 2, ante perspectivas, em 2012, de at&eacute; R$ 2,40. Isso emperrou o processo que come&ccedil;ou a se esbo&ccedil;ar de substitui&ccedil;&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es pela produ&ccedil;&atilde;o nacional, seja de bens finais, seja de insumos. "A queda do d&oacute;lar torna as importa&ccedil;&otilde;es mais baratas e a quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; nem o patamar em que est&aacute; o c&acirc;mbio, mas a perspectiva de que ele n&atilde;o vai mais subir", avalia.<br /><br />"Est&aacute; claro que no ano passado a pol&iacute;tica cambial tinha o vi&eacute;s de estimular a exporta&ccedil;&atilde;o e neste ano h&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o maior com a infla&ccedil;&atilde;o", diz Rodrigo Branco, economista da Funcex. Ao mesmo tempo, com a superoferta internacional e a falta de demanda dom&eacute;stica, v&aacute;rios pa&iacute;ses adotaram pol&iacute;ticas de est&iacute;mulo &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o, dando &agrave;s ind&uacute;strias de seus pa&iacute;ses condi&ccedil;&otilde;es de produtividade que permitem a redu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os.<br /><br />Dados mais recentes da balan&ccedil;a comercial tamb&eacute;m mostram que as importa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o devem ter freio rapidamente. Em abril, o total do valor importado pelo Brasil subiu 5,2%, considerando a m&eacute;dia di&aacute;ria ante igual m&ecirc;s de 2012. O valor importado de intermedi&aacute;rios subiu 7,2%, e o de bens de capital, 3,2%. Os bens de consumo dur&aacute;veis tiveram queda leve, de 0,8% na m&eacute;dia di&aacute;ria, mas os n&atilde;o dur&aacute;veis tiveram eleva&ccedil;&atilde;o de 22,8%.<br /><br />No mesmo crit&eacute;rio, dentro dos n&atilde;o dur&aacute;veis, se destacaram produtos aliment&iacute;cios, com alta de 20,5%, al&eacute;m de farmac&ecirc;uticos e vestu&aacute;rio, com eleva&ccedil;&otilde;es de 23,9% e 35,1%, respectivamente. Para Jos&eacute; Augusto de Castro, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Com&eacute;rcio Exterior do Brasil (AEB), o desempenho dos n&atilde;o dur&aacute;veis mostra consumo interno forte. N&atilde;o o bastante para elevar a importa&ccedil;&atilde;o de dur&aacute;veis, diz ele, mas suficiente para aumentar o desembarque de bens de menor valor agregado.<br /><br />Al&eacute;m de contribuir para a eleva&ccedil;&atilde;o de importados, a desacelera&ccedil;&atilde;o do mercado internacional, diz Souza, do Iedi, tamb&eacute;m atrapalha as exporta&ccedil;&otilde;es, o que contribui para o desempenho da produ&ccedil;&atilde;o abaixo do esperado. "As exporta&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria tiveram queda de 5% no primeiro trimestre, e isso acaba dando respaldo para entender o que acontece na produ&ccedil;&atilde;o."<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Índice de preços em São Paulo deve fechar o mês em 0,35%]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36316</link>
<pubDate>Mon, 06 May 2013 10:34:16 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor (IPC) deve fechar o m&ecirc;s de maio com uma taxa de 0,35%, acima da alta de 0,28% de abril. A previs&atilde;o &eacute; do coordenador do IPC, Rafael Costa Lima.<br /><br />Segundo ele, a expectativa leva em conta a estimativa de acelera&ccedil;&atilde;o nos pre&ccedil;os dos alimentos industrializados e dos semielaborados dentro do grupo Alimenta&ccedil;&atilde;o. Os itens in natura, por sua vez, disse o economista, poder&atilde;o desacelerar. "A configura&ccedil;&atilde;o do grupo Alimenta&ccedil;&atilde;o no decorrer de abril n&atilde;o mudou tanto. A &uacute;nica import&acirc;ncia a se notar &eacute; que os industrializados j&aacute; subiram e ainda est&atilde;o em alta na ponta [pesquisas semanais], enquanto os semielaborados est&atilde;o apresentando queda mais suave. Os in natura podem desacelerar mais", estimou. No fechamento de abril, o grupo Alimenta&ccedil;&atilde;o teve alta de 0,20%, de 0,77% em mar&ccedil;o, e devem fechar maio em 0,45%.<br /><br />A despeito da previs&atilde;o de aumento no ritmo de alta dos alimentos industrializados e semielaborados, os in natura v&atilde;o ajudar no arrefecimento do grupo em maio. Segundo ele, a desonera&ccedil;&atilde;o de PIS/Cofins de alguns produtos da cesta b&aacute;sica ajudou na desacelera&ccedil;&atilde;o de Alimenta&ccedil;&atilde;o em abril, mas parece que perdeu for&ccedil;a. NO IPC de abril, os industrializados tiveram alta de 0,09%, enquanto os semielaborados cederam 1,85%. "O impacto da cesta b&aacute;sica em abril j&aacute; est&aacute; bem claro, mas esse efeito significativo deve desaparecer. O movimento de queda e de desacelera&ccedil;&atilde;o [dos pre&ccedil;os de produtos da lista] est&aacute; passando", avaliou.<br /><br />Segundo Costa Lima, apesar do fim do repasse da queda da tarifa de energia no IPC de abril ser evidente, o grupo Habita&ccedil;&atilde;o ainda continuar&aacute; com taxa baixa, podendo fechar o m&ecirc;s com alta de 0,08%, contra 0,25% em abril, devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de PIS/Pasep recentemente e ao recuo nas tarifas de telefonia. Por outro lado, o grupo Sa&uacute;de dever&aacute; pressionar o IPC para cima, em raz&atilde;o ao aumento de at&eacute; 6,31% nos pre&ccedil;os dos rem&eacute;dios.<br /><br />De acordo com a Fipe, Transportes devem fechar maio em 0,36%, Despesas Pessoais em 0,54% ; Sa&uacute;de em 0,94%, Educa&ccedil;&atilde;o em 0,10%; e Vestu&aacute;rio em 0,40%. A proje&ccedil;&atilde;o da Fipe de IPC de 5,00% foi mantida.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Economia dá sinais de desequilíbrio]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36298</link>
<pubDate>Mon, 06 May 2013 09:04:14 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Da balan&ccedil;a comercial &agrave;s contas p&uacute;blicas, da produ&ccedil;&atilde;o industrial &agrave; infla&ccedil;&atilde;o e o crescimento econ&ocirc;mico, os n&uacute;meros divulgados nos &uacute;ltimos dias indicam que economia brasileira deve crescer pouco este ano<br /> <br /> Os n&uacute;meros divulgados nos &uacute;ltimos dias mostram que h&aacute; algo de errado na economia brasileira. Apareceram sinais de desequil&iacute;brio em indicadores distintos, da balan&ccedil;a comercial &agrave;s contas p&uacute;blicas, da produ&ccedil;&atilde;o industrial &agrave; infla&ccedil;&atilde;o e o crescimento econ&ocirc;mico.<br /> <br /> O quadro revelado pelos &iacute;ndices oficiais indica que a economia crescer&aacute; pouco este ano. Bancos e consultorias j&aacute; falam em avan&ccedil;o menor que os 3% esperados at&eacute; pouco tempo atr&aacute;s. A infla&ccedil;&atilde;o gira acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5% ao ano. E h&aacute; um rombo recorde nas contas externas, com um d&eacute;ficit de US$ 24,9 bilh&otilde;es no trimestre, com avan&ccedil;o de importa&ccedil;&otilde;es e fraco desempenho das exporta&ccedil;&otilde;es.<br /> <br /> Para os cr&iacute;ticos do governo, os desequil&iacute;brios indicam que a economia brasileira est&aacute; numa trajet&oacute;ria delicada. O problema principal seria a combina&ccedil;&atilde;o de aquecimento do consumo, forte alta dos sal&aacute;rios e dos custos das ind&uacute;strias e perda de competitividade da economia. &Eacute; necess&aacute;rio, dizem eles, um forte ajuste para evitar que a infla&ccedil;&atilde;o, importa&ccedil;&otilde;es e d&eacute;ficit externo continuem subindo. A brecada tem data: viria logo depois das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 2014.<br /> <br /> Em Bras&iacute;lia, o discurso &eacute; diferente. Autoridades dizem que ao baixar os juros e desvalorizar o c&acirc;mbio, em 2012, foi criada uma nova "matriz econ&ocirc;mica". Com os cortes de impostos sobre a folha de pagamentos e a redu&ccedil;&atilde;o na conta de luz, as medidas trar&atilde;o maior competitividade, reduzindo o d&eacute;ficit externo, elevando investimentos e contendo a infla&ccedil;&atilde;o. &Eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de tempo, dizem eles.<br /> <br /> O debate sobre a necessidade de mudan&ccedil;as est&aacute; ficando mais forte. "Grande parte do problema da infla&ccedil;&atilde;o &eacute; que o mercado de trabalho est&aacute; apertado e caro. A deteriora&ccedil;&atilde;o da balan&ccedil;a comercial e a conta corrente &eacute; resultado da falta de competitividade", diz Tony Volpon, diretor da Nomura Securities.<br /> <br /> Levantamento da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias de S&atilde;o Paulo (Fiesp) mostrou que a fatia dos importados no consumo de produtos industriais atingiu 23,5% em 2012. Foi a maior participa&ccedil;&atilde;o da s&eacute;rie hist&oacute;rica, iniciada em 2003, quando era de 12,5%. Do jeito que est&aacute; a economia, dizem os cr&iacute;ticos, se o Brasil crescer mais r&aacute;pido, o rombo externo e a infla&ccedil;&atilde;o disparam.<br /> Sal&aacute;rio Dinheiro C&acirc;mbio (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o)Sal&aacute;rio Dinheiro C&acirc;mbio (Foto: Reprodu&ccedil;&atilde;o)<br /> <br /> <strong>C&acirc;mbio</strong><br /> <br /> Do lado desenvolvimentista, a solu&ccedil;&atilde;o apontada para resolver os desequil&iacute;brios da economia &eacute; baixar o custo da produ&ccedil;&atilde;o por meio de uma desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real. "Se de um lado voc&ecirc; tem pleno emprego, do outro lado a ind&uacute;stria vai mal. E as vendas do varejo no mercado interno deixaram de crescer com a for&ccedil;a que cresciam antes", afirma Luiz Carlos Bresser-Pereira, professor da FGV e ex-ministro dos governos Jos&eacute; Sarney e Fernando Henrique Cardoso. "Estamos num quadro dif&iacute;cil, especialmente porque a solu&ccedil;&atilde;o mais importante &eacute; a do c&acirc;mbio, mas ela n&atilde;o &eacute; de curto prazo."<br /> <br /> Para os ortodoxos, n&atilde;o ser&aacute; poss&iacute;vel baixar a infla&ccedil;&atilde;o e melhorar a competitividade das empresas e da economia sem esfriar o mercado de trabalho. Os cr&iacute;ticos do governo tamb&eacute;m acham que Bras&iacute;lia deve moderar os gastos p&uacute;blicos, para evitar excesso de demanda.<br /> <br /> Felipe Salto, economista da Tend&ecirc;ncias Consultoria, diz que as medidas expansionistas para reanimar a economia, com o consequente afrouxamento do controle das contas p&uacute;blicas, acabam prejudicando a entrada de investimento estrangeiro. "Essas medidas acabam gerando maior incerteza, afastando recursos do Pa&iacute;s. E criam um problema de financiamento nas contas externas."<br /> <br /> Os investimentos diretos j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o suficientes para cobrir o d&eacute;ficit das contas externas. O Brasil ter&aacute; de se financiar cada vez mais com dinheiro mais arisco, que entra e sai r&aacute;pido do Pa&iacute;s. Para os cr&iacute;ticos, o principal problema est&aacute; na estrat&eacute;gia adotada pelo governo, de privilegiar mais o lado da demanda (consumo) do que o da oferta e da produ&ccedil;&atilde;o.<br /> <br /> "O governo n&atilde;o tem tomado medidas que atendam o lado da oferta e expandam a capacidade produtiva", afirma Salto. "N&atilde;o se investe de maneira eficiente em educa&ccedil;&atilde;o e em infraestrutura. Isso explica o fato de o Brasil estar crescendo pouco com uma infla&ccedil;&atilde;o bem acima do centro da meta." Na vis&atilde;o dele, um pa&iacute;s com os pre&ccedil;os pressionados e que cresce pouco est&aacute; reduzindo as possibilidades de crescimento potencial.<br /> <br /> O fato &eacute; que os desequil&iacute;brios mostram que o governo tem de fazer ajustes. Os caminhos apontados pelos economistas consultados pelo Estado v&atilde;o desde a desvaloriza&ccedil;&atilde;o cambial, melhoria do investimento e at&eacute; a necessidade de provocar uma folga no mercado de trabalho. Eles questionam &eacute; quando os ajustes ser&atilde;o adotadas por causa da elei&ccedil;&atilde;o de 2014. <br /> <br /> <br /> <br /> Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Indústria tradicional paulista desiste de exportar e cria deficit]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36293</link>
<pubDate>Mon, 06 May 2013 08:37:24 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Em 2006, exporta&ccedil;&otilde;es do Estado venciam importa&ccedil;&otilde;es em US$ 9 bi; hoje, importa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o US$ 18 bi maiores<br /><br />Balan&ccedil;a comercial de SP mostra dificuldades da ind&uacute;stria; bicicletas, lavadoras e vestu&aacute;rio simbolizam o problema<br /><br />Entre 2006 e 2012, a exporta&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas de lavar fabricadas no Estado de S&atilde;o Paulo caiu 77%. Foi feia tamb&eacute;m a queda do vestu&aacute;rio (52%) e das bicicletas (87%)<br /><br />Por outro lado, as importa&ccedil;&otilde;es desses produtos subiram respectivamente 525%, 531% e mais de 800%. Esses tr&ecirc;s tradicionais setores da ind&uacute;stria paulista contam a hist&oacute;ria de uma tend&ecirc;ncia mais geral.<br /><br />Em 2006, o Estado tinha um superavit na balan&ccedil;a comercial de US$ 9 bilh&otilde;es --ou seja, as exporta&ccedil;&otilde;es excediam as importa&ccedil;&otilde;es. De l&aacute; para c&aacute;, a situa&ccedil;&atilde;o se inverteu. Hoje, o Estado &eacute; deficit&aacute;rio em US$ 18 bilh&otilde;es ao ano.<br /><br />A balan&ccedil;a comercial paulista serve como term&ocirc;metro da situa&ccedil;&atilde;o industrial do pa&iacute;s, tanto na exporta&ccedil;&atilde;o (o Estado ainda &eacute; o centro industrial nacional) quanto na importa&ccedil;&atilde;o (o Estado &eacute; a sede de muitas importadoras).<br /><br />CAUSAS DA MUDAN&Ccedil;A<br /><br />O consultor Welber Barral, ex-secret&aacute;rio de Com&eacute;rcio Exterior do governo federal, cita, entre outras, tr&ecirc;s causas para essa r&aacute;pida mudan&ccedil;a:<br /><br />1) O aumento da renda no pa&iacute;s sem aumento correspondente dos investimentos (e da produ&ccedil;&atilde;o) fez com que os consumidores passassem a se saciar com importados.<br /><br />2) A infraestrutura (como portos) ficou congestionada, minando a competitividade. Com pleno emprego, a m&atilde;o de obra tamb&eacute;m encareceu.<br /><br />3) Depois da crise internacional de 2008, o mercado global se complicou. Com o consumo americano e europeu contido, produtos que antes iam a esses mercados inundaram pa&iacute;ses como o Brasil.<br /><br />H&aacute; ainda uma discuss&atilde;o sobre o papel do c&acirc;mbio valorizado nessa mudan&ccedil;a.<br /><br />Roberto Giannetti, diretor de com&eacute;rcio exterior da Fiesp, federa&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias do Estado, diz que ele "&eacute; o pior dos problemas" --moeda valorizada significa importa&ccedil;&atilde;o barata e exporta&ccedil;&atilde;o cara.<br /><br />"S&atilde;o Paulo &eacute; o Estado mais penalizado pelo c&acirc;mbio valorizado. A baixa competitividade dos nossos manufaturados n&atilde;o tem a ver com a gest&atilde;o das empresas, com a nossa refer&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica ou mesmo com a qualidade de m&atilde;o de obra, que tem um padr&atilde;o razo&aacute;vel de produtividade."<br /><br />Economistas mais liberais podem discordar.<br /><br />Para Rodrigo Constantino, fundador do Instituto Millenium, "a taxa de c&acirc;mbio &eacute; apenas mais um fator [da baixa competitividade], e nem de perto o &uacute;nico ou o mais importante".<br /><br />Para ele, tanto quanto resolver os problemas estruturais, &eacute; preciso refor&ccedil;ar os incentivos para que nossas empresas busquem maior efici&ecirc;ncia. "S&oacute; a competi&ccedil;&atilde;o coloca a devida press&atilde;o nos empres&aacute;rios."<br /><br />Outra op&ccedil;&atilde;o para reduzir a concorr&ecirc;ncia externa, que o governo tem utilizado, &eacute; aumentar impostos de importados. Giannetti v&ecirc; como "um erro para corrigir o primeiro [o c&acirc;mbio]".<br /><br />Constantino tamb&eacute;m critica: "&Eacute; um tiro no p&eacute;. Ajuda alguns amigos do rei, mas faz empres&aacute;rio investir mais em lobby em Bras&iacute;lia do que em competitividade". <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Para analistas, indústria voltou a crescer em março]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36272</link>
<pubDate>Fri, 03 May 2013 11:06:15 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Depois do tombo de 2,5% entre janeiro e fevereiro, economistas calculam que a ind&uacute;stria voltou a crescer em mar&ccedil;o, mas afirmam que a varia&ccedil;&atilde;o positiva ainda n&atilde;o deve marcar o in&iacute;cio de uma trajet&oacute;ria de recupera&ccedil;&atilde;o mais consistente do setor. Segundo a m&eacute;dia de 15 consultorias e institui&ccedil;&otilde;es financeiras ouvidas pelo Valor Data, a produ&ccedil;&atilde;o industrial avan&ccedil;ou 1,3% na passagem mensal, feito o ajuste sazonal.<br /><br />O intervalo de estimativas para a Pesquisa Industrial Mensal - Produ&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica (PIM-PF) referente ao terceiro m&ecirc;s do ano, a ser divulgada hoje pelo IBGE, vai de 0,5% a 1,9%. Os analistas apontam, no entanto, que a alta mensal, mais uma vez, parece n&atilde;o ter sido disseminada e, olhando para frente, dados de abril seriam um primeiro sinal de que o crescimento n&atilde;o se sustentou.<br /><br />Alessandra Ribeiro, da Tend&ecirc;ncias, observa que os principais indicadores usados para estimar o desempenho industrial subiram em mar&ccedil;o, com destaque para o setor automotivo. Entre autom&oacute;veis, comerciais leves, caminh&otilde;es e &ocirc;nibus, a produ&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos medida pela Anfavea (entidade que re&uacute;ne as montadoras) saltou 39,2% ante fevereiro, dado que, dessazonalizado pela consultoria, resultou em alta de 3,3%. Tamb&eacute;m cresceram o fluxo pedagiado de ve&iacute;culos pesados (0,5%), a expedi&ccedil;&atilde;o de papel&atilde;o ondulado (1,1%) e o consumo de energia (1%), sempre com o ajuste sazonal feito por Alessandra.<br /><br />Se confirmada sua expectativa de avan&ccedil;o de 1,6% da ind&uacute;stria no terceiro m&ecirc;s do ano, a economista calcula que o setor ter&aacute; crescido 1% no primeiro trimestre sobre o per&iacute;odo imediatamente anterior. Ela ressalta, por&eacute;m, que boa parte dessa rea&ccedil;&atilde;o foi concentrada nos bens de capital, enquanto outras categorias importantes, como a de intermedi&aacute;rios, continuam "apanhando". "De um lado, os condicionantes do consumo est&atilde;o mais fracos e a demanda est&aacute; desacelerando. De outro, temos dados de investimento. &Eacute; dif&iacute;cil fazer uma an&aacute;lise", afirmou.<br /><br />Para Mariana Hauer, do banco ABC Brasil, o principal determinante da alta de 1,3% esperada para a ind&uacute;stria em mar&ccedil;o foi o setor de ve&iacute;culos, que segue com n&uacute;meros vol&aacute;teis de produ&ccedil;&atilde;o e vendas como reflexo das "interven&ccedil;&otilde;es do governo". Zerada at&eacute; dezembro, a al&iacute;quota do IPI para carros populares subiu para 2% em janeiro e iria voltar a 7% depois de junho, mas ser&aacute; mantida no n&iacute;vel atual at&eacute; o fim de 2013, assim como o imposto menor, de 7% a 8%, para autom&oacute;veis acima de mil a 2 mil cilindradas.<br /><br />Na opini&atilde;o da economista do ABC, esse tipo de incentivo surte efeito somente sobre o consumo e, por isso, n&atilde;o foi suficiente para que a ind&uacute;stria entrasse em uma trajet&oacute;ria mais sustent&aacute;vel de recupera&ccedil;&atilde;o, espalhada por outros setores. "N&atilde;o houve nenhuma mudan&ccedil;a estrutural que incentivasse de forma saud&aacute;vel o lado da oferta. A ind&uacute;stria tem capacidade de aumentar a produ&ccedil;&atilde;o nesses setores espec&iacute;ficos reagindo &agrave; demanda, mas &eacute; algo muito localizado", diz.<br /><br />Mariana ainda aponta que os investimentos em capital fixo est&atilde;o reagindo como reflexo das redu&ccedil;&otilde;es dos juros de linhas de financiamento do BNDES, mas, em sua avalia&ccedil;&atilde;o, o setor privado n&atilde;o tirou muitos projetos da gaveta e a ind&uacute;stria ainda n&atilde;o sente necessidade de elevar sua capacidade produtiva. Assim, diz, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel prever uma rota mais consolidada de crescimento para a atividade industrial nos pr&oacute;ximos meses.<br /><br />Em abril, de acordo com os analistas consultados, os poucos antecedentes j&aacute; conhecidos referentes ao per&iacute;odo apontam que a ind&uacute;stria colocou o p&eacute; no freio. Medida pela Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV), a confian&ccedil;a dos empres&aacute;rios recuou 0,8% sobre mar&ccedil;o, com avalia&ccedil;&otilde;es piores sobre a situa&ccedil;&atilde;o atual e perspectivas menos otimistas para os pr&oacute;ximos meses. Com base nesse indicador, a expectativa preliminar para abril &eacute; de uma produ&ccedil;&atilde;o industrial "zerada", diz Alessandra, da Tend&ecirc;ncias.<br /><br />Divulgado ontem pelo HSBC, o &Iacute;ndice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em ingl&ecirc;s) da ind&uacute;stria brasileira cedeu de 51,8 pontos em mar&ccedil;o para 50,8 pontos no m&ecirc;s passado.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Saldo comercial no ano é o pior da história]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36268</link>
<pubDate>Fri, 03 May 2013 11:04:45 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Depois de um pequeno super&aacute;vit em mar&ccedil;o, a balan&ccedil;a comercial brasileira voltou ao vermelho no m&ecirc;s passado. Segundo dados do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior, o saldo foi negativo em US$ 994 milh&otilde;es, o pior resultado da hist&oacute;ria para o m&ecirc;s. As exporta&ccedil;&otilde;es somaram US$ 20,6 bilh&otilde;es e as importa&ccedil;&otilde;es, US$ 21,6 bilh&otilde;es. As exporta&ccedil;&otilde;es e as importa&ccedil;&otilde;es foram recordes para o m&ecirc;s.<br /><br />O d&eacute;ficit comercial atingiu US$ 6,15 bilh&otilde;es no acumulado dos primeiros quatro meses do ano, tamb&eacute;m o pior resultado para o per&iacute;odo. De janeiro a abril do ano passado, abalan&ccedil;a teve super&aacute;vit de US$ 3,3 bilh&otilde;es. O &uacute;ltimo saldo negativo nesse per&iacute;odo ocorreu em 2001.<br />A secret&aacute;ria de Com&eacute;rcio Exterior do minist&eacute;rio, Tatiana Prazeres, afirmou que abalan&ccedil;a comercial brasileira deve mostrar recupera&ccedil;&atilde;o este m&ecirc;s, com super&aacute;vit. "Nossa expectativa &eacute; de ter super&aacute;vit na balan&ccedil;a comercial em maio e seguimos com a expectativa de ter um ano com saldo positivo."<br /><br />Proje&ccedil;&atilde;o. Ela destacou que, embora haja d&eacute;ficit superior a US$ 6 bilh&otilde;es at&eacute; abril, no acumulado em 12 meses a balan&ccedil;a ainda tem super&aacute;vit de quase US$ 10 bilh&otilde;es. A secret&aacute;ria, por&eacute;m, n&atilde;o tra&ccedil;ou proje&ccedil;&otilde;es para o com&eacute;rcio exterior este ano.<br /><br />Tatiana ressaltou que o saldo negativo deste ano &eacute; proporcionalmente menor em rela&ccedil;&atilde;o ao valor exportado no per&iacute;odo. A secret&aacute;ria disse que o d&eacute;ficit representa 8,6% das exporta&ccedil;&otilde;es no primeiro quadrimestre de 2013. Em 1995, at&eacute; ent&atilde;o o maior d&eacute;ficit para o per&iacute;odo, o saldo negativo de US$ 2,76 bilh&otilde;es representou 21% do que o Brasil exportou naquele ano. "O d&eacute;ficit deste ano representa uma fatia bastante inferior das nossas exporta&ccedil;&otilde;es do que em outros quadrimestres."<br /><br />As vendas externas somam US$ 71,47 bilh&otilde;es no ano, com m&eacute;dia di&aacute;ria de US$ 871,6 milh&otilde;es, o que significa uma queda de 3,1% na compara&ccedil;&atilde;o com a m&eacute;dia di&aacute;ria do primeiro quadrimestre do ano passado. As importa&ccedil;&otilde;es,por outro lado, totalizam US$ 77,62 bilh&otilde;es, recorde para os primeiros quatro meses do ano. Pela m&eacute;dia di&aacute;ria, de US$ 946,6 milh&otilde;es, o crescimento &eacute; de 10,1% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2012.<br /><br />No m&ecirc;s passado, a m&eacute;dia di&aacute;ria das vendas externas foi de US$ 937,8 milh&otilde;es, queda de 4,1% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia di&aacute;ria de abril de 2012, de US$ 978,3 milh&otilde;es. As importa&ccedil;&otilde;es tiveram m&eacute;dia di&aacute;ria de US$ 983 milh&otilde;es, recorde para abril. O crescimento &eacute; de 5,2% na compara&ccedil;&atilde;o com abril do ano passado.<br /><br />Petr&oacute;leo. Tatiana disse que a balan&ccedil;a de petr&oacute;leo e derivados &eacute; o principal fator para os d&eacute;ficits comerciais este ano. Segundo ela, as vendas externas desses produtos tiveram queda de 55,1% em rela&ccedil;&atilde;o a abril de2012. No ano, a retra&ccedil;&atilde;o foi de 43%. "Se desconsiderarmos petr&oacute;leo e derivados, estamos, em 2013, com m&eacute;dia di&aacute;ria de exporta&ccedil;&atilde;o superior a 2012, embora, no conjunto, seja inferior &agrave; do ano passado."<br /><br />"H&aacute; uma queda na produ&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo, relacionada, entre outros aspectos, com manuten&ccedil;&atilde;o de plataformas, e houve aumento do consumo para refino no Brasil", disse. Segundo ela, o d&eacute;ficit comercial na balan&ccedil;a do petr&oacute;leo em abril foi de US$ 2,71 bilh&otilde;es. Na outra ponta, as importa&ccedil;&otilde;es est&atilde;o infladas pelo registro de opera&ccedil;&otilde;es feitas pela Petrobr&aacute;s ainda em 2012.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Copa do Mundo deve pressionar inflação em 2014]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36262</link>
<pubDate>Fri, 03 May 2013 10:37:39 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Num cen&aacute;rio de persistente resist&ecirc;ncia da infla&ccedil;&atilde;o, a Copa do Mundo no Brasil em 2014 pode entrar na &aacute;rea como mais um fator de press&atilde;o para atrapalhar a converg&ecirc;ncia dos pre&ccedil;os para o centro da meta do governo no pr&oacute;ximo ano. Para analistas, a press&atilde;o vir&aacute; dos pre&ccedil;os de servi&ccedil;os, como hot&eacute;is, transportes&nbsp; e alimenta&ccedil;&atilde;o fora do domic&iacute;lio. E isso pode alimentar o clamor por mais agressividade do Banco Central (BC) na condu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica monet&aacute;ria brasileira.<br /><br />"A Copa do Mundo vai levar a infla&ccedil;&atilde;o para cima, e gera preocupa&ccedil;&atilde;o sim. Haver&aacute; uma press&atilde;o mais alta nos pre&ccedil;os de servi&ccedil;os, com forte ingresso de capital estrangeiro e aumento no consumo", avaliou o economista da Austin Rating, Felipe Queiroz.<br /><br />Ele projeta acelera&ccedil;&atilde;o do IPCA de 5,2% em 2013 para 5,5% em 2014, com alta de 9,5% na infla&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, ante 9% neste ano. Os n&uacute;meros levam em considera&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel impacto de 0,4 a 0,9 ponto percentual da Copa na infla&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os.<br /><br />"Num quadro j&aacute; ruim, um evento como a Copa certamente contribui no sentido negativo, e &eacute; algo que merece alerta. Um m&ecirc;s antes [do evento come&ccedil;ar] j&aacute; se deve observar tend&ecirc;ncia de pre&ccedil;os (de servi&ccedil;os) maiores, o que far&aacute;, sim, diferen&ccedil;a no fim do ano", destacou a economista da Tend&ecirc;ncias Consultoria, Alessandra Ribeiro.<br /><br />Embora destaque que essa seja apenas uma an&aacute;lise qualitativa, Alessandra afirma que o efeito Copa imprime vi&eacute;s altista na previs&atilde;o de acelera&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o a 5,8% em 2014, ante 5,6% em 2013. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[País exporta menos e governo já discute hipótese de deficit em 2013]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36256</link>
<pubDate>Fri, 03 May 2013 10:20:56 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Alta das importa&ccedil;&otilde;es era esperada, mas queda de 4,2% nas vendas para o exterior surpreendeu<br /><br />Segundo t&eacute;cnicos que acompanham os dados de com&eacute;rcio exterior, o saldo positivo para este ano est&aacute; 'em xeque'<br /><br />Com o resultado negativo recorde da balan&ccedil;a comercial em abril, especialistas j&aacute; consideram a possibilidade de deficit no ano. Seria a primeira vez, desde o ano 2000, que as importa&ccedil;&otilde;es superariam, em valor, as exporta&ccedil;&otilde;es.<br /><br />Dentro do pr&oacute;prio governo, o superavit &eacute; considerado incerto, apurou a Folha. Segundo t&eacute;cnicos que acompanham os dados de com&eacute;rcio exterior, o saldo positivo est&aacute; "em xeque".<br /><br />No m&ecirc;s passado, a conta ficou no vermelho em US$ 1 bilh&atilde;o, levando o pa&iacute;s a acumular um deficit recorde tamb&eacute;m para o quadrimestre, de US$ 6,2 bilh&otilde;es. A s&eacute;rie hist&oacute;rica do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, que divulgou os dados ontem, come&ccedil;a em 1993.<br /><br />Desde 2001, o pa&iacute;s n&atilde;o registrava resultados negativos no primeiro quadrimestre.<br /><br />Parte do resultado negativo era prevista pelo governo, que considerava desde janeiro a possibilidade de deficit nos primeiros meses de 2013.<br /><br />Isso porque o pa&iacute;s come&ccedil;ou o ano com estoque de US$ 4,5 bilh&otilde;es em importa&ccedil;&otilde;es feitas pela Petrobras em 2012 e cujo valor s&oacute; come&ccedil;ou a ser registrado em 2013.<br /><br />Sabia-se que as importa&ccedil;&otilde;es iriam subir. Mas n&atilde;o estava nos c&aacute;lculos uma queda de 4,2% nas exporta&ccedil;&otilde;es.<br /><br />Com queda da demanda global e produ&ccedil;&atilde;o menos robusta da Petrobras, a venda de petr&oacute;leo caiu 54%, derrubando o desempenho dos produtos b&aacute;sicos, que garantem o saldo comercial.<br /><br />Do lado dos industrializados, em que o Brasil sofre problemas de competitividade, houve queda significativa nas vendas de &oacute;leos combust&iacute;veis (-39%) e de avi&otilde;es (-35%).<br /><br />Os n&uacute;meros acenderam o sinal amarelo de analistas.<br /><br />A Associa&ccedil;&atilde;o de Com&eacute;rcio Exterior do Brasil afirma que ter&aacute; de revisar para baixo suas estimativas para o ano e que n&atilde;o descarta a possbilidade de deficit. A previs&atilde;o atual &eacute; de saldo de US$ 14,5 bilh&otilde;es, o que j&aacute; representaria queda de 25% ante os US$ 19,4 bilh&otilde;es de 2013.<br /><br />A estimativa da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria, de US$ 11,3 bilh&otilde;es, tamb&eacute;m passar&aacute; por revis&atilde;o.<br /><br /><strong>PREOCUPA&Ccedil;&Atilde;O</strong><br /><br />A deteriora&ccedil;&atilde;o da balan&ccedil;a preocupa por seu efeito nas contas externas. Em fevereiro, o Banco Central elevou a proje&ccedil;&atilde;o de deficit externo do pa&iacute;s, para US$ 67 bilh&otilde;es, pela expectativa de ganhos menores com o saldo comercial.<br /><br />O aumento do deficit nas transa&ccedil;&otilde;es com o exterior (que, al&eacute;m do com&eacute;rcio, inclui servi&ccedil;os, como viagens e lucros) torna o pa&iacute;s mais dependente de investimentos e empr&eacute;stimos estrangeiros e, portanto, mais vulner&aacute;vel a turbul&ecirc;ncias externas. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Tarifas no Brasil entre as mais caras]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36247</link>
<pubDate>Fri, 03 May 2013 09:50:50 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Roberto Ara&uacute;jo, do Ilumina, afirma que as tarifas de energia cobradas no pa&iacute;s j&aacute; est&atilde;o entre as mais altas do mundo. Por isso, n&atilde;o entende a imposi&ccedil;&atilde;o das bandeiras tarif&aacute;rias, que deixar&atilde;o a fatura mais cara sempre que houver maior custo de gera&ccedil;&atilde;o.<br /><br />&ndash; Pagamos o dobro dos americanos, o triplo dos canadenses. Alguma coisa est&aacute; errada. A gente paga uma tarifa cara, para n&atilde;o ter que correr riscos. Acredito que, se as pessoas entendessem bem o funcionamento do sistema, ficaria todo mundo impressionado com isso &ndash; diz o especialista do Ilumina, organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental que acompanha o setor el&eacute;trico.<br /><br />Ara&uacute;jo questiona ainda o fato de o sistema n&atilde;o prever compensa&ccedil;&atilde;o aos consumidores nas situa&ccedil;&otilde;es em que n&atilde;o houver custos extras para a gera&ccedil;&atilde;o de energia:<br /><br />&ndash; Quando os reservat&oacute;rios est&atilde;o cheios e vertendo &aacute;gua, essa vantagem &eacute; capturada no mercado livre. Se houvesse coer&ecirc;ncia, quando os reservat&oacute;rios est&atilde;o cheios, dever&iacute;amos receber a diferen&ccedil;a.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Zero Hora - RS</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Desonerações trazem alívio temporário]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36221</link>
<pubDate>Thu, 02 May 2013 11:40:07 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Para a Metalplan, ind&uacute;stria de bens de capital, a desonera&ccedil;&atilde;o de folha de pagamento, uma das medidas do governo federal para reduzir custo de produ&ccedil;&atilde;o, foi mais do que bem-vinda. Com a troca do pagamento da contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria de 20% sobre folha pelo pagamento de 1,5% do faturamento, a empresa reduziu pelo menos 3% de seu custo industrial.<br /><br />O incentivo para aquisi&ccedil;&atilde;o de m&aacute;quinas com financiamento mais barato e facilitado via Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES), outra medida do governo, tamb&eacute;m beneficiou a empresa. No ano passado a Metalplan dobrou o valor de venda por meio do cart&atilde;o BNDES. Atualmente, informa, cerca de 30% do faturamento vem por meio de vendas efetivadas com o cart&atilde;o ou o Finame, linha de cr&eacute;dito do banco espec&iacute;fica para compra de m&aacute;quinas.<br /><br />As medidas adotadas pelo governo nos &uacute;ltimos meses n&atilde;o favoreceram apenas as ind&uacute;strias. A desonera&ccedil;&atilde;o de folha, por exemplo, tamb&eacute;m beneficiou o setor de servi&ccedil;os, entre eles o hoteleiro. Alberto Grau, diretor de hotelaria da GJP Hotels e Resorts conta que a desonera&ccedil;&atilde;o da folha trouxe redu&ccedil;&atilde;o de 50% do valor devido de contribui&ccedil;&atilde;o previdenci&aacute;ria, levando em considera&ccedil;&atilde;o o per&iacute;odo de agosto de 2012, quando o benef&iacute;cio passou a valer, at&eacute; mar&ccedil;o de 2013, em rela&ccedil;&atilde;o a igual per&iacute;odo do ano anterior.<br /><br />A redu&ccedil;&atilde;o da tarifa de energia el&eacute;trica, que passou a vigorar em fevereiro, tamb&eacute;m deve contribuir para reduzir custos, mas a rede ainda n&atilde;o fez os c&aacute;lculos. Grau informa, por&eacute;m, que a despesa estava em expans&atilde;o. A m&eacute;dia hist&oacute;rica desse custo &eacute; de 6% a 7% da receita, diz o executivo, e no ano passado j&aacute; havia atingido os 10%.<br /><br />Apesar do al&iacute;vio resultante das medidas adotadas pelo governo, a press&atilde;o de custos sobre as empresas persiste. O caminho para condi&ccedil;&otilde;es de competitividade mais ison&ocirc;micas e que permitam colher ganhos de produtividade mais expressivos, dizem, ainda &eacute; longo e depende de mudan&ccedil;as mais estruturais.<br /><br />A Metalplan, por exemplo, fechou 2012 com faturamento nominal menor que o do ano anterior, uma situa&ccedil;&atilde;o que s&oacute; havia sido registrada antes em 1992, diz Edgard Dutra, diretor da empresa. A queda de 5% nominais, por&eacute;m, teria sido maior sem as medidas do governo, avalia. "A empresa conseguiu manter os pre&ccedil;os sem reajuste, apesar da press&atilde;o de custos, como de sal&aacute;rios".<br /><br />Com a conten&ccedil;&atilde;o no pre&ccedil;o, a empresa manteve a capacidade de concorrer no mercado. Com mais f&ocirc;lego e animado com o desempenho dos primeiros meses de 2013, Dutra planeja fechar este ano com ganho de 20% de faturamento em rela&ccedil;&atilde;o a 2012. O horizonte num prazo mais distante, diz, parece promissor, mas depende do aumento de competitividade.<br /><br />Os resultados das medidas do governo federal n&atilde;o se restringiram &agrave; Metalplan. Dados da Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional da Ind&uacute;stria (CNI) mostram que a pol&iacute;tica de redu&ccedil;&atilde;o da taxa de juros evitou que os custos das ind&uacute;strias crescessem com maior intensidade. Na m&eacute;dia anual, houve queda de 24,8% no custo de capital de giro de 2011 para o ano passado. O custo tribut&aacute;rio, um dos grandes problemas estruturais apontados pelas empresas para a competitividade, ainda subiu 5,6% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior, apesar de ter apresentado queda no quarto trimestre do ano passado.<br /><br />Mesmo com as medidas do governo, por&eacute;m, o custo industrial calculado pela CNI indica alta de 6,3% de 2011 para 2012, eleva&ccedil;&atilde;o maior que os 5,8% registrados no ano anterior. Os pre&ccedil;os praticados pela ind&uacute;stria subiram menos, com alta de 4,9%. Segundo o economista Renato da Fonseca, da CNI, isso significa que a ind&uacute;stria n&atilde;o conseguiu repassar o aumento de custo para o pre&ccedil;o e apertou a margem de lucro.<br /><br />As empresas tiveram que encolher os ganhos mesmo com o efeito favor&aacute;vel do c&acirc;mbio no decorrer de 2012. Fonseca explica que o real mais valorizado elevava, em d&oacute;lar, a despesa com m&atilde;o de obra e energia el&eacute;trica, por exemplo, o que tirava a competitividade do produto brasileiro na concorr&ecirc;ncia com o importado ou no mercado internacional. A desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real durante o ano passado, entretanto, diz Fonseca, deu &agrave; produ&ccedil;&atilde;o dom&eacute;stica maior competitividade. Os pre&ccedil;os em reais dos manufaturados importados tiveram eleva&ccedil;&atilde;o de 16,9%, varia&ccedil;&atilde;o que supera em 10 pontos percentuais o aumento de 6,3% dos custos industriais no Brasil.<br /><br />As taxas de desemprego, por&eacute;m, mantiveram a press&atilde;o sobre o custo da m&atilde;o de obra em alguns segmentos. Entre 2006 e o ano passado, a taxa de desemprego passou de 10% para 5,5%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<br /><br />Na rede de hot&eacute;is GJP, os custos de pessoal ainda s&atilde;o altos e continuam em eleva&ccedil;&atilde;o. O valor da folha de pessoal, incluindo sal&aacute;rios, encargos e benef&iacute;cios, cresceu 32,9% entre 2011 e 2012, levando em considera&ccedil;&atilde;o a rede j&aacute; existente em 2011. O crescimento deve-se &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o do quadro de pessoal e ao aumento dos benef&iacute;cios.<br /><br />O baixo n&iacute;vel de desemprego, diz Grau, gerou aumento de rotatividade em algumas unidades e press&atilde;o sobre os sal&aacute;rios. Paralelamente, o setor enfrenta cada vez mais o problema da qualifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra. A melhora da educa&ccedil;&atilde;o, explica, reduziria os gastos de qualifica&ccedil;&atilde;o e treinamento de pessoal e aumentaria a produtividade.<br /><br />A melhoria da educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das mudan&ccedil;as estruturais consideradas essenciais pelas empresas. H&aacute; uma percep&ccedil;&atilde;o de que as medidas do governo para reduzir custos foram positivas, mas &eacute; preciso adotar simultaneamente pol&iacute;ticas que tamb&eacute;m fa&ccedil;am diferen&ccedil;a num prazo mais longo.<br /><br />Al&eacute;m da melhoria da educa&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, da qualifica&ccedil;&atilde;o da m&atilde;o de obra, Dutra, da Metalplan, aponta a necessidade de inova&ccedil;&atilde;o como forma de elevar a competitividade brasileira. Segundo ele, os mecanismos atuais s&atilde;o burocr&aacute;ticos e desestimulam as empresas menores a investir. "O financiamento para inova&ccedil;&atilde;o no Brasil demanda pagamento em dois ou quatro anos". O investimento em inova&ccedil;&atilde;o, argumenta, precisa de mais tempo porque muitas vezes a nova tecnologia, al&eacute;m do tempo e de recursos para ser desenvolvida, ainda precisa formar um mercado. Para ele s&atilde;o necess&aacute;rios dez ou vinte anos.<br /><br />O aparente esgotamento de alguns mecanismos emergenciais que deram f&ocirc;lego para as empresas no ano passado tamb&eacute;m faz as empresas olharem para um per&iacute;odo mais longo &agrave; frente. A desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real, que ajudou no ganho de competitividade das empresas, diz Fonseca, da CNI, "j&aacute; acabou". Para ele, &eacute; preciso intensificar a&ccedil;&otilde;es que reduzam custos de produ&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria e custos sist&ecirc;micos da economia brasileira.<br /><br />O economista exemplifica alguns, como carga tribut&aacute;ria, infraestrutura log&iacute;stica, regula&ccedil;&atilde;o ambiental, qualifica&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra e melhora do resultado fiscal do governo por meio da redu&ccedil;&atilde;o de gastos. A melhora da infraestrutura, avalia Fonseca, depende, por&eacute;m, al&eacute;m de uma taxa de juros baixa, da retomada de confian&ccedil;a na demanda dom&eacute;stica e na exist&ecirc;ncia de regras claras para dar seguran&ccedil;a ao investidor.<br /><br />Fonseca lembra que, apesar da desvaloriza&ccedil;&atilde;o da moeda nacional em 2012, o real ainda est&aacute; valorizado frente ao d&oacute;lar. A melhora dos demais fatores de competitividade, por&eacute;m, dar&aacute; import&acirc;ncia relativa e mais marginal ao c&acirc;mbio.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Expansão de gastos traz riscos ao Brasil, diz Tanzi]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36210</link>
<pubDate>Thu, 02 May 2013 11:25:41 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A expans&atilde;o dos gastos p&uacute;blicos est&aacute; na origem dos desafios enfrentados atualmente por Uni&atilde;o Europeia e Estados Unidos e tem potencial para se tornar uma fonte de inc&ocirc;modo tamb&eacute;m para pa&iacute;ses mais distantes do epicentro da crise, como o Brasil, avalia o economista italiano Vito Tanzi. "No Brasil, o excesso de gastos &eacute; um problema em progress&atilde;o", afirma o doutor em economia por Harvard, sem negar, no entanto, que em seus tempos de FMI j&aacute; acompanhou o pa&iacute;s mais de perto. Tanzi foi chefe da divis&atilde;o de pol&iacute;tica tribut&aacute;ria do Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) entre 1974 e 1981, assumindo em seguida a diretoria do departamento de assuntos fiscais do mesmo &oacute;rg&atilde;o at&eacute; 2000. Ele tamb&eacute;m estudou os efeitos corrosivos da infla&ccedil;&atilde;o sobre a arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos, o que ficou conhecido como "efeito Tanzi".<br /><br />Em entrevista ao Valor na tarde da &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira em S&atilde;o Paulo, antes de participar de um debate no Instituto Fernando Henrique Cardoso, Tanzi citou um cen&aacute;rio mais desafiador para o Brasil, que inclui um c&acirc;mbio valorizado e seus impactos negativos sobre as exporta&ccedil;&otilde;es, e pre&ccedil;os de commodities abaixo dos picos alcan&ccedil;ados nos &uacute;ltimos anos. Segundo Tanzi, o tamanho do Estado brasileiro, refletido no amplo n&uacute;mero de programas econ&ocirc;micos e sociais, &eacute; algo que precisa ser enfrentado. "Uma vez introduzido um programa &eacute; muito dif&iacute;cil voltar atr&aacute;s". Para Tanzi, &eacute; poss&iacute;vel que o d&eacute;ficit fiscal do Brasil talvez seja maior do que apontam as estat&iacute;sticas, em raz&atilde;o de "truques" - os mesmos, diz ele, que alguns pa&iacute;ses europeus lan&ccedil;aram m&atilde;o anos antes da crise que eclodiu em 2008 e da qual a regi&atilde;o n&atilde;o consegue se desvencilhar.<br /><br />Na origem desses problemas que afligem os pa&iacute;ses desenvolvidos, diz ele, estaria a expans&atilde;o progressiva dos gastos p&uacute;blicos iniciada muito antes da crise e sustentada, pelo menos at&eacute; meados da d&eacute;cada de 1990, pelo aumento da carga tribut&aacute;ria. Depois disso, diante da disposi&ccedil;&atilde;o cada vez menor das popula&ccedil;&otilde;es em arcar com impostos mais altos, a op&ccedil;&atilde;o foi recorrer &agrave;s emiss&otilde;es de d&iacute;vida, mais e mais dif&iacute;ceis de serem financiadas.<br /><br />Para Tanzi, o fato de o incremento de gastos p&uacute;blicos estar na origem do problema &eacute; a raz&atilde;o pela qual n&atilde;o pode ser considerado parte da solu&ccedil;&atilde;o. Essa, em sua opini&atilde;o, passa necessariamente pelo corte de gastos - o que &eacute; tamb&eacute;m o argumento central do novo livro do economista, 'Dollars, Euro and Debt', a ser publicado no Brasil em dois ou tr&ecirc;s meses. "A Europa vai ter que cortar gastos p&uacute;blicos". Obviamente, diz ele, isso n&atilde;o vai poder ser feito de um dia para outro, mas sim gradualmente.<br /><br />Tanzi, contudo, tem o cuidado de n&atilde;o se colocar contra qualquer tipo de est&iacute;mulo fiscal. Ele avalia que s&atilde;o bem-vindos os pacotes de est&iacute;mulos que t&ecirc;m in&iacute;cio no momento em que as contas fiscais n&atilde;o sa&iacute;ram do controle, mas o sentimento das pessoas com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; economia apresenta piora, com queda nos investimentos e gastos. "Mas se a situa&ccedil;&atilde;o fiscal j&aacute; &eacute; bastante ruim e se a crise tem origem em um &uacute;nico setor, n&atilde;o se resolve o problema simplesmente injetando mais dinheiro na economia".<br /><br />Esse cen&aacute;rio traz ao assunto a economia americana, cuja condi&ccedil;&atilde;o, diz Tanzi, &eacute; t&atilde;o ruim quanto a dos pa&iacute;ses da Uni&atilde;o Europeia, pelo menos de um ponto de vista fiscal. "Os dados geralmente olhados s&atilde;o os do governo federal, que excluem a d&iacute;vida dos governos locais, que deve estar ao redor de 20% do PIB. Ou seja, estamos falando de uma d&iacute;vida p&uacute;blica acima de 100% como propor&ccedil;&atilde;o do PIB".<br /><br />Para Tanzi, a pol&iacute;tica do Federal Reserve (o banco central americano), que alia expans&atilde;o monet&aacute;ria e juros reais negativos, tamb&eacute;m &eacute; fonte de preocupa&ccedil;&atilde;o. Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, sem a opera&ccedil;&atilde;o do Fed, o d&eacute;ficit fiscal americano seria muito maior porque os juros baix&iacute;ssimos barateiam o servi&ccedil;o da d&iacute;vida. "N&atilde;o me parece uma situa&ccedil;&atilde;o muito confort&aacute;vel".<br /><br />A vantagem dos Estados Unidos, afirma Tanzi, &eacute; que o pa&iacute;s ainda &eacute; visto como uma ilha de seguran&ccedil;a, o que permite que o governo se financie a taxas muito baixas. "A taxa de juros americana est&aacute; no n&iacute;vel mais baixo em 200 anos. &Eacute; um absurdo acreditar que isso pode continuar indefinidamente", diz. Para Tanzi, a hora da verdade chegar&aacute; quando a infla&ccedil;&atilde;o e os juros retomarem a trajet&oacute;ria de alta, o que vai custar muito ao Fed.<br /><br />"Tudo isso pode se manter por mais alguns meses, mas, cedo ou tarde, deve levar a grandes dificuldades e necessidade de corte de gastos". Usando uma de suas analogias prediletas, Tanzi diz que a ideia de que se pode criar crescimento gastando mais &eacute; semelhante ao artif&iacute;cio de oferecer esteroides para um atleta. "Isso pode fazer com que ele corra mais r&aacute;pido hoje, mas se continuar com o uso sua performance vai piorar".<br /><br />J&aacute; o caso europeu, diz Tanzi, &eacute; mais urgente, especialmente ao se olhar para pa&iacute;ses como It&aacute;lia, Espanha, Gr&eacute;cia, Portugal e Irlanda. Como exemplo, recorre a seu pa&iacute;s natal, a It&aacute;lia. Ele lembra que o ex-primeiro ministro Mario Monti, sucedido Enrico Letta, tentou fazer ajustes, mas a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o entendeu. "As pessoas realmente acreditavam que o que Monti estava tentando fazer n&atilde;o era necess&aacute;rio e isso &eacute; perigoso", diz. "Se voltarmos aos pol&iacute;ticos que acham que h&aacute; almo&ccedil;o gr&aacute;tis em algum lugar, que podemos facilmente voltar a ter crescimento simplesmente gastando mais, teremos problemas". Tanzi avalia que alguns acreditam que realmente &eacute; poss&iacute;vel escolher entre austeridade e crescimento, o que &eacute; n&atilde;o &eacute; verdade. "Se existisse essa possibilidade n&atilde;o seria &oacute;bvio qual deles escolher?".<br /><br />Para Tanzi, nem mesmo os questionamentos recentes feitos aos estudos conduzidos pelos seus colegas de Harvard Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart - cr&iacute;ticas que s&atilde;o usadas por economistas menos ortodoxos justamente para apontar eventuais inefici&ecirc;ncias no receitu&aacute;rio mais liberal -, enfraquecem o argumento de que a sa&iacute;da &eacute; a austeridade. "Rogoff e Reinhart partiram de uma suposi&ccedil;&atilde;o tola, de que os problemas come&ccedil;am quando a d&iacute;vida [como propor&ccedil;&atilde;o do PIB] chega a 90%. Os problemas podem come&ccedil;ar muito antes disso", diz, ao lembrar que a Argentina, quando quebrou em 2001, mantinha uma d&iacute;vida de 40% em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB. Enquanto, no Jap&atilde;o, essa rela&ccedil;&atilde;o est&aacute; ao redor de 250% e o pa&iacute;s - "uma bomba prestes a explodir", diz Tanzi, alimentada por lobbies que indicam a necessidade de gastar mais e mais -, est&aacute; a&iacute;. Para o economista, um artigo escrito por ele no in&iacute;cio de 2000 joga luz &agrave; quest&atilde;o: o documento indica que o crescimento diminui quando a d&iacute;vida p&uacute;blica aumenta, sem que seja preciso estabelecer um n&iacute;vel para isso.<br /><br />Longe de se considerar um economista ultra-conservador, Tanzi discorda dos que creditam a origem dos desequil&iacute;brios ao estado de bem-estar social (welfare state). Os problemas, diz ele, est&atilde;o nas distor&ccedil;&otilde;es do modelo. Como exemplo, ele lembra que o conceito de invalidez, antes bastante circunscrito, se alargou de modo temer&aacute;rio. "Em pa&iacute;ses como a Holanda ou It&aacute;lia &eacute; poss&iacute;vel se aposentar por invalidez a partir de uma dor nas costas", diz. O que s&oacute; mostra, afirma, que n&atilde;o &eacute; preciso abolir o "welfare state", como defendia o economista conservador Milton Friedman. "Precisamos voltar &agrave;s inten&ccedil;&otilde;es iniciais, eliminando a bagagem excessiva que temos acumulado nos &uacute;ltimos anos".<br /><br />Voltando a falar de Brasil, Tanzi avalia ser poss&iacute;vel que o pa&iacute;s cres&ccedil;a a taxas superiores aos 3% esperados pelo FMI para 2013, mas diz que, para isso, vai ser preciso repensar o papel do Estado. "Novamente, n&atilde;o sou contra governos, sou a favor de governos que funcionem e funcionem bem", diz. "J&aacute; os que n&atilde;o funcionam, recomendo que comecem a fazer reformas". Tanzi veio ao Brasil pela primeira vez em 1965. Acompanhou de perto, dentre outros acontecimentos, o per&iacute;odo militar e de infla&ccedil;&atilde;o nas alturas. Ele encerra a entrevista dizendo que os poucos dias que passa no pa&iacute;s cada vez que desembarca em S&atilde;o Paulo ou no Rio, no entanto, n&atilde;o permitem captar as mudan&ccedil;as locais. Com exce&ccedil;&atilde;o dos carros nas ruas. "Muitos", em sua avalia&ccedil;&atilde;o.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Confiança recua em 70% dos setores produtivos]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36208</link>
<pubDate>Thu, 02 May 2013 11:18:43 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Apoiada principalmente no segmento de bens de capital, a ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o confirmou perspectivas de recupera&ccedil;&atilde;o na abertura do ano e deve ter crescido entre 0,8% e 1% sobre o trimestre anterior, feito o ajuste sazonal, mas os primeiros dados do setor referentes a abril indicam que essa rea&ccedil;&atilde;o segue lenta e ir&aacute; perder for&ccedil;a no segundo trimestre. A avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; de Aloisio Campelo, superintendente adjunto de ciclos econ&ocirc;micos da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV). Ap&oacute;s queda de 1,5% entre fevereiro e mar&ccedil;o, o &Iacute;ndice de Confian&ccedil;a da Ind&uacute;stria (ICI) calculado pela funda&ccedil;&atilde;o cedeu 0,8% em abril, para 104,2 pontos, ficando abaixo da m&eacute;dia hist&oacute;rica recente de 104,4 pontos pela primeira vez desde agosto passado.<br /><br />Apesar de a retra&ccedil;&atilde;o ter sido mais fraca do que a observada no m&ecirc;s passado, Campelo destacou que a piora foi mais espalhada em abril, j&aacute; que dez dos 14 g&ecirc;neros industriais pesquisados - 70% do total - ficaram menos confiantes, enquanto um registrou estabilidade e os outros tr&ecirc;s elevaram seu otimismo. "O resultado de abril &eacute; bem claro, mas na pr&aacute;tica sinaliza uma desacelera&ccedil;&atilde;o, e n&atilde;o uma queda", disse.<br /><br />Segundo o economista, a percep&ccedil;&atilde;o geral do empresariado segue pr&oacute;xima de um n&iacute;vel neutro, embora haja diverg&ecirc;ncias entre os setores, com aumento expressivo na percep&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&atilde;o de neg&oacute;cios entre os produtores de bens de capital, perspectivas mais modestas do setor de bens dur&aacute;veis ap&oacute;s a forte antecipa&ccedil;&atilde;o de consumo provocada pelo IPI reduzido e fraqueza dos bens intermedi&aacute;rios, com baixo n&iacute;vel de confian&ccedil;a e pouco uso da capacidade produtiva.<br /><br />Na passagem mensal, o recuo geral na confian&ccedil;a foi puxado tanto por avalia&ccedil;&otilde;es mais fracas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; conjuntura atual como por uma piora das expectativas em um horizonte mais longo, que se mant&ecirc;m em terreno positivo, mas menos otimista. O &Iacute;ndice de Situa&ccedil;&atilde;o Atual (ISA) diminuiu 0,7%, para 103,5 pontos, puxado principalmente por recuo de 5,5% no n&iacute;vel de demanda externa. O percentual de empresas que considera o consumo global fraco subiu de 10,8% em mar&ccedil;o para 17,7% em abril, maior n&iacute;vel desde abril de 2011.<br /><br />Para Campelo, a economia internacional ainda est&aacute; "indo devagar", com forte desacelera&ccedil;&atilde;o dos EUA no primeiro semestre, "s&eacute;rios problemas" na Europa e perda de f&ocirc;lego tamb&eacute;m na China e Am&eacute;rica Latina, importantes mercados para os manufaturados brasileiros.<br /><br />A avalia&ccedil;&atilde;o dos empres&aacute;rios sobre o ritmo dom&eacute;stico de consumo tamb&eacute;m arrefeceu. O indicador referente &agrave; demanda interna recuou 1,1% entre mar&ccedil;o e abril, para 102,9 pontos, com alta de 9,1% para 12,8% na fatia de empresas que classificam esse quesito como fraco. Na opini&atilde;o do superintendente, h&aacute; uma insatisfa&ccedil;&atilde;o com o ritmo de atividade interno, que poderia estar mais forte e assim sustentar vendas maiores, mas as empresas consultadas tamb&eacute;m apontam margens de lucro apertadas devido principalmente aos custos com m&atilde;o de obra.<br /><br />O campo das expectativas, por sua vez, segue revelando otimismo das empresas quanto sua situa&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;ximos meses, mas esses dados j&aacute; foram mais favor&aacute;veis, ressaltou Campelo. De mar&ccedil;o para abril, o &Iacute;ndice de Expectativas (IE) diminuiu 0,9%, para 104,9 pontos, mas ainda permaneceu mais de um ponto acima da m&eacute;dia hist&oacute;rica dos &uacute;ltimos cinco anos. "Ainda temos um estoque de otimismo no m&eacute;dio prazo. Estamos falando de 53% de empresas que acreditam que a situa&ccedil;&atilde;o deve melhorar nos pr&oacute;ximos seis meses", observou o economista da FGV.<br /><br />Entre os tr&ecirc;s componentes do &iacute;ndice de expectativas, o de produ&ccedil;&atilde;o prevista para os pr&oacute;ximos tr&ecirc;s meses foi o &uacute;nico que subiu na passagem mensal, de 128,4 para 129,3 pontos. Campelo ponderou, no entanto, que esse indicador sinaliza um trimestre um pouco mais fraco que o anterior em termos de produ&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que a m&eacute;dia dos primeiros tr&ecirc;s meses do ano estava girando acima de 130 pontos.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Inflação afeta ânimo do consumidor paulistano]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36206</link>
<pubDate>Thu, 02 May 2013 11:17:48 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O paulistano segue menos otimista com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua capacidade de consumo, por causa da infla&ccedil;&atilde;o, de acordo com pesquisa da Federa&ccedil;&atilde;o do Com&eacute;rcio de Bens, Servi&ccedil;os e Turismo do Estado de S&atilde;o Paulo (FecomercioSP). O &iacute;ndice de confian&ccedil;a calculado entidade recuou 2,7% em abril, ante mar&ccedil;o, para 155,6 pontos. Em mar&ccedil;o, o indicador j&aacute; tinha ca&iacute;do para 160 pontos, de 165,8 em fevereiro.<br /><br />Para a FecomercioSP, a evolu&ccedil;&atilde;o negativa do indicador deve-se ao aumento dos pre&ccedil;os ao consumidor. A infla&ccedil;&atilde;o, avalia, tem sido resistente. "Esse cen&aacute;rio afeta a percep&ccedil;&atilde;o dos consumidores, fazendo com que suas avalia&ccedil;&otilde;es sejam menos otimistas", apontou a Federa&ccedil;&atilde;o em nota.<br /><br />Os dois subitens do indicador composto pelo &Iacute;ndice de Condi&ccedil;&otilde;es Econ&ocirc;micas Atuais (ICEA) e pelo &Iacute;ndice de Expectativa ao Consumidor (IEC), registraram queda. Um destaque negativo, segundo a entidade, &eacute; a perda de confian&ccedil;a das pessoas com renda superior a dez sal&aacute;rios m&iacute;nimos, com baixa de 8,5%.<br /><br />Na cidade do Rio de Janeiro, por outro lado, as vendas do com&eacute;rcio varejista subiram 5,7% no primeiro trimestre deste ano na compara&ccedil;&atilde;o com igual per&iacute;odo de 2012, apontou a pesquisa "Term&ocirc;metro de Vendas", divulgada nesta ter&ccedil;a-feira pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio).<br /><br />Em mar&ccedil;o, as vendas do com&eacute;rcio carioca cresceram 6,7% em rela&ccedil;&atilde;o a igual m&ecirc;s do ano passado. Nessa base de compara&ccedil;&atilde;o, a pesquisa informa que a comercializa&ccedil;&atilde;o de bens n&atilde;o dur&aacute;veis cresceu 7,1%, enquanto a de bens dur&aacute;veis subiu 6,5%. Em parte esse resultado dos n&atilde;o dur&aacute;veis foi influenciado pela P&aacute;scoa, que me 2012 foi festejada em abril.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Déficit da balança da indústria sobe para US$ 16 bi no trimestre]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36205</link>
<pubDate>Thu, 02 May 2013 11:17:20 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O d&eacute;ficit da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o se aprofundou no primeiro trimestre. O resultado negativo foi de US$ 16,3 bilh&otilde;es no per&iacute;odo, US$ 3 bilh&otilde;es maior que o d&eacute;ficit dos primeiros tr&ecirc;s meses de 2012. A importa&ccedil;&atilde;o, com eleva&ccedil;&atilde;o de 3% no per&iacute;odo, contribuiu para o resultado, mas a falta de rea&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria brasileira com as exporta&ccedil;&otilde;es foi mais determinante. No mesmo per&iacute;odo, houve queda de 5% nos embarques da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o. Os dados foram calculados pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que classifica a exporta&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria de manufaturados segundo o n&iacute;vel de intensidade tecnol&oacute;gica.<br /><br />De acordo com o estudo, com exce&ccedil;&atilde;o dos manufaturados de baixa intensidade tecnol&oacute;gica, houve queda de exporta&ccedil;&atilde;o em todos os demais grupos (ver quadro ao lado). A preocupa&ccedil;&atilde;o maior est&aacute; nos grupos de m&eacute;dia-alta tecnologia e de m&eacute;dia-baixa tecnologia, que somaram, juntos, US$ 16,4 bilh&otilde;es em exporta&ccedil;&otilde;es no primeiro trimestre. O valor representa metade do valor total embarcado pela ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o no mesmo per&iacute;odo.<br /><br />Os dois grupos incluem setores como m&aacute;quinas e equipamentos, ve&iacute;culos, produtos qu&iacute;micos, borracha e produtos pl&aacute;sticos. A &uacute;ltima vez que esses dois grupos completaram o primeiro trimestre do ano com queda no valor exportado foi em 2009. "Naquele ano havia uma explica&ccedil;&atilde;o conjuntural, com os efeitos da crise financeira. A queda da exporta&ccedil;&atilde;o agora, por&eacute;m, reflete muito mais a perda de competitividade da ind&uacute;stria brasileira", diz Julio Gomes de Almeida, professor da Unicamp e ex-secret&aacute;rio de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica.<br /><br />Rog&eacute;rio C&eacute;sar de Souza, economista do Iedi, diz que a desacelera&ccedil;&atilde;o da economia internacional tamb&eacute;m tem sua contribui&ccedil;&atilde;o no desempenho da economia brasileira. Mesmo assim, diz ele, a dificuldade de rea&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria na exporta&ccedil;&atilde;o est&aacute; muito relacionada aos custos sist&ecirc;micos do pa&iacute;s. O desempenho da exporta&ccedil;&atilde;o mostra que o problema da competitividade vai muito al&eacute;m do c&acirc;mbio, argumenta Souza, independentemente do debate em torno do n&iacute;vel de valoriza&ccedil;&atilde;o ainda mantido pela moeda nacional. "Os n&uacute;meros mostram que as empresas precisam se renovar para competir e &eacute; preciso ter mudan&ccedil;as estruturais que gerem redu&ccedil;&atilde;o de custos com efeitos por prazos mais longos."<br /><br />Almeida diz que a falta de competitividade da ind&uacute;stria brasileira tamb&eacute;m ficou clara antes, em 2010 e 2011. Naquele per&iacute;odo, por&eacute;m, isso afetou a balan&ccedil;a da ind&uacute;stria de transforma&ccedil;&atilde;o de forma diversa. Com a explos&atilde;o de consumo no mercado interno, o saldo comercial foi pressionado pela eleva&ccedil;&atilde;o das importa&ccedil;&otilde;es. "No in&iacute;cio, o problema causou a perda de mercado interno pela ind&uacute;stria brasileira. Agora n&atilde;o h&aacute; mais o frenesi da importa&ccedil;&atilde;o em raz&atilde;o do baixo dinamismo da economia interna, mas a baixa competitividade est&aacute; afetando a ind&uacute;stria no mercado internacional", diz Almeida.<br /><br />Mesmo na ind&uacute;stria de baixa intensidade tecnol&oacute;gica, que conseguiu elevar a exporta&ccedil;&atilde;o no primeiro trimestre, ante o mesmo per&iacute;odo de 2012, diz Almeida, n&atilde;o h&aacute; muitas esperan&ccedil;as. "Esse grupo teve eleva&ccedil;&atilde;o porque a base de compara&ccedil;&atilde;o &eacute; muito baixa." No primeiro trimestre de 2012, lembra, esse grupo teve queda de 0,5% na exporta&ccedil;&atilde;o diante do mesmo per&iacute;odo do ano anterior.<br /><br />Dentro desse grupo, Almeida chama a aten&ccedil;&atilde;o para o grupo de t&ecirc;xteis, couro e cal&ccedil;ados, que teve alta de 2,8% na exporta&ccedil;&atilde;o do trimestre. "&Eacute; poss&iacute;vel que as medidas do governo tenham ajudado", diz ele. Mesmo com a alta, por&eacute;m, o setor tem um longo caminho para a recupera&ccedil;&atilde;o. Os segmentos exportaram de janeiro a mar&ccedil;o valor 23% menor que o do mesmo per&iacute;odo de 2008.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Em pronunciamento na TV, Dilma aborda alta de preços]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36200</link>
<pubDate>Thu, 02 May 2013 11:12:47 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A presidente Dilma Rousseff aproveitou seu discurso de 12 minutos em comemora&ccedil;&atilde;o ao Dia do Trabalhador, feito em rede de r&aacute;dio e TV, para dizer que a luta contra a infla&ccedil;&atilde;o "&eacute; constante, imut&aacute;vel, permanente". E que, a partir de agora, vai privilegiar como nunca a educa&ccedil;&atilde;o, "o instrumento que mais amplia o emprego e o sal&aacute;rio".<br /><br />Para tanto, disse a presidente, continuar&aacute; insistindo para que todos os royalties, participa&ccedil;&otilde;es especiais do petr&oacute;leo e recursos do pr&eacute;-sal sejam investidos na educa&ccedil;&atilde;o. Disse que acabou de assinar projeto de lei prevendo o repasse do dinheiro para a educa&ccedil;&atilde;o. Na ter&ccedil;a-feira, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, prov&aacute;vel candidato &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, se antecipou ao gesto e sancionou proposta que vincula todos os recursos pernambucanos dos royalties do pr&eacute;-sal para a educa&ccedil;&atilde;o.<br /><br />No discurso, Dilma chegou a sugerir que os brasileiros fa&ccedil;am press&atilde;o sobre os governos, as empresas, as igrejas e os sindicatos para que trabalhem mais para a educa&ccedil;&atilde;o, E que "incentivem o seu deputado e o seu senador" para que votem a favor do projeto que ela acabava de anunciar. "Somente assim poderemos gritar, em uma s&oacute; voz, uma nova marca de f&eacute; e amor para nosso Pa&iacute;s. Poderemos gritar, do fundo do nosso cora&ccedil;&atilde;o: Brasil, p&aacute;tria educadora."<br /><br />Dilma disse que nos 10 anos do PT no governo foram criados 193 milh&otilde;es de empregos com carteira assinada e o sal&aacute;rio m&iacute;nimo cresceu mais de 70% em termos reais. S&oacute; em seus dois anos de governo, afirmou, "foram criados 3,9 milh&otilde;es de novos empregos". Acrescentou que os direitos trabalhistas est&atilde;o avan&ccedil;ando e as d&iacute;vidas sociais hist&oacute;ricas est&atilde;o sendo resgatadas - e como exemplo citou a PEC sobre trabalhadores dom&eacute;sticos.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Renda fixa lidera ranking de investimentos em abril]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36164</link>
<pubDate>Thu, 02 May 2013 08:49:22 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Fundos superam poupan&ccedil;a nova e empatam com a antiga mesmo ap&oacute;s IR<br /><br />Desempenho, por&eacute;m, &eacute; uma m&eacute;dia e considera fundos que n&atilde;o s&atilde;o acess&iacute;veis ao pequeno investidor<br /><br />Os fundos renda fixa e DI, com pelo menos 80% dos recursos em t&iacute;tulos p&uacute;blicos ou de empresas, foram, em abril, os investimentos financeiros mais rent&aacute;veis.<br /><br />A lideran&ccedil;a &eacute; mantida considerando tanto a rentabilidade bruta como a com desconto do Imposto de Renda (veja quadro).<br /><br />Sem desconto do imposto, o DI teve, em m&eacute;dia, ganho de 0,62%. Com desconto de 17,5% de IR, al&iacute;quota praticada para resgate ap&oacute;s 12 meses, a rentabilidade cai para 0,51%. E, considerando IR de 22,5%, a al&iacute;quota mais alta incidente para resgate em at&eacute; seis meses, passa para 0,48%.<br /><br />J&aacute; o fundo renda fixa teve, em m&eacute;dia, ganho bruto de 0,61% e rentabilidade de 0,50% descontado o IR para resgate ap&oacute;s 12 meses.<br /><br />Com o imposto incidente em resgate at&eacute; seis meses, o ganho cai para 0,47%.<br /><br />Em todas as situa&ccedil;&otilde;es, a rentabilidade m&eacute;dia desses fundos supera a da poupan&ccedil;a nova, v&aacute;lida para dep&oacute;sitos feitos a partir de 4 de maio do ano passado, que teve ganho de 0,41% no m&ecirc;s (para anivers&aacute;rio no fim de abril).<br /><br />O desempenho dos fundos tamb&eacute;m fica pr&oacute;ximo ao da poupan&ccedil;a antiga, de 0,50%.<br /><br />Todas essas aplica&ccedil;&otilde;es superam por pouco a infla&ccedil;&atilde;o oficial (pelo IPCA) projetada para o m&ecirc;s, de 0,48%.<br /><br />Vale destacar, por&eacute;m, que, no caso dos fundos, a rentabilidade n&atilde;o reflete precisamente o ganho dos pequenos investidores, uma vez que o n&uacute;mero da Anbima (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) &eacute; uma m&eacute;dia.<br /><br /><strong>FUNDOS GRANDES</strong><br /><br />Para o c&aacute;lculo desse valor, s&atilde;o considerados todos os fundos de cada categoria, inclusive os de grande porte, que exigem aplica&ccedil;&atilde;o inicial elevada e costumam render mais que os de varejo.<br /><br />Al&eacute;m disso, para a consultora financeira Marcia Dessen, a diferen&ccedil;a de ganho entre os fundos e a poupan&ccedil;a "n&atilde;o compensa o risco que o pequeno investidor corre de sofrer perdas com o fundo".<br /><br />A especialista destaca que apenas para quem tem a partir de R$ 100 mil para investir os fundos come&ccedil;am a ficar mais vantajosos, pois passam a cobrar taxas de administra&ccedil;&atilde;o mais atraentes, inferiores a 1% ao ano. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Com queda de preços de alimentos no atacado, IGP-M recua]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36143</link>
<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 11:11:07 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Com queda de 0,12% em abril, o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPA) reflete a intensifica&ccedil;&atilde;o na redu&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os de diversos gr&atilde;os e alimentos no atacado e foi a principal influ&ecirc;ncia para um IGP-M abaixo das expectativas no m&ecirc;s (0,15%). "O IPA antecipa coisas que o consumidor ver&aacute; em breve. Temos produtos importantes que vinham em queda e, neste m&ecirc;s, tiveram recuo ainda mais forte", disse Andr&eacute; Braz, economista da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV).<br /><br />Para Braz, os pre&ccedil;os ao consumidor devem arrefecer nas pr&oacute;ximas leituras dos IGPs, mas ao longo do ano outras press&otilde;es devem substituir os alimentos - como as passagens de &ocirc;nibus -, fazendo com que o indicador se mantenha na faixa de 6% em 12 meses.<br /><br />Entre os destaques dos pre&ccedil;os no atacado, est&atilde;o o milho e a soja, que ca&iacute;ram, respectivamente, 10,21% e 5,49% em abril. Principais componentes para diversas ra&ccedil;&otilde;es, o milho e a soja tamb&eacute;m colaboram para uma redu&ccedil;&atilde;o nos pre&ccedil;os das aves, que foram de queda de 1,18% em mar&ccedil;o para recuo de 8,84%. Esses movimentos ajudaram a compensar eleva&ccedil;&otilde;es importantes, como a do min&eacute;rio de ferro, que passou de alta de 5,88% para 8,33%, e fizeram com que o grupo de mat&eacute;rias-primas brutas acentuasse a queda de 0,78%, em mar&ccedil;o, para 1,20% em abril.<br /><br />Outra influ&ecirc;ncia forte para a desacelera&ccedil;&atilde;o do IPA e do IGP-M como um todo foram os bens finais, que incluem alimentos in natura e, na m&eacute;dia, passaram de alta de 1% para 0,86%. Braz ressalta que essa desacelera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; generalizada, mas sim o resultado de pre&ccedil;os em queda em itens de peso, ao lado de outros com influ&ecirc;ncia menor, mas que est&atilde;o em alta.<br /><br />S&atilde;o os alimentos tamb&eacute;m, liderados pelos in natura, os principais vil&otilde;es nos pre&ccedil;os do varejo, verificados pelo IPC, o &iacute;ndice de pre&ccedil;os ao consumidor que comp&otilde;e o IGP-M. O IPC-M passou de varia&ccedil;&atilde;o de 0,72% em mar&ccedil;o para 0,60% em abril, com os pre&ccedil;os de alimentos tamb&eacute;m desacelerando, mas ainda em patamar alto - de 1,37% para 1,26%.<br /><br />"O que est&aacute; puxando a alta agora s&atilde;o, principalmente, os produtos in natura, o que de certa forma &eacute; uma boa not&iacute;cia, porque eles tendem a devolver esses ganhos depois", disse Braz. A previs&atilde;o &eacute; de menos press&atilde;o em produtos dom&eacute;sticos, como tomate e batata, tanto no atacado quanto no varejo, a partir do pr&oacute;ximo m&ecirc;s.<br /><br />A redu&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o de um lado, no entanto, n&atilde;o significa um IGP-M muito mais baixo nos pr&oacute;ximos meses. Braz acredita que a tend&ecirc;ncia &eacute; que o &iacute;ndice ande de lado. "H&aacute; itens que indicam que ir&atilde;o desacelerar, enquanto h&aacute; outros que indicam que ir&atilde;o subir. &Eacute; como uma dan&ccedil;a das cadeiras."<br /><br />Em junho, por exemplo, quando a produ&ccedil;&atilde;o in natura tende a aumentar e os pre&ccedil;os caem, devem pressionar a infla&ccedil;&atilde;o para cima os reajustes nas tarifas de &ocirc;nibus em algumas cidades, como S&atilde;o Paulo, que foram adiados no come&ccedil;o do ano a pedido do governo federal, para n&atilde;o puxar os &iacute;ndices de pre&ccedil;os para cima.<br /><br />Para o secret&aacute;rio-executivo do Minist&eacute;rio da Fazenda, Nelson Barbosa, que participou ontem de evento na BM&amp;F Bovespa, em S&atilde;o Paulo, a entrada da safra agr&iacute;cola, e a n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de choques, deve levar a infla&ccedil;&atilde;o para baixo neste segundo trimestre e durante o resto do ano. Segundo ele, IPCA encerrar&aacute; 2013 com alta entre 5% e 5,5%.<br /><br />O secret&aacute;rio acredita que os choques que elevaram o &iacute;ndice oficial de infla&ccedil;&atilde;o desde meados do ano passado come&ccedil;am a ser revertidos. A partir do segundo semestre, a desacelera&ccedil;&atilde;o do IPCA deve ficar mais clara, disse. <br /><br />"Trabalhamos para que a infla&ccedil;&atilde;o convirja para o centro da meta num prazo adequado", disse Barbosa. "A infla&ccedil;&atilde;o &eacute; uma vari&aacute;vel importante, que nos preocupa".<br /><br />Quanto ao cen&aacute;rio atual, de baixo crescimento e aumento da infla&ccedil;&atilde;o, o secret&aacute;rio-executivo da Fazenda disse que a previs&atilde;o do governo &eacute; de um avan&ccedil;o da economia, de cerca de 3,5% neste ano, com desacelera&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os. <br /><br />"N&atilde;o h&aacute; contradi&ccedil;&atilde;o entre acelerar crescimento e prever infla&ccedil;&atilde;o para baixo em 2013", afirmou.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Desoneração, atividade fraca e lucros menores afetam arrecadação]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36132</link>
<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 10:42:51 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A economia rodando aqu&eacute;m do desejado, associada &agrave; desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria e &agrave; forte queda no pagamento do ajuste anual de Imposto de Renda Pessoa Jur&iacute;dica (IRPJ) e Contribui&ccedil;&atilde;o Social sobre o Lucro L&iacute;quido (CSLL), especialmente pelos bancos, fez com que a arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos pela Receita Federal registrasse uma queda real de 9,32% no m&ecirc;s passado ante mesmo per&iacute;odo de 2012. O recolhimento de tributos somou R$ 79,613 bilh&otilde;es em mar&ccedil;o, o mais baixo para o m&ecirc;s desde 2011.<br /><br />No primeiro trimestre, a arrecada&ccedil;&atilde;o totalizou R$ 271,731 bilh&otilde;es, uma redu&ccedil;&atilde;o real de 0,48% sobre igual per&iacute;odo de 2012. Segundo o secret&aacute;rio da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, o desempenho do trimestre est&aacute; fechando dentro do "normal", mesmo estando um pouco abaixo do mesmo per&iacute;odo de 2012.<br /><br />"O m&ecirc;s de janeiro foi muito bom e &eacute; explicado justamente pelo imposto de renda da pessoa jur&iacute;dica e a contribui&ccedil;&atilde;o sobre o lucro em fun&ccedil;&atilde;o de antecipa&ccedil;&atilde;o e pagamentos. Houve forte concentra&ccedil;&atilde;o de tributos em janeiro. Era necess&aacute;rio aguardar o m&ecirc;s de mar&ccedil;o para ter um resultado mais efetivo do per&iacute;odo, para saber se no trimestre os n&uacute;meros se comportariam normalmente", disse Barreto.<br /><br />Mesmo com a expectativa de que a arrecada&ccedil;&atilde;o seja "positiva" neste ano, Barreto disse que ainda &eacute; "muito cedo" e "temer&aacute;rio" fazer uma previs&atilde;o para o ano. &Eacute; preciso aguardar a divulga&ccedil;&atilde;o de decreto pelo governo com a avalia&ccedil;&atilde;o do comportamento das receitas e despesas, o que deve ocorrer ainda nesta semana. Al&eacute;m disso, a previs&atilde;o para o ano ser&aacute; influenciada pelas desonera&ccedil;&otilde;es e eventuais novas medidas.<br /><br />Conforme o coordenador de previs&atilde;o e an&aacute;lises da Receita, Raimundo El&oacute;i de Carvalho, por&eacute;m, a tend&ecirc;ncia &eacute; de revers&atilde;o e de resultados melhores a partir de abril, comparativamente ao ano anterior. Para ele, a arrecada&ccedil;&atilde;o em mar&ccedil;o atingiu o "fundo". Barreto refor&ccedil;ou que a grande perda de arrecada&ccedil;&atilde;o em 2013, quando comparado com 2012, se deve ao pagamento dos impostos relacionados &agrave; lucratividade das empresas, que foi menor no ano passado.<br /><br />A concentra&ccedil;&atilde;o do pagamento referente ao ajuste dos resultados de 2012 em janeiro, o que poderia ter sido feito at&eacute; mar&ccedil;o, pode ter ocorrido, segundo Carvalho, pelo fato de as empresas terem caixa dispon&iacute;vel e, portanto, condi&ccedil;&otilde;es de evitar o pagamento do d&eacute;bito com corre&ccedil;&atilde;o pela taxa Selic, atualmente de 7,5% ao ano. "Mas &eacute; uma decis&atilde;o de cada empresa", explicou o coordenador. O setor financeiro foi o principal respons&aacute;vel pela queda de 48,25% no pagamento do ajuste anual de Imposto de Renda e da Contribui&ccedil;&atilde;o sobre o Lucro no trimestre.<br /><br />Tamb&eacute;m causaram impacto diro na arrecada&ccedil;&atilde;o de mar&ccedil;o as desonera&ccedil;&otilde;es feitas pelo governo federal para estimular a economia. A desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamentos de alguns setores econ&ocirc;micos, da Cide-Combust&iacute;veis, IOF-Cr&eacute;dito Pessoa F&iacute;sica e do IPI-Autom&oacute;veis foram respons&aacute;veis por uma redu&ccedil;&atilde;o de R$ 5 bilh&otilde;es na arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos no primeiro trimestre do ano ante mesmo per&iacute;odo de 2012. Em mar&ccedil;o, o impacto foi de R$ 1,781 bilh&atilde;o.<br /><br />Segundo a Receita Federal, a desonera&ccedil;&atilde;o da folha de pagamentos de 40 setores da economia fez com que a arrecada&ccedil;&atilde;o das receitas administradas no primeiro trimestre fosse R$ 2,1 bilh&otilde;es menor do que o verificado em 2012.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Resultado fiscal piora com expansão de gastos]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36131</link>
<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 10:42:33 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Mesmo com queda real da receita, as despesas do governo federal apresentaram crescimento acima da expans&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, em compara&ccedil;&atilde;o com igual per&iacute;odo do ano passado. Em termos nominais, os gastos totais subiram 11,5% e as receitas, 3,9%, de acordo com dados divulgados ontem pela Secretaria do Tesouro Nacional.<br /><br />Em termos reais (deflacionado pelo IPCA), a eleva&ccedil;&atilde;o das despesas foi de 4,6%, enquanto a arrecada&ccedil;&atilde;o total apresentou queda de 2,55%, segundo c&aacute;lculo do Valor Data. A estimativa do Tesouro &eacute; que as despesas totais apresentaram crescimento de 2% acima da expans&atilde;o do PIB do per&iacute;odo.<br /><br />Em mar&ccedil;o, o super&aacute;vit prim&aacute;rio do governo central (Tesouro, Previd&ecirc;ncia e Banco Central) foi de apenas R$ 285,7 milh&otilde;es, contra R$ 7,56 bilh&otilde;es no mesmo m&ecirc;s de 2012. Esse foi o pior resultado para os meses de mar&ccedil;o desde 2010, quando houve um d&eacute;ficit prim&aacute;rio de R$ 4,6 bilh&otilde;es.<br /><br />Se n&atilde;o fosse o ingresso nos cofres do Tesouro de R$ 767,3 milh&otilde;es em dividendos, quase totalmente pagos pelo Banco do Brasil (R$ 764,9 milh&otilde;es), teria ocorrido d&eacute;ficit prim&aacute;rio no m&ecirc;s passado, que seria o segundo do ano, pois o resultado de fevereiro tamb&eacute;m foi negativo.<br /><br />A receita l&iacute;quida total do governo central em mar&ccedil;o caiu 4,5% em rela&ccedil;&atilde;o a igual m&ecirc;s de 2012, passando de R$ 70,8 bilh&otilde;es para R$ 67,6 bilh&otilde;es. "Evidentemente h&aacute; efeito das desonera&ccedil;&otilde;es, mas h&aacute; tamb&eacute;m efeito da atividade econ&ocirc;mica", disse o secret&aacute;rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin. "Desonera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o feitas com objetivo de melhorar capacidade da economia de responder num momento dif&iacute;cil". Na avalia&ccedil;&atilde;o do secret&aacute;rio, essa resposta j&aacute; est&aacute; acontecendo, o que, ter&aacute; efeito sobre a receita tribut&aacute;ria. Para ele, a arrecada&ccedil;&atilde;o vai melhorar ao longo de 2013, principalmente, no segundo semestre.<br /><br />O fraco desempenho fiscal do governo federal neste in&iacute;cio de ano pode ser avaliado tendo em vista que o super&aacute;vit prim&aacute;rio acumulado em 12 meses at&eacute; mar&ccedil;o ficou em 1,7% do PIB, contra 2,4% do PIB no acumulado de 12 meses em mar&ccedil;o de 2012.<br /><br />A meta do governo federal para o ano, sem o desconto dos investimentos do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC) e das desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias, &eacute; de 2,15% do PIB. Historicamente, o governo realiza um super&aacute;vit prim&aacute;rio maior no in&iacute;cio de cada ano, pois as maiores despesas ocorrem no fim do exerc&iacute;cio.<br /><br />Este ano, o governo n&atilde;o est&aacute; se empenhando em fazer uma "gordura" para ser gasta ao longo de 2013. A trajet&oacute;ria do super&aacute;vit prim&aacute;rio obtido neste in&iacute;cio de ano mostra que a pol&iacute;tica fiscal ser&aacute; expansionista, e que, se n&atilde;o ocorrer nenhuma receita extraordin&aacute;ria at&eacute; dezembro, o mais prov&aacute;vel &eacute; que o super&aacute;vit prim&aacute;rio de 2013 fique abaixo daquele obtido em 2012.<br /><br />Augustin voltou a afirmar que a pol&iacute;tica fiscal do governo "olha sempre o car&aacute;ter antic&iacute;clico", ou seja, tende a ser expansionista em momento em que a economia est&aacute; desaquecida ou em marcha lenta e contracionista em momentos de forte crescimento. "N&atilde;o h&aacute; nenhuma mudan&ccedil;a na nossa pol&iacute;tica de prim&aacute;rio", disse o secret&aacute;rio.<br /><br />De janeiro a mar&ccedil;o de 2013, a receita com dividendos ficou em apenas R$ 767,4 milh&otilde;es, contra R$ 4,965 bilh&otilde;es nos primeiros tr&ecirc;s meses de 2012 - uma diferen&ccedil;a de R$ 4,197 bilh&otilde;es. Nesse sentido, o resultado fiscal apresentado no primeiro trimestre reflete uma decis&atilde;o de governo, pois &eacute; ele que modula a receita de dividendos, explicou Augustin.<br /><br />O secret&aacute;rio do Tesouro informou que h&aacute; "uma reserva" de receita de dividendos de empresas estatais, que poder&aacute; ser usada futuramente. "N&oacute;s modulamos a vinda de dividendos a partir daquilo que nos propusemos em termos de resultado prim&aacute;rio. Este ano, o governo n&atilde;o trouxe valores expressivos de dividendos, o que tamb&eacute;m explica o resultado prim&aacute;rio obtido. Mas &eacute; uma reserva que se tem", disse.. "No momento adequado, essa reserva poder&aacute; ser utilizada, a depender da nossa avalia&ccedil;&atilde;o."<br /><br />Para abril, a expectativa do secret&aacute;rio &eacute; de um resultado mais positivo. "O super&aacute;vit que n&oacute;s esperamos para abril &eacute; bem melhor do que o de mar&ccedil;o", disse Augustin. Mas decis&otilde;es de pol&iacute;tica econ&ocirc;mica que incluem desonera&ccedil;&otilde;es e subs&iacute;dios, segundo o secret&aacute;rio do Tesouro, v&atilde;o continuar. A ideia &eacute; "auxiliar o crescimento, principalmente de alguns setores estrat&eacute;gicos do ponto de vista de crescimento do Produto Interno Bruto".<br /><br />Os investimentos do governo federal desaceleraram na passagem de fevereiro para mar&ccedil;o. Nos dois primeiros meses do ano, esses desembolsos subiram 28,7% em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2012. J&aacute; no acumulado at&eacute; mar&ccedil;o, essa alta caiu para 7,4% na mesma compara&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Os investimentos do PAC, por sua vez, cresceram 10,7% de janeiro a mar&ccedil;o deste ano, em compara&ccedil;&atilde;o com igual per&iacute;odo de 2012. Para Augustin, o investimento vai se recuperar ao longo do ano. "O m&ecirc;s de mar&ccedil;o n&atilde;o foi um m&ecirc;s de valor expressivo, mas isso se recupera", disse.<br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Economistas puxam para cima mais uma vez a projeção para a inflação]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36127</link>
<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 10:35:01 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Os economistas consultados na pesquisa semanal Focus, do Banco Central, elevaram novamente a proje&ccedil;&atilde;o de infla&ccedil;&atilde;o medida pelo IPCApara 2013, que subiu de 5,70% para 5,71%. Para 2014, a proje&ccedil;&atilde;o foi mantida em 5,71%. Entre os analistas com maior porcentual de acerto na pesquisa, as proje&ccedil;&otilde;es s&atilde;o mais elevadas: 5,76% para 2013 e 6,05% para o pr&oacute;ximo ano. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa b&aacute;sica de juros, foi mantida a previs&atilde;o de uma nova alta de 0,25 po ito porcentual na pr&oacute;xima reuni&atilde;o do Copom, na &uacute;ltima semana de maio, dos atuais 7,50% ao ano para 7,75% ao ano. S&atilde;o esperadas ainda mais duas altas, em julho e agosto. Depois, a taxa ficaria em 8,25% ao ano at&eacute; o fim do ano.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: O Estado de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Arrecadação de impostos cai quase 10% e preocupa Receita]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36120</link>
<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 10:09:17 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos e contribui&ccedil;&otilde;es federais cobrados pela Receita Federal atingiu R$ 79,613 bilh&otilde;es em mar&ccedil;o, o que representa queda real (a pre&ccedil;os corrigidos pelo &Iacute;ndice Nacional de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo - IPCA) de 9,32% em rela&ccedil;&atilde;o a mar&ccedil;o do ano passado. J&aacute; na compara&ccedil;&atilde;o com fevereiro a arrecada&ccedil;&atilde;o apresentou alta real de 4,19%.<br /><br />No acumulado do primeiro trimestre deste ano, a arrecada&ccedil;&atilde;o federal atingiu R$ 271,731 bilh&otilde;es, com uma queda real de 0,48% ante igual per&iacute;odo do ano passado. A arrecada&ccedil;&atilde;o das receitas administradas pela Receita, em mar&ccedil;o, atingiu R$ 77,792 bilh&otilde;es - retra&ccedil;&atilde;o de 9,32% - enquanto as administradas por outros &oacute;rg&atilde;os somaram R$ 1,821 bilh&atilde;o no m&ecirc;s passado. Antes desses resultados, a arrecada&ccedil;&atilde;o registrava uma expans&atilde;o real de 3,67% no primeiro bimestre.<br /><br />Segundo os dados divulgados ontem pela Receita Federal, houve uma queda de 48,25%, R$ 11,988 bilh&otilde;es para R$ 6,204 bilh&otilde;es, no pagamento do ajuste anual do Imposto de Renda da Pessoa Jur&iacute;dica (IRPJ) e da Contribui&ccedil;&atilde;o Social do Lucro L&iacute;quido (CSLL) no primeiro trimestre relativo ao desempenho das empresas em 2012.<br /><br />No ano passado, a Receita recebeu quase R$ 12 bilh&otilde;es como ajuste anual, mas esse valor caiu para R$ 6,2 bilh&otilde;es em 2013. Em 2012, as institui&ccedil;&otilde;es financeiras foram respons&aacute;veis pelo expressivo crescimento no IRPJ e na CSLL relativos ao ajuste anual.<br /><br />A Receita informou que tamb&eacute;m contribuiu para a queda na arrecada&ccedil;&atilde;o de janeiro a mar&ccedil;o deste ano o volume de desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias, em especial da folha de sal&aacute;rios, Cide-combust&iacute;veis, Imposto sobre Produtos Impostos (IPI) autom&oacute;veis e Impostos sobre Opera&ccedil;&otilde;es Financeiras (IOF) cr&eacute;dito da pessoa f&iacute;sica. A ren&uacute;ncia fiscal em 2013 foi R$ 5,044 bilh&otilde;es maior que no mesmo per&iacute;odo de 2012.<br /><br />Dessa forma, destaca o fisco, a perda de arrecada&ccedil;&atilde;o no primeiro trimestre de 2013 chegou a R$ 10,828 bilh&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o aos tr&ecirc;s primeiros meses de 2012, considerando apenas as desonera&ccedil;&otilde;es e o pagamento de IRPJ e CSLL para o ajuste anual.<br /><br />Somente a desonera&ccedil;&atilde;o do setor automotivo reduziu em 42,59% as receitas de IPI sobre autom&oacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. A queda somada nos demais tributos chegou a R$ 1,991 bilh&atilde;o.<br /><br />A Receita Federal acredita que ainda influenciou o desempenho ruim da arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos federais a queda na produ&ccedil;&atilde;o industrial no in&iacute;cio deste ano.<br /><br />De acordo com os &uacute;ltimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), em fevereiro de 2013, a produ&ccedil;&atilde;o industrial recuou 2,5% em rela&ccedil;&atilde;o ao m&ecirc;s imediatamente anterior, na s&eacute;rie livre de influ&ecirc;ncias sazonais, praticamente eliminando a expans&atilde;o de 2,6% registrada em janeiro. O setor acumulou crescimento de 1,1% nos dois primeiros meses do ano, mas uma queda de 1,9% nos 12 meses at&eacute; fevereiro deste ano.<br /><br /><strong>Previs&atilde;o</strong><br /><br />O secret&aacute;rio da Receita, Carlos Alberto Barreto, evitou fazer estimativas sobre o crescimento da arrecada&ccedil;&atilde;o para 2013. Segundo ele, os n&uacute;meros do primeiro trimestre foram influenciados pelos dados do ano anterior. "N&atilde;o temos ainda uma previs&atilde;o. &Eacute; muito cedo e o primeiro trimestre foi fechado agora. Temos que acompanhar at&eacute; junho", disse.<br /><br />"Em 2012, em fun&ccedil;&atilde;o do resultado de 2011, o resultado foi muito bom e ser refletiu no primeiro trimestre. Em 2013, em fun&ccedil;&atilde;o do resultado do ano passado, [o primeiro trimestre] n&atilde;o foi t&atilde;o bem", explicou o secret&aacute;rio.<br /><br />Para ele, o comportamento da arrecada&ccedil;&atilde;o est&aacute; em linha com a arrecada&ccedil;&atilde;o de 2012, "que foi muito boa porque incorporou resultado do lucro das empresas de 2011, principalmente das institui&ccedil;&otilde;es financeiras". "Este ano aconteceu a mesma coisa, sendo que em montante menor porque a lucratividade das empresas foi menor", avaliou Barreto.<br /><br />O secret&aacute;rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin, ao apresentar os n&uacute;meros do super&aacute;vit prim&aacute;rio do governo central - formado pelo Banco Central (BC), Tesouro e Previd&ecirc;ncia Social - tamb&eacute;m comentou sobre a arrecada&ccedil;&atilde;o federal, que impactou as contas p&uacute;blicas no primeiro trimestre. Ele disse que espera uma melhora da arrecada&ccedil;&atilde;o no segundo semestre. Isso se dar&aacute;, de acordo com Augustin, principalmente por causa dos efeitos esperados para a economia. "Mesmo no segundo trimestre deste ano, o resultado de arrecada&ccedil;&atilde;o deve melhorar", prev&ecirc;.<br /><br />O secret&aacute;rio comentou que os efeitos das desonera&ccedil;&otilde;es podem impactar os resultados, mas disse esperar que a retomada da atividade econ&ocirc;mica, ap&oacute;s as pr&aacute;ticas adotadas pelo governo, seja mais forte. "As desonera&ccedil;&otilde;es foram feitas com o objetivo de melhorar a capacidade da economia e de responder depois de um momento dif&iacute;cil decorrente da crise. Isso est&aacute; acontecendo, os dados mostram isso, mas &eacute; &oacute;bvio que havendo desonera&ccedil;&otilde;es, h&aacute; arrecada&ccedil;&atilde;o menor", considerou. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Governo quer controlar inflação e acelerar crescimento do País]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36117</link>
<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 10:07:35 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O secret&aacute;rio-executivo do Minist&eacute;rio&nbsp; da Fazenda, Nelson Barbosa, nega que exista incompatibilidade nos objetivos do governo, de reduzir a infla&ccedil;&atilde;o para a meta num horizonte relevante e de acelerar a expans&atilde;o do Produto Interno Bruto (PIB). Ele ressalta que o Banco Central (BC) e a Fazenda se preocupam com a eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os.<br /><br />"Trazer a infla&ccedil;&atilde;o para a meta e viabilizar o aumento do crescimento nesse ano; esses dois objetivos n&atilde;o s&atilde;o contradit&oacute;rios." Segundo ele, como o Brasil avan&ccedil;ou 0,9% em 2012 "&eacute; perfeitamente poss&iacute;vel acelerar para 3,5% neste ano, sem criar press&otilde;es excessivas de demanda", apontou.<br /><br />Barbosa cita que, para a ind&uacute;stria, no curto prazo, a acelera&ccedil;&atilde;o do crescimento gera um aumento do ritmo da produtividade. "Isso porque, no ano passado, com o mercado de trabalho apertado, v&aacute;rias empresas mantiveram sua for&ccedil;a de trabalho mesmo num cen&aacute;rio de produ&ccedil;&atilde;o menor. Ent&atilde;o, a produtividade caiu. Na medida em que a produ&ccedil;&atilde;o sobe, a produtividade tende a subir".<br /><br />"Uma coisa &eacute; combater os efeitos secund&aacute;rios dos choques de oferta, mesmo que a eleva&ccedil;&atilde;o da infla&ccedil;&atilde;o n&atilde;o esteja diretamente relacionada &agrave; demanda", ponderou. "&Agrave;s vezes &eacute; preciso subir os juros para combater os efeitos secund&aacute;rios, para que essa eleva&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria n&atilde;o se torne permanente e contamine as expectativas e levem &agrave; indexa&ccedil;&atilde;o", diz.<br /><br />O secret&aacute;rio-executivo da Fazenda fez os coment&aacute;rios ontem depois de participar da solenidade de abertura de capital da BB Seguridade na BM&amp;FBovespa.<br /><br />Bancos p&uacute;blicos<br /><br />Barbosa avalia que, em meio &agrave; crise internacional, os bancos p&uacute;blicos, entre eles o Banco do Brasil, foram importantes para colaborar no incremento do n&iacute;vel de atividade do Pa&iacute;s. "Tivemos um per&iacute;odo de muita flutua&ccedil;&atilde;o no mundo, e os nossos bancos p&uacute;blicos tiveram uma atua&ccedil;&atilde;o muito forte no Brasil. Tanto em prol do desenvolvimento como uma atua&ccedil;&atilde;o forte de estrat&eacute;gia empresarial, que reflete uma nova realidade do Brasil. Em que o ganho ser&aacute; cada vez mais no volume das opera&ccedil;&otilde;es e n&atilde;o na margem das opera&ccedil;&otilde;es", declarou.<br /><br />"O resultado do Banco do Brasil no ano passado demonstrou o sucesso dessa estrat&eacute;gia e o sucesso dessa opera&ccedil;&atilde;o. Essa &eacute; uma nova realidade", salientou, referindo-se &agrave; abertura de capital da BB Seguridade. "O sucesso dessa opera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m reflete a confian&ccedil;a no mercado de seguros e no potencial do Brasil."<br /><br />O secret&aacute;rio frisou que a utiliza&ccedil;&atilde;o de seguros no Pa&iacute;s ainda &eacute; relativamente baixa. "A nossa grande for&ccedil;a &eacute; expandir o nosso mercado interno".<br /><br />Barbosa lembrou que o governo implementou v&aacute;rias medidas nos &uacute;ltimos meses. "Adotamos uma s&eacute;rie de desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias, melhores condi&ccedil;&otilde;es de financiamento, para melhorar a produtividade", ponderou o secret&aacute;rio executivo da Fazenda. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: DCI</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Sul e Sudeste exigem condições para o ICMS interestadual a 7%]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36088</link>
<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 08:32:44 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>As economias mais ricas do Pa&iacute;s aceitam a unifica&ccedil;&atilde;o da al&iacute;quota interestadual do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) em 7%, mas sob algumas condi&ccedil;&otilde;es. A lista com as quatro exig&ecirc;ncias ser&aacute; apresentada nesta ter&ccedil;a-feira em reuni&otilde;es no Minist&eacute;rio da Fazenda e no Congresso Nacional, onde tramitam a Medida Provis&oacute;ria 599, enviada no fim de 2012 pelo governo federal e que prev&ecirc; redu&ccedil;&atilde;o gradativa da al&iacute;quota at&eacute; 4% e um projeto de resolu&ccedil;&atilde;o do Senado. A nova rodada de negocia&ccedil;&otilde;es &eacute; tentativa de avan&ccedil;ar em busca de um acordo para destravar o tema, adiantou o secret&aacute;rio estadual da Fazenda, Odir Tonollier, que viajou na segunda-feira a Bras&iacute;lia.<br /><br />&ldquo;&Eacute; a forma de assimilarmos os 7%&rdquo;, definiu Tonollier, que preferia a unifica&ccedil;&atilde;o em patamar mais baixo. Hoje os estados do Sul e Sudeste j&aacute; praticam 7%, enquanto os demais operam com 12%. A composi&ccedil;&atilde;o da plataforma do Sul e Sudeste (sem Esp&iacute;rito Santo, que segue as regras das outras tr&ecirc;s regi&otilde;es) foi definida em reuni&atilde;o entre os secret&aacute;rios na sexta-feira passada em S&atilde;o Paulo. A oferta para acordo prev&ecirc; que ser&atilde;o exclu&iacute;dos da al&iacute;quota de 7% produtos agropecu&aacute;rios e as mat&eacute;rias-primas que passam por algum beneficiamento. &ldquo;Abrange os itens que est&atilde;o no conceito de Processo Produtivo B&aacute;sico (PPB)&rdquo;, explicou o secret&aacute;rio.<br /><br />No caso ga&uacute;cho, a raz&atilde;o &eacute; &oacute;bvia: a produ&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e o processamento para venda ao mercado respondem por um dos segmentos mais sens&iacute;veis ao PIB local. As demais condi&ccedil;&otilde;es preveem redu&ccedil;&atilde;o do ICMS na Zona Franca de Manaus e do g&aacute;s para os estados produtores ou importadores (Mato Grosso e Rio de Janeiro). Nos dois casos, a al&iacute;quota interestadual &eacute; de 12%. &ldquo;Sem isso, n&atilde;o tem acordo. Fica como est&aacute;.&rdquo; Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e Esp&iacute;rito Santo alegam que a mudan&ccedil;a para 4% reduzir&aacute; receitas e agravar&aacute; desequil&iacute;brios regionais. A unifica&ccedil;&atilde;o da quota do ICMS que &eacute; recolhida para outra unidade produtora ou fornecedora do bem ou servi&ccedil;o, &eacute; estrat&eacute;gia para neutralizar a chamada guerra fiscal. Tonollier citou que a realidade das economias das tr&ecirc;s regi&otilde;es mudou muito nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.<br />Senadores querem incluir com&eacute;rcio<br /><br />Donos da maior fatia dos votos da Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos (CAE), senadores das regi&otilde;es Norte, Nordeste, Centro-Oeste e do Esp&iacute;rito Santo articulam a aprova&ccedil;&atilde;o de uma emenda que amplia para o com&eacute;rcio as al&iacute;quotas diferenciadas do ICMS em opera&ccedil;&otilde;es interestaduais j&aacute; aceitas para os setores manufatureiro e agroindustrial. Integrantes da equipe econ&ocirc;mica admitem, reservadamente, que ser&atilde;o obrigados a ceder em mais esse ponto para aprovar o projeto que tenta p&ocirc;r fim &agrave; guerra fiscal entre os estados.<br /><br />O senador Ricardo Ferra&ccedil;o (PMDB-ES) &eacute; autor da emenda que fixa os 7% do imposto para opera&ccedil;&otilde;es do com&eacute;rcio, nos mesmos moldes da ind&uacute;stria e do beneficiamento agr&iacute;cola. Caso vingue, a proposta institucionalizar&aacute; as al&iacute;quotas diferenciadas, ficando de fora poucos setores econ&ocirc;micos.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Jornal do Com&eacute;rcio - RS</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Recuo de preços agrícolas no atacado vai se intensificar, dizem economistas]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36036</link>
<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 11:56:12 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A safra recorde de gr&atilde;os no primeiro trimestre elevou a oferta de produtos como a soja e o milho no mercado interno. Ainda em fun&ccedil;&atilde;o dessa din&acirc;mica, a expectativa dos economistas &eacute; que os pre&ccedil;os agropecu&aacute;rios registrem a quarta defla&ccedil;&atilde;o consecutiva em abril, o que manter&aacute; o &Iacute;ndice Geral de Pre&ccedil;os - Mercado (IGP-M) praticamente est&aacute;vel na passagem mensal. De acordo com a m&eacute;dia das proje&ccedil;&otilde;es de 14 consultorias e institui&ccedil;&otilde;es financeiras ouvidos pelo Valor Data, o IGP-M deve subir 0,20% em abril, ante varia&ccedil;&atilde;o positiva de 0,21% em mar&ccedil;o. As estimativas para o &iacute;ndice, que ser&aacute; divulgado hoje pela Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV), variam entre 0,13% e 0,31%. Se confirmadas as expectativas, a infla&ccedil;&atilde;o acumulada em 12 meses pelo indicador vai ceder de 8,06% para 7,35%.<br /><br />Adriana Molinari, analista da Tend&ecirc;ncias Consultoria, revisou sua estimativa para o IGP-M deste m&ecirc;s de 0,40% para 0,30% porque a expectativa inicial, de que a tend&ecirc;ncia de perda de for&ccedil;a dos pre&ccedil;os agr&iacute;colas cederia em abril, n&atilde;o se concretizou.<br /><br />De acordo com suas estimativas, o &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Produtos Amplo (IPA), que tem peso de 60% no IGP-M, s&oacute; vai se acelerar para 0,11% em abril, ante 0,01% em mar&ccedil;o, por causa dos produtos industrializados, j&aacute; que os pre&ccedil;os agr&iacute;colas devem deixar queda de 0,70% na leitura anterior e recuar 0,80% neste m&ecirc;s. "Ser&atilde;o quatro meses de defla&ccedil;&atilde;o no atacado, em resposta &agrave; grande oferta de gr&atilde;os no mercado interno", diz Adriana. Su&iacute;nos e aves tamb&eacute;m v&atilde;o recuar de pre&ccedil;o, observa Adriana, por causa da desacelera&ccedil;&atilde;o da soja e do milho, insumos usados na ra&ccedil;&atilde;o desses animais.<br /><br />Andr&eacute; Muller, economista da Quest Investimentos, tamb&eacute;m revisou sua estimativa para o IGP-M de abril de 0,35% para 0,15% em fun&ccedil;&atilde;o do comportamento dos produtos agr&iacute;colas. "Estamos projetando defla&ccedil;&atilde;o em torno de 1,5% para o IPA-Agro. Embora alguns produtos estejam se acelerando, o milho e as aves ainda v&atilde;o intensificar defla&ccedil;&atilde;o neste m&ecirc;s", afirma.<br /><br />Os pre&ccedil;os dos produtos industrializados v&atilde;o continuar em terreno positivo. Para Priscila Godoy, economista da Rosenberg &amp; Associados, o min&eacute;rio de ferro, que subiu 5,88% em mar&ccedil;o, ainda vai ganhar for&ccedil;a nesta leitura e levar o IPA-Industrial a mostrar avan&ccedil;o entre 0,30% e 0,40% neste m&ecirc;s, ante varia&ccedil;&atilde;o positiva de 0,3% na leitura anterior.<br /><br />Adriana, da Tend&ecirc;ncias, que estima IPA-Industrial de 0,43%, tamb&eacute;m projeta alta do min&eacute;rio de ferro, mas acredita que essa acelera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; parcialmente compensada pela perda de for&ccedil;a de alimentos processados e farelo de soja.<br /><br />O &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor (IPC-M) tamb&eacute;m vai ceder na passagem mensal, avaliam os economistas, em resposta &agrave; desacelera&ccedil;&atilde;o esperada para hortali&ccedil;as e frutas. "Os alimentos in natura v&atilde;o come&ccedil;ar a perder for&ccedil;a em abril, mas esse movimento se intensificar&aacute; principalmente a partir de maio", afirma Muller, da Quest Investimentos. Por isso, a infla&ccedil;&atilde;o ao consumidor, que tem peso de 30% no IGP-M, ainda manter&aacute; n&iacute;vel elevado, de 0,55% em abril, estima.<br /><br />O &Iacute;ndice Nacional de Custos da Constru&ccedil;&atilde;o Civil (INCC-M), j&aacute; divulgado, subiu 0,84% em abril, pressionado principalmente pelo aumento do custo com m&atilde;o de obra, que avan&ccedil;ou 1,15% por causa dos reajustes no Rio de Janeiro e em Salvador. "Ainda temos mais negocia&ccedil;&otilde;es salariais pela frente, em S&atilde;o Paulo, por exemplo, mas certamente as altas do INCC ser&atilde;o compensadas pela desacelera&ccedil;&atilde;o esperada para os pre&ccedil;os no varejo e a manuten&ccedil;&atilde;o do IPA no patamar atual", afirma Adriana, da Tend&ecirc;ncias.<br /><br />Muller, da Quest, observa ainda que em abril a infla&ccedil;&atilde;o acumulada nos &uacute;ltimos 12 meses vai desacelerar de 8,06% no m&ecirc;s anterior para algo em torno de 7,3%. Esse movimento vai se intensificar nos pr&oacute;ximos meses, diz Muller, j&aacute; que os &iacute;ndices mais altos observados no ano passado, por causa do choque de oferta, sair&atilde;o da conta. O IGP-M encerrar&aacute; 2012 com avan&ccedil;o de 4,7%, estima.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Economia guia política fiscal, diz Augustin]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=36014</link>
<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 11:20:23 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A pol&iacute;tica fiscal do governo mudou. Os gastos p&uacute;blicos j&aacute; s&atilde;o guiados pelo desempenho da economia dom&eacute;stica e a necessidade ou n&atilde;o de est&iacute;mulos &agrave; demanda. Essa tamb&eacute;m deve ser a pol&iacute;tica at&eacute; 2016, caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita.<br /><br />"Estamos deixando claro desde o in&iacute;cio que para 2013 e 2014 - e provavelmente ser&aacute; essa a pol&iacute;tica do governo para 2015 e 2016 - que o super&aacute;vit prim&aacute;rio ser&aacute; sempre uma vari&aacute;vel da economia e n&atilde;o mais da d&iacute;vida p&uacute;blica em si", disse o secret&aacute;rio do Tesouro Nacional, Arno Augustin ao Valor, avalizando a gest&atilde;o contrac&iacute;clica da &aacute;rea fiscal.<br /><br />&Eacute; esse o sinal contido no projeto da Lei de Diretrizes Or&ccedil;ament&aacute;rias (LDO) de 2014, anunciado h&aacute; duas semanas, e ser&aacute; o mesmo do decreto de gastos de 2013, que sai at&eacute; sexta-feira.<br /><br />Na vis&atilde;o do governo, n&atilde;o se trata de um menor compromisso com o controle das contas p&uacute;blicas. Pelo contr&aacute;rio. A mudan&ccedil;a, segundo Augustin, s&oacute; &eacute; vi&aacute;vel porque novos fundamentos econ&ocirc;micos, como juros estruturalmente mais baixos e d&iacute;vida p&uacute;blica em queda, al&eacute;m da crise mundial, abrem espa&ccedil;o para uma ger&ecirc;ncia fiscal mais ativa.<br /><br />Para ser mais direto: o governo continuar&aacute; abatendo investimentos e desonera&ccedil;&otilde;es da meta de super&aacute;vit prim&aacute;rio e autorizar&aacute; gastos mais elevados de Estados e munic&iacute;pios sempre que o crescimento da economia estiver baixo, como ocorre neste ano.<br /><br />Mas isso n&atilde;o significar&aacute; apenas redu&ccedil;&atilde;o de super&aacute;vit. De acordo com Augustin, em momentos de acelera&ccedil;&atilde;o do crescimento, o governo ser&aacute; mais contracionista e vai mirar numa meta fiscal mais alta.<br /><br />Prova disso j&aacute; teria, inclusive, sido dada, aponta o secret&aacute;rio do Tesouro: depois de um super&aacute;vit de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008, o governo mudou de dire&ccedil;&atilde;o em 2009. Quando a economia encolheu 0,3%, o resultado fiscal caiu para 2% do PIB. J&aacute; em 2011, quando o crescimento vinha em ritmo acelerado depois de um PIB que aumentou 7,5% em 2010, o Minist&eacute;rio da Fazenda elevou a meta fiscal em R$ 10 bilh&otilde;es num ano.<br /><br />"N&atilde;o &eacute; verdade que haja uma pol&iacute;tica fiscal menos cuidadosa, menos consolidada do ponto de vista da Uni&atilde;o. O que mudamos &eacute; que estamos exercendo mais a ideia de adequar a nossa situa&ccedil;&atilde;o fiscal aos ciclos econ&ocirc;micos", explica Augustin.<br /><br />Mas os economistas, analistas ou quem mais esperar do governo o compromisso expl&iacute;cito com um n&uacute;mero para o resultado prim&aacute;rio v&atilde;o perder tempo. Na pr&aacute;tica, a pol&iacute;tica fiscal funcionar&aacute; dentro de uma banda que estar&aacute; impl&iacute;cita nos decretos bimestrais de contingenciamento e programa&ccedil;&atilde;o de gastos.<br /><br />O secret&aacute;rio Arno Augustin n&atilde;o fala em banda para a pol&iacute;tica fiscal. A meta continua sendo de 3,1% do PIB, mas ele diz que &eacute; "importante" que o governo tenha "liberdade" para ser mais contracionista ou expansionista "dependendo do momento".<br /><br />Na avalia&ccedil;&atilde;o do chefe do Tesouro federal, se o governo fixar um percentual, corre o risco de n&atilde;o conseguir fazer uma pol&iacute;tica antic&iacute;clica. Se condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas mudarem e a Uni&atilde;o n&atilde;o tiver instrumentos para gastar mais ou menos - seja o Fundo Soberano, seja o abatimento de investimentos e desonera&ccedil;&otilde;es da meta de prim&aacute;rio - a pol&iacute;tica fiscal ser&aacute;, de uma forma ou de outra, pr&oacute;-c&iacute;clica.<br /><br />Augustin conhece as cr&iacute;ticas de que essa pol&iacute;tica traz inseguran&ccedil;a, n&atilde;o &eacute; clara ou favorece a "contabilidade criativa", termo usado para designar as opera&ccedil;&otilde;es - todas legais - feitas pelo Tesouro em 2012 para fechar as contas.<br /><br />Para ele, &eacute; preciso que esses cr&iacute;ticos mudem a maneira de perceber a a&ccedil;&atilde;o do governo. Devem incluir em seus modelos e an&aacute;lises vari&aacute;veis que considerem a possibilidade de rea&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica fiscal ao que acontece na economia.<br /><br />Sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a pol&iacute;tica fiscal e a monet&aacute;ria, Augustin argumenta que cen&aacute;rios diferentes exigem respostas distintas. Em 2011, o governo aumentou a meta de super&aacute;vit fiscal e ampliou o espa&ccedil;o para a queda de juros pelo Banco Central.<br /><br />Por que n&atilde;o fazer o mesmo agora, quando o BC inicia um ciclo de aperto de juros? A resposta vem mais uma vez da economia. 2011 come&ccedil;ou num ritmo de crescimento acelerado e mesmo com o super&aacute;vit extra, o PIB cresceu 2,7%.<br /><br />O cen&aacute;rio agora &eacute; o oposto. 2012 foi ano de crescimento fraco e 2013, apesar da lenta melhora, ainda n&atilde;o sustenta uma trajet&oacute;ria de recupera&ccedil;&atilde;o clara. Nesse momento, portanto, a a&ccedil;&atilde;o dos gastos governamentais deve ser no sentido de estimular a economia.<br /><br />Arno Augustin, no entanto, classifica os est&iacute;mulos necess&aacute;rios - investimentos p&uacute;blicos, sim; gastos correntes, n&atilde;o. &Eacute; por essa l&oacute;gica que o governo, segundo o secret&aacute;rio, autorizou por meio de medida provis&oacute;ria e antes que o Congresso tivesse aprovado o Or&ccedil;amento de 2013 a libera&ccedil;&atilde;o de dinheiro para os projetos do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC).<br /><br />A mesma regra vale para os Estados e munic&iacute;pios - a Uni&atilde;o autoriza novas d&iacute;vidas para investimento. Como os Estados n&atilde;o t&ecirc;m caixa pr&oacute;prio e sem esse dinheiro as obras n&atilde;o seriam feitas, os recursos federais n&atilde;o criam espa&ccedil;o para novos gastos, na an&aacute;lise de Augustin.<br /><br />A decis&atilde;o de n&atilde;o compensar a queda no super&aacute;vit dos Estados e munic&iacute;pios, anunciada no in&iacute;cio do m&ecirc;s, tamb&eacute;m tem justificativa no momento econ&ocirc;mico.<br /><br />O secret&aacute;rio argumenta que n&atilde;o h&aacute; sentido que o investimento aumente num n&iacute;vel da federa&ccedil;&atilde;o e caia no outro. No fim, o investimento total n&atilde;o sobe. "O que comanda a pol&iacute;tica fiscal &eacute; a economia, n&atilde;o &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o d&iacute;vida/PIB. &Eacute; a nossa avalia&ccedil;&atilde;o da economia. O que a gente mira &eacute; fazer o fiscal mais adequado para o momento."<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Para BC, alta do juro não vai aumentar a inadimplência]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35969</link>
<pubDate>Mon, 29 Apr 2013 09:15:40 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Diretor do banco diz que eleva&ccedil;&otilde;es 'marginais' da Selic n&atilde;o ser&atilde;o suficientes para restringir queda nos calotes</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda &eacute; preciso esperar para ver se haver&aacute; impacto no juro ao consumidor, segundo autoridade monet&aacute;ria</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A recente alta da taxa b&aacute;sica de juros (Selic), reajustada na semana passada de 7,25% para 7,5% ao ano, n&atilde;o deve causar aumento na inadimpl&ecirc;ncia, na avalia&ccedil;&atilde;o do Banco Central.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em geral, taxas de juros mais altas resultam em um n&iacute;vel de inadimpl&ecirc;ncia maior, j&aacute; que o custo do empr&eacute;stimo sobe, tornando mais dif&iacute;cil para o tomador de cr&eacute;dito honrar as presta&ccedil;&otilde;es.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em mar&ccedil;o, o indicador de inadimpl&ecirc;ncia, que considera atrasos de mais de 90 dias nos pagamentos, ficou est&aacute;vel em 3,6%, segundo dados divulgados pela autoridade monet&aacute;ria ontem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mesmo com o reajuste da Selic, a tend&ecirc;ncia para os pr&oacute;ximos meses &eacute; de redu&ccedil;&atilde;o, avalia o BC.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>"Esses aumentos marginais n&atilde;o v&atilde;o constituir uma restri&ccedil;&atilde;o &agrave; queda da inadimpl&ecirc;ncia. S&atilde;o aumentos muito pequenos quando comparados &agrave; mudan&ccedil;a de patamar dos juros que se verificou no ano passado", afirmou Tulio Maciel, chefe do Departamento Econ&ocirc;mico do Banco Central.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CONSUMIDOR</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A mesma certeza n&atilde;o existe quando o assunto &eacute; o impacto da alta da Selic nos juros cobrados do consumidor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>De acordo com Maciel, &eacute; preciso esperar o comportamento do custo pelo qual os pr&oacute;prios bancos captam recursos, que &eacute; influenciado por outros aspectos conjunturais al&eacute;m da taxa b&aacute;sica, como o risco do pa&iacute;s.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No m&ecirc;s passado, os juros cobrados pelos bancos de pessoas f&iacute;sicas ca&iacute;ram 0,5 ponto percentual, ap&oacute;s dois meses seguidos de alta, chegando a 24,4% ao ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com isso, a taxa m&eacute;dia geral, que inclui o custo dos empr&eacute;stimos contra&iacute;dos por pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas, chegou a 18,5% ao ano, segundo menor patamar da s&eacute;rie hist&oacute;rica, iniciada em 2011.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 12 meses, a queda j&aacute; chega a quase cinco pontos percentuais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O movimento de redu&ccedil;&atilde;o dos juros vem provocando a diminui&ccedil;&atilde;o do chamado "spread" banc&aacute;rio, a diferen&ccedil;a entre o custo de capta&ccedil;&atilde;o do banco e os juros cobrados do tomador de cr&eacute;dito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em mar&ccedil;o, o indicador recuou 0,3 ponto percentual, para 11,7 pontos percentuais. No mesmo per&iacute;odo de 2012, o "spread" estava em 15,3 pontos percentuais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O estoque total de empr&eacute;stimos no mercado chegou a R$ 2,4 trilh&otilde;es em mar&ccedil;o, aumento de 1,8% em rela- &ccedil;&atilde;o ao m&ecirc;s anterior. No m&ecirc;s passado, foram emprestados R$ 280 bilh&otilde;es.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com isso, a rela&ccedil;&atilde;o entre cr&eacute;dito e PIB (Produto Interno Bruto) chegou a 53,9%. Segundo o BC, a estimativa &eacute; que o indicador feche o ano em 55%.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Desonerações ajudam a reduzir inflação, diz Goldfajn]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35954</link>
<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 11:32:16 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A taxa de infla&ccedil;&atilde;o em 2013 deve ficar abaixo do registrado no ano passado, ao redor de 5,5%, em raz&atilde;o especialmente das desonera&ccedil;&otilde;es promovidas pelo governo, afirmou o economista-chefe do Ita&uacute; Unibanco, Ilan Goldfajn, durante o semin&aacute;rio "Macro Vision", organizado ontem pelo Ita&uacute; BBA. Em rela&ccedil;&atilde;o aos juros, o economista disse que o mercado prev&ecirc; eleva&ccedil;&otilde;es at&eacute; 2016, para algo pr&oacute;ximo a 10% ao ano, mas avalia que o ajuste ser&aacute; menos vigoroso do que se imagina, tamb&eacute;m devido, em parte, &agrave;s desonera&ccedil;&otilde;es.<br /><br />Goldfajn espera alta de, no m&aacute;ximo, mais um ponto percentual para os juros neste ano. Na semana passada, o Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) elevou a Selic em 0,25 ponto, para 7,5% ao ano. O economista projeta que o governo conceda mais R$ 30 bilh&otilde;es em desonera&ccedil;&otilde;es para 2014. At&eacute; o in&iacute;cio de abril, o governo contabilizou desonera&ccedil;&otilde;es que somam R$ 88 bilh&otilde;es para o pr&oacute;ximo ano.<br /><br />Para Goldfajn, a infla&ccedil;&atilde;o continua sendo uma preocupa&ccedil;&atilde;o no curto prazo, com a apreens&atilde;o maior sobre o &iacute;ndice de difus&atilde;o dos pre&ccedil;os. Ele ressalta o fato de, nos &uacute;ltimos anos, a infla&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os "correr a 7%, 8% ou 9% ao ano", enquanto a de bens industriais ou comercializ&aacute;veis registrar alta por volta de 2%, o que resulta numa m&eacute;dia de 5% a 6%.<br /><br />Para o economista, a deprecia&ccedil;&atilde;o cambial teve contribui&ccedil;&atilde;o fundamental no estouro da meta de infla&ccedil;&atilde;o em 12 meses at&eacute; mar&ccedil;o. "O c&acirc;mbio nos outros pa&iacute;ses andava junto com o Brasil e desde o ano passado se descolou, o que pressionou a infla&ccedil;&atilde;o", disse. Segundo ele, c&acirc;mbio vai permanecer na faixa atual "at&eacute; segunda ordem".<br /><br />O economista do Ita&uacute; avalia que a taxa de desemprego vai continuar baixa, em raz&atilde;o da dificuldade de contratar m&atilde;o de obra qualificada, e mesmo n&atilde;o qualificada. O banco espera taxa m&eacute;dia de 5,4% no ano, ante 5,5% no ano passado. As press&otilde;es do lado da oferta permanecem, com a taxa de crescimento da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa caindo para menos de 1%, e tamb&eacute;m da demanda, com o crescimento alavancado pelo segmento de servi&ccedil;os, que absorve a maior parte da m&atilde;o de obra.<br /><br />Goldfajn prev&ecirc; um d&eacute;ficit de US$ 71 bilh&otilde;es nas transa&ccedil;&otilde;es correntes, financiado em parte por Investimento Estrangeiro Direto (IED). O economista lembrou que entre 2007 e 2011 as transa&ccedil;&otilde;es correntes atingiram, em m&eacute;dia, d&eacute;ficit de US$ 30 bilh&otilde;es, com IED m&eacute;dio de US$ 44 bilh&otilde;es. Os n&uacute;meros, disse Goldfajn, indicam que, a partir deste ano, o pa&iacute;s vai precisar tanto de investimentos diretos quanto de portf&oacute;lio para cobrir o d&eacute;ficit em transa&ccedil;&otilde;es correntes.<br /><br />Para Goldfajn, a volatilidade ainda deve marcar o cen&aacute;rio global. Internamente, disse ele, a economia vai ter recupera&ccedil;&atilde;o moderada da atividade, com a infla&ccedil;&atilde;o se mantendo como uma prioridade no curto prazo.<br /><br />Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; e economia mundial, o economista avalia que passa agora por um ritmo de recupera&ccedil;&atilde;o apenas moderado, com expans&atilde;o esperada em torno de 3% ao ano. Goldfajn se mostrou mais otimista com os Estados Unidos, embora o processo de consolida&ccedil;&atilde;o fiscal do pa&iacute;s seja um entrave para taxas mais robustas de crescimento. J&aacute; na Europa, a principal not&iacute;cia positiva ainda &eacute;, segundo ele, a sobreviv&ecirc;ncia do euro.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Atividade industrial começa o segundo trimestre em ritmo lento, mostra estudo]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35942</link>
<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 10:44:37 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A ind&uacute;stria inicia o segundo trimestre em ritmo lento, mas ainda sim melhor do que em igual per&iacute;odo do ano passado. A avalia&ccedil;&atilde;o &eacute; do superintendente adjunto de ciclos econ&ocirc;micos do Instituto Brasileiro de Economia da Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV/Ibre), Aloisio Campelo.<br /><br />"Por enquanto, n&atilde;o h&aacute; sinais de uma acelera&ccedil;&atilde;o mais intensa e um ritmo mais duradouro no aumento da produ&ccedil;&atilde;o industrial no segundo trimestre", disse Campelo, ao comentar os dados da pr&eacute;via da Sondagem da Ind&uacute;stria de Transforma&ccedil;&atilde;o de abril, divulgada ontem.<br /><br />O estudo apontou que os empres&aacute;rios da ind&uacute;stria est&atilde;o menos otimistas em abril, tanto em rela&ccedil;&atilde;o ao presente quanto ao futuro do setor. A pesquisa apontou que o &Iacute;ndice de Confian&ccedil;a da Ind&uacute;stria (ICI) caiu 0,3% na passagem de mar&ccedil;o para abril, para 104,7 pontos, na s&eacute;rie que desconta os efeitos sazonais. Esse foi o segundo recuo seguido do indicador, que est&aacute; mais pr&oacute;ximo da m&eacute;dia dos &uacute;ltimos 60 meses, de 104,4 pontos.<br /><br />"A ind&uacute;stria ainda tem muitos problemas de competitividade, dificuldades para exportar, e lida com a competi&ccedil;&atilde;o de importados no mercado dom&eacute;stico. H&aacute; ainda a infla&ccedil;&atilde;o de alimentos. A quest&atilde;o &eacute; que a demanda interna cresce menos e a externa est&aacute; caindo. Com isso, n&atilde;o h&aacute; &iacute;mpeto interno para a compra de materiais industriais", disse Campelo.<br /><br />Em raz&atilde;o desses fatores, o &Iacute;ndice da Situa&ccedil;&atilde;o Atual (ISA) recuou 0,4%, para 103,8 pontos, em abril na compara&ccedil;&atilde;o com mar&ccedil;o, descontados os efeitos sazonais. O ISA est&aacute; abaixo da m&eacute;dia hist&oacute;rica, de 105,6 pontos.<br /><br />A falta de perspectivas de aumento de demanda, afirmou Campelo, fez o &Iacute;ndice de Expectativas (IE) cair 0,4% em abril em rela&ccedil;&atilde;o a mar&ccedil;o, para 105,5 pontos, na s&eacute;rie dessazonalizada. O IE est&aacute; acima da m&eacute;dia, de 103,1 pontos. "Essas quedas mostram que a ind&uacute;stria n&atilde;o d&aacute; sinais evidentes de uma recupera&ccedil;&atilde;o de um ritmo mais intenso", disse Campelo.<br /><br />De acordo com o estudo, o N&iacute;vel de Utiliza&ccedil;&atilde;o da Capacidade Instalada (Nuci) subiu 0,2 ponto percentual em rela&ccedil;&atilde;o a mar&ccedil;o, para 84,3%. "Os dados indicam que a ind&uacute;stria dever&aacute; crescer no segundo trimestre [na compara&ccedil;&atilde;o com o per&iacute;odo imediatamente anterior], mas ser&aacute; um crescimento fraco, porque n&atilde;o h&aacute; aumento significativo de demanda", afirmou Campelo. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Juros vão subir mais]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35924</link>
<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 09:36:38 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O Banco Central vai continuar a aumentar os juros em maio. &Eacute; o que sinalizaram a ata da &uacute;ltima reuni&atilde;o do Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom), divulgada ontem, e, sobretudo, o diretor de Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica do Banco Central, Carlos Hamilton Ara&uacute;jo, durante discurso feito em S&atilde;o Paulo, em que tratou do combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Gostaria de registrar que cresce em mim a convic&ccedil;&atilde;o de que o Copom poder&aacute; ser instado a refletir sobre a possibilidade de intensificar o uso do instrumento de pol&iacute;tica monet&aacute;ria (a taxa Selic)&rdquo;, afirmou Hamilton.<br /><br />A &ecirc;nfase usada pelo diretor causou rea&ccedil;&atilde;o imediata no mercado futuro de juros, em que cresceram as apostas de que a taxa b&aacute;sica (Selic), que foi elevada de 7,25% para 7,50% ao ano na semana passada, vai continuar aumentando. No jarg&atilde;o dos economistas, Hamilton trocou a plumagem de pombo por uma de falc&atilde;o, passando a ser classificado como hawkish, termo em ingl&ecirc;s que adjetiva as autoridades monet&aacute;rias mais severas com a carestia. O discurso ficou v&aacute;rios tons acima da linguagem cautelosa utilizada na ata, coerente, segundo analistas, com decis&atilde;o moderada tomada pela diretoria do BC na semana passada. No documento, o Banco Central deixou claro que a pol&iacute;tica monet&aacute;ria tem como alvo controlar a infla&ccedil;&atilde;o em 2014.<br /><br />Para alguns economistas, a fala do diretor gerou ru&iacute;do e alimentou d&uacute;vidas, quando comparada ao teor da ata. Enquanto o documento sugere uma eleva&ccedil;&atilde;o de 0,25 ponto percentual no pr&oacute;ximo m&ecirc;s, o pronunciamento de Carlos Hamilton abre portas para um aperto maior, de 0,50 ponto. &ldquo;N&atilde;o surgiu nada nas &uacute;ltimas semanas que justifique uma intensifica&ccedil;&atilde;o do aperto monet&aacute;rio, pelo contr&aacute;rio&rdquo;, argumentou Carlos Thadeu de Freitas Filho, da gestora de recursos Franklin Templeton. &ldquo;A ata foi coerente com a decis&atilde;o do Copom. A surpresa foi o diretor do BC&rdquo;, disse. &ldquo;O BC se tornou expert em dar sinais contradit&oacute;rios&rdquo;, criticou Newton Rosa, economista-chefe da Sul Am&eacute;rica Investimentos.<br /><br />Chamou aten&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m, na fala do diretor, o c&aacute;lculo de potencial de crescimento do Brasil. Segundo ele, em fun&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel baixo de investimentos, o pa&iacute;s pode avan&ccedil;ar apenas 3,1% sem criar press&otilde;es inflacion&aacute;rias. Ele projetou ainda que o pa&iacute;s teve expans&atilde;o de 1% no primeiro trimestre, o equivalente a 4% em termos anualizados.<br /><br />O diretor listou tamb&eacute;m os motivos para a infla&ccedil;&atilde;o ter estourado, em mar&ccedil;o, o teto da meta, de 6,5%. Apenas um deles n&atilde;o pode ser atribu&iacute;do ao governo: os choque de pre&ccedil;os dom&eacute;sticos e externos. Os demais decorreram de decis&otilde;es da equipe econ&ocirc;mica, como a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do real, o aumento do sal&aacute;rio m&iacute;nimo acima da produtividade, a pol&iacute;tica fiscal expansionista, e a redu&ccedil;&atilde;o de juros promovida pelo pr&oacute;prio BC.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio de Pernambuco</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Dirigente do BC sugere que Brasil deve acelerar a alta do juro básico]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35916</link>
<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 08:20:57 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Para Carlos Hamilton Ara&uacute;jo, recupera&ccedil;&atilde;o global pode elevar consumo e pressionar a infla&ccedil;&atilde;o<br /><br />Diretor de Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica, que votou pela alta da Selic neste m&ecirc;s, deu declara&ccedil;&otilde;es em confer&ecirc;ncia em SP<br /><br />Em contraste com a ret&oacute;rica predominante no governo Dilma Rousseff, um dirigente do Banco Central sugeriu abertamente a possibilidade de acelerar a alta de juros para combater a infla&ccedil;&atilde;o.<br /><br />"Cresce em mim a convic&ccedil;&atilde;o de que o Copom [Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria] poder&aacute; ser instado a refletir sobre a possibilidade de intensificar o uso do instrumento de pol&iacute;tica monet&aacute;ria", disse Carlos Hamilton Ara&uacute;jo, diretor de Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica.<br /><br />Ara&uacute;jo discursava ontem pela manh&atilde; em confer&ecirc;ncia promovida pelo banco Ita&uacute;, em S&atilde;o Paulo, pouco depois da divulga&ccedil;&atilde;o da ata da reuni&atilde;o do Copom da semana passada, que pregava "cautela" na pol&iacute;tica de juros.<br /><br />O diretor foi um dos 6 que votaram pela alta da Selic na reuni&atilde;o deste m&ecirc;s; outros 2 foram pela manuten&ccedil;&atilde;o.<br /><br />Com o argumento de que o cen&aacute;rio internacional pode contribuir para o desaquecimento da economia brasileira, o BC optou por elevar sua taxa de 7,25% para 7,5% ao ano, enquanto parte do mercado esperava um aumento de 0,5 ponto percentual.<br /><br />O diretor do BC, no entanto, considerou mais prov&aacute;vel que a conjuntura global melhore e, com isso, a tend&ecirc;ncia seja de "expans&atilde;o da demanda agregada dom&eacute;stica [consumo, investimento e gastos do governo]".<br /><br />Ara&uacute;jo exp&ocirc;s de forma expl&iacute;cita teses tratadas a meias palavras pelo BC e que se chocam com as defendidas pelo Minist&eacute;rio da Fazenda.<br /><br />Listou, entre as principais causas da escalada da infla&ccedil;&atilde;o, a "pol&iacute;tica fiscal e parafiscal expansionista" (ou seja, o aumento dos gastos p&uacute;blicos de todo tipo) e a "pol&iacute;tica monet&aacute;ria expansionista" (juros mais baixos).<br /><br />Boletim divulgado anteontem pela Fazenda dizia que os descumprimentos da meta de infla&ccedil;&atilde;o "refletem, primordialmente, choques de oferta que afetam a economia como, por exemplo, intemp&eacute;ries clim&aacute;ticas".<br /><br />Ara&uacute;jo considerou ainda que a expans&atilde;o da economia, projetada em 3,1% neste ano, j&aacute; est&aacute; pr&oacute;xima do potencial. "O ritmo sustent&aacute;vel de crescimento para o Brasil de hoje n&atilde;o se distancia muito dessa estimativa."<br /><br />Segundo a Folha apurou, o BC n&atilde;o viu contradi&ccedil;&atilde;o, apenas uma diferen&ccedil;a de tom, entre as afirma&ccedil;&otilde;es do diretor e a ata do Copom.<br /><br />Em reserva, analistas de mercado interpretaram a sequ&ecirc;ncia de mensagens como um sinal de que Ara&uacute;jo n&atilde;o &eacute; voz isolada no comit&ecirc;, e os juros poder&atilde;o subir em 0,5 ponto percentual em maio --a expectativa frustrada na semana passada. <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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</item>
<item>
<title><![CDATA[Preços sob vigilância]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35915</link>
<pubDate>Fri, 26 Apr 2013 08:18:24 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O Banco Central deixou claro ontem que a atual pol&iacute;tica monet&aacute;ria tem como alvo principal atacar a infla&ccedil;&atilde;o em 2014, cuja proje&ccedil;&atilde;o foi elevada, e que permanecer&aacute; "especialmente vigilante" para evitar que persista a press&atilde;o sobre os pre&ccedil;os. O sinal foi dado na ata do Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria (Copom) do BC e, na avalia&ccedil;&atilde;o de especialistas, tamb&eacute;m indica que a velocidade do ciclo de alta da taxa b&aacute;sica de juro deve ser comedida.<br />&nbsp;<br />"O julgamento de todos os membros do Copom &eacute; convergente no que se refere &agrave; necessidade de uma a&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;tica monet&aacute;ria destinada a neutralizar riscos que se apresentam no cen&aacute;rio prospectivo para a infla&ccedil;&atilde;o, notadamente para o pr&oacute;ximo ano", mostrou a ata.<br />&nbsp;<br />Na semana passada, o comit&ecirc; deu in&iacute;cio a mais um ciclo de aperto monet&aacute;rio, ao elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, a 7,5% ao ano, mas deixou claro que conduzir&aacute; o processo com "cautela", termo repetido na ata de ontem. A decis&atilde;o de elevar o juro, no entanto, n&atilde;o foi un&acirc;nime: dois dos oito membros &ndash; os diretores Aldo Mendes (Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria) e Luiz Awazu (Assuntos Internacionais e Regula&ccedil;&atilde;o do Sistema Financeiro) &ndash; optaram por manter a taxa b&aacute;sica na m&iacute;nima hist&oacute;rica de 7,25%. Entendem ambos que est&aacute; havendo uma reavalia&ccedil;&atilde;o do crescimento global e que, dependendo da sua intensidade e dura&ccedil;&atilde;o, isso pode auxiliar nos pre&ccedil;os dom&eacute;sticos. <br />&nbsp;<br />A posi&ccedil;&atilde;o geral do BC, segundo a ata do Copom, refor&ccedil;ou a percep&ccedil;&atilde;o do mercado e de economistas de que as pr&oacute;ximas altas da Selic vir&atilde;o de forma comedida. "A ata confirma que a refer&ecirc;ncia (do BC) &eacute; a infla&ccedil;&atilde;o de 2014. As expectativas para 2013 est&atilde;o dadas, mas permanece uma situa&ccedil;&atilde;o inc&ocirc;moda para 2014", afirmou o economista-chefe do Banco Fator, Jos&eacute; Francisco Gon&ccedil;alves, que prev&ecirc; mais duas altas da Selic de 0,25 ponto, a 8%.<br />&nbsp;<br />No mercado futuro de juros, investidores corroboravam nesta manh&atilde; as apostas de mais tr&ecirc;s altas na taxa de 0,25 ponto percentual, com os contratos futuros de juros sendo negociados praticamente est&aacute;veis.<br />&nbsp;<br />OLHO EM 2014<br />&nbsp;<br />Pela ata, o BC piorou seu cen&aacute;rio de infla&ccedil;&atilde;o para 2014, afirmando que ela se encontra acima do centro da meta oficial, de 4,5% pelo IPCA, levando em conta o cen&aacute;rio de refer&ecirc;ncia. J&aacute; para 2013, a autoridade monet&aacute;ria manteve sua estimativa de infla&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m acima do centro da meta. O documento traz apenas proje&ccedil;&otilde;es qualitativas sobre o tema. "O Copom destaca que, em momentos como o atual, a pol&iacute;tica monet&aacute;ria deve se manter especialmente vigilante, de modo a minimizar riscos de que n&iacute;veis elevados de infla&ccedil;&atilde;o como o observado nos &uacute;ltimos 12 meses persistam no horizonte relevante para a pol&iacute;tica monet&aacute;ria".<br />&nbsp;<br />A infla&ccedil;&atilde;o tem permanecido em patamares elevados e chegou a estourar o teto da meta do governo, de 6,5% no ano. Em mar&ccedil;o, o IPCA registrou alta 6,59% em 12 meses e, em abril, o IPCA-15 &ndash; sua pr&eacute;via &ndash; mostrou avan&ccedil;o de 0,51%, acumulando 6,51% em 12 meses. O pre&ccedil;o dos alimentos t&ecirc;m sido um dos principais vil&otilde;es da infla&ccedil;&atilde;o, junto com servi&ccedil;os, levando o governo a adotar medidas fiscais para amenizar a press&atilde;o. A &uacute;ltima delas envolveu o setor de etanol.<br />&nbsp;<br />A vis&atilde;o de infla&ccedil;&atilde;o pressionada contempla ainda a expectativa de recupera&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica, que j&aacute; est&aacute; em curso na avalia&ccedil;&atilde;o do BC. Para o colegiado do banco, "o cen&aacute;rio central contempla ritmo de atividade dom&eacute;stica mais intenso neste e no pr&oacute;ximo ano", acrescentando que a pequena margem de ociosidade no mercado de trabalho pode ser um risco. Na ata anterior, de mar&ccedil;o, o Copom havia ponderado que o ritmo de atividade econ&ocirc;mica dom&eacute;stica estava "menos intensa do que se antecipava".<br />&nbsp;<br />Sobre pol&iacute;tica fiscal, o Copom ressaltou que seu cen&aacute;rio de infla&ccedil;&atilde;o contempla a meta cheia de super&aacute;vit prim&aacute;rio para este ano, de R$ 155,9 bilh&otilde;es&nbsp; "n&atilde;o obstante iniciativas recentes apontarem o balan&ccedil;o do setor p&uacute;blico em posi&ccedil;&atilde;o expansionista". No in&iacute;cio da semana passada, o governo flexibilizou a pol&iacute;tica fiscal, buscando ter mais possibilidade de abatimento das metas de super&aacute;vit prim&aacute;rio neste e no pr&oacute;ximo ano.<br />&nbsp;<br />"A conclus&atilde;o mais importante &eacute; que o ciclo vai ser dado pelo crescimento, e n&atilde;o pela infla&ccedil;&atilde;o. O BC est&aacute; confiante nessa retomada econ&ocirc;mica no longo prazo", afirmou o economista-chefe da corretora Votorantim, Roberto Padovani, para quem a Selic ser&aacute; elevada em mais quatro vezes, chegando a 8,5% ao ano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.dcomercio.com.br/images/ano/2012/xarte-camera-disc-copom.jpg.pagespeed.ic.Av90YKlqlH.jpg" alt="" /></div>
<p><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio - SP</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Fazenda vê inflação em trajetória de queda]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35909</link>
<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 11:39:00 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Como esperado, o 18&ordm; boletim "Economia Brasileira em Perspectiva" foi uma repeti&ccedil;&atilde;o do discurso otimista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que a economia brasileira est&aacute; em processo de recupera&ccedil;&atilde;o e a infla&ccedil;&atilde;o em trajet&oacute;ria de queda.<br /><br />O documento ressalta que o setor p&uacute;blico persegue as metas de resultado fiscal e que "a coordena&ccedil;&atilde;o entre as pol&iacute;ticas fiscal e monet&aacute;ria tem procurado atenuar os efeitos da crise internacional".<br /><br />Segundo o relat&oacute;rio, apesar das dificuldades que persistem na economia internacional, a economia brasileira continua crescendo gradualmente. "Os fundamentos macroecon&ocirc;micos do pa&iacute;s t&ecirc;m permitido enfrentar a crise global sem maiores sobressaltos", informa o boletim. "Para os pr&oacute;ximos anos, o resultado prim&aacute;rio ir&aacute; reduzir ainda mais o d&eacute;ficit nominal e o endividamento p&uacute;blico". No que diz respeito ao cen&aacute;rio externo, &eacute; aguardada uma lenta recupera&ccedil;&atilde;o das economias avan&ccedil;adas.<br /><br />No ano passado, o setor p&uacute;blico teve um super&aacute;vit prim&aacute;rio de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta definida pela equipe econ&ocirc;mica foi cumprida com abatimentos, como investimentos do Programa de Acelera&ccedil;&atilde;o do Crescimento (PAC) e uso de recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB).<br /><br />O boletim mostra ainda a redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida l&iacute;quida do setor p&uacute;blico, que fechou 2012 em 35,1% do PIB ante 36,4% do ano anterior. Esse indicador melhorou, segundo o documento, mesmo com as desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias feitas pelo governo federal para estimular o crescimento econ&ocirc;mico. No total, as desonera&ccedil;&otilde;es tribut&aacute;rias somaram R$ 44,5 bilh&otilde;es em 2012. Para 2013, a previs&atilde;o &eacute; que superem R$ 70 bilh&otilde;es, quase 2% do PIB.<br /><br />Dentre as desonera&ccedil;&otilde;es concedidas, a &aacute;rea econ&ocirc;mica destacou a desonera&ccedil;&atilde;o dos produtos da cesta b&aacute;sica e a redu&ccedil;&atilde;o do custo da tarifa de energia el&eacute;trica. "Medidas adotadas pelo governo para aumentar a competitividade da economia do pa&iacute;s, como a redu&ccedil;&atilde;o de tarifas de energia el&eacute;trica, t&ecirc;m contribu&iacute;do para a redu&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o ao consumidor", destaca o boletim.<br /><br />O impacto direto da queda do pre&ccedil;o da energia, segundo o Minist&eacute;rio da Fazenda, se divide em 0,13 ponto percentual em janeiro, e 0,48 ponto em fevereiro. Se a medida de est&iacute;mulo econ&ocirc;mico n&atilde;o fosse adotada, a varia&ccedil;&atilde;o do IPCA seria 0,61 ponto percentual maior, calcula o governo. "Impactos indiretos, derivados da redu&ccedil;&atilde;o de custos para empresas, dever&atilde;o tamb&eacute;m contribuir para a acomoda&ccedil;&atilde;o inflacion&aacute;ria nos pr&oacute;ximos meses", diz o documento. Em mar&ccedil;o, o IPCA acumulado nos &uacute;ltimos 12 meses ultrapassou o teto da meta de infla&ccedil;&atilde;o estabelecido em 6,5%.<br /><br />A perspectiva de queda da infla&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; sustentada por uma acomoda&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os dos alimentos. A alta registrada em 2012 foi influenciada por choques de oferta em alimentos in natura e de aumentos derivados das commodities agr&iacute;colas, efeitos relacionados a intemp&eacute;ries clim&aacute;ticas nos Estados Unidos e Brasil. "Em 2013, a estrat&eacute;gia &eacute; que a combina&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis de oferta de alimentos influencie a trajet&oacute;ria da infla&ccedil;&atilde;o ao consumidor. Essa din&acirc;mica dever&aacute; se aprofundar nos pr&oacute;ximos meses", afirma o texto da Fazenda.<br /><br />A avalia&ccedil;&atilde;o do minist&eacute;rio &eacute; de um cen&aacute;rio positivo com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; entrada de investimentos no pa&iacute;s. Segundo dados da Unctad, o Brasil passou a ser o quarto maior receptor de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo, com n&uacute;meros superiores a Austr&aacute;lia e Canad&aacute;. "As perspectivas continuam favor&aacute;veis em 2013", afirma o boletim.<br /><br />O documento reitera que 2012 foi marcado por diversos choques "ex&oacute;genos" que afetaram o desempenho do setor externo brasileiro: crise europeia, recupera&ccedil;&atilde;o muito lenta da economia americana, mudan&ccedil;as nas regras de registro de importa&ccedil;&otilde;es de combust&iacute;veis e lubrificantes e ado&ccedil;&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es juradas de importa&ccedil;&atilde;o pela Argentina. Apesar disso, afirma a Fazenda, "as contas externas brasileiras permanecem s&oacute;lidas".</p>
<p><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Caem preços de quase 60% dos produtos exportados pelo país]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35894</link>
<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 10:36:42 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Uma queda disseminada no pre&ccedil;o de quase 60% dos produtos exportados pelo Brasil ajuda a explicar o mau resultado da balan&ccedil;a comercial brasileira nestes primeiros meses de 2013, junto com o aumento das importa&ccedil;&otilde;es. De janeiro a mar&ccedil;o, 20 dos 31 grupos de produtos classificados pelo Minist&eacute;rio do Desenvolvimento (Mdic) apresentaram queda no pre&ccedil;o de exporta&ccedil;&atilde;o. Os grupos em queda representam 64% do valor exportado pelo Brasil no trimestre. No ano, o Brasil exportou 2,5% menos em rela&ccedil;&atilde;o a 2012, enquanto as importa&ccedil;&otilde;es aumentaram 3% at&eacute; mar&ccedil;o e 10% em abril (sempre na compara&ccedil;&atilde;o com o ano passado), descontando combust&iacute;veis.<br /><br />Para alguns setores, especialmente de manufaturados, a queda de volume tamb&eacute;m prejudicou o desempenho no primeiro trimestre. Entre os 31 grupos, 17 reduziram a quantidade exportada de janeiro a mar&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2012.<br /><br />Decep&ccedil;&atilde;o no comportamento das commodities, repasse das desonera&ccedil;&otilde;es de impostos federais para o valor das mercadorias e concorr&ecirc;ncia externa explicam as quedas de pre&ccedil;o, dizem empres&aacute;rios e economistas. Nas commodities, a piora no pre&ccedil;o se agravou desde o in&iacute;cio do ano. Nas tr&ecirc;s primeiras semanas de abril, entre os 16 principais produtos b&aacute;sicos exportados pelo pa&iacute;s, 11 foram vendidos com pre&ccedil;os inferiores aos do mesmo per&iacute;odo do ano passado.<br /><br />A evolu&ccedil;&atilde;o de pre&ccedil;os das commodities &eacute; justamente um dos componentes da balan&ccedil;a comercial brasileira que come&ccedil;a a causar maior preocupa&ccedil;&atilde;o entre os analistas. Em alguns produtos, os pre&ccedil;os n&atilde;o est&atilde;o crescendo como esperado e em outros a queda est&aacute; mais acelerada do que a estimada para o ano. Essa deteriora&ccedil;&atilde;o pode dificultar uma revers&atilde;o expressiva do d&eacute;ficit comercial de US$ 6,5 bilh&otilde;es acumulado at&eacute; a terceira semana de abril, recorde para o per&iacute;odo. Entre as consultorias, as estimativas para o ano ainda s&atilde;o positivas, mas decrescentes e algumas j&aacute; abaixo de US$ 10 bilh&otilde;es.<br /><br />Jos&eacute; Augusto de Castro, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o de Com&eacute;rcio Exterior do Brasil (AEB), diz que alguns pre&ccedil;os subiram menos do que se esperava. Um bom exemplo &eacute; a soja, produto agr&iacute;cola mais importante da exporta&ccedil;&atilde;o brasileira, que representa 7% dos embarques anuais. O pre&ccedil;o m&eacute;dio de exporta&ccedil;&atilde;o do gr&atilde;o no ano passado, diz Castro, foi de US$ 530 a tonelada. Em abril, ele est&aacute; em US$ 532 a tonelada, mas para esse per&iacute;odo, diz ele, estimava-se um pre&ccedil;o de pelo menos US$ 550 a tonelada. As cota&ccedil;&otilde;es do mercado futuro, diz, j&aacute; indicam US$ 470 a tonelada para o in&iacute;cio do segundo semestre, quando o gr&atilde;o brasileiro passar&aacute; a concorrer com o da safra americana.<br /><br />Outros produtos agr&iacute;colas, como caf&eacute; e a&ccedil;&uacute;car, diz, tamb&eacute;m est&atilde;o com pre&ccedil;os menores do que se esperava. O caf&eacute;, com pre&ccedil;o m&eacute;dio de US$ 3,8 mil a tonelada no ano passado, est&aacute; sendo comercializado a US$ 2,945 mil a tonelada, enquanto o pre&ccedil;o do a&ccedil;&uacute;car bruto caiu de US$ 515 para US$ 443 a tonelada. "Creio que reverter o d&eacute;ficit comercial &eacute; poss&iacute;vel, mas fica o receio de que haja uma acelera&ccedil;&atilde;o na queda dos pre&ccedil;os."<br /><br />"Houve um ajuste nos pre&ccedil;os, principalmente nos agr&iacute;colas. Mesmo com o volume em igual patamar do ano passado, a perspectiva de uma safra maior e de desacelera&ccedil;&atilde;o dos grandes mercados jogou o resultado para baixo", avalia Fabio Silveira, diretor de pesquisa da consultoria GO Associados. Castro diz que, por enquanto, a soja ainda n&atilde;o decepciona em volume. Ele calcula que foram embarcados, at&eacute; agora, cerca de um quarto do que se estima para o volume do ano, o que est&aacute; dentro do esperado, sazonalmente.<br /><br />Segundo Silveira, atualmente "h&aacute; uma press&atilde;o baixista" nos pre&ccedil;os dos principais produtos do Brasil. Aqueles que n&atilde;o t&ecirc;m o valor cotado no mercado internacional, como o grupo do min&eacute;rio de ferro e de papel e celulose, apresentaram neste ano estabilidade em pre&ccedil;os e volumes.<br /><br />O min&eacute;rio de ferro, que representa 13% do valor da exporta&ccedil;&atilde;o brasileira, pode amenizar a queda de pre&ccedil;os agr&iacute;colas. O pre&ccedil;o do item subiu de US$ 95 a tonelada no pre&ccedil;o m&eacute;dio de 2012 para US$ 108 a tonelada em abril. Castro lembra, por&eacute;m, que o min&eacute;rio n&atilde;o deve repetir o desempenho de 2011, quando o pre&ccedil;o do item subiu 36% na m&eacute;dia anual contra 2010.<br /><br />A expectativa para este ano, diz Castro, &eacute; estabilidade de pre&ccedil;o do min&eacute;rio de ferro em rela&ccedil;&atilde;o a 2012. O receio, diz, &eacute; uma queda de volume resultante da falta de recupera&ccedil;&atilde;o da Uni&atilde;o Europeia e da frustra&ccedil;&atilde;o do crescimento da economia chinesa. Rodrigo Branco, economista da Funda&ccedil;&atilde;o Centro de Estudos do Com&eacute;rcio Exterior (Funcex), lembra que os pre&ccedil;os devem deixar de dar impulso &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es, como em 2010 e 2011.<br /><br />O crescimento dos embarques, portanto, ficar&aacute; mais dependente do aumento de quantidade. Segundo dados da Funcex, que elabora &iacute;ndices de pre&ccedil;os e volumes de exporta&ccedil;&atilde;o ponderando o peso dos produtos nos embarques, o pre&ccedil;o m&eacute;dio da exporta&ccedil;&atilde;o brasileira caiu 0,9% no primeiro trimestre, contra igual per&iacute;odo do ano passado, e o volume recuou 6,6%.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Brasil tem 'inflação de base' de 5% a 6%, diz Fernando Pimentel]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35890</link>
<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 10:30:30 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Para ministro do Desenvolvimento, processo para derrubar esse patamar ser&aacute; lento<br /><br />Para conselheiro de Dilma, PIB ter&aacute; taxas 'n&atilde;o exuberantes', mas suficientes para manter emprego e renda<br /><br />O ministro do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior, Fernando Pimentel, diz que o Brasil tem uma "infla&ccedil;&atilde;o de base" renitente "entre 5% e 6%" --acima do centro da meta do BC, de 4,5%.<br /><br />Ele n&atilde;o enxerga, por&eacute;m, nenhum risco de um surto inflacion&aacute;rio no horizonte.<br /><br />"Pelo que a gente observa, a infla&ccedil;&atilde;o de base no Brasil est&aacute; nessa faixa de 5,5%... Entre 5% e 6%. Ela n&atilde;o supera isso, mas tamb&eacute;m dificilmente fica abaixo disso", disse Pimentel em entrevista &agrave; Folha e ao UOL.<br /><br />A infla&ccedil;&atilde;o (IPCA) nos &uacute;ltimos 12 meses terminados em mar&ccedil;o estourou o teto da meta de 6,50% e atingiu 6,59%.<br /><br />Para que se possa "ter uma infla&ccedil;&atilde;o de base mais baixa", diz, ser&aacute; preciso que a competitividade da economia se recupere como um todo.<br /><br />Quando ser&aacute;? "&Eacute; um processo um pouco mais lento, mas ela [a infla&ccedil;&atilde;o] vai cair."<br /><br />Para Pimentel, um dos ministros mais pr&oacute;ximos da presidente Dilma, isso ser&aacute; poss&iacute;vel com as medidas de combate aos gargalos log&iacute;sticos, que v&atilde;o reduzir os custos e elevar a produtividade das empresas brasileiras.<br /><br />Enquanto isso, Pimentel admite que o pa&iacute;s tem "um limite para o crescimento" sem produzir alta de pre&ccedil;os. Ele evita precisar qual seria esse PIB potencial.<br /><br />"Deve estar mesmo nessa faixa de 3% a 4%. Talvez um pouco mais, de 4,5%. A partir da&iacute; voc&ecirc; come&ccedil;a a ter problemas, porque adv&eacute;m dos gargalos log&iacute;sticos, de uma press&atilde;o excessiva sobre o mercado de m&atilde;o de obra."<br /><br />Por isso, reconhece que, at&eacute; solucionar seus gargalos log&iacute;sticos, o pa&iacute;s vai conviver com "taxas de crescimento que n&atilde;o s&atilde;o exuberantes, mas suficientes para sustentar o pleno emprego e o crescimento da renda". Em seus c&aacute;lculos, "isso vai levar dois, tr&ecirc;s anos para resolver".<br /><br />INVESTIMENTOS<br /><br />O ministro diz que as medidas do governo est&atilde;o surtindo efeito e provocando retomada dos investimentos neste ano, ap&oacute;s seguidas quedas que travaram o crescimento em 2012 --de 0,9%.<br /><br />Ele diz, contudo, que a retomada &eacute; mais "lenta do que a gente gostaria". E reconhece que o saldo comercial em 2013 n&atilde;o ser&aacute; dos melhores. "Vamos ter um superavit que vai ser mais ou menos no padr&atilde;o do ano passado. Se conseguirmos isso, acho que vai ser um excelente resultado."<br /><br />O ministro diz ainda que a decis&atilde;o do BC de subir os juros em 0,25 ponto percentual foi "cautelosa, n&atilde;o foi exagerada", tomada mais para combater as expectativas do que "os &iacute;ndices reais" de infla&ccedil;&atilde;o.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[IPC-S recua em cinco capitais na terceira semana de abril, diz FGV]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35881</link>
<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 09:30:51 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>O &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Semanal (IPC-S) caiu em cinco das sete capitais pesquisadas pela Funda&ccedil;&atilde;o Getulio Vargas (FGV) entre a segunda e a terceira semanas de abril. A maior queda foi observada em Porto Alegre: 0,29 ponto percentual, j&aacute; que a taxa de infla&ccedil;&atilde;o caiu de 0,83% para 0,54% no per&iacute;odo.<br /><br />Em seguida, aparece a cidade de Salvador, com queda de 0,25 ponto percentual (ao passar de 0,9% para 0,65%). Outras cidades que tiveram queda no IPC-S foram Rio de Janeiro (0,1 ponto percentual, ao passar de 0,84% para 0,74%), S&atilde;o Paulo (0,08 ponto percentual, ao passar de 0,45% para 0,37%) e Belo Horizonte (0,03 ponto percentual, ao passar de 0,71% para 0,68%).<br /><br />Duas cidades tiveram alta na taxa: Recife (0,09 ponto percentual, ao passar de 0,34% para 0,43%) e Bras&iacute;lia (0,07 ponto percentual, ao passar de 0,4% para 0,47%).<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio de Pernambuco</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[São Paulo aperta o cerco...]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35861</link>
<pubDate>Thu, 25 Apr 2013 08:23:42 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>S&atilde;o Paulo vai fechar o cerco &agrave; entrada de produtos oriundos de estados que oferecem incentivos fiscais com o Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) sem o aval do Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Fazend&aacute;ria (Confaz). Depois de realizar um mapeamento das legisla&ccedil;&otilde;es e regimes especiais dos estados que concedem&nbsp; benef&iacute;cios fiscais considerados ilegais, o fisco vai editar uma portaria com a lista dos produtos "incentivados" e suas respectivas al&iacute;quotas e benef&iacute;cios. <br />&nbsp;<br />A ideia &eacute; cobrar do contribuinte paulista que adquirir essas mercadorias a diferen&ccedil;a de al&iacute;quota do imposto para S&atilde;o Paulo. A lista facilitar&aacute; o c&aacute;lculo do imposto. A portaria estadual regulamenta o Decreto n&ordm; 58.918, publicado em fevereiro. <br />&nbsp;<br />O alerta foi feito ontem pelo coordenador adjunto da Coordenadoria da Administra&ccedil;&atilde;o Tribut&aacute;ria (CAT), da Secretaria da Fazenda do Estado de S&atilde;o Paulo (Sefaz-SP), Edson Takashi Kondo, durante reuni&atilde;o do Conselho do Setor de Servi&ccedil;os da Associa&ccedil;&atilde;o Comercial de S&atilde;o Paulo (ACSP). "O ICMS n&atilde;o pode ser usado como instrumento de pol&iacute;tica de industrializa&ccedil;&atilde;o ou desenvolvimento regional. S&atilde;o Paulo precisa se defender porque depende da arrecada&ccedil;&atilde;o desse imposto", afirmou Kondo, ao ressaltar que o aperto da fiscaliza&ccedil;&atilde;o atende tamb&eacute;m aos interesses do com&eacute;rcio e da ind&uacute;stria paulista.<br />Ele adiantou que o fisco poder&aacute; intensificar as opera&ccedil;&otilde;es nas fronteiras, impedindo a entrada de caminh&otilde;es com mercadorias oriundas de outros estados.<br />&nbsp;<br />Fronteira &ndash; Para o economista da ACSP, Marcel Solimeo, &eacute; v&aacute;lida a postura do estado paulista na defesa contra a guerra fiscal, mas discorda da forma adotada. "Colocar barreiras e cobrar do contribuinte paulista o imposto na fronteira &eacute; anacr&ocirc;nico e pode trazer problemas operacionais para as empresas", alertou. <br /><br />O vice presidente da ACSP, Roberto Mateus Ordine, concordou, fazendo uma analogia. "Na guerra entre o mar e o rochedo, perdem os mariscos, que s&atilde;o os contribuintes", disse. A reuni&atilde;o de ontem foi coordenada pelo vice-presidente da ACSP e coordenador do Conselho do Setor de Servi&ccedil;os, Jos&eacute; Maria Chapina Alcazar, e teve a presen&ccedil;a na mesa do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-SP, Alencar Burti, e do vice-presidente Roberto Penteado de Camargo Ticoulat, coordenador do Conselho Brasileiro das Empresas Comerciais Importadoras e Exportadoras (CECIEX) e do Conselho de Com&eacute;rcio Exterior (COMEX) da ACSP.<br />&nbsp;<br />O alerta do fisco chega num momento decisivo da guerra fiscal entre os estados, que est&aacute; sendo debatida em Bras&iacute;lia. De acordo com o secret&aacute;rio adjunto, dependendo do desfecho do assunto no Congresso, que envolve a convalida&ccedil;&atilde;o de benef&iacute;cios fiscais considerados ilegais pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a medida poder&aacute; perder a efic&aacute;cia. "Enquanto a quest&atilde;o da guerra fiscal n&atilde;o for resolvida de uma vez, o fisco paulista n&atilde;o pode deixar de atuar e autuar", explicou.&nbsp; <br />&nbsp;<br />Impactos - Durante a reuni&atilde;o na ACSP, a Sefaz divulgou dados sobre os impactos na arrecada&ccedil;&atilde;o estadual da guerra fiscal envolvendo produtos importados, que &eacute; outra faceta da batalha entre os estados. Desde que a Resolu&ccedil;&atilde;o 13 do Senado entrou em vigor, em janeiro, estabelecendo al&iacute;quota &uacute;nica interestadual de 4% para produtos importados, o estado paulista detectou redu&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia mensal de R$ 50 milh&otilde;es no valor do ICMS destacado nos documentos fiscais de contribuintes de outros estados que enviam mercadorias para S&atilde;o Paulo.<br />&nbsp;<br />Em outras palavras, com o fim da guerra dos portos, S&atilde;o Paulo deixou de suportar esse valor em cr&eacute;ditos indevidos. Com a redu&ccedil;&atilde;o da al&iacute;quota, na pr&aacute;tica, os estados perdem margem para promover redu&ccedil;&otilde;es de al&iacute;quotas ou dar incentivos financeiros com os impostos. Sobre o fim da guerra dos portos, o assunto pendente no momento &eacute; a entrega da Ficha de Conte&uacute;do Importado (FCI), que ser&aacute; obrigat&oacute;ria a partir de maio para as empresas industriais que importarem insumos. O prazo j&aacute; foi prorrogado uma vez por conta das dificuldades de operacionaliza&ccedil;&atilde;o. O Estado de S&atilde;o Paulo pediu nova prorroga&ccedil;&atilde;o, para agosto deste ano, mas o sinal verde ser&aacute; dado pelo Confaz, que n&atilde;o se pronunciou at&eacute; o momento. De acordo com o t&eacute;cnico, n&atilde;o haver&aacute; a&ccedil;&atilde;o fiscal envolvendo a entrega.<br />&nbsp;<br /><strong>Forte ades&atilde;o ao plano de&nbsp; parcelamento</strong><br />&nbsp;<br />Termina no dia 31 de maio o prazo para a ades&atilde;o ao Programa Especial de Parcelamento do (PEP) de d&eacute;bitos do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS). A Secretaria da Fazenda do Estado de S&atilde;o Paulo (Sefaz-SP) j&aacute; computou mais de 11, 3 mil ades&otilde;es. O total de d&eacute;bitos inclu&iacute;dos no programa soma R$ 3,25 bilh&otilde;es, dos quais R$ 687 milh&otilde;es foram pagos em parcela &uacute;nica. O programa permite parcelar d&eacute;bitos inscritos ou n&atilde;o na d&iacute;vida ativa, com redu&ccedil;&atilde;o de multa e juros. Para o pagamento &agrave; vista, a redu&ccedil;&atilde;o &eacute; de 75% no valor das multas e de 60% nos juros. <br />&nbsp;<br />O contribuinte que optar pelo parcelamento em at&eacute; 120 vezes ter&aacute; redu&ccedil;&atilde;o de 50% do valor da multa e de 40% no valor dos juros. "O volume das ades&otilde;es &eacute; bom e tende a aumentar com a proximidade do prazo final", disse a diretora de arrecada&ccedil;&atilde;o da Sefaz-SP, Erika Yamada. Diferentemente dos programas de parcelamento de d&eacute;bitos anteriores, no atual o contribuinte pagar&aacute; parcelas mensais de igual valor, do come&ccedil;o ao final do parcelamento. Embora o prazo final para a ades&atilde;o ao parcelamento termine no final de maio, o Conv&ecirc;nio n&ordm; 108 do Confaz, que autorizou os estados a abrirem programas para regulariza&ccedil;&atilde;o de d&eacute;bitos,&nbsp; estabelece como prazo m&aacute;ximo o dia 30 de agosto. Ou seja, h&aacute; uma brecha para o fisco paulista postergar o prazo.<br /><br /><strong><br />...E reclama das novas regras do ICMS</strong><br /><br />A Comiss&atilde;o de Assuntos Econ&ocirc;micos (CAE) do Senado aprovou ontem o parecer do senador Delc&iacute;dio Amaral (PT-MS) ao projeto de resolu&ccedil;&atilde;o que altera as al&iacute;quotas do Imposto sobre Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e Servi&ccedil;os (ICMS) sobre opera&ccedil;&otilde;es interestaduais.<br />&nbsp;<br />A vers&atilde;o do parecer do senador ignora as perdas dos estados das regi&otilde;es Sul e Sudeste com a eventual mudan&ccedil;a das al&iacute;quotas do ICMS sobre opera&ccedil;&otilde;es interestaduais. Nota t&eacute;cnica do governo paulista estima que, com a mudan&ccedil;a dos porcentuais do ICMS, a queda de arrecada&ccedil;&atilde;o do Estado &eacute; da ordem de R$ 3,754 bilh&otilde;es por ano.<br />&nbsp;<br />A aprova&ccedil;&atilde;o do texto foi simb&oacute;lica e apenas o l&iacute;der do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), e o senador In&aacute;cio Arruda (PCdoB-CE) registraram voto contr&aacute;rio ao texto. Na semana que vem, os senadores v&atilde;o apreciar destaques que pedem, entre outras quest&otilde;es, al&iacute;quotas maiores do imposto para determinados estados. Ap&oacute;s essa etapa, a proposta regimentalmente s&oacute; ter&aacute; de passar pela vota&ccedil;&atilde;o no plen&aacute;rio do Senado.<br />&nbsp;<br />O relator acatou em seu texto cerca de 15 emendas apresentadas pelos senadores, a maioria atendendo a pleitos das regi&otilde;es Norte, Nordeste, Centro-Oeste e do Esp&iacute;rito Santo. Governadores desses estados foram contemplados com a ado&ccedil;&atilde;o da al&iacute;quota de 7% nas opera&ccedil;&otilde;es feitas com produtos industrializados e produtos agr&iacute;colas que tenham passado pelo Processo Produtivo B&aacute;sico (PPB) que saiam das respectivas localidades para os demais estados do Sul e Sudeste. Para as demais transa&ccedil;&otilde;es interestaduais, o ICMS ser&aacute; reduzido gradualmente para 4%. Trata-se do porcentual que o governo federal havia proposto originalmente no projeto.<br />&nbsp;<br />Atualmente, a al&iacute;quota &eacute; de 12% nas opera&ccedil;&otilde;es do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e Esp&iacute;rito Santo para o resto do Pa&iacute;s, e de 7% quando a mercadoria &eacute; transferida do Sul e Sudeste para as demais regi&otilde;es. O projeto de mudan&ccedil;as das al&iacute;quotas tem por objetivo acabar com a guerra fiscal entre os estados. O relator manteve a al&iacute;quota de 12% para as opera&ccedil;&otilde;es interestaduais com g&aacute;s natural, exceto nas transa&ccedil;&otilde;es originadas nas regi&otilde;es Sul e Sudeste, destinadas &agrave;s regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, inclusive ao Estado do Esp&iacute;rito Santo, quando a al&iacute;quota ser&aacute; de 7%. Nas opera&ccedil;&otilde;es com g&aacute;s natural importado, o porcentual tamb&eacute;m ser&aacute; de 12%.<br />&nbsp;<br />Outra mudan&ccedil;a importante&nbsp; foi atrelar a entrada em vigor dos novos porcentuais do ICMS &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o de um projeto de lei complementar que convalide os benef&iacute;cios concedidos pelos estados. Uma mudan&ccedil;a de &uacute;ltima hora no texto prev&ecirc; que a confirma&ccedil;&atilde;o desses incentivos ter&aacute; de ser aprovada por projeto de lei complementar, definindo um quorum m&iacute;nimo de tr&ecirc;s quintos dos representantes do Conselho Nacional de Pol&iacute;tica Fazend&aacute;ria (Confaz) para referendar as decis&otilde;es. A entrada em vigor do projeto tamb&eacute;m est&aacute; atrelada &agrave; cria&ccedil;&atilde;o dos fundos de compensa&ccedil;&atilde;o e de desenvolvimento regional previsto originalmente na Medida Provis&oacute;ria 599/2012.<br />&nbsp;<br /><strong>Protestos </strong>&ndash; Sob protestos da bancada de S&atilde;o Paulo e do secret&aacute;rio de Fazenda do Estado, Andrea Calabi, que acompanhou a sess&atilde;o em Bras&iacute;lia, Delc&iacute;dio manteve a Zona Franca de Manaus com a al&iacute;quota de 12%. Ele ainda ampliou de seis para nove as &aacute;reas de livre com&eacute;rcio na regi&atilde;o Norte, que v&atilde;o contar com o mesmo porcentual do ICMS. O relator disse que S&atilde;o Paulo est&aacute; "muito bem atendido" na quest&atilde;o da reforma e destacou que, de 2009 para c&aacute;, a receita do estado com o imposto subiu de R$ 70 bilh&otilde;es para R$ 102 bilh&otilde;es. "Acho que essa &eacute; uma oportunidade &iacute;mpar de deixar que outros estados se desenvolvam", disse.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Di&aacute;rio do Com&eacute;rcio - SP</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Dívida das companhias abertas cresce 17% em 2012]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35846</link>
<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 10:49:13 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A &ldquo;alavancagem&rdquo; das 120 companhias analisadas chegou a 1,30, e o setor que mais se destacou foi o de fertilizantes<br /><br />As empresas brasileiras de capital aberto aumentaram o endividamento em quase 17% no ano passado. Aliado &agrave; queda de 43,31% no lucro, esse aumento l&iacute;quido fez com que a rela&ccedil;&atilde;o entre d&iacute;vida bruta e patrim&ocirc;nio &mdash; ou alavancagem &mdash; crescesse em 2012 ante 2011. Segundo estudo feito pela T&eacute;cnica Equity Research, a pedido do Brasil Econ&ocirc;mico, a alavancagem das 120 companhias analisadas chegou a 1,30, e o setor que mais se destacou foi o de fertilizantes com 2,61. Neste caso, a companhia estudada foi a Fertilizantes Heringer que, no ano passado, teve preju&iacute;zo de R$ 2,5 milh&otilde;es e viu a sua d&iacute;vida bruta subir 22,68%, enquanto a receita cresceu apenas 12,9%. Em 2011, no entanto, a empresa apresentou lucro l&iacute;quido de R$ 63,9 milh&otilde;es. Mesmo assim, o analista Henrique Koch do BB Investimentos classifica a companhia como acima da m&eacute;dia de mercado (outperform) e v&ecirc; potencial de valoriza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es at&eacute; R$ 16,50. &ldquo;N&atilde;o &eacute; um setor com margens elevadas e a alavancagem alta n&atilde;o &eacute; algo caracter&iacute;stico&rdquo;, diz Renato Campos, analista da T&eacute;cnica Research Equity. <br /><br />Quando analisado apenas o endividamento bruto (que leva em considera&ccedil;&atilde;o as d&iacute;vidas onerosas, ou seja, linhas de financiamento, deb&ecirc;ntures e notas promissorias), a campe&atilde; foi a Cielo com alta de 1.301,5%, em rela&ccedil;&atilde;o a 2011. A explica&ccedil;&atilde;o &eacute; a estreia da companhia no mercado de d&iacute;vida internacional: em novembro, ela captou US$ 875 milh&otilde;es. &ldquo;O percentual chama aten&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o &eacute; nada preocupante, porque a Cielo n&atilde;o tinha d&iacute;vida em 2011&rdquo;, explica Campos. Tanto &eacute; que a alavancagem da companhia &eacute; de apenas 0,92. <br /><br />Outras que aparecem nas primeiras posi&ccedil;&otilde;es do ranking de aumento de d&iacute;vida &eacute; a Brazil Pharma, rede de farm&aacute;cias do grupo BTG Pactual, e a Oi. A mineira Arezzo tamb&eacute;m se destaca nesse quesito. &ldquo;O crescimento n&atilde;o foi por meio de aquisi&ccedil;&otilde;es e, sim, org&acirc;nico. Portanto, a empresa est&aacute; captalizada e o endividamento &eacute; baixo &mdash; apesar do salto percentual &mdash; e, por isso, tem espa&ccedil;o para aumentar alavancagem.&rdquo; A d&iacute;vida bruta &eacute; de R$ 90 milh&otilde;es, enquanto o patrim&ocirc;nio liquido chega a R$ 453 milh&otilde;es. &ldquo;A d&iacute;vida &eacute; menor que Ebitda, de R$ 135 milh&otilde;es.&rdquo; <br /><br />O especialista lembra ainda que alguns setores s&atilde;o naturalmente mais alavancados que outros, por utilizarem capital mais extensivamente, como de log&iacute;stica e de concess&atilde;o rodovi&aacute;ria. No entanto, 25 companhias percorreram o caminho inverso e reduziram o endividamento. &Eacute; o caso da Queiroz Galv&atilde;o que, em 2012, viu a sua d&iacute;vida bruta retrair em 100%. &ldquo;O plano de investimento dos anos anteriores foi bastante agressivo. Mais parece ser uma varia&ccedil;&atilde;o de curto prazo, at&eacute; porque agora tem muito espa&ccedil;o para aumentar o endividamento.&rdquo; <br /><br />Outra que seguiu o mesmo caminho foi a Mahle Metal Leve que foi beneficiada pela desonera&ccedil;&atilde;o na folha de pagamento concedida pelo governo aos fabricantes de autope&ccedil;as. <br /><br />&ldquo;O que chama aten&ccedil;&atilde;o &eacute; que o lucro das companhias, como um todo, caiu 43%, ao mesmo tempo em que a receita l&iacute;quida subiu 13,16%. Isso mostra que o que houve foi um aumento dos custos com m&atilde;o de obra e insumos, que prejudicou os resultados&rdquo;, explica Campos. Essa combina&ccedil;&atilde;o de fatores evitou que novas linhas de financiamento fossem tomadas, apesar da queda da taxa b&aacute;sica de juros ao longo de 2012. &ldquo;O endividamento n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de algo negativo. Ao contr&aacute;rio, pode ser usado para fazer um investimento na produ&ccedil;&atilde;o, por exemplo. O mesmo acontece com a alavancagem&rdquo;, destaca o analista. Segundo ele, a incerteza quanto ao crescimento do pa&iacute;s &mdash; que, no fim, foi de apenas 0,9% &mdash;, aliada ao aumento da infla&ccedil;&atilde;o e maior restri&ccedil;&atilde;o de financiamento por parte dos bancos fizeram com que a linha do balan&ccedil;o referente ao resultado financeiro ficasse aqu&eacute;m do que poderia.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Brasil Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Indústria recua pelo mundo e eleva o pessimismo]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35835</link>
<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 10:11:23 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Sinais de fraqueza tornaram nubladas as perspectivas econ&ocirc;micas depois que uma importante pesquisa sobre neg&oacute;cios indicou ontem que a contra&ccedil;&atilde;o da atividade industrial aumentou na zona do euro este m&ecirc;s, enquanto tamb&eacute;m houve uma redu&ccedil;&atilde;o da expans&atilde;o industrial nos EUA e na China.<br /><br />Com as autoridades da zona do euro temerosas de que o bloco possa ter alcan&ccedil;ado os limites pol&iacute;ticos da austeridade, diante do avan&ccedil;o da oposi&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses abalados pela recess&atilde;o, os dados desanimadores contribuem para as press&otilde;es por um corte nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana que vem.<br /><br />O &iacute;ndice Markit de gerentes de compra da ind&uacute;stria na zona do euro, observado atentamente, caiu para o menor patamar em quatro meses em abril, para 46,5 pontos, bem abaixo do n&iacute;vel dos 50 pontos, que separa o crescimento da contra&ccedil;&atilde;o. O &iacute;ndice composto para a Alemanha, a maior economia do bloco, caiu para 48,8 pontos, o menor n&iacute;vel em seis meses.<br /><br />Separadamente, o banco central da Espanha estimou que a economia do pa&iacute;s encolheu 0,5% no primeiro trimestre, apesar do aumento das exporta&ccedil;&otilde;es.<br /><br />O &iacute;ndice dos gerentes de compra sugere que a ind&uacute;stria nos EUA e na China tamb&eacute;m est&aacute; sofrendo com a desacelera&ccedil;&atilde;o da atividade econ&ocirc;mica global.<br /><br />"A opini&atilde;o geral era de que a recupera&ccedil;&atilde;o da economia mundial ganharia for&ccedil;a no decorrer do ano. Mas, se voc&ecirc; olhar para o que aconteceu com a confian&ccedil;a no setor industrial nos &uacute;ltimos meses, ver&aacute; que a recupera&ccedil;&atilde;o da economia no segundo trimestre parece um pouco mais duvidosa", disse Julian Callow, economista do Barclays.<br /><br />Na semana passada, o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) pediu mais est&iacute;mulo econ&ocirc;mico, ap&oacute;s reduzir sua estimativa de crescimento da economia mundial para este ano, de 3,5% para 3,3%. O FMI tamb&eacute;m reduziu sua estimativa para o PIB da zona do euro, prevendo que a economia do bloco encolher&aacute; 0,3% este ano.<br /><br />At&eacute; mesmo os "falc&otilde;es" do conselho diretor do BCE v&ecirc;m sinalizando que poder&atilde;o cortar a taxa b&aacute;sica de juro, hoje em 0,75%, se os indicadores macroecon&ocirc;micos continuarem a piorar. Analistas dizem que, se o BCE agir amanh&atilde;, dever&aacute; cortar a taxa b&aacute;sica em um quarto de ponto, deixando a taxa de dep&oacute;sito inalterada em zero.<br /><br />Mas entre os analistas h&aacute; quem acredita que isso n&atilde;o ter&aacute; nenhum impacto sobre as empresas dos pa&iacute;ses do sul da zona do euro, que passam por uma crise de cr&eacute;dito. O BCE admitiu que o "mecanismo de transmiss&atilde;o", por meio do qual suas taxas se traduzem nos custos dos empr&eacute;stimos para o mundo real em pa&iacute;ses como a Espanha e a It&aacute;lia, n&atilde;o est&aacute; funcionando.<br /><br />O &iacute;ndice preliminar dos gerentes de compras para os EUA caiu para 52 pontos em abril, o menor desde novembro, de 54,6 em mar&ccedil;o. O &iacute;ndice HSBC/Markit preliminar para a China caiu de 51,6 para 50,5 pontos, o menor patamar em dois meses. O &iacute;ndice do Institute for Suply Management (ISM), principal bar&ocirc;metro da atividade industrial nos EUA, ser&aacute; divulgado em 1&ordm; de maio.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Pacote para indústria química e setor de etanol prevê renúncia fiscal de R$ 2 bi]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35834</link>
<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 10:07:11 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Lan&ccedil;ado ontem pelo governo federal, o pacote para o setor de etanol e ind&uacute;stria qu&iacute;mica prev&ecirc; uma ren&uacute;ncia fiscal de R$ 2,07 bilh&otilde;es neste ano com a redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de PIS-Cofins e a reabertura de linhas de cr&eacute;dito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico e Social (BNDES) para financiar investimentos em canaviais e a estocagem de &aacute;lcool.<br /><br />Os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Edison Lob&atilde;o, de Minas e Energia, disseram que o governo pretende baixar custos, aumentar investimentos e estimular ganhos de competitividade nos dois setores. N&atilde;o h&aacute; inten&ccedil;&atilde;o de reduzir pre&ccedil;os aos consumidores e, sim, recompor margens das ind&uacute;strias.<br /><br />As medidas, assim como o aumento j&aacute; anunciado da mistura de etanol anidro na gasolina de 20% para 25%, come&ccedil;am a vigorar no dia 1&ordm; de maio e, no caso das desonera&ccedil;&otilde;es, dependem ainda de uma medida provis&oacute;ria<br /><br />O governo mudou a tributa&ccedil;&atilde;o do etanol: as distribuidoras deixam de pagar o PIS-Cofins, que passa a incidir integralmente sobre o produtor no valor de R$ 0,12 por litro.<br /><br />Para "neutralizar" o efeito do tributo, os produtores v&atilde;o receber um cr&eacute;dito tribut&aacute;rio do governo federal no mesmo valor.<br /><br />Na avalia&ccedil;&atilde;o do ministro Guido Mantega a mudan&ccedil;a &eacute; "anti-inflacion&aacute;ria". O custo fiscal em 2013 ser&aacute; de R$ 970 milh&otilde;es.<br /><br />O governo tamb&eacute;m melhorou as condi&ccedil;&otilde;es de linhas de financiamento do BNDES que j&aacute; existiam, mas n&atilde;o vinham funcionando por causa de juros elevados.<br /><br />O Pro Renova, que permite a renova&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de novos canaviais, ter&aacute; R$ 4 bilh&otilde;es neste ano, com juros reduzidos de 8,5% a 9% ao ano para 5,5%. O prazo de pagamento &eacute; de 72 meses, com 18 meses de car&ecirc;ncia.<br /><br />A redu&ccedil;&atilde;o nos juros ser&aacute; equalizada pelo Tesouro Nacional, que desembolsar&aacute; R$ 344 milh&otilde;es. No ano passado, o governo tamb&eacute;m disponibilizou R$ 4 bilh&otilde;es para o Pro Renova, mas o setor pegou apenas R$ 1,3 bilh&atilde;o por causa da taxa de juros.<br /><br />Tamb&eacute;m foram anunciadas novas condi&ccedil;&otilde;es de financiamento da estocagem do etanol. A linha contar&aacute; com R$ 2 bilh&otilde;es e ter&aacute; taxa de juros de 7,7% ao ano ante 8,7% cobrada em 2012.<br /><br />A ind&uacute;stria qu&iacute;mica ter&aacute; redu&ccedil;&atilde;o no PIS-Cofins da mat&eacute;ria-prima e dos produtos de primeira e segunda gera&ccedil;&atilde;o. Para isso, o governo federal vai abrir m&atilde;o de R$ 1,1 bilh&atilde;o neste ano. Para essa ind&uacute;stria, que sofre com a invas&atilde;o dos importados, a al&iacute;quota do PIS-Cofins vai cair de 5,6% para 1%. O setor recebe cr&eacute;dito tribut&aacute;rio de 9,25%, que ser&aacute; mantido.<br /><br />Na pr&aacute;tica, o cr&eacute;dito tribut&aacute;rio efetivo - diferen&ccedil;a entre os dois percentuais - vai aumentar. Esse benef&iacute;cio ser&aacute; v&aacute;lido at&eacute; 2015. Em 2016, o tributo come&ccedil;a subir gradualmente atingindo a al&iacute;quota cheia (5,6%) em 2018.<br /><br />A diretora t&eacute;cnica de economia e estat&iacute;stica da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria Qu&iacute;mica (Abiquim), F&aacute;tima Ferreira, disse que as medidas do governo v&ecirc;m "numa hora excelente" e d&atilde;o "um certo al&iacute;vio" ao setor. J&aacute; a presidente da Uni&atilde;o da Ind&uacute;stria de Cana-de-A&ccedil;&uacute;car (Unica), Elizabeth Farina, ressaltou que as a&ccedil;&otilde;es de est&iacute;mulo aumentam a competitividade, mas "n&atilde;o s&atilde;o medidas que por si s&oacute; venham a resolver os problemas do setor de etanol". Ela relatou ainda que a presidente Dilma Rousseff teria dito que, apesar desse pacote de est&iacute;mulos, as conversas entre governo e o setor "n&atilde;o terminaram aqui".<br /><br /><strong><br />Medidas refor&ccedil;am caixa, mas n&atilde;o garantem investimento</strong><br /><br />O velho Pro&aacute;lcool, criado em 1975 pela ditadura militar na esteira da primeira crise internacional do petr&oacute;leo, acabou em meados dos anos 80. De forma melanc&oacute;lica, com filas de milhares donos de carros &agrave; espera do &aacute;lcool nos postos, abandonados por usineiros interessados em produzir a&ccedil;&uacute;car. De l&aacute; para c&aacute;, o derivado da cana ficou no ostracismo, marcado pela derrocada imposta pelo regime decr&eacute;pito. Virou sin&ocirc;nimo de mau neg&oacute;cio. Quem tinha um carro &agrave; &aacute;lcool, tratava de vend&ecirc;-lo a qualquer pre&ccedil;o.<br /><br />Demorou quase 20 anos at&eacute; que, recentemente rebatizado como etanol, o biocombust&iacute;vel retomou o status de salva&ccedil;&atilde;o nacional. As montadoras viram no fil&atilde;o dos carros "flex fuel" um valioso nicho. A independ&ecirc;ncia do velho &aacute;lcool seduziu novos consumidores. E a oferta abundante de etanol barato ajudou a alavancar a ind&uacute;stria. Os usineiros foram chamados de her&oacute;is pelo ent&atilde;o presidente Lula e o ent&atilde;o manda-chuva americano George W. Bush ajudou a levar a produ&ccedil;&atilde;o de etanol ao Olimpo.<br /><br />Mas a crise financeira mundial de 2008 atropelou os sonhos de pot&ecirc;ncia energ&eacute;tica mundial. As multinacionais, que haviam comprado dezenas de usinas, desaceleraram. As fontes de cr&eacute;dito externo secaram. A avers&atilde;o ao risco freou os grupos nacionais, &agrave;s voltas com elevados investimentos em mais de 200 projetos desde 2005. Ficaram sem capital. E as d&iacute;vidas foram &agrave; estratosfera. O governo tentou pacotes de socorro, paliativos. Nada funcionou. Em 2009, os usineiros queriam renegociar R$ 3,5 bilh&otilde;es em d&iacute;vidas com BNDES, tradings, bancos privados, produtores e fundos de investimento. O governo recusou. A descoberta do petr&oacute;leo no pr&eacute;-sal, em fins de 2007, j&aacute; tinha arrefecido os planos para uma "Ar&aacute;bia Saudita verde".<br /><br />Escolada no setor desde a &eacute;poca de ministra, a presidente Dilma Rousseff tentou, no in&iacute;cio de sua gest&atilde;o, chacoalhar os empres&aacute;rios ao transferir a fiscaliza&ccedil;&atilde;o e o controle da &aacute;rea &agrave; Ag&ecirc;ncia Nacional do Petr&oacute;leo, esvaziando o Minist&eacute;rio da Agricultura, aliado tradicional dos usineiros. O aumento da interfer&ecirc;ncia do governo piorou a situa&ccedil;&atilde;o. E a falta de di&aacute;logo se acentuou. De exportador, o pa&iacute;s passou a comprador de etanol de milho dos EUA. Sem ter como contratar cr&eacute;dito novo, boa parte das usinas nacionais foi liquidada. Outra parte quebrou ou pediu recupera&ccedil;&atilde;o judicial. Sa&iacute;ram de cena gigantes como Santelisa, NovAm&eacute;rica e Vale do Ros&aacute;rio. Entraram os estrangeiros ADM, Louis Dreyfus, Bunge, Tereos, Abengoa, Shree Renuka. Em 2012, a d&iacute;vida do setor rondava US$ 42 bilh&otilde;es.<br /><br />O pacote ora anunciado vinha em gesta&ccedil;&atilde;o desde 2011. Deveria ter sa&iacute;do em 2009. Agora, avalia-se, n&atilde;o ser&aacute; a solu&ccedil;&atilde;o, mas se aposta que permitir&aacute; um rearranjo nas combalidas finan&ccedil;as do setor. Desonerar o etanol de PIS-Cofins em R$ 0,12 por litro vai recompor margens e refor&ccedil;ar o caixa de usinas, distribuidoras e postos. Mas a expans&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o dos canaviais, se vier, s&oacute; ocorrer&aacute; em quatro ou cinco anos. O etanol ser&aacute; complementar &agrave; gasolina, n&atilde;o mais um protagonista, como na d&eacute;cada anterior. E os investimentos s&oacute; voltar&atilde;o em peso se o combust&iacute;vel for rent&aacute;vel, e n&atilde;o pela demanda via eleva&ccedil;&atilde;o do etanol anidro na gasolina. No governo, costuma-se dizer que um carro &eacute; produzido em 12 minutos, mas um hectare de cana s&oacute; fica pronto em dois anos. De 2008 a 2013, a produ&ccedil;&atilde;o de etanol total recuou de 26,6 bilh&otilde;es para 25,7 bilh&otilde;es de litros.<br /><br />As linhas de investimento podem ajudar a driblar a decad&ecirc;ncia. Mas n&atilde;o ser&atilde;o decisivas. Desde 2008 que n&atilde;o se cuida dos canaviais. O clima desfavor&aacute;vel e a multiplica&ccedil;&atilde;o de pragas aumentou custos. A produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o decolou e a produtividade m&eacute;dia, sem investimento, caiu de 81,5 para 73,5 toneladas por hectare. A administra&ccedil;&atilde;o pouco profissional, centrada em poucas fam&iacute;lias, e as sucess&otilde;es mal resolvidas, complicaram as coisas. Ainda h&aacute; riscos nos estoques. Grandes empresas contratam empr&eacute;stimos subsidiados para comprar etanol de pequenas destilarias e vendem na entressafra, o que pode gerar mais desigualdade.<br /><br />Pouco desse pacote deve estimular o consumidor a voltar &agrave;s filas pelo etanol. E uma interfer&ecirc;ncia excessiva do governo no setor pode botar tudo a perder.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Juro vai continuar subindo e caindo, mas em nível 'adequado', diz Dilma]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35829</link>
<pubDate>Wed, 24 Apr 2013 10:01:18 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>Em meio a press&otilde;es inflacion&aacute;rias, Copom elevou taxa b&aacute;sica na semana passada para 7,5%<br /><br />Presidente diz que juros se ajustaram a 'padr&otilde;es internacionais' e volta a falar em rigor no combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o<br /><br />A presidente Dilma Rousseff disse ontem que os juros v&atilde;o continuar "subindo e descendo no pa&iacute;s", mas num n&iacute;vel mais "adequado aos padr&otilde;es internacionais".<br /><br />Na semana passada, em meio a press&otilde;es inflacion&aacute;rias, o Copom (Comit&ecirc; de Pol&iacute;tica Monet&aacute;ria), do Banco Central, subiu a taxa b&aacute;sica de juros (a Selic) para 7,5% ao ano (estava em 7,25%).<br /><br />Foi o primeiro aumento dos juros desde julho de 2011.<br /><br />"Este pa&iacute;s tem de crescer acelerado. Fizemos um grande esfor&ccedil;o, do in&iacute;cio do governo at&eacute; hoje. Primeiro, reduzimos os juros brasileiros para patamares aceit&aacute;veis", afirmou Dilma, durante discurso no 2&ordm; Encontro dos Munic&iacute;pios com o Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, em Bras&iacute;lia.<br /><br />"Reduzir os juros para patamares menores n&atilde;o significa que ele n&atilde;o suba e n&atilde;o des&ccedil;a. Ele vai continuar subindo e descendo, mas ele vai fazer isso num n&iacute;vel mais adequado para os padr&otilde;es internacionais e, portanto, para [patamar] mais competitivo."<br /><br />A declara&ccedil;&atilde;o da presidente foi dada &agrave; noite a uma plateia repleta de prefeitos.<br /><br />No in&iacute;cio da tarde, contudo, Dilma havia afirmado a jornalistas que n&atilde;o falaria de juros para que suas palavras n&atilde;o fossem "distorcidas". Ela n&atilde;o citou o epis&oacute;dio da &Aacute;frica do Sul no fim de mar&ccedil;o.<br /><br />Na ocasi&atilde;o, Dilma afirmou n&atilde;o acreditar numa pol&iacute;tica de combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o que comprometesse o crescimento do pa&iacute;s. O mercado financeiro interpretou a fala como leni&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o ao combate &agrave;s altas dos pre&ccedil;os.<br /><br />Dilma reagiu dizendo que houve "manipula&ccedil;&atilde;o" de sua fala e que "o combate &agrave; infla&ccedil;&atilde;o &eacute; um valor em si mesmo e permanente do governo".<br /><strong><br />RIGOR</strong><br /><br />Ela voltou a falar sobre infla&ccedil;&atilde;o, ao dizer que &eacute; preciso rigor or&ccedil;ament&aacute;rio e cuidado com as contas p&uacute;blicas.<br /><br />"Garanto que as contas fiscais sejam est&aacute;veis, e tenho que garantir tamb&eacute;m que a infla&ccedil;&atilde;o neste pa&iacute;s esteja sob controle", disse.<br /><br />Eu tenho um Or&ccedil;amento dado e regras bem claras, n&atilde;o posso criar despesa sem apontar receita, e isso cria para o governo federal regras bem claras de gest&atilde;o dos recursos p&uacute;blicos." <br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Folha de S.Paulo</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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<title><![CDATA[Déficit da balança comercial sobe para US$ 6,5 bilhões]]></title>
<link>http://www.abras.com.br/clipping.php?area=2&amp;clipping=35793</link>
<pubDate>Tue, 23 Apr 2013 10:24:52 -0300</pubDate>
<description><![CDATA[<p>A balan&ccedil;a comercial brasileira registrou d&eacute;ficit de US$ 2,2 bilh&otilde;es na terceira semana de abril, informou o Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio Exterior (Mdic). O resultado se deve a US$ 4,6 bilh&otilde;es em exporta&ccedil;&otilde;es e US$ 6,9 bilh&otilde;es em importa&ccedil;&otilde;es. O desempenho negativo na balan&ccedil;a comercial reverte o super&aacute;vit obtido nas duas primeiras semanas do m&ecirc;s, que agora acumula saldo negativo de US$ 1,3 bilh&atilde;o. O avan&ccedil;o das importa&ccedil;&otilde;es e a queda da exporta&ccedil;&atilde;o, puxada pelo petr&oacute;leo, contribu&iacute;ram para o resultado.<br /><br />Segundo o Mdic, o d&eacute;ficit bilion&aacute;rio na terceira semana "foi consequ&ecirc;ncia da normaliza&ccedil;&atilde;o de registros da importa&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis no Siscomex referentes &agrave;s semanas anteriores de abril e a transa&ccedil;&otilde;es realizadas em 2012. As compras de combust&iacute;veis cresceram 785,1% na terceira semana de abril quando comparado com as duas primeiras semanas do m&ecirc;s. O resultado aprofunda o d&eacute;ficit da balan&ccedil;a no ano, que atingiu US$ 6,5 bilh&otilde;es - o maior saldo negativo acumulado de janeiro &agrave; terceira semana de abril da s&eacute;rie hist&oacute;rica do Mdic.<br /><br />Apesar da eleva&ccedil;&atilde;o do valor desembarcado em combust&iacute;veis e lubrificantes na terceira semana de abril, esse item n&atilde;o teve grande impacto na m&eacute;dia da importa&ccedil;&atilde;o total acumulada no m&ecirc;s, na compara&ccedil;&atilde;o com abril do ano passado. Nessa compara&ccedil;&atilde;o, houve eleva&ccedil;&atilde;o de 9%. A varia&ccedil;&atilde;o foi menor do que a da importa&ccedil;&atilde;o total, que cresceu 10,4% nos mesmos crit&eacute;rios. Setores importantes na importa&ccedil;&atilde;o, como de equipamentos el&eacute;tricos e eletr&ocirc;nicos e autom&oacute;veis tiveram eleva&ccedil;&atilde;o maior, de 11,7% e de 11,1%, respectivamente.<br /><br />Ao mesmo tempo que a importa&ccedil;&atilde;o cresceu, as exporta&ccedil;&otilde;es ca&iacute;ram. A m&eacute;dia di&aacute;ria de US$ 942,7 milh&otilde;es nas exporta&ccedil;&otilde;es at&eacute; a terceira semana de abril &eacute; 3,6% inferior &agrave; m&eacute;dia di&aacute;ria dos embarques realizados em todo o m&ecirc;s de abril do ano passado.<br /><br />As exporta&ccedil;&otilde;es de produtos b&aacute;sicos ca&iacute;ram 3,5%, de US$ 503,7 milh&otilde;es da m&eacute;dia di&aacute;ria de abril de 2012 para US$ 485,9 milh&otilde;es at&eacute; a terceira semana deste m&ecirc;s, por causa, principalmente, de petr&oacute;leo em bruto, trigo em gr&atilde;os, carne su&iacute;na, caf&eacute; em gr&atilde;o, fumo em folhas e min&eacute;rio de ferro. O embarque de petr&oacute;leo sofreu redu&ccedil;&atilde;o de 58,8% no acumulado at&eacute; a terceira semana deste m&ecirc;s, na compara&ccedil;&atilde;o com a m&eacute;dia di&aacute;ria do mesmo m&ecirc;s de 2012. Tirando o petr&oacute;leo e seus derivados da conta de exporta&ccedil;&atilde;o, os embarques teriam tido alta de 7%. O avan&ccedil;o da soja amenizou parte da queda do petr&oacute;leo. A m&eacute;dia di&aacute;ria exportada do gr&atilde;o nas tr&ecirc;s primeiras semanas de abril teve alta de 37,2% em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; m&eacute;dia di&aacute;ria de abril do ano passado.<br /><br />A venda de semimanufaturados caiu 1,4% na compara&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dias di&aacute;rias, passando de US$ 110 milh&otilde;es em abril de 2012 para US$ 108,5 milh&otilde;es no acumulado deste m&ecirc;s. O resultado se deve ao menor embarque de semimanufaturados de ferro/a&ccedil;o, &oacute;leo de soja em bruto, ferro ligas, ferro fundido e celulose. No caso de manufaturados, os embarques apresentaram baixa de 4,2% para m&eacute;dia di&aacute;ria de US$ 326,1 milh&otilde;es. As maiores retra&ccedil;&otilde;es foram registradas nas vendas de avi&otilde;es, &oacute;leos combust&iacute;veis, m&aacute;quinas para terraplanagem, entre outros.<br /><br /><br /><br />Ve&iacute;culo: Valor Econ&ocirc;mico</p>]]></description>
<author>clipping@abras.com.br (Equipe ABRAS Clipping)</author>
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